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    Quinta-feira, Maio 11, 2006

    AMARÍLIO, HOMEM PÚBLICO DE FÉ

    ARTIGO ESPECIAL: por Carlos Alberto Penna 
    Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Barbacena

    Às margens do célebre Caminho Novo das Gerais, aberto pelos Bandeirantes no Século XVIII, em um dos mais antigos bairros da cidade de Barbacena, o Alto do Cangalheiro, mais tarde conhecido como Bairro de Santo Antônio, foi onde nasceu, em 10 de setembro de 1942, Amarílio Augusto de Andrade. Seus pais, Brasilino Alexandre de Andrade e Dona Ana Augusta de Assis, eram agricultores e viviam cuidando de uma pequena propriedade rural, donde retiravam o sustento para mantença de uma família numerosa, integrada por doze filhos.

    Profundamente religiosa, a família teve como referência única praticar no dia-a-dia os ensinamentos cristãos, em toda sua plenitude, tendo como principal parâmetro a ética do trabalho.
    A bondade, a honradez e a decência foram exemplos adotados com naturalidade pelos filhos daquele lar, onde sobrava amor.

    O menino Amarílio Augusto de Andrade, distinguiu-se, desde cedo, de seus irmãos, ao tornar-se o preferido de seu tio, o eminente Professor Amarílio Augusto de Paula, de quem recebera, como homenagem de batismo, o ilustre nome.

    Seu tio, o Professor Amarílio, iniciava, à época, as pesquisas para introdução do cultivo da soja no Brasil. Lecionava Técnica Agrícola na importantíssima Escola Agrotécnica Federal de Barbacena, então conhecida como "Aprendizado Agrícola de Barbacena", jurisdicionada à Superintendência do Ensino Agrícola e Veterinário do Ministério da Agricultura.

    O Professor Amarílio Augusto de Paula veio a tornar-se uma das referências nacionais no cultivo e multiutilização da soja e à par de sua condição de professor, cientista e pesquisador, era dotado do dom natural da política.

    Vereador à Câmara Municipal de Barbacena, por seguidas legislaturas, até sua morte trágica, vítima de acidente, em 1973, o Professor Amarílio de Paula tomou a si a educação de seu sobrinho-afilhado, Amarílio Augusto de Andrade, que o acompanhava diariamente, depois de cumpridos seus deveres escolares, nas visitas aos amigos e eleitores do tio, na área urbana e na zona rural de Barbacena.

    Começa aí, verdadeiramente, a vida política de Amarílio Augusto de Andrade, ainda na primeira idade.

    Aos nove anos, foi colhido pela tragédia. Vítima de atropelamento, teve uma gravíssima fratura em uma das pernas, que deixaria seqüelas físicas definitivas. A ortopedia, como especialidade médica, ainda engatinhava no Brasil. Sucessivos tratamentos o prenderam ao leito hospitalar por quatro anos.

    Internou-se na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, donde saiu, anos depois, de um sofrimento extremo, com duas muletas, que o ampararam por doze anos. Tornou-se um deficiente físico, fortemente dependente de próteses. À custa de férrea crença em Deus, de uma vontade de aço de ser útil à humanidade e de superar-se a si próprio, Amarílio Augusto de Andrade, responsabilizou-se, desde criança, por si e por vários familiares. Era o exemplo vivo do bairro onde morava. Adorado e querido por todos, o jovem Amarílio praticou todo tipo de trabalho compatível com sua grave deficiência física. Muitos, em igual situação, "jogaram a toalha" e entregaram-se a uma sorte inglória. Amarílio, ao contrário, traçou e seguiu seu próprio destino. Sua fé em si e na humanidade superou todos os obstáculos.

    Terminando o curso primário, teve que interromper, por muitos anos, seus estudos, durante as várias internações hospitalares a que foi submetido. Voltou às aulas de muletas, ingressando no turno da noite, na Escola Técnica de Comércio de Barbacena, posteriormente denominada com o nome de seu fundador e diretor, Escola Técnica de Comércio Plínio Alvarenga. Lá viveu e vivenciou ricos ensinamentos humanísticos.

    Foi nesta escola técnica que tornou-se amigo de vários colegas. Um desses, o autor destas linhas, que cursava simultaneamente o Curso Científico no Colégio Estadual de Barbacena, é seu amigo há mais de quarenta anos. Em dezembro de 1968, Amarílio diplomou-se, com distinção acadêmica, no Curso Técnico em Contabilidade. Foi uma conquista muito comemorada. Lá estavam, em sua formatura, todos seus familiares.

    Desde 1961 Amarílio Augusto de Andrade havia ingressado, por concurso, na Agência de Barbacena do Banco de Crédito Real de Minas Gerais, instituição estatal de crédito, fundada ainda no Império. Começara, como contínuo, uma carreira profissional que concluiria trinta e cinco anos depois como Vice-Presidente da Diretoria Executiva deste importantíssimo estabelecimento de crédito, depois de exercer as diretorias da Credireal Financeira e da Financeira do Banco do Estado de Minas Gerais-BEMGE e ter sido eleito Conselheiro de Administração do Banco de Crédito Real.

    Enquanto estudante da Escola Técnica, atuara na política estudantil, como Presidente do Grêmio Escolar e na famosa UESB, União dos Estudantes Secundários de Barbacena, como Diretor. Eram anos turbulentos na vida nacional. O Brasil engalfinhava-se em lutas intestinas para definir sua vocação. O jovem Amarílio defendia posições nacionalistas, com ardor de juventude.
    Ainda bancário e estudante, Amarílio casara-se em 2 de maio de 1961 com Rosita Magalhães de Andrade e, desta união, tiveram cinco filhos: Júlio César, Simone, Tony Marcos (falecido em 8 de abril de 1991, vítima de acidente automobilístico), Alex e Anabela. A esses filhos juntaram-se, de outras uniões: Pablo, Lucas e Amarílio Júnior.

    Seu tio faleceu em 1973. Em 1976 Amarílio ingressou na vida pública, filiando-se ao MDB-Movimento Democrático Brasileiro, partido que fazia oposição à ditadura militar. Elegeu-se, nesse ano, com 691 votos, Vereador à Câmara Municipal de Barbacena, tornando-se logo, na primeira Sessão Legislativa, seu Presidente, cargo para o qual foi eleito e reeleito por onze vezes, por seus pares, em diversas legislaturas.

    Em 1976, diplomou-se em Direito, na Faculdade de Direito de Conselheiro Lafayete. Fez o "exame de ordem" da OAB e ingressou na advocacia, praticando-a, desde então, em proveito público e na assistência jurídica, sem remuneração, aos necessitados e carentes. Fez da advocacia o mesmo apostolado que fizera, a partir de 1969, como professor secundário de várias escolas em Barbacena.

    Em verdade, o magistério sempre foi sua primeira vocação, por influência de seu tio. Hoje, conta em seu currículo milhares de ex-alunos, nos mais de 30 anos nos quais lecionou várias disciplinas técnicas.

    O ponto alto de sua nascente carreira parlamentar dá-se, anos depois, na década de setenta, no auge da ditadura militar, quando a Amarílio enfrentou o então General-Presidente Ernesto Geisel, negando, com voto de Minerva, a aprovação de uma esdrúxula "Moção de Aplauso" ao fechamento do Congresso Nacional, proposta pelo bloco governista. Seu comportamente, neste heróico episódio, valeu-lhe o respeito e admiração do Dr. Sobral Pinto, que afirmou, textualmente:
    "O Senhor, Dr. Amarílio Augusto de Andrade, muito digno e respeitável Presidente da Câmara Municipal de Barbacena, me faz lembrar os meus anos de juventude, pela sua coragem, destemor e desassombro, expondo-se, com risco de perda de seus direitos políticos, de sua liberdade e até de retaliações mais graves, ao reprovar, com muita veemência, o gesto prepotente, despótico, ilegal e manifestamente inconstitucional do Excelentíssimo Senhor Presidente da República, General Ernesto Geisel, de decretar o fechamento do Congresso Nacional, votando contra a aprovação, na Câmara Municipal de Barbacena, justamente de uma absurda 'Moção de Aplauso' a este gesto presidencial tirânico. Essa coragem, em tempos de ditadura, fala por si só."

    Desde esta época, o então Deputado Federal, futuro senador, governador de Minas e Presidente eleito da República, Tancredo Neves, sempre se referia ao Amarílio como: "O homem que enfrentou Geisel".

    A Câmara Municipal de Barbacena, sede do Poder Legislativo Municipal, onde atuava, estava instalada e funcionava desde 1791, no imponente e majestoso sobradão colonial, construído em 1754, de linhas sóbrias e elegantes, na praça principal de Barbacena, fronteiro à Igreja-Matriz de Nossa Senhora da Piedade, idealizada a partir de 1725. Este prédio é uma das mais importantes edificações da história de Minas Gerais e necessitava, à época, de uma restauração artístico-arquitetônica. Amarílio, como presidente da Câmara, com profundas preocupações com a defesa do patrimônio histórico e artístico, nomeou uma Comissão de Notáveis, assim denominada, pela portaria que a instituiu, integrada pelos professores Carlos Alberto Penna Rodrigues de Carvalho (Presidente), Plínio Tostes de Alvarenga, Fernando Campos Duque-Estrada, José Mendes de Vasconcelos Júnior e Joacir Silva Concelos, comissão essa que coordenou o projeto de restauração, sugerindo que fosse dada a denominação de Palácio da Revolução Liberal ao edifício, pois foi neste mesmo local, que, em 10 de junho de 1842, foi deflagrada a Revolução Liberal e empossado, no cargo de Presidente Provisório da Província de Minas Gerais, o Barão de Cocais.
    A Revolução Liberal de 1842 foi o mais importante conflito interno armado ocorrido durante o Império, em Minas Gerais, com centenas de mortos e feridos. Minas, tendo em Barbacena seu quartel-general da Resistência, reagia à prepotência, no Império, como fizera na Inconfidência, no Brasil-Colônia,  e no claro apoio à Independência, por ocasião da Regência do então Príncipe Dom Pedro, filho de Dom João VI, Rei de Portugal.

    Barbacena, por sua elite pensante, tornar-se-ia, de fato, republicana, filosoficamente, muito antes da efetiva Proclamação da República, ocorrida em 15 de novembro de 1889.

    Em momento grave de sua história, Barbacena, representando Minas Gerais, ligava-se à São Paulo, onde irrompera, simultaneamente, o Movimento Liberal de 1842, tão bem retratado na célebre obra do Cônego Marinho: "História do Movimento Político, que teve lugar no ano de 1842, na Província de Minas Gerais".

    Noventa anos depois, em 1932, Minas, pela voz quase isolada do então ex-Presidente da República Arthur Bernardes, propusera, sem êxito, a repetição dessa união liberal na Revolução Constitucionalista. O ponto culminante da voz de Minas, neste episódio, está expresso nesta declaração de Arthur Bernardes, honrado e venerando homem público, exemplo de decência e nacionalismo, paradigma de Minas em sua melhor fase: "Quanto a mim, estou com São Paulo, pois para lá se transportou a alma cívica da Nação brasileira".

    Na Presidência da Câmara, Amarílio, como dissemos, deflagrara o resgate da memória histórica de Barbacena. Inúmeros barbacenenses ilustres, mas esquecidos, foram sendo chamados à cena e homenageados. O primeiro e mais importante destes, foi o jurista Heráclito Fontoura Sobral Pinto, tido como o Patrono Cívico dos Direitos Humanos no Brasil. O Doutor Sobral Pinto teve seu ilustríssimo nome atribuído a uma Medalha que é conferida, anualmente, a personalidades que se destacarem na defesa das liberdades públicas, por um Conselho Permanente, presidido pelo Presidente da Câmara Municipal de Barbacena.

    Em 1982, o Brasil já estava adulto, após 18 anos de ditadura, para a arrancada democrática que, três anos depois, em 1985, elegeria Tancredo Neves presidente da República.
    O primeiro passo era levar o então senador Tancredo Neves ao cargo de governador do Estado de Minas Gerais.

    Amarílio foi convocado, diretamente, por Tancredo Neves, de quem era amicíssimo, para essa importantíssima empreitada eleitoral.

    Foram mobilizadas todas as forças da Oposição, agrupadas no então PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), e a região de Barbacena, englobando 45 municípios vizinhos, partiu, literalmente, para o "tudo ou nada". Ao término da refrega eleitoral de 15 de novembro de 1982, o PMDB conseguira, na região, uma vitória esmagadora e ajudara a eleger Tancredo governador de Minas.

    Em 15 de março de 1983 Tancredo Neves assume o Governo de Minas e convoca Amarílio Augusto de Andrade para diretor da Credireal Financeira. Em agosto de 1984, Tancredo renuncia ao mandato de governador, desincompatilizando-se, para concorrer à presidência da República, no Colégio Eleitoral, em 15 de janeiro de 1985.

    Eleito Presidente da República, Tancredo Neves telefona para Amarílio e o avisa para preparar-se para um chamamento federal. Teria uma missão, para ele, em Brasília.

    Infelizmente, uma tragédia abateu, em pleno vôo da vitória, o presidente eleito Tancredo Neves. Vítima de grave moléstia, foi internado, em Brasília, no dia da posse, e faleceu em São Paulo em 21 de abril de 1985. O País tinha, então, um novo presidente, que era o vice de Tancredo.

    Amarílio continuou diretor da Credireal no Governo Hélio Garcia (1984-1987), que sucedera, em Minas Gerais, ao Dr. Tancredo. Hélio Garcia cumpriu todos os compromissos de campanha do Dr. Tancredo, mantendo, nos cargos, as pessoas que os ocupavam.

    Em 1986 é eleito Governador de Minas pelo PMDB o ex-prefeito de Contagem (MG), Newton Cardoso. Velho amigo e correligionário de Amarílio, Newton o convoca em seqüência, para três cargos importantes: Diretor da Financeira BEMGE, Conselheiro do Conselho de Administração do Banco de Crédito Real e, finalmente, Vice-Presidente Executivo do Banco de Crédito Real.

    Amarílio atinge, neste cargo, o ápice de sua carreira profissional, que começara em 1961, quanto ingressara, como contínuo, na agência de Barbacena, do mais tradicional e antigo banco de Minas Gerais.

    Em 1988, Amarílio deixa o PMDB e funda, em Barbacena, o Diretório Municipal do PMB-Partido Municipalista Brasileiro. Nesta legenda, concorre a Vice-Prefeito de Barbacena, sendo eleito com expressiva votação.

    Em 1988 ocupou o cargo de Prefeito de Barbacena por várias semanas, durante a licença de saúde do titular.

    Entre 1992 e 1996 estrutura, pacientemente, na região de Barbacena, dezenas de diretórios de seu atual partido político, o PSC-Partido Social Cristão, fundado pelo líder político Victor Nósseis.
    Em 1996, retoma seu mandato de vereador à Câmara Municipal de Barbacena, obtendo 891 votos. Desde então, é reeleito, sucessivamente, em 2000, com 2.121 votos (o mais votado de Barbacena) e, em 2004, com 2.081 votos (o segundo mais votado).

    Durante sua vida pública, Amarílio recebeu centenas de homenagens e distinções, sendo condecorado com várias medalhas, dentre as quais a Medalha da Inconfidência (nos três graus), a Medalha Santos Dumont (bronze, prata e ouro), a Medalha do Mérito do Poder Legislativo de Minas Gerais (graus mérito e mérito especial) e a Medalha do Mérito Aeronáutico.
    Desde a primeira legislatura que participou como vereador (1977-1983), Amarílio foi eleito por seus pares onze vezes presidente da Câmara de Barbacena, sendo que, nas duas últimas vezes (2004 e 2005), por unanimidade, um fato absolutamente raro na história do legislativo, desde sua fundação em 1791.

    A superação de tragédias faz parte do cotidiano da vida pessoal de Amarílio. Ainda criança, como já dissemos, é atropelado gravemente e fica semanas entre a vida e a morte. Este acidente o transforma em deficiente físico. Durante quatro anos esteve internado em hospitais de Barbacena e do Rio de Janeiro, sofrendo dores atrozes.

    Sai do hospital amparado em duas muletas e só se livra delas doze anos depois, à custa de uma vontade férrea de viver e de uma disciplina rigorosíssima de comportamento. Supera tudo isso e faz desta experiência dolorosa o motivo principal para ajudar os necessitados.

    Em 2000 novamente é colhido pelo destino para uma nova provação. É diagnosticada a ocorrência de um câncer em sua garganta, já em estágio avançado. Milagrosamente, salva-se após uma cirurgia em que esteve entre a vida e a morte. À custa de uma crença inabalável em Deus e de longos e dolorosos tratamentos rádio e quimioterápicos, supera o câncer e retoma o uso da voz, que havia perdido.

    Eis, aí, um novo Amarílio, vitorioso, que acredita e aposta na vida e no trabalho. Desde sua vitória contra o câncer, dedica-se, ainda mais, ao bem comum, com uma fé inabalável na capacidade de se superar em prol da coletividade.

    Fundou, com velhos e novos companheiros, o Núcleo Regional de Barbacena de Voluntários de Prevenção e Combate ao Câncer do Hospital Mário Penna e, desde então, passou a dedicar-se, de corpo e alma, a essa obra meritória, ajudando a salvar e melhorar as condições de saúde de milhares de pacientes oncológicos.

    Durante seus trinta anos de vida pública, Amarílio Augusto de Andrade pode apresentar, claramente, um dossiê de realizações para as quais colaborou, ativamente, participando direta ou indiretamente, da consecução de importantes obras públicas e iniciativas que resultaram em medidas de interesse coletivo.

    Em seqüência, três momentos principais conferem marca de excelência à sua entrada na vida pública, na Legislatura iniciada em 1977: 

    1) Restauração artístico-arquitetônica do prédio da Câmara Municipal de Barbacena, construído em 1754 e adquirido para ser Edifício-Sede do Poder Legislativo, em 1791, denominando-o, por Resolução aprovada por unanimidade, como Palácio da Revolução Liberal, acatando sugestão da Comissão de Notáveis.

    2) Institucionalização do conjunto de leis e normas municipais que conferiram a efetiva independência administrativo-financeira à Câmara Municipal de Barbacena, permitindo o pleno exercício da soberania do Poder Legislativo.

    3) Resgate efetivo da memória histórico-político-sociológica de Barbacena, por meio de ações objetivas de valorização de nosso patrimônio cultural.

    A vida de Amarílio Augusto de Andrade, sua conduta pessoal ilibada, tanto na Oposição quanto no Governo, além do vastíssimo conjunto de realizações em proveito público, como algumas de suas citadas posturas iniciais de vanguarda, dão mostras da estatura de um homem público de fé, que tem merecido, ao longo de trinta anos de vida pública, o reconhecimento efetivo de seus concidadãos


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    Segunda-feira, Maio 15, 2006

    ARTIGO ESPECIAL de William Freire SOBRE MEIO AMBIENTE


    William Freire[i] - Advogado Especializado em
    DIREITO AMBIENTAL E MINERÁRIO.
    Leia Seu currículo Completo, Clique Aqui


    Nas Ordenações Filipinas já constava[ii]:

    "O que cortar árvores frutíferas, em qualquer lugar, pagará ao seu dono o valor estimado dela em triplo.

    "E se a árvore danificada valer quatro mil réis, será açoitado e degredado para a África por quatro anos.

    "Se a árvore danificada valer trinta cruzados ou mais, será degredado para sempre para o Brasil".


    Mesmo a preocupação com o ambiente sendo antiga no mundo, o Brasil entra no Século XXI com problemas básicos em matéria de preservação ambiental. A ausência de saneamento básico, por exemplo, que transforma nossos rios em esgotos a céu aberto, faz com que o País enfrente, hoje, doenças há muito erradicadas dos Países desenvolvidos[iii].

    Enquanto o mundo repudia a política dos Estados Unidos da América, que se nega a ratificar o Tratado de Kyoto, no Brasil ocorrem grandes avanços em termos de consciência e preservação ambiental.

    Há um significativo esforço de doutrinadores, do Ministério Público e do Judiciário para aprender e bem aplicar o Direito Ambiental.

    Isso torna a função de todos os atores mais complexa diante da demanda ambiental: de um lado, devem tolher abusos, protegendo a livre iniciativa e a utilização dos recursos naturais colocados pela natureza à disposição da humanidade, que geram riqueza, crescimento econômico e bem-estar social; de outro, devem garantir a utilização dos recursos naturais de forma ambientalmente sustentável.

    O Promotor de Justiça Luís Fernando Cabral[iv], em Ação Civil Pública proposta na Comarca de Bacabal/MA, percebeu bem a importância dos dois interesses envolvidos:

    "Com efeito, o desenvolvimento sustentável nos leva à convicção de que a preservação do meio ambiente como própria garantia de continuidade à espécie humana deve ser equacionada às necessidades de desenvolvimento, geração de emprego e movimentação de capital, mormente nos países de terceiro mundo, onde perduram muitos rincões de subdesenvolvimento."

    O Direito não pode ser considerado algo abstrato, inatingível, pois tem como função regular situações reais, muitas vezes compondo conflitos em que ideologias - sadias ou não - se confrontam.
    Num país como o Brasil, onde mais da metade da população vive abaixo da linha de pobreza, a realidade está longe das filigranas jurídicas e das discussões meramente acadêmicas.

    A aplicação da lei ambiental tanto suscita paixões legítimas como oportunistas. Por isso, ao Judiciário toca, na tarefa, significativa responsabilidade: a de encontrar o ponto de equilíbrio entre as tendências contraditórias do desenvolvimento exasperado e a da preservação romântica. "Neste processo, submetido à revisão do Tribunal, encontro as duas tendências: a da indústria, inserida em regime capitalista de agressiva competição, degradando o meio ambiente em nome do desenvolvimento; e a da sociedade, representada por instituições para isso legitimadas, em reação talvez exagerada, expondo a risco o próprio desenvolvimento e os valores que ele suscita." [v]

    Daí a importância de o julgador manter-se sempre atento aos outros ramos do conhecimento e à realidade à sua volta, seja pela convivência com seus semelhantes, seja pelo interesse por assuntos que extravasam as Ciências Jurídicas.

    A missão do juiz não é simples. Eqüidistando-se do conflito, deve perceber as paixões por trás de cada argumento para tornar-se protagonista do justo, da justiça e do direito.

    Por isso, cabe trazer a lição do Tribunal de Justiça gaúcho[vi]:

    "Embora louvável o movimento ecologista, ao julgador impende, na apreciação das questões que dizem com o meio ambiente, retirar-lhes a carga de emoção e demagogia. Não podemos pretender voltar à idade das cavernas. E é, com a devida vênia, incompreensível tentar obstaculizar o crescimento do homem e da sociedade, no conjunto de sua evolução espiritual e material, na exploração correta das potencialidades econômicas postas à sua disposição pela natureza".

    Regras para a boa aplicação do Direito Ambiental

    A aplicação da lei ambiental segue algumas regras básicas: 

                1) Lei Nacional de Política Ambiental. O primeiro princípio está estampado no artigo 4º, inciso I: "A política do meio ambiente visará à compatibilização do desenvolvimento econômico-social com a preservação da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico".

    O desenvolvimento econômico e social não só é bem-vindo, como absolutamente necessário[vii]. O esforço é no sentido de criar mecanismos tecnológicos, locacionais e financeiros para que se facilite a adequação do empreendimento à sustentabilidade ambiental. 

                2) Princípio da Legalidade. Os atos administrativos ambientais são vinculados, não permitindo discricionariedade ou flexibilização que afete a segurança do Administrado.

    3) Licença Ambiental vinculada aos resultados dos estudos ambientais. Se os estudos ambientais, apesar de toda tecnologia disponível, das medidas mitigadoras e das medidas compensatórias possíveis, concluírem que o empreendimento não é ambientalmente sustentável, nenhuma autoridade no mundo poderá outorgar essa licença. Por outro lado, se os estudos ambientais demonstrarem que, usando a tecnologia disponível, as medidas mitigadoras e as medidas compensatórias possíveis, mais outros fatores, o empreendimento é ambientalmente sustentável, o empreendedor terá Direito Subjetivo à sua obtenção, com presteza e eficiência. 

                4) Limites Legais de Tolerabilidade. A sociedade necessita dos bens comerciais, industriais e de serviços, mais as atividades sociais para viver, sobreviver e se relacionar. Então, é natural que algum incômodo deva tolerar: algum barulho, alguma fumaça, algum transtorno. Até esse limite, há legalidade; acima dele, a ilegalidade[viii]. 

                5) Aplicação do Princípio da Precaução com responsabilidade. O princípio da Precaução deve ser utilizado como resposta a um problema identificado, mas, não como panacéia que impeça o desenvolvimento tecnológico ou científico. 

                O Princípio da Precaução é um valor importante, mas não é o único valor que deve ser levado em conta nas decisões que envolvam a proteção do ambiente, o desenvolvimento tecnológico e as necessidades materiais e imateriais da sociedade. 

                Por fim, todos devem estar atentos que esse Princípio da Precaução vem sendo desvirtuado a favor de interesses individuais que nenhum compromisso têm com a preservação ambiental. O Princípio da Precaução também vem sendo brandido como forma de ocultar escusos interesses de protecionismo comercial. 

                6) Atenção ao Princípio da Significância. Princípio da Significância é aquele que estabelece que somente os fatos ou atos que sejam de relevância para o ser humano merecem proteção jurídica. 

                Essa valoração, que atribui efeito a um fato, nada mais faz do que adjetivá-lo. Ao atribuir conseqüências jurídicas ao fato, cria direitos e obrigações para os administrados, razão pela qual somente pode ocorrer por via de lei em sentido estrito, diretamente ou por norma emanada de órgão expressamente delegado (como o CONAMA). 

                O Princípio da Significância estabelece que somente os fatos ou atos que tenham relevância para o ser humano merecem proteção jurídica. A relevância deve ser real. Uma estrela cadente é bela, mas não tem significância jurídica. Não pode ser inserida numa estrutura normativa sob pena de ridículo, porque o Direito valora racionalmente os fatos antes de elevá-los à categoria de fatos jurídicos. 

                O mundo dos direitos é constituído pela relações jurídicas. Compõem-se dos acontecimentos do mundo fático que sejam relevantes para a sociedade, somente as ocorrências fundamentais aos valores de convivência participam deste mundo. Podem ser construídos juízos positivos ou negativos, denominados juízos de valor. 

                O Direito é forma de vida intencionalmente regida por valores, dá garantia a uma situação de seguridade que deve ser justa. O fato, para ser juridicamente protegido, deve ter relevância para o bem-estar da coletividade. Deve ter sido valorado em consonância com  a regra jurídica e o suporte fático. 

                O art. 225, IV, CR/88, exige que a instalação de obra ou atividade que possa causar significativa degradação ambiental seja precedida de prévio Estudo de Impacto Ambiental. 

                A Constituição Federal reforça o Princípio da Significância aplicado à proteção ambiental ao mencionar ações que impliquem "significativa" degradação ao meio ambiente. Está admitindo a valoração da interferência no ambiente. 

                O Princípio da Significância aplicado à proteção ambiental busca uma compatibilização do desenvolvimento econômico-social do país  com a preservação da natureza. O intuito é evitar que uma obra ou atividade importante sob o ponto de vista econômico ou social seja impedida de realizar-se, baseada em degradação ambiental não relevante. 

                A Resolução CONAMA 001/86 reafirma o Princípio da Significância aplicado à proteção ambiental, expondo de maneira exemplificativa  os casos em que haverá necessidade do EIA, se e quando houver significativa possibilidade de degradação ambiental. Nas hipóteses do art. 2º da citada Resolução, o estudo é obrigatório, por considerá-las, a partir de um juízo prévio de valor, significativamente impactantes ao meio ambiente. 

                A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, ocorrida no Rio de Janeiro, em 1992, enfatizou o Princípio da Significância aplicado à proteção ambiental. Proclamou em seu Princípio XVII que todas as propostas que produzirem um impacto mais significante ao meio ambiente estariam sujeitas a decisões de competência da autoridade nacional. 

                7) Medidas extremas, como interdições sumárias, somente em caso de ocorrência de risco qualificado ou desrespeito contumaz à ordem jurídica ambiental. Esse princípio parte da percepção de que é o setor produtivo - de serviços, comercial ou industrial - que gera progresso e sustenta o Estado, e, por isso, deve ser respeitado. Esse conceito está estampado no Agravo de Instrumento n.º 232.916-7.00[ix],  julgado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, na equilibrada lição do Desembargador LÚCIO URBANO:

    "Nenhuma dúvida que salutar a defesa do meio ambiente, em cuja messe o Ministério Público de Minas Gerais, felizmente, anda empenhado, de modo vigoroso, impondo-se, por isso mesmo, o respeito de todos.

    "Se de um lado é benéfica a defesa do meio ambiente, de outro lado igualmente benéfica é a atividade empresarial, porque dela advêm recursos traduzidos em impostos, como também a solução do problema do desemprego.

    "Ambos, portanto, são muito importantes, sem se divisar supremacia de um sobre o outro.

    "Não se deve alimentar conflito entre tais interesses, mas conciliá-los.

    "A suspensão imediata e liminar da atividade de uma empresa, em razão de poluição do meio ambiente, deve ser imposta somente diante de risco qualificado. (...)

    "Certo é que se precisa de ambas as atividades: meio ambiente saudável e empresa geradora de riqueza."

    Julgando Agravo de Instrumento originário da Comarca de Guarujá, o Tribunal de Justiça de São Paulo traz interessante lição no voto do Relator:[x] 

     "Embora louvável, portanto, a tenacidade de quantos desfraldem a bandeira da defesa ecológica, principalmente dos ilustres órgãos do Ministério Público integrantes da equipe de proteção do meio ambiente, a aplicação dessas leis, pelo Judiciário, reclama criteriosa análise de cada caso concreto considerado, com minudente dissecação de todos os ângulos apresentados, a fim de que, aquilo que deve ser uma conquista no sentido do avanço do Homem, rumo ao seu melhor destino, não venha a constituir empecilho à sua caminhada".

    Busca do desenvolvimento e proteção ambiental sem demagogia

    A proteção do ambiente nunca foi excludente ou empecilho do desenvolvimento e do lucro. Ao contrário, o racional aproveitamento dos recursos naturais potencializa os benefícios que podem ser extraídos dos recursos que a natureza colocou à disposição da humanidade.

    Os verdadeiros inimigos do ambiente são:

    1. Leis e regulamentos sem qualidade[xi]. Algumas regras jurídicas são elaboradas sem cuidado e ao sabor da pressão ou mídia do momento. Criam polêmica, dificuldade de aplicação e favorecem a judicialização da questão ambiental.

    2. Politização da questão ambiental: a política toma lugar da visão técnica, econômica e social em assunto tão relevante para o destino da Nação;

    3. Ausência de qualidade e agilidade na gestão ambiental pública;

    4. Municípios que não investem em saneamento básico. Nosso País consolida sua posição de esgoto a céu aberto, em flagrante prejuízo das comunidades mais pobres.

    A realidade é que, em primeiro lugar, absoluto, aparece o Estado-Poluidor, que permite que milhões de toneladas de esgotos não tratados sejam jogados em nossos rios anualmente. As estatísticas são alarmantes. O jornal do Projeto Manuelzão, de novembro de 2004, p. 10, informa que "apenas 5,2% (isso mesmo, apenas 1/20 avos) de poluentes coletados em Minas Gerais são tratados antes de serem despejados nos rios".


    Dos 15 milhões de metros cúbicos de esgotos produzidos no Brasil por dia, somente 5,1 milhões recebem algum tipo de tratamento (já considerando o tratamento primário, quando se retira apenas a parte sólida do esgoto). Se se considerar o tratamento secundário, as estatísticas desabam ainda mais).

    Em segundo lugar, vem a atividade agropecuária descontrolada, que devasta um campo de futebol a cada quatro minutos. A partir daí surgem as queimadas e a destruição da mata ciliar. Toneladas de solos removidos inadequadamente assoreiam os rios. Toneladas de agrotóxicos poluem o lençol freático e os cursos d'água. Numa entrevista publicada no Jornal de Casa de 06.11.99, um representante de uma das mais conceituadas ONGs ambientais declarou: "P: Hoje o setor agrícola é o mais atrasado em termos de política ambiental? R: A agricultura brasileira, nestes 500 anos, vem sendo feita na base da política de terra arrasada. (...) Aqui em Minas, onde conheço melhor, a agricultura malfeita  e predatória responde, no mínimo, por 60% da degradação ambiental".

    Conclusão

    Nenhum cidadão pode defender a intervenção desregrada no meio ambiente. Mas, também, não pode fingir que não percebe a ineficiência, os desmandos e os oportunismos que ocorrem em torno da questão ambiental.

    Enquanto na Comunidade Européia a renda per capita é cerca de US$ 34 mil, no Brasil é cerca de R$ 3 mil (11 vezes menor). No Brasil, há 27 milhões de pessoas vivendo com menos de meio salário mínimo mensais. Há famílias inteiras tirando seu sustento de lixões - cerca de 25 mil pessoas - disputando a comida com os urubus. Dados recentes mostram que pelo menos 7,5 mil pessoas residem em lixões no Brasil. Já há lixão em São Paulo para o qual há fila de espera.

    Há necessidade urgente de afastar os mecanismos que impedem que a questão ambiental seja uma aliada do desenvolvimento.

    O Brasil caminha rápido para o ponto de equilíbrio, em razão do amadurecimento acelerado que todos vêm experimentando. A direção aponta para o aprimoramento do Princípio do Desenvolvimento Sustentável, que nada mais é do que o esforço de todos para a compatibilização do desenvolvimento econômico e social com o uso racional dos recursos naturais.

    O momento é de trabalho e cooperação de todos na busca da solução dos conflitos ao invés de alimentá-los. Isso, sim, em favor do País e das futuras gerações.

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    [i] Advogado formado pela UFMG. Especializado em Direito Ambiental. É autor dos seguintes livros: Comentários ao Código de Mineração (2ª Ed. Aide, 1996). Revista de Direito Minerário (Editora Mineira, 1997- Coordenador). Direito Ambiental Brasileiro (Ed. Aide. 1998). Código de Mineração Anotado e legislação complementar mineral e ambiental em vigor (2ª Ed. Mandamentos, 2002). Dicionário de Direito Minerário. Inglês-Português (Ed. Revista de Direito Minerário, 2002). Recurso Especial e Extraordinário (Ed. Mineira, 2002). Os recursos cíveis e seu processamento nos Tribunais. (Editora Mineira, 2003). Dicionário de Direito Ambiental e Vocabulário técnico de Meio Ambiente  (Editora Mineira, 2003 - Coordenador). Direito Ambiental aplicado à mineração (Ed. Mineira, 2005). Dentre outras atividades, é Coordenador e orientador do Programa Formação e Aperfeiçoamento de Negociadores Ambientais e coordenador da Câmara de Avaliação de Indenizações e Medidas Compensatórias Ambientais. Coordenador e instrutor do curso de Gestão de Crises Ambientais da ÉTICA AMBIENTAL. www.williamfreire.com.br.
    [ii] Livro V, Título LXXV.
    [iii] De uma maneira geral, pode-se afirmar que cerca de oitenta por cento de toda poluição nacional são produzidas pela ausência de saneamento básico e por atividades agropecuárias irregulares. Às demais atividades sociais e produtivas cabem os vinte por cento restantes.
    [iv] In Revista de Direito Ambiental, vol. 03, p.332.
    [v] Jurisprudência Mineira 125/183.
    [vi] RJTJRS 133/364.
    [vii] Nessa linha de raciocínio, forçoso é reconhecer que ninguém, em sã consciência, defende o descaso ambiental. Por outro lado, o Brasil necessita de avançar nas conquistas socioeconômicas. Isso impõe, urgentemente, criar um modelo em que se favoreça o desenvolvimento sustentável e a eficiência na Administração Pública.
    [viii] A jurisprudência já percebeu esse conceito: "A responsabilidade objetiva pelo dano ambiental deve ser contextualizada, pois sempre haverá um custo ao ambiente com obras  como a ora atacada, mas, aí, não cabe falar em dano ambiental, mas sim, em preço ambiental (TRF 4ª Região. Embargos de Declaração na Apelação Cível n.º 0422034-7. Acórdão RIP 04220347. 3ª Turma. Unidade Federal: Santa Catarina. Data da decisão: 13/03/1997. DJ 21/05/97, p. 036077).
    [ix] TJMG. Agravo de Instrumento n.º 232.916-7.00. Relator: Des. Lúcio Urbano. DJMG 10.04.04.
    [x] TJSP. Agravo de Instrumento nº 107.989-1. 5a Câmara Cível. Julgado em 08/06/896. Leis e regulamentos malfeitos, gerando polêmica, dificuldade na sua aplicação. in  RT 646/60.
    [xi] Otto Von Bismarck:"Se o povo soubesse como são feitas as leis e as salsichas, não dormiria tranqüilo".


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    Terça-feira, Maio 16, 2006

    ARTIGO ESPECIAL: COMÉRCIO EXTERIOR DEPENDE DE MERCADO INTERNO FORTE.


    MERCADO INTERNO FORTE É CONDIÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE DO CRESCIMENTO DAS EXPORTAÇÕES 

    SÍLVIO ABREU CAMPOS
    Consultor de Comércio Exterior da FECOMÉRCIO-MG. 
      
       
       
     
     
     

                                Diante da euforia com os resultados do nosso comércio exterior, justificada por números como a duplicação das exportações no espaço de apenas 3 anos , é bom lembrar que para sustentá-lo precisamos construir um mercado interno forte que dê respostas adequada a esse crescimento. O mercado externo nunca deve ser visto como alternativa para um mercado consumidor interno fraco e inapto a absorver a produção nacional (em razão do baixo poder aquisitivo da maioria da população, da queda na renda e das pífias taxas de crescimento experimentadas pelo país nesses últimos anos), mas deve ser encarado como forma de alocar os excedentes e desenvolver a produção interna.

                               Países com o perfil do Brasil precisam crescer a taxas elevadas, como aquelas observadas nos países do sudeste asiático. Não podem ter qualquer receio de ostentar percentuais de crescimento próximos dos 10% e seguidamente, como está fazendo a Argentina, nosso vizinho e parceiro no Mercosul, para não falar em países como a China e a Índia, que vêm exibindo taxas médias de crescimento exponenciais há quase meio século.

                              Entretanto, não há como crescer assim , desprezando deliberadamente os pré-requisitos para que isso de fato ocorra. Não há como conceber uma perspectiva desta, num cenário onde a taxa de juros descontada a inflação supera os doze pontos percentuais contra apenas 2 pontos de média mundial, a carga tributária se aproxime dos 40%, contra média de 16 a 17% na maioria dos países emergentes. Nosso investimento não passa de 20% do PIB, contra quase o dobre desse percentual na China.

                               Não podemos continuar a reboque do que acontece no mundo. Nosso comércio externo cresce, mas o faz, sobretudo nas ondas de uma fase de duradoura liquidez internacional que vem acarretando expansão da economia e demanda mundiais. No entanto, se esse crescimento superlativo brecar de repente, onde alocaremos toda nossa produção?

                               Há muito temos alertado para a necessidade de construirmos um mercado interno forte e inclusivo de uma horda de subconsumidores brasileiros que estão ainda à margem. E isso se faz, sobretudo com forte investimento em educação, preparando e qualificando melhor os nossos trabalhadores, realizando melhorias na infra-estrutura ( energia, transporte, logística, etc) e reformando os nossos anacrônicos sistemas de estruturação do Estado. É verdade, que não faltam também pontos positivos, a começar pelo grande e privilegiado espaço geográfico com que fomos aquinhoados, denso de recursos naturais e pela criatividade e senso de inovação peculiar a nossa gente.

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    Sexta-feira, Maio 19, 2006

    ARTIGO ESPECIAL: COMO ESCAPAR DA FOME DO GOVERNO POR IMPOSTOS?

    Temos defendido, de maneira insistente, que a melhor solução para sairmos do círculo vicioso de freqüentes aumentos da carga tributária (já no seu limite) para cobrir as despesas dos Governos nos diversos níveis federativos, a necessidade um intenso ajuste pelo lado de suas respectivas despesas, racionalizando-as ao máximo, notadamente em face da descomunal gastança e desperdício de recursos em atividades-meio e que deveriam ser canalizados para melhor aproveitamento nas atividades fins do Estado em seus diversos desdobramentos administrativos.
     
     

    É preciso, com a maior urgência , dotar a anacrônica ,burocrática e  emperrada máquina estatal de instrumentos de controle e  métodos de gestão mais modernos , eficientes e eficazes, como já bem apercebido por alguns administradores públicos, com excelentes resultados práticos.  

    O excessivo peso da tributação no Brasil, fortemente calcada na produção e nos salários, é sabidamente um dos maiores entraves à maior competitividade das nossas empresas e à  proliferação de investimentos, funcionando como fator inibidor do crescimento, geração de novos postos de trabalho e renda, de que tanto necessitamos para o resgate inadiável da enorme e histórica dívida social que vai se acumulando ao longo dos anos.
     
     

    O método simplista e desgastado de se aumentar impostos, com enorme sacrifício de toda sociedade, para cobrir despesas sem questionar a perdulária gerência dos recursos arrecadados, fez com que a carga tributária chegasse a suplantar aos 38% do PIB, sem que se tenha uma contraprestação em serviços públicos de qualidade, que volume tão descomunal de dinheiro a legitima exigir. Ao reverso, o que se observa, é um Estado engessado na sua capacidade de investir, exibindo para os cidadãos e para as empresas que pagam a conta, uma relação custo-benefício muito pobre e uma carência crônica de recursos mesmo para a realização do essencial. Que o digam aqueles que dependem da saúde, segurança , transportes em todos os modais , etc.
     
     

     Para ilustrar a necessidade emergencial dessa mudança de enfoque no ajuste fiscal, ou seja, de cortar efetivamente gastos supérfluos e azeitar a máquina administrativa estatal para à concreção eficiente dos resultados que dela se espera com o menor custo possível, como de resto procede todo empresário lúcido, tomemos apenas um  dado  divulgado recentemente divulgado pelo Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi),  que por sua vez  nos dá  conta de que a União queimou em 2005, nada menos que  R$ 88,6 milhões somente com cópias cópias  reprográficas, conhecidas como "xerox". Esse montante é superior a todos os investimentos realizados no mesmo ano pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) , que cuida dos principais programas sociais mais importantes do governo federal e daria para financiar nada menos que 10.000  unidades de moradias populares ou quase cinco mil veículos do tipo popular. Segundo o site "www.contas abertas.com.br", ao custo de R$ 0,15 cada cópia, isso significa que, por dia, 1.617.525 cópias, que dá uma média diária de 46.215 xerox por órgão dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. "Se revertidas em recursos, no ano passado, tais cópias poderiam ter arcado com todos os investimentos dos ministérios do Meio Ambiente, de Minas e Energia, dos Esportes, do Trabalho e Emprego e da Previdência Social juntos. O melhor é que, se isso tivesse ocorrido, ainda sobraria de troco para os cofres públicos cerca de R$ 15,9 milhões"


     

    Fácil concluir, que não se trata de cantilena de empresário, mas da necessidade que emerge de fatos como este, de promover um amplo processo de modernização da gestão administrativa de todo o aparelho estatal buscando maior eficiência do controle de gastos, de sorte a que sobrem recursos para investir, sem necessidade de penalizar a sociedade com aumentos desnecessários da carga tributária.


     

    Sílvio Abreu Campos - Consultor de Comércio Exterior da FECOMÉRCIO-MG.


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    Quinta-feira, Junho 29, 2006

    Artigo enviado pelo leitor Paulo Ely, que foi gerente do extinto Banco de Crédito Real em Barbacena, Juiz de Fora e Rio de Janeiro. Ele pede apenas 5 minutos de nossa atenção. Vale conferir!

    CINCO MINUTOS

    No parque, uma mulher sentou-se ao lado de um homem.

    Ela disse:

    - Aquele ali é meu filho, o de suéter vermelho deslizando no escorregador.

    - Um bonito garoto - respondeu o homem. E completou: - Aquela de

    vestido branco, pedalando a bicicleta, é minha filha.

    Então, olhando o relógio, o homem chamou a sua filha.

    - Melissa, o que você acha de irmos?

    - Mais cinco minutos, pai. Por favor. Só mais cinco minutos!

    O homem concordou e Melissa continuou pedalando sua bicicleta, para

    alegria de seu coração.

    Os minutos se passaram, o pai levantou-se e novamente chamou sua filha:

    - Hora de irmos, agora?

    Mas, outra vez Melissa pediu:

    - Mais cinco minutos, pai. Só mais cinco minutos!

    O homem sorriu e disse:

    - Está certo!

    - O senhor é certamente um pai muito paciente - comentou a mulher ao seu
    lado.

    O homem sorriu e disse:

    - O irmão mais velho de Melissa foi morto no ano passado por um

    motorista bêbado, quando montava sua bicicleta perto daqui.

    Eu nunca passei muito tempo com meu filho e agora eu daria qualquer

    coisa por apenas mais cinco minutos com ele.

    Eu me prometi não cometer o mesmo erro com Melissa.

    Ela acha que tem mais cinco minutos para andar de bicicleta.

    Na verdade, eu é que tenho mais cinco minutos para vê-la brincar...

    Em tudo na vida estabelecemos prioridades.

    Quais são as suas?

    Lembre-se:nem tudo o que importante é prioritário, e nem tudo o que é

    necessário é indispensável!

    Dê, hoje, a alguém que você ama mais cinco minutos de seu tempo.

    Eu parei 5 minutos para encaminhar esta mensagem a você

    E você, pode perder 5 minutos para passá-la adiante?


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    Segunda-feira, Junho 5, 2006

    ARTIGO ESPECIAL de Henrique Badaró. Para pensar na cama!

    TOLERÂNCIA ZERO, VIGILÂNCIA 100%





    (*) Henrique Prado Badaró

    Em 1993 quando foi eleito Prefeito de Nova York, Rudolph W. Giuliani implementou o mais famoso e eficaz programa de combate à violência urbana denominado "tolerância zero". Ao criar um sistema informatizado de acompanhamento estatístico dos crimes e dando mais poder aos Delegados espalhados pelas várias delegacias da cidade, para tomar decisões rápidas e utilizarem as mais modernas técnicas de combate à violência, o alcaide conseguiu reduzir, na sua gestão, os crimes de maneira geral em 57%, sendo que homicídios caíram 65%.

    O acompanhamento semanal das estatísticas permitiu ao comando da Polícia de Nova York identificar "tendências" de aumento de criminalidade antes que virassem "ondas de criminalidade".

    Numa visita à página na internet da Polícia de Nova York, vamos ver coisas interessantes como a seção de "elementos mais procurados" com suas fotos estampadas para toda a população ver[1], além das estatísticas aqui mencionadas.

    Quero chamar atenção para o fato de que não basta as forças de segurança atuarem contra a violência. A população tem que participar ativamente.Como? Denunciando. A criação e o aumento de números de disque-denúncia já foi um grande avanço, estabelecendo um canal para que a sociedade possa ajudar a polícia a capturar e trancafiar criminosos. Como dizem por aí, quando a mulher está esperando o filho, não existe "meio grávida". Ou você está do lado do crime ou do lado do bem. Vamos denunciar mesmo. Fique atento às movimentações de sua rua. Qualquer situação suspeita comunique imediatamente à polícia.

    Li nos jornais que São Paulo "produz" 500 presos por mês. Quantos não serão produzidos por aqui também?. Para se contrapor a esta situação, os Governos têm que atuar implementando ou incrementando programas voltados para os jovens, dando-lhes uma educação de qualidade, capacitação profissional, propiciando laser e tudo o mais que uma pessoa precisa nesta faixa etária.

    Vamos fazer nossa parte. A polícia impõe "tolerância Zero" e nós "Vigilância 100%".

    (*) Economista – MBA – University of Saint Thomas – USA – Presidente da ONG Oportunidade.


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    Segunda-feira, Junho 26, 2006

    ARTIGO ESPECIAL do doutor WILLER PÓS para nosso BLOG. Compartilho com você!

             MEIO AMBIENTE E DEMOCRACIA.

     
               Willer Pos* 
                 Diretor de Meio Ambiente da Anglogold Ashanti South-America.


    Os dados do PIB das melhores economias do planeta, publicados no mês passado, confirmam uma tese interessante. Quanto mais sólidas forem as bases democráticas de um país, melhor é o seu desempenho ambiental.

    Em outras palavras, países com fortes políticas nas áreas de saúde pública, educação, equidade social e com fácil acesso aos mecanismos básicos de cidadania (todos os indícios de uma democracia estabelecida), demonstram um melhor quadro de indicadores ambientais. Vale destacar que a tese não é nova. Em 1998, o economista Amartya Sen ganhou Prêmio Nobel de Economia, pela sua teoria "Desenvolvimento com Liberdade", na qual, resumidamente, tem-se que: "os fins e os meios do desenvolvimento exigem que a perspectiva da liberdade seja colocada no centro do palco". E os dados estão aí para todos verem.

    Na sua maioria, os países da comunidade européia, com democracias consolidadas, possuem ótimo desempenho na área ambiental. O mesmo ocorre na Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos e Japão. Todos estão entre os quinze primeiros na lista dos melhores PIBs, que se coadunam com elevados índices de desenvolvimento socialmente justo e ambientalmente equilibrado. No quarto e décimo primeiro lugares da lista estão China e Brasil, respectivamente. Ambos com sérios problemas no campo da justiça social, que refletem e são reflexos de problemas destes países no campo do desenvolvimento com o necessário equilíbrio ambiental.

    A China tem um desempenho ambiental medíocre. Faltam a ela o combustível que leva à melhoria ambiental e a participação social, inexistente num regime autocrático. A receita inicial para a melhoria das questões sócio-ambientais na China não é simples. O total controle estatal sobre a produção e as escolhas sociais são um impeditivo para a economia de mercado, para a distribuição de renda, para uma discussão pública mais bem fundamentada sobre as questões ambientais, e, por conseqüência, um impeditivo à competição. Sem esses elos, meio ambiente sequer entra em cena. 

    O Brasil, apesar de estar entre os onze melhores PIBs, também não desempenha um bom papel na área ambiental. Mas os motivos são outros. Possuímos um arcabouço legal, tanto para meio ambiente quanto para recursos hídricos, de fazer inveja a países de primeiro mundo bem como uma jovem, mas sólida, democracia. Mas falhamos nos aspectos institucionais. Não temos visto, nos últimos anos, iniciativas claras para o fortalecimento das nossas instituições públicas. Aliás, mais recentemente, o que assistimos no país, são ações que parecem indicar o perigoso caminho do desconstrutivismo por um ideal utópico. Neste cenário, há falta de planejamento político-estratégico em todos os campos (social, econômico e ambiental) e programas de execução em longo prazo. Por outro lado, temos negligência dos serviços públicos nos campos mais essenciais, como educação, saúde e infra-estrutura. A participação social fica fortemente comprometida, pois é um cenário gerador de exclusão.

    Assim, tanto a pobreza como a tirania são fontes de privação de liberdades. Marginalizam, retirando de cada um a oportunidade e a capacidade de debater sobre os valores nas escolha das suas prioridades e de real participação na seleção desses valores. De novo perde o meio ambiente.

    Nesta lógica, perde também o setor empresarial, que na sua maioria, por possuir uma política universalizada e coerente com seus fundamentos corporativos, acaba tendo que assumir funções públicas para atuar de forma globalizada, com uniformidade de princípios. Em outras palavras, é o setor empresarial, de forma anacrônica, que assume papel de estado provendo infra-estrutura básica para municípios, educação e até participando no processo de reforma agrária, mesmo depois de recolher aos cofres públicos a mais aviltante taxa de impostos e tributos do planeta. Vale dizer que não raro, tais ações são impostas pelos processos de licenciamento ambiental, como se para o bem da proteção e do cuidado com os nossos recursos naturais, valesse a moeda de troca do assistencialismo social.

    Aqui, talvez esteja uma das grandes diferenças entre os países listados com melhores PIBs e o Brasil. 

    É por isso que, não só a democracia, expressa na liberdade das escolhas dos governantes pelo voto -pois nessa somos campeões- é importante, mas também a democracia libertária que pressupõe o fortalecimento da organização republicana. Ou seja, uma democracia que traga cidadania, inclusão social, respeito às instituições democráticas, cumprimento das leis e autonomia entre os três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Esta sim, traz verdadeiro ganho ambiental.

    Tentar a solução dos problemas ambientais brasileiros sem implementar instrumentos de planejamento que façam a conexão entre o social e econômico, é como ajudar a coçar o cachorro com pulgas. Alivia, mas não resolve. Pautar meio ambiente de forma isolada, não traz ganho ambiental. Tentar, por meio dos instrumentos da gestão ambiental, realizar os necessários ajustes para a justiça social, não fará com que alcancemos o desejável desenvolvimento sustentável. E, apesar da expressiva participação do setor empresarial, não podemos esquecer que essa é, por excelência, uma atividade de estado.

    Nunca conseguiremos um meio ambiente ecologicamente equilibrado com as atuais taxas de desemprego, com a exclusão social, com crianças fora da escola e uma saúde pública que ainda deixa brasileiros morrerem de dengue, malária e doenças de veiculação hídrica pela falta de saneamento básico.

    Enfim, o Brasil será uma grande e respeitada nação, quando varrermos desse país a miséria, a exclusão social, dando dignidade ao nosso povo. Nada polui mais que a desesperança, que mata os sonhos e endurece os corações. Para uma correta gestão ambiental não é necessário bravatas pseudo-ideológicas, mas, fraternidade, educação, saúde e equidade social, e, acima de tudo, desenvolvimento como liberdade. 
     

    PhD em Química Ambiental pela Georgia Tech-USA

    Diretor de Meio Ambiente da Anglogold Ashanti-South America


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    Segunda-feira, Julho 3, 2006

    Artigo Especial: A GESTÃO DO CONHECIMENTO. Compartilho com você, principalmente empresário e executivo. É uma alerta sobre um procedimento que está mudando profundamente a maneira de como gerir os negócios no mundo!

         MAURO CARRUSCA
         - Engº (MCS Tecnologia e Negócios).
     

    Vivemos um momento sem precedentes… 
     

    A história do homem está ligada à história das máquinas, que nos ajudam a projetar e montar equipamentos, já falam, ouvem e agora estão ensinando a pensar, mas não raciocinar!  

    A tecnologia veio para ajudar na eliminação de riscos e grandes esforços. Está presente no nosso dia a dia, no telefonema, nos transportes, nas comunicações, nos computadores, na saúde, etc. Hoje seria impossível imaginar a vida sem o uso constante da tecnologia. 

    Uma época da "informação e da comunicação".  

    ... mas o

    progresso não pode prescindir da participação ativa do ser humano! Nada o substituirá (suas emoções, seus sentimentos ...) mas deverá sim, se adaptar aos avanços tecnológicos, e estar em constante aperfeiçoamento. 

    Conhecer implica necessariamente postura crítica diante da cultura massificada, vulgarizada e banalizada. A pura armazenagem de conhecimentos é uma erudição sem sentido, já que um clique do computador enche-nos a tela de informações, porém transformar estas informações em conhecimentos, só depende de nós!  

    Uma época da "gestão do conhecimento". 

    O conhecimento tácito torna-se o grande vilão nas empresas! 
     

    Devemos procurar identificar como a tecnologia, no seu conceito mais amplo, e em particular a Tecnologia de Informação (TI), podem ser usadas como recurso estratégico, atuando como uma ferramenta de gestão empresarial na melhoria dos processos, para se obter informações e gerar conhecimentos, contribuindo para melhorar o desempenho da empresa em relação à sua gestão operacional e de negócios, nas relações com os Clientes, Colaboradores, Fornecedores e Parceiros.


    Sob esta ótica, teremos sim vantagens competitivas, mas se fizermos o uso correto da tecnologia, como uma atividade meio e não fim, com postura diferenciada na forma de encarar o negócio e, através de seus recursos, implantar uma  "gestão de relacionamento", que seja eficaz, que identifique e valorize a ação do ser humano em toda a cadeia de valor, do colaborador ao cliente. 
     maurolcarr@ig.com.br


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    Sexta-feira, Julho 7, 2006

    MEMÓRIAS DE REPÓRTER DE TV. Assistindo o programa gratuito do PMDB, pela TV, junto com o governador Tancredo Neves e dona Risoleta, no Palácio das Mangabeiras.

                                Você já teve o privilégio de assistir TV, com nada mais, nada menos, que o dr. Tancredo Neves e sua simpática mulher a saudosa dona Risoleta? E sendo servido de salgadinhos e suco de laranja por ela? Se você for parente ou amigo íntimo do casal não vale responder: sim! Pois  este repórter, agora também um blogueiro, teve este privilágio. Foi assim:
    noite fria, vento forte. 1984. Tancredo de olho no Colégio Eleitoral. Nosso diretor de jornalismo na Rede Globo Minas, Lauro Diniz, acertou com o J.D.Vital, chefe da Assessoria de Comunicação do governador Tancredo Neves, para que nós pudéssemos produzir uma reportagem durante o Programa Nacional, gratuito, do PMDB em rede nacional, com o governador assistindo o programa.

                                Lá fomos nós. Eu e a equipe da Globo. O cinegrafista Alípio Martins, câmera no ombro, jeito discreto, mas atento a todos os gestos e reações do dr. Tancredo. Só que o governador pediu para que deixássemos para o final da transmisão da TV para fazermos as imagens e então gravar a entrevista. É claro que a contragosto, concordei. Não havia outro jeito. Começa o programa. O saudodo deputado Ulysses Guimarães, ancora o programa.  Aparece em cena no final e cada pronunciamento colhido pela equipe de TV do PMDB.  Dr. Ulysses iniciava cada aparrição com a palavra NÃO. Não a esta política econômica, Não ao Colégio Eleitoral, Não ao regime militar e, assim foi durante os 60 minutos de programa televisivo. Não, Não, Não...

                                 Dona Risoleta entra e sai a cada momento reabastecendo nossos pratinhos de salgadinhos e suco de laranja. Eu observo o então governador Tancredo Neves. Ele coçava a orellha, ora a direita, ora a esquerda. Acaricia o nariz, não fala nada. Só resmunga. Eu espero. Ví que ele estava incomodado com a linha desenvolvida pelo programa do PMDB na TV. Olho para meu relógio. Será que vai dar tempo para gravar a entrevista e mandar pelo satélite para o Jornal da Globo, no Rio? Olha, naquele tempo não havia ainda o celular, E-mail. ( penso hoje, como conseguia viver sem eles). 

                                Acaba o programa. Nos levantamos. Eu indago: vamos gravar dr. Tancredo?  A luz é acesa, câmera ligada, microfone em ação. Mas o governador se atencipa e diz não vou gravar entrevista sobre este assunto. Por favor desligue o equipamento. Desligamos. Aí o dr. Tancredo disse: NÃO VOU GRAVAR  NENHUM COMENTÁRIO, EM SINAL DE PROTESTO, PORQUE NENHUM PEMEDEBISTA MINEIRO TEVE  ESPAÇO NO PROGRAMA. Obrigado meu filho, e boa noite.
                                 Mas, governador... E ele emendou: foi um prazer ter a sua companhia e de sua equipe e repetiu polidamente: boa noite para todos! Respondí: boa noite! E voltei à redação da Rede Globo. Sem a reportagem. Foi um " furo" ao contrário.

                                 Assim era ele, o dr.Tancredo. Tinha a exata medida do momento de falar  e de se calar! Afinal, nós como repórter político, sabíamos que o governador habilidosamente conduzia um processo de transição delicadíssimo, que passaria pelo Colégio Eleitoral, aonde mais  tarde ele derrotou Paulo Maluf. Qualquer fala, gesto, aparentemente simples que fosse, poderia criar obstáculo intransponível, ainda mais num canal de TV como a Globo, líder de audiência. Na verdade, o adversário dele, dr. Tancredo, era o próprio dr. Ulysses, o Sr. Diretas. Tancredo preferiu se calar. Não por medo, mas por estratégia, hoje compreendendo!
                                Comentário: se fosse hoje eu colocaria tudo no meu BLOG. Só que estávamos em 1984. Ou seja, 22 anos atrás... que blog, que tecnologia, que nada.
                               


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    Segunda-feira, Julho 17, 2006

    IPVA em atraso pode ser parcelado a partide hoje. Fique atento!.

                         Os mais de 800 mil proprietários e proprietárias de carros, em Minas, que estão com o IPVA atrasado, podem parcelar em até 12 vezes o seu débito com o Estado. Mas, as parcelas não podem ser inferiores a 100 reais.UMa dica para ter mais informações é acessar o site da Asssembléia de Minas: www.almg.gov.br







    Plenário

    O Plenário da Assembléia Legislativa realiza reuniões ordinárias às terças, quartas e quintas-feiras, às 14 horas, podendo ser convocado extraordinariamente, quando necessário, em dias e horários diversos dos fixados para as reuniões ordinárias. São realizadas ainda reuniões especiais, para homenagens e comemoração de datas festivas.

    Todas as reuniões são públicas e podem ser acompanhadas das galerias por qualquer pessoa.

    Consulte aqui a ordem do dia, os editais de convocação das reuniões extraordinárias e especiais, assim como os resultados das reuniões.



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    Quarta-feira, Setembro 6, 2006

    ARTIGO ESPECIAL, "Momento de Profunda Reflexão", escrito pelo presidente do SINPAPEL, Antônio Eduardo Baggio. Confira. Vale a pena!



        Momento de profunda reflexão

       Mais um semestre se encerra e com ele as esperanças de um ano de crescimento expressivo do mercado de celulose, papel, papelão ondulado e seus artefatos se vê seriamente comprometido.A perversa política econômica em vigência no país, que mantém uma elevadataxa de juros, pagando um tributo escorchante e dissimulado à banca internacional, é a razão basilar dentre outras tantas, da nossa expectativa de crescimento pífio para este ano de 2006.

       Com o forte afluxo de dólares - via mercados especulativos como o da bolsa de valores - na nossa economia, contaminando os créditos em dólares duramente conquistados via produção industrial e agrícola, a indústria e o agronegócio deste país se vêem compelidos a ter que transformar estes créditos dentro de prazos fixados pelo Banco Central, para pagarmos nossos impostos, salários e matérias-primas em reais, cada vez mais artificialmente valorizados, propiciando às autoridades monetárias a delícia do proselitismo arrostado do resgate dos títulos cambiais às custas do trabalho das empresas Brasileiras.

       A economia do país se beneficia de superávits na balança comercial às custas de contratos que os empresários tem que honrar, de investimentos irreversíveis maturados em anos de implantação, de cotações de commodities favoráveis episodicamente e da exportação de petróleo pesado.

       O mundo real no qual se inserem as indústrias siderúrgicas, têxteis, calçadistas, automobilísticas e de auto-peças e as de base agrícola e muitas outras grandes empregadoras intensivas de mão-de-obra, tem que se contentar com o mercado interno. A cotação artificial do dólar - às custas do crescente endividamento via títulos públicos que são remunerados com as maiores taxas de juros do mundo – não permite às empresas destes e de tantos outros setores, manter seus clientes duramente conquistados no exterior e por via de conseqüência acaba inibindo os investimentos e a criação de novos postos de trabalho dentro do país, fazendo jorrar no mercado interno uma sobre-oferta de produtos que deprime os preços além do necessário, fazendo subsidiariamente a delícia dos índices consolidados nos indicadores de inflação.

       É esta produção excedente - com a cotação do dólar em níveis reais –é que deveria estar sendo carreada para o exterior, gerando mais divisas e postos de trabalho, num círculo virtuoso.Entretanto temos assistido nos últimos tempos aos escárnios dos poderesconstituídos da nação que trata a indústria e a sociedade como alheios, ignorantes e impotentes ao perpetrarem verdadeiros assaltos aos cofres públicos e às consciências das cabeças iluminadas que deveriam ter o descortino, o dever ético e moral de defender a sociedade Brasileira.

       Reformas longamente ansiadas pela sociedade como as reformas das legislações eleitoral, trabalhista, tributária e fiscal, com probidade administrativa e menor gasto público são somente miragens brandidas pelos políticos em época de eleições.Enquanto remunerarmos os aplicadores nacionais e internacionais com as maiores taxas de juros do planeta, não haverá ninguém, em nenhum segmento da sociedade que conseguirá mudar o atual status quo.E nossos filhos e netos continuarão pagando pelas nossas fraquezas, conluios e omissões.Não devemos perder a capacidade de nos indignarmos sempre.

       Somente nós, enquanto eleitores, poderemos reunir forças para infringir-lhes a perda dos seus privilégios, indicando a todos o rumo da moralidade, ética, justiça, competência e respeito aos valores ansiados pela sociedade Brasileira.Por isso cidadãos e empresários, devemos exercer o nosso direito sagrado do voto e não nos esquecermos nunca em quem votamos, para podermos acompanhar o seu desempenho e cobrar-lhe atitudes dignas de representante do povo.

       A verdadeira democracia impregna os atos de respeito às coisas diversas, como tem nos demonstrado um jovem Governador, e esse respeito antecedea moralidade, a ética e a probidade.Os próximos anos da nossa democracia serão de fundamental importância para moldar o caráter do povo Brasileiro e forjar uma verdadeira nação, e sua participação e seu voto consciente tem muito a ver com tudo isto com ou semreforma da atual e canhestra legislação eleitoral.


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    Terça-feira, Outubro 17, 2006

    O jornalista, escritor e vice-presidente da Associação Comercial de Minas, Lindolfo Paoliello é, para nossa satisfação, o mais novo colaborador do nosso BLOG. Lindolfo é uma das melhores e mais criativas cabeças destas Minas Gerais, além de uma figura humana amena e instigante em suas observações. Agradeço e recomendo ler a crônica dele, escrita especialmente para você que nos prestigia com seu acesso ao BLOG do JOÃO. Bom proveito!


    FALANDO FRANCAMENTE

    Lindolfo Paoliello



    • Vamos trocar de idéias?



    A pergunta foi feita pelo entrevistado de um humorista de TV, que respondeu:


    • Está bem. Desde que você devolva as minhas...



    O uso equivocado de expressões como essa integra o festival de besteiras que assolam o País e teria deixado feliz da vida o cronista Sérgio Porto, nos bons tempos em que criou o famoso "Febeapá".

    Acho que é tempo de advertir a nossa fina elite que são erradas expressões como:


    • Ir de encontro a – Em frases assim: "Estou feliz porque vejo que o que fiz vai de encontro às suas idéias". Frase na qual o que se queria dizer era exatamente o contrário, isto é: uma pessoa fez alguma coisa que estava de acordo com as idéias de outra. O certo seria "ao encontro de".
    • – Em frases assim: "Estou feliz porque vejo que o que fiz vai de encontro às suas idéias". Frase na qual o que se queria dizer era exatamente o contrário, isto é: uma pessoa fez alguma coisa que estava de acordo com as idéias de outra. O certo seria "ao encontro de".



    • Penso de que – Se não me engano foi Lula quem lançou essa pérola eu teve ampla aceitação. A preposição "de" não cabe, evidentemente, na frase.
    • – Se não me engano foi Lula quem lançou essa pérola eu teve ampla aceitação. A preposição "de" não cabe, evidentemente, na frase.



    • A nível de – Essa é epidêmica. Está presente em todos os projetos, entrevistas, conferências, etc. "A nível de projeto gostaríamos de dizer que..." Não dá mesmo. Perguntem à equipe do Aurélio.
    • – Essa é epidêmica. Está presente em todos os projetos, entrevistas, conferências, etc. "A nível de projeto gostaríamos de dizer que..." Não dá mesmo. Perguntem à equipe do Aurélio.



    • De maneiras que – Ai meu ouvido. Vamos maneirar, no singular.
    • Ai meu ouvido. Vamos maneirar, no singular.



    Essas são erradas de fato. Mas há outras que, apesar de certas, incomodam pelo uso repetitivo. Tudo é "transparente" e se faz em "parceria", tudo se destina ao "social" menos, infelizmente, o dinheiro, e é chique falar dos "diversos segmentos da sociedade". Todos estão unanimente praticando, sem saber do que se trata o bench-marking. Como ninguém diz coisa com coisa e muito menos pratica, qualquer um que fale bonito ou tome alguma atitude é "estadista". Em terra de Clodovil, quem tem um olho é Roosevelt.

    Vou ficando por aqui para não chatear o leitor; já vi que não acordei em bom dia. Mas para que ninguém se esqueça, recorte a síntese que logo abaixo, tire cópias, dê aos seus amigos. É a corrente do "Febeapá".

    A nível de rápido comentário penso de que o trem está feio. O trem de modo geral, sem querer particularizar ou ofender. De maneira que temos um governo bom à beca, em que tudo o que faz vai de encontro ao que aspiramos. Todos os segmentos da sociedade trabalham em parceria, embora um dos parceiros sempre ganhe um pouquinho mais na brincadeira. Mas justiça seja feita: são todos transparentes e é tudo pelo social. Está aí o Dr. Antônio Carlos Magalhães,que é um estadista e não me deixa mentir.

    Adeuzinho. Arre! lindolfo@paoliello.com.br

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    Quinta-feira, Outubro 26, 2006

    Recomendo a coluna da jornalista barbacenenense, Paula de Oliveira Andrada, que já trabalhou conosco na TV Assembléia, aqui em BH. A coluna vem do site www.marciobertola.com.br E vale apena ler a estória do famoso Caldo de Mocotó do Bar do Nonô. Confira!

                                                          Sede pelo Caldo
    "Morrerá por falta de disciplina, e perder-se-á pelo excesso da sua loucura"
    (Provérbios 5, 23)

                        Sem o mocotó não haveria caldo, sem o caldo não haveria histórias. Mas no bar do Nonô a situação é favorável, o caldo de mocotó é farto e as histórias também. Por semana, são em média 300 mocotós que garantem o caldo durante as 24 diárias de funcionamento do bar do Nonô, de segunda a sábado.
    O processo de produção começa na segunda-feira, quando os mocotós chegam à casa da dona Alaídes, viúva do Nonô, na rua Pigmatita, no bairro Caiçaras, zona oeste de Belo Horizonte. A fartura toma conta do ambiente, uma cozinha nos fundos da casa, familiar, aconchegante, exclusiva para a preparação dos mocotós. Brevemente eles irão se transformar em caldo e serão saboreados por diferentes pessoas. Farão parte da vida delas, seja de dia ou à noite, num intervalo para se pegar um ônibus, ou num bate-papo acompanhado à Caracu. Mas essas pessoas que consomem o caldo nem sempre imaginam o que está por trás da substância pronta que encontram no caneco. 
                       De segunda para terça, os mocotós ficam descongelando. Às três horas da manhã de terça-feira, dona Alaídes, dois filhos e um ajudante começam a limpeza dos pés. Dona Alaídes está sentada, vestindo o avental e uma touquinha de lã na cabeça. A faca em punho mostra a habilidade e a experiência na manipulação dos mocotós. Com facilidade, ela corta, raspa e limpa os pés. Após a limpeza são cortados em cinco partes: duas unhas, a panturrilha e a canela dividida ao meio. Depois de cortadas, as canelas são cerradas e o excesso de tutano - gordura que fica dentro do osso - é retirada. Segundo Clelson Corrêa, um dos donos do bar, é o excesso de tutano que deixa o caldo gorduroso e enjoativo, por isso ele deve ser retirado. As partes cortadas são lavadas, escorridas e salgadas. O próximo passo é a fritura. As panelas com óleo bem quente vão dando o tom dourado nas peças fateadas. O barulho da fritura vindo das panelas conjugado ao som da faca raspando o mocotó preenchem o ambiente, somam-se ao cheiro forte dos elementos que vão resultar no caldo. O que sobra da produção, nem sempre vai para o lixo. O óleo da fritura e o tutano são doados por Dona Alaídes aos conhecidos e amigos. Alguns aproveitam o tutano para fazer remédio de bronquite, outros para dar banho de brilho no cabelo. O óleo pode ser reaproveitado para cozinhar. 
                        Depois de fritos, os mocotós são embalados em sacos e resfriados. Resultado: o pé do boi desfez-se em pedaços, ganhou nova cor, está próximo de transformar-se no líquido viscoso e temperado. Mas não é tão simples, agora começa a segunda etapa, o processo de produção passa para o bar do Nonô. Vamos voltar à rua Tupis, ou se preferir à avenida Amazonas. Tanto faz, qualquer uma das entradas dá acesso ao bar. Os sacos com o mocotó são mandados da casa de Dona Alaídes para o bar, de acordo com a demanda. Mas ela retruca: "Lá é buteco, não é bar", diz. Na cozinha, só trabalham os quatro irmãos, com horários revezados. Somente eles sabem o segredo do tempero, coisa de família. E é lá, no andar de cima, que a confecção do caldo continua. Subidas as escadas de madeira, panelas de alumínio, caixas de cerveja Caracu e muito cheiro de mocotó compõem o cenário. No buteco, o mocotó resfriado passa por um cozimento. Parte dele é cozida até ficar com textura mais firme e é reservada, o restante cozinha até desmanchar. Depois de frio, ele é batido no liqüidificador originando um caldo grosso. A substância é então adicionada a uma panela com água fervente temperada e à medida que vai cozinhando mais, vai ganhando o sabor e a tonalidade amarelada. Ao chegar no ponto, as partes do mocotó reservadas são colocadas no caldo.
                        Está pronto! Agora, as panelas de alumínio, redutos do caldo, vão descendo para o andar de baixo para satisfazer as bocas nervosas que estão ali no balcão do Nonô, todas ansiosas para degustar aquela substância cremosa com pedaços de mocotó e satisfazer suas vontades. Pessoas diferentes, com histórias curiosas. É o caso de Tânia. O cheiro do caldo de mocotó, o barulho das colheres batendo no caneco, o vaivém das latas de caldo subindo e descendo por uma corda parecem incomodá-la. Ela está ali, no balcão do Nonô, conversando e lutando contra a vontade de sentir o sabor daquele caldo. A vaidade, até o momento, fala mais alto. "Estou tentando fazer regime, o caldo é muito calórico", confessa. 
                        Tânia se sente em casa no Bar do Nonô, está com o marido e um amigo. A cerveja no copo mostra que a vaidade às vezes fracassa. Mas no dia-a-dia, ela faz Tânia cometer loucuras. Nos últimos meses, ela conta ter gastado mais de R$ 100,00 com remédios e cremes caríssimos. A culpa aparece em seguida: "Tem hora que eu páro e penso que isso é pecado. Tenho outras prioridades e acabo gastando com a vaidade", revela. Pecado é algo que faz parte da vida de Tânia. Segundo ela, a partir do momento que sabe-se que não pode e faz, é como violar uma lei.

                        De acordo com o psicanalista Celso Rennó, a vaidade é algo que está diretamente ligada a imagem. E a vaidade estando relacionada com a imagem, estará relacionada com algum ideal. Tânia demonstra isso muito bem ao estabelecer para si mesma um ideal de dar conta do regime, muito mais do que o de ficar magra e bonita.
    O bate-papo no Bar do Nonô, regado a cerveja e ao "cheiro" do caldo, acompanha o ritmo do jogo de futebol que está sendo transmitido na TV. Como num jogo, revela surpresas, lances inesperados ...e foi assim que Tânia, embalada pela reflexão de si mesma, começa a descobrir um outro hábito freqüente e pecaminoso na sua vida: a Gula. Este pecado ocorre quando o indivíduo tem prazer através da comida e da bebida os elege elementos de satisfação pessoal. O guloso pode renunciar à companhia de outras pessoas em detrimento à companhia da comida e da bebida e isso tem implicações morais, pessoais e também conseqüências sociais.
                         O olhar guloso que Tânia lança para um caldo que passa é rapidamente reprimido pela alma vaidosa. Mas o ideal de Tânia vai contra a corrente de seus impulsos, daquilo que a psicanálise chama de pulsão. Ela revela que, apesar de ser vaidosa, come demais, abre a geladeira constantemente à procura de alento. Os lanches, que ela mesma compra para a filha levar para a escola, servem de isca para essa atitude, que ela confessa ser pecaminosa. "Abro a geladeira. Olho. Penso. Fecho e torno a abrir de novo. Como um pedacinho e depois não páro, é um impulso", descreve. A gula, segundo o psicanalista Celso Rennó, "é uma pulsão, digamos, oral, e como tal, ela só quer ser satisfeita". No caso de Tânia, por exemplo, segundo o psicanalista, ela pode estar sendo satisfeita pelo excesso de comida ou pelo excesso do uso de medicamentos.
                        Depois de comer, cresce-lhe no coração algo parecido com o remorso, uma ira de si. Ela lembra a cena como se a reproduzisse: "Depois que como, sento, fico irada por causa da vaidade. Para Rennó, a associação de vaidade e gula, mediada pelo ideal de "dar conta do regime", acaba desenvolvendo uma frustração, na medida em que, mesmo que não rompa seu propósito, Tânia está continuamente desejando. Esta idéia de que ela não conseguiu abolir o desejo acaba por trazer à tona um pequeno intervalo entre o que ela gostaria de fazer (ideal de dar conta do regime) e o que é possível (real). Tânia, segundo o psicanalista, parece suportar muito pouco estes limites da realidade e lidar mal com as suas próprias limitações, fazendo com que ela busque aumentar ainda mais suas exigências acerca do ideal almejado. Este intervalo produz a culpa e a ira por não ter sido possível cumprir seu desejo.
                        Freqüentadora da Igreja Metodista, Tânia tem o hábito de fazer orações. À noite, antes de dormir, ela pede a Deus para acabar com a gula que sente. Ao analisar a relação entre os pecados que a perseguem, ela percebe que o pedido que faz é um pouco contraditório. "Questiono se eu peço isso a Deus de coração mesmo, ou se é por causa da vaidade", diz.
    Enquanto Tânia se sente culpada por tomar apenas um caldo, Orlando da Silva Cortes havia tomado quatro, enquanto aguardava o amigo no balcão do Nonô para ir embora. Coisa natural na vida dele. "Ainda bem que você chegou, se não eu ia ter que tomar mais caldo", disse ao amigo. Fã incontestável do caldo de mocotó do Nonô, Orlando conta que o que mais o atrai no caldo é o tempero. "Se tivesse cadeira no Nonô, eles não iam conseguir me tirar daí".
                        Os quatro caldos naquela quinta-feira à noite eram apenas aperitivos. Orlando mora longe do bar do Nonô e com certeza iria jantar ainda naquela noite. Segundo ele, a panela de comida que encontra em cima do fogão quando chega em casa, nem sempre é suficiente para satisfazer o seu apetite, mesmo com os caldos digeridos anteriormente. "Tomar quatro caldos prá mim é o mesmo que um. Tomei e estou leve", conta. Segundo ele, quanto mais toma, mais aumenta a vontade. "Como igual frieira brava. Pareço menino agüado, quanto mais dá mais eu quero".
    Orlando é mestre de obras, moreno e de grande porte: 130kg distribuídos em 1,90 metro. A cada época trabalha em locais diferentes, dependendo da obra. Mas o trabalho é o único lugar onde não gosta de comer. Ele conta que se comer não dá conta de trabalhar depois. Uma marmita com comida para almoçar na obra é algo inconcebível para ele. "Prefiro não levar, pois sei que não vai dar". É esta a filosofia de Orlando. Ele diz preferir ficar sem comer nada a ter de comer pouco. Um caldo, um pão, um prato de comida nunca bastam, segundo ele, só servem para assanhar o estômago.
                        Mas quatro caldos ainda não é o recorde de Orlando. Renato Moreira da Silva, um dos vendedores do Nonô, já atendeu o mestre de obras numa dessas manhãs da vida e fez a maior venda de todos os tempos para um único cliente. Orlando tomou 24 doses de conhaque alcatrão, o que corresponde a duas garrafas, oito coca-colas e oito caldos de mocotó. Renato conta que ele ficou no bar das 10h da manhã às 14h. "Me dá mais um conhaque", é a frase que ficou marcada para o vendedor. Crélio Corrêa, um dos filhos do Nonô, estava na gerência do bar nesta tarde. Ele se lembra que Orlando estava acompanhado de um amigo magro, que também se encheu de caldo e conhaque. Eles falaram muito antes de ir embora e demoraram para pagar a conta. A saída dos dois ficou marcada na memória de Crélio. Orlando, que mal se agüentava, carregou o amigo pelo braço. O sujeito magro se esforçava para colocar os pés no chão, mas Orlando seguia atravessando a rua dos Tupis. Logo abaixo, perto da avenida Paraná, os dois caíram em cima de uma barraca de camelô. "Deu polícia", recorda Crélio.
                        Histórias engraçadas permeiam o cotidiano do mestre de obras. A fome constante e o impulso incontrolável pela comida já resultaram em apelidos como "Jamanta" e "Latão". A relação com a família também guarda momentos engraçados. A esposa e os filhos são evangélicos, só ele não aderiu à religião. No começo foi difícil aceitar, mas agora diz-se acostumado. A esposa se preocupa com ele, pensa que poderá passar mal de tanto comer. Mas isso nunca aconteceu, nem mesmo os exames que fez, de sangue e colesterol, acusaram irregularidades.
    Orlando admite que come em excesso, por impulso incontrolável, mas diz não sentir culpa por isso. De acordo com o psicanalista Celso Rennó, a proibição é a primeira condição para que uma pessoa cometa um pecado. Quando não há o sentimento de culpa, decorrente da proibição, não existe falta para esse sujeito. "Em diferentes culturas, por exemplo, o conceito de gula é diferente. Um francês que for a uma churrascaria no Brasil vai achar um absurdo e identificar que todos os brasileiros são gulosos. Entretanto, como Orlando, as pessoas comem muito e não sentem culpa nenhuma, a não ser que passem mal. Se não, isso não as atinge", explica Rennó . Ele diz que o que faz com que o sujeito tenha a sensação de pecado é a transgressão da lei, fundamentalmente, porque há uma certa medida do limite: até aqui é permitido, daqui para frente não é.
                       Embora não se sinta culpado por comer compulsivamente, em alguns momentos Orlando questiona suas atitudes de comilança. Ele tenta buscar a origem do seu comportamento e acaba refletindo sobre os tempos de criança em que viveu em um orfanato e passou fome. "Ás vezes acho que como assim porque já passei fome", conta. Celso Rennó diz que para Orlando não existe a proibição, porém é o mal estar decorrente do excesso de comida que o leva a questionar o seu próprio comportamento. E o fato de Orlando dizer que não sente culpa mostra que ele quer dar conta do seu mal estar. Segundo Rennó, a historia do orfanato, onde passou fome, tem certamente uma forte influência no comportamento dele hoje, nos levando a pensar que uma gula nunca é um simples pecado capital, mas se estrutura em elementos subjetivos que tem sua raiz na
    própria historia de cada sujeito.
    Mas afirmar se Orlando é guloso? "Por um lado sem duvidas, basta verificar, pelo seu relato, como ele come! Por outro lado, parece que Orlando já tem na
    comilança um ponto de identidade, algo assim como um sobrenome: ele é
    Orlando, o comilão", afirma Celso Rennó.
                        Orlando sente prazer através da comida e a elege elemento de satisfação pessoal. Como um verdadeiro "bom de prato", é capaz de renunciar à companhia de outras pessoas em detrimento à companhia da comida. A saída da esposa para a igreja é algo que o deixa feliz, não pelo fato em si, mas pela liberdade de comer sozinho, sem a presença de ninguém para podá-lo. Quando se vê sozinho, Orlando come feliz, sem parar, até não agüentar mais.
    "Se tiver uma panela de galinhada, por exemplo, e o pessoal demorar a voltar, ficam sem", conta rindo. Com a barriga cheia, ele se deita no sofá, preenchido e satisfeito. A preguiça chega, toma conta, traz um sono pesado como a galinhada do jantar.


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    Sexta-feira, Dezembro 15, 2006

    Mensagem que recebemos do senador Aelton Freitas do PL de Minas. Agradecemos!





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    Quarta-feira, Janeiro 3, 2007

    ARTIGO ESPECIAL: Dom WALMOR OLIVEIRA DE AZEVEDO Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte. Vale ler e REFLETIR!

                                         A Pessoa humana, coração da Paz


    O tempo que se conta é o tempo que passa muito velozmente. Nenhuma contagem de tempo, no entanto, controla a velocidade do tempo que passa. A contagem do tempo é uma medida que baliza minuto, hora, dia e ano. Esta velocidade do tempo que passa causa surpresa, expressada na admiração de se constatar que mais um ano deste tempo já se passou. Embora sem nenhuma influência sobre o tempo que passa, a contagem do tempo torna-se uma referência importante para avaliações, medições, definição de metas, retomada de propósitos, abertura e fechamento de ciclos ou atenção que se deve prestar às dimensões importantes da vida de todos e de cada um. De novo, vai ser primeiro de janeiro. Na contagem do tempo é o sétimo ano deste terceiro milênio do tempo contado no tempo da era cristã.

    Neste horizonte, o Papa Bento XVI faz ecoar sua mensagem para a celebração do dia mundial da paz, dia do começo da contagem do tempo de um novo ano, 2007, com esta pertinente temática, a pessoa humana, coração da paz. A consideração da pessoa humana como coração da paz tem como objetivo recolocar o sentido e a necessidade do respeito permanente e incondicional a cada pessoa. Este respeito incondicional, em tudo e em todas as circunstâncias, funcionará sempre como a grande alavanca sustentadora da promoção da paz. Isto significa compreender e adotar como princípio o respeito incondicional a cada pessoa como um compromisso intocável. Cada pessoa há de ser vista sempre como referência única gerando no coração de cada outro um sentido profundo e fecundo de reverência, o que por sua vez gera no coração daquela pessoa diante da outra, pela singularidade e importância de cada qual, um sentido de respeito e querer bem. Neste sentido de respeito e querer bem é que se fecundam as atitudes e compromissos para se alcançar um humanismo integral indispensável no horizonte de todas as culturas, povos e nações. O Santo Padre o Papa Bento XVI, por isso mesmo, entre os destinatários todos de sua mensagem de paz, convida a voltar o olhar especialmente para os que se encontram na tribulação e no sofrimento. Aqueles que vivem ameaçados pela violência e pela constrição das armas e todos os que são espezinhados na sua dignidade, no aguardo de um urgente resgate humano e social.

    Sem deixar de fazer esta mensagem chegar ao coração dos governantes e responsáveis primeiros pelos destinos das nações, levando em conta sua força de poder e decisão, bem assim às mulheres e homens de boa vontade, o Papa Bento XVI focaliza especialmente as pessoas em situação de risco. Sua mensagem considera particularmente os sofrimentos que atentam contra a segurança e a dignidade da pessoa. Aí está uma convicção importante do quanto é indispensável para retraçar o novo horizonte da humanidade em se considerando a necessidade urgente de exercitar-se no olhar a si mesmo e a cada pessoa como coração da paz. Sem desconsiderar os macros projetos que configuram os destinos da humanidade e a organização mundial, é indispensável considerar cada pessoa, coração da paz, de novo e cada vez, no olhar sobre si mesmo e sobre o outro, de modo a gerar a insubstituível sensibilidade que garante nos corações este respeito e o sentido de compromisso com a vida de todos.

    A lembrança especial das crianças, particularmente aquelas cujo futuro está comprometido pela exploração e pela maldade de adultos sem escrúpulos, recoloca a tônica importante de uma inocência que não pode faltar à humanidade. Esta tônica da inocência é, na verdade, a capacidade do coração de se compreender e agir como obreiro da justiça e da paz. Sem esta inocência prevalecerão sempre, nos relacionamentos e na gerência dos funcionamentos institucionais, as dinâmicas perversas que envenenam e matam a vida. Aquelas que só conseguem priorizar os próprios interesses em detrimento da justiça e da paz, comprometendo o bem maior e a consideração do conjunto das coisas. O ponto de partida é, pois, a eleição e o compromisso com um humanismo integral que terá sempre seu ponto de partida no respeito a cada pessoa. É no respeito a cada pessoa que se fecundam a promoção e a construção da paz. Esta construção e promoção da paz têm uma estreita relação com as premissas da compreensão da pessoa. É central, pois, como força de princípio, compreender e considerar em tudo e em todas as circunstâncias que o indivíduo humano possui a dignidade de pessoa, por ter sido criado à imagem e semelhança de Deus. Cada indivíduo não é, pois, simplesmente alguma coisa. Cada pessoa é alguém, capaz de se conhecer, de se possuir e de se dar e para a comunhão com os outros. Esta, continuará o Papa Bento XVI aprofundando, é a admirável perspectiva que hospeda a fonte que mostra o ser humano na sua capacidade de amar e de fazer progredir o mundo, renovando-o na justiça e na paz. Este é o ponto de partida na aposta pela e para a PAZ.
                                                Dom Walmor Oliveira de Azevedo
                                           Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte


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    Segunda-feira, Janeiro 15, 2007

    Planejamento e ação, com tolerância zero, mudam situação da violência em Nanuque, divisa de Minas com o Espírito Santo e Bahia, no Vale do Mucuri. Leia o ARTIGO ESPECIAL que nos foi enviado pelo nosso amigo e leitor do BLOG, o delegado especial de Polícia, ROBERTO SOUZA CAMPOS. Para ler e pensar!

                        Quando chegamos em Nanuque, em 26 de julho de 2001, havia 41 presos na Cadeia Pública local. Por outro lado, a cidade sofria com uma onda de assaltos à mão armada, alguns até com vítimas fatais, furtos de veículos e roubos a caminhoneiros nas estradas. Num trabalho conjunto desta 40ª DRPC, chefiada por este Delegado Regional, e da 95ª CIA da PM, chefiada pelo Major Jorge Augusto, sem preocupação com qualquer arroubo com o vedetismo, tudo feito com o apoio das nossas chefias, mas bem discretamente, nestes cinco anos e meio, elevamos a nossa população carcerária, sem a ocorrência de nenhuma rebelião, a picos de até 150 presos na Cadeia Pública desta Comarca, apesar de toda a movimentação carcerária normal do período, com saídas de presos para penitenciárias, cadeias de outros estados, ou legalmente liberados pela Justiça.
     
                       As quadrilhas, chefiadas por bandidos desumanos, cruéis e sanguinários, como Adriano, Chacal, Lolô, Valdete, Isac, Juscelino, etc, todos, especializados em assaltos nos estados de Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo, foram totalmente desbaratadas. Hoje, há mais de três anos, não se registra sequer um furto de veículo nem nesta comarca, nem na área desta Regional, que é composta de dez municípios; a data do último assalto a banco, e que foi devidamente apurado e os bandidos presos, perdeu-se de vista; a última tentativa de sequestro, da qual foram vítimas os gerentes da CEF e familiares seus, também foi devidamente apurada, e todos os marginais presos em menos de 72 horas, sendo que três dos integrantes da quadrilha, foram presos na madrugada imediatamente seguinte ao dia do fato, na cidade de Serra dos Aimorés, a cinco quilômetros deste município, por uma equipe, composta por policiais civis e militares, comandada diretamente por este DRPC, logo após resgatarmos os reféns.

                         Hoje, na comarca de Nanuque, que compreende também o município de Serra dos Aimorés, a criminalidade está reduzida a um índice baixíssimo, perfeitamente tolerável. Os raros fatos criminosos, que aqui acontecem, são próprios da falibilidade da nossa natureza humana, apesar desta comarca se situar numa região hipoteticamente vulnerável, por se limitar diretamente com os Estados da Bahia e do Espírito Santo.

                         Fazemos este registro, não por vaidade ou por desejo de promoção pessoal, mesmo porque o mérito é de todos nós, Policiais Civis e Militares desta comarca, mas tão somente para que tenhamos a consciência de que, apesar da frouxidão do nosso ordenamento jurídico penal, da sua ineficiência e absoluta condescendência com a criminalidade, ainda se é possível fazer um trabalho virtuoso em prol da segurança das comunidades a que servimos. Aqui, meu caro amigo João Carlos, estaremos sempre a postos - e convenhamos nisto- plantando a semente de uma cidade onde se possa respirar e viver com amor.

                                                    ROBERTO SOUZA CAMPOS
                                              Delegado Regional de Polícia Civil
                                                              NANUQUE/MG.


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    Quinta-feira, Janeiro 18, 2007

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG DE NOTÍCIAS pelo Assessor Judiciário do TTRIBUNAL DE JUSTIÇA de Minas Gerais. É bom conferir o que ele escreveu! E atenção dr. Adriano: continue a nos acessar e mande-me mais artigos. Obrigado!

                                             Solução de conflitos nos Juizados Especiais
                                                           *Adriano da Silva Ribeiro


    A Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988, prevê na norma do artigo 98, inciso I, a criação, pelos estados e pela União, de Juizados Especiais, providos por juízes togados, ou togados e leigos, competentes para a conciliação, o julgamento e a execução de causas cíveis no valor de até 40 salários mínimos e infrações penais de menor potencial ofensivo, mediante procedimentos oral e sumaríssimo.

    Sete anos depois da promulgação da Constituição Federal, sobreveio a Lei Federal nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, dispondo sobre os Juizados Especiais Cíveis e Criminais nos Estados. O objetivo é a conciliação, na área cível, ou a transação penal, na criminal, a fim de se buscar, sempre, o acordo ou o consenso das partes. Portanto, o ato de conciliar pretende a harmonização dos litigantes ou pessoas, mediante acordo homologado pelo juiz.

    Nesse sentido, se permitiu a participação de uma terceira pessoa, cuja função intitula-se de Conciliador – bacharel em direito ou não – na solução de conflitos. Exerce fundamental papel, pois seu desempenho conciliatório resulta, muitas vezes, na composição amigável da demanda.

    Lembro, a propósito da expressão "conciliador", o que afirma o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa: "Propenso a conciliar ânimos, opiniões; conciliante, conciliativo; homem conciliador, é ele que resolve os dissídios em família".

    Além de não haver necessidade de conhecimentos técnicos em direito, a função exige tendência conciliatória e elevado interesse pelo fascinante instituto da conciliação. Este auxiliar, no caso da Justiça, precisa entender a relevância de sua função.

    Na prática, embora pareça tarefa simples, não o é, pois o conciliador é o primeiro juiz da causa. O conciliador que se empenha, na atividade, terá o encargo de conter o animus das partes, às vezes alterados. Conduzirá o ato processual, explicará o procedimento, provocará o diálogo, a fim de se obter a solução do conflito.

    Nos Juizados Especiais, exercer a conciliação requer imparcialidade. A compreensão também é importante, e para obtê-la é necessário ouvir as partes. Sobretudo manter-se concentrado, de modo a tornar-se exemplo para que os envolvidos no conflito saibam como ouvir uns aos outros. Permitir às partes exporem os fatos, mediante justificativa do seu comportamento. Esta oportunidade franqueará um acordo que, outrora impossível, torna-se viável.

    Importante listarmos as vantagens da conciliação: possibilita soluções criativas; deixa nas mãos das partes a decisão; não admite a ruptura entre os litigantes; permite uma relação de proximidade entre as partes e a Justiça; favorece a economia e celeridade processual; viabliza a reconciliação entre inimigos minimizando a tensão social; ameniza o inconformismo da parte vencida e, principalmente, que o litígio permaneça em estado latente; é excelente alternativa da pacificação social; evita a sentença, considerada solução imposta e, fundamentalmente, impede a sobrecarga nos tribunais.

    O recrutamento de conciliadores, para os Juizados Especiais Cíveis e Criminais, está previsto na norma do artigo 7º, da Lei n 9.099/95. Devem ser escolhidos, preferencialmente, entre bacharéis em direito, portanto, nada impede que estagiários de direito aprovados com critérios previamente estabelecidos exerçam esta função. Em diversas audiências também atuam graduandos nos cursos de psicologia e serviço social. Há, para tanto, entre o Tribunal de Justiça do Estado de Minas e algumas Universidades, convênios com a finalidade de cooperação técnico-didática na área de estágio supervisionado.

    Aliás, essa experiência beneficia ambas as partes: o estagiário exercita a prática de teorias aprendidas por muitos semestres na faculdade e tem ainda a oportunidade de conviver e aprender diretamente com juízes, escrivães, funcionários das secretarias de juízo e advogados, além das partes que atuam na disputa; para o Juizado Especial, é a oportunidade de colher novas idéias, fôlego, dedicação e disposição para o auxílio na prestação jurisdicional de qualidade e com mais eficiência.

    O Conselho Nacional de Justiça, em recente enunciado administrativo, também aprimora a atuação do bacharel em direito na função de conciliador, ao considerar atividade jurídica o exercício como juiz leigo ou conciliador no Sistema dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais, desde que não inferior a 16 horas mensais.

    Portanto, sem empenho do conciliador, dificilmente o resultado obtido será um acordo. As principais qualidades, naturalmente, são: ter boa comunicação; saber ouvir; perceber a comunicação não-verbal; ser empático; aceitar as diferenças; possuir equilíbrio emocional e preparar-se para a audiência. Mas o empenho e as qualidades do conciliador não podem significar forçar as partes contra sua vontade, em situações, às vezes, constrangedoras.

    A tarefa do conciliador será, sempre, adubar as sementes da solidariedade, da justiça e da paz. E, para isso, é fundamental haver sintonia com a missão e com os valores defendidos pelo Juizado Especial de Minas e de outros estados do país.

    Não é à toa que o Conselho Nacional de Justiça, sob a liderança da ministra Ellen Gracie Northfleet, presidente do Supremo Tribunal Federal, defende a conciliação como uma das prioridades para a Justiça brasileira. Em movimento nacional, lançado dia 8 de dezembro do ano passado, o CNJ divulgou a campanha "Conciliar é legal", slogan que vai permear diversas ações com foco na solução de conflitos já distribuídos ou não nos Juizados Especiais e nas varas Cíveis e de Família da 1ª Instância, além daqueles sob a responsabilidade dos informais Juizados de Conciliação.

    Minas Gerais novamente serve de exemplo para o país. Como bem disse o desembargador Orlando Carvalho, presidente do Tribunal de Justiça do Estado: "Minas está construindo sua própria história de promoção da cultura da paz, por meio da conciliação. Conciliar é legal e faz bem. Nossos Juizados Especiais são exemplos disso".

     *Adriano da Silva Ribeiro  
      Assessor judiciário do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG);
      Graduando em Direito da PUC Minas Betim 
      e membro associado do Instituto de Hermenêutica Jurídica
     









    REPERCUSSÃO do ARTIGO ESPECIAL
    do dr. Adriano Ribeiro:

    #1. Rodrigo Lott - (balondor@yahoo.com)
    Muito pertinente o artigo do dr. Adriano Ribeiro. A conciliação é uma forma de evitar os litígios, onde não mais existirão vencedores e nem vencidos. Textos como estes devem ser amplamente divulgados, pois é sempre tempo de conciliar. Parabéns dr. Adriano, o TJMG deve orgulhar-se de funcionários como o senhor.

    #2. Valéria - (Email não informado)
    Parabéns Dr. Adriano, o Sr. abordou o tema com louvor. Também penso que a conciliação é o caminho não só para as partes mas também para a Justiça. Aprecio muito seus textos, sempre profundos, ricos em conteúdo porém de fácil assimilação. O Sr. é um exemplo para os servidores públicos.

    #3. Rogério Lisboa - (rogeriolisboa_adv@hotmail.com)
    Sábias palavras Dr. Adriano. É através de gestos como esses que conciliaremos primeiro nossas atitudes e levaremos a paz social tão desejada por todos.
    É urgente a necessidade que todos têm de ver seu judiciário atuando de forma celere sem contudo perder seu caráter conciliador e é através da conciência da importante função que exercem os conciliadores que seremos bem recebidos e de melhor forma conduzidos em nossas demandas.
    Espero que este artigo possa chegar às mãos de cada conciliador, não só em Minas Gerais, mas em todo nosso querido e necessitado Brasil.
    Abraços!


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    Sábado, Julho 7, 2007

    ARTIGO ESPECIAL escrito pelo nosso amigo, o dr. Willer Pós, diretor de Meio Ambiente da Anglogold Ashanti. Vale observar os detalhes das informações e das argumentações da mente brilhante do dr. Willer sobre um assunto que mexe lá no fundo de nossas consciências. Vale conferir!.

                                                       MEIO AMBIENTE, PRESERVATIVOS
                                                                E POLÍTICAS PÚBLICAS.

                                                                           *Willer Pós

    Freqüentemente, e até por dever de ofício, o governo anuncia ações nas mais diversas áreas de interesse público. Entretanto, seja na área de segurança, educação, infra-estrutura ou saúde pública, raramente se observa nas iniciativas governamentais a interface com a vertente ambiental. Na verdade, a área ambiental ainda é vista muito mais como um setor agregado, no qual se dificulta e burocratiza os processos de implementação de projetos das áreas pública e/ou privada.

    Uma gestão integrada com o meio ambiente traz ganhos patentes para a sociedade. Dois bons exemplos disso são as políticas de limpeza pública, em que a orientação para reciclagem faz do Brasil um dos países que mais são reciclados plásticos e metais no mundo e, as ações da iniciativa privada, principalmente as mineradoras, mesmo em minoria, que implementam açòes na área de educação ambiental, com trabalhos realizados junto às escolas públicas locais.

    Na área de saúde pública, o descompasso com a área ambiental é marcante. Um dos exemplos mais flagrantes da desvinculação com as questões ambientais está associado às campanhas contra a Aids e doenças sexualmente transmissíveis (DST). Desde 1985, tem-se preconizado que a melhor arma contra a contaminação pelo HIV, uma vez que a abstinência é impensável, é o uso de preservativos. Só no Brasil, dados preliminares demonstram que cerca de um bilhão de unidades de preservativos foram usados em 2003. A esse dado se computam a distribuição gratuita do governo, ONG's e vendas no varejo. As vendas são responsáveis por mais de 50% dessa estimativa. Segundo informações tomadas nos balcões de farmácias e drogarias, os preservativos são os itens, por unidade, mais vendidos.

    Os EUA distribuíram próximo de 1,8 bilhões de unidades em 2003. A China, com uma população de aproximadamente 1,3 bilhões de habitantes, não só distribui preservativos, como também é um dos maiores exportadores desse artefato para o mundo. Considerando que, em média, cada preservativo pesa 3 gramas, são milhares de toneladas de borracha natural de altíssima qualidade (todo material usado na fabricação de preservativos é de grau médico) que no Brasil, não tido uma correta destinação final. E aí vai um dado interessante, no Brasil, grande parte do material usado na fabricação de preservativos vem das reservas extrativistas do Acre, onde se tem o critério da sustentabilidade como alma mater.

    Entretanto, grande parte desse material acaba nas tubulações dos vasos sanitários e, conseqüentemente, nas estações de tratamento de esgoto (caso exista), criando grandes dificuldades na operação, com sensível aumento de custos. Isso tudo sem se levar em conta o potencial de contaminação já que todos os preservativos estão envoltos em lubrificantes à base de silicone e alguns até com substâncias espermicidas. Certamente, esses dados fariam Chico Mendes rolar na tumba.

    A nossa grande dificuldade está na busca de alternativas para reutilização desse material. O próprio preconceito quando a esse resíduo de uso sexual dificulta qualquer política de reciclagem. Imaginem, óculos de natação ou mesmo luvas feitos com borrachas recicladas de preservativos: você usaria? Obviamente, tudo isso não passa de exercício mental. Na verdade, a mesma mídia, que sob orientação do Ministério da Saúde, preconiza com freqüência um ritual para uso dos preservativos com gestos e pessoas insinuantes, poderia, com a mesma naturalidade, orientar os usuários quanto ao descarte correto após o uso.

    Outra sugestão seria a inclusão junto à embalagem de uma segunda embalagem, onde o preservativo, após o uso, poderia ser devidamente embalado e descartado. Enquanto não acham solução para este simples problema, inclusive a busca para reutilização desse precioso material, digo a borracha, milhões de preservativos continuarão sendo descarregados em vasos sanitários pelo Brasil a fora. Certamente, as várias vertentes religiosas poderão, com esses argumentos, ter mais um aliado contra este instrumento acessorio de prazer e coibição da fertilidade humana. Mas o assunto está longe de ser resolvido na esfera da justiça divina e/ou por ações de cunho moralista-religioso.
     
    Cabe sim, ao poder publico, orientar os usuários para um descarte sadio e ambientalmente correto, com a mesma energia com que o fazem para o seu uso. E cabe, também, aos centros de pesquisas e universidades, principalmente as públicas, que, hoje em regime de latência econômica e conseqüentemente de cabeças pensantes, ser imaginativas e trazer alternativas para a sociedade. Enquanto isso não ocorre, estaremos convivendo com a visualização diária dessas "embalagens do amor" espalhadas por escuras praças publicas, dando trabalho aos varredores e operadores de estações de tratamento de esgoto.
    Parece que ninguém vai querer botar a mão nesse negócio.

    *WILLER PÓS:
    O autor é PhD em Química Ambiental pela Georgia Institute of Technolog-USA,
    diretor de Meio Ambiente da Anglogold Ashanti para a América Latina,
    Conselheiro da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária - ABES-MG e
    Ex-Presidente da Fundação Estadual de Meio Ambiente - Feam-MG.
     whpos@hotmail.com


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    Segunda-feira, Agosto 6, 2007

    ARTIGO ESPECIAL. Vem do nosso colaborador o ex-superintendente do Banco do Brasil, em Minas, o montesclarense WAGNER GOMES.

                                                              Uma nova elite se consolida?



                                                                        Wagner Gomes



     

    Imagino que na concepção positivista, o termo elite, possa não ter qualquer conotação ideológica. Creio mesmo que todas as elites são genuínas, desde que se possa a elas conferir um apoiamento considerável da coletividade que representam. No entanto, o que percebemos ao ouvir o termo, citado por quantos o usam pejorativamente, é que a elite representa uma coisa ruim, um movimento excludente e de estratificação social. Quem assim a percebe, tem uma visão que ela se encontra no alto da pirâmide social, quase invariavelmente em uma posição de liderança e exercendo pressão para ali se manter.

    Pareto, conhecido sociólogo ítalo-francês elaborou um magistral tratado de sociologia, através do qual nos induzia a pensar, em todas as épocas e lugares, que o Estado é dinamizado por dois setores sociais, ou seja, uma elite que governa e outra que é governada.

    Nunca havia pensado, então, nessa elite formadora de todas as outras elites, a que é governada e que elege os seus representantes. Etimologicamente, elite pode ser o que há de melhor, assim como, também, pode ser eleger, ou escolher.

    Nesse contexto, a verdadeira elite é essa que se forma à margem das elites tradicionais, dos  políticos, burocratas, líderes empresariais e líderes sindicais. Racionalizando, em nosso Brasil, o povo, cansado de esperar por atitudes e valores políticos básicos diretamente referidos a questões de justiça e igualdade, percebeu que poderia destronar uma elite dirigente que, em sua visão coletiva, se tornara esclerosada e corrompida, identificando em Lula um movimento tendente a estabelecer uma nova ordem.

    E Lula, assimilando esse clima, consegue em seu primeiro mandato reunir programas de transferência condicional de renda, que já existiam, antes, no Brasil. Em 1995, o então governador do Distrito Federal, Cristóvam Buarque, implementou o Bolsa Escola em Brasília, garantindo renda às famílias que realmente mantivessem seus filhos da escola. Durante o governo Fernando Henrique, foram criados programas com a mesma matriz, mas com alcance nacional: o Bolsa Escola é o mais famoso deles. No governo Lula, aqueles programas (Bolsa Escola, Cartão Alimentação, Bolsa Alimentação e Auxílio Gás) foram reunidos, ampliados e rebatizados com o pomposo nome de Bolsa Família, adquirindo, desta forma uma nova roupagem.

    Pois bem, nesse exato momento, o Presidente Lula com seu aguçado senso de oportunidade, se deu conta de que estava, definitivamente, dando vida a mais extraordinária de todas as elites, constituída pelos seus governados e que, ao mesmo tempo, assim subliminarmente motivados,  elegeriam seus governantes nos próximos pleitos. Algo assim, muito parecido com a ditadura da maioria, antes silenciosa, se é que ela exista.

    É preciso reconhecer, hoje,  que grupos, antes desprivilegiados, argumentam que a negligencia na análise, formulação e implementação de políticas sociais possam estar sendo sanadas. Assim, percebem nesse governo uma visão que vivencia e interpreta a pobreza e a desigualdade. Aí, com esse sentimento que os une, formou-se essa elite sob a égide daquilo que o candidato Lula apregoava, ou seja:  a esperança venceu o medo. Com esse movimento se torna, então, possível romper-se o fosso, antes intransponível, entre a classe pobre, robustecida pelo achatamento da classe média, e as demais classes sociais.

    O povão mudou sua consciência e hoje não mais assume passivamente o papel de massa de manobras de antigos formadores de opinião. Desta forma, pensam mais ou menos assim: “cada um de nós, se coletivarmos decisões, pode ser e fazer o que quiser.”  E a grande pergunta que se apresenta, em cada eleição, diz respeito ao que se pode esperar nos próximos quatro anos. Ou quem sabe, cinco anos, em um futuro próximo. Afinal a reeleição vem sendo questionada de cima para baixo, sem que os governantes sequer pensem em promover um plebiscito. A elite política continua, como sempre fez, desprezando a opinião do povo.

    E quem descobrir essa resposta conseguirá, também, descobrir o querer coletivo. Assimilar esse anseio é meio caminho andado para obter o voto da elite eletiva. Sem sombra de dúvida, o Presidente Lula  foi quem primeiro captou essa integração do inconsciente coletivo, transformando-a em votos, e se tornando imune ao ambiente de corrupção detectado com ênfase nas CPIs e veiculado, insistentemente,  pelos jornais e revistas de norte a sul do País, em pleno processo eleitoral.

    Também, em Minas Gerais, o Governador Aécio Neves, tem demonstrado que descobriu esse caminho. Conseguiu formar um elo emocional entre corações e mentes dos habitantes de nosso Estado, alinhando o seu pensamento político aos anseios de uma população. Nesse particular enxergo, em nosso Governador Aécio, um pouco de Winston Churchill quando dizia: “Você cria o seu próprio universo ao longo do caminho”.

    Temas que, com certeza, pontuarão as próximas eleições, estarão sendo assimilados pela elite eletiva, e creio se destacarão os seguintes: expansão dos gastos sociais visando erradicar a pobreza e reduzir as desigualdades, implementar a participação do trabalhador nos lucros, desregulamentar a economia – incluído nesse bojo a reforma tributária, aumentar a eficiência dos serviços públicos, uma política sistematizada para o biodiesel como forma de proteger o meio ambiente, uma efetiva política de segurança com visíveis resultados a serem alcançados no combate a criminalidade, tudo isso permeado por ampla reforma política.

    Millôr Fernandes, por outro lado, apregoa que ser gênio é fácil - difícil é achar quem o reconheça. O nosso próximo Presidente, necessariamente, deverá ser um gênio a ser reconhecido por essa mais fantástica elite, que é o povão.

    Quem viver, verá!

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    Terça-feira, Setembro 25, 2007

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG DE NOTÍCIAS por Fábio Caldeira, secretário muncipal da Regional Oeste de Belo Horizonte. Confira!


    PROPOSTA PARA A REFORMA POLÍTICA
    Fábio Caldeira Castro Silva
    Advogado, diplomado em políticas públicas para o desenvolvimento pelo BID, em Washington, mestre em ciência política, doutor em direito pela UFMG, professor universitário, secretário municipal da Regional Oeste em Belo Horizonte

    Não obstante a reforma política praticamente ter ido para as calendas gregas, a OAB fez sua parte. Sempre presente nos momentos de crise, que trazem reflexos à ordem pública e ao sistema democrático, a entidade apresentou ao Congresso Nacional sugestões para alterar o ordenamento político-eleitoral nacional. Segundo o seu presidente, Cezar Britto, "a reforma política é fundamental para a nação como o ar que nós respiramos; ela é tida como a rainha de todas as reformas, porque é quem traça a vida da cidadania".
    Três pontos merecem destaque, a saber: fidelidade partidária, financiamento público de campanha e sistemas proporcionais de votação. O instituto da fidelidade partidária está intimamente ligado ao fortalecimento dos partidos políticos e da democracia. Nosso sistema eleitoral não contém nenhuma medida que proíba os detentores de mandato de mudarem de partido.
    Também não há vinculação da ação parlamentar dos deputados às questões programáticas do partido. Deve ser ressaltado que não há nas democracias mais avançadas do mundo normas específicas de fidelidade partidária. O que há são, além de aspectos culturais, regras inibidoras de migrações partidárias, como o voto distrital ou o sistema de listas fechadas.
    Nos Estados Unidos, o poder está dividido entre dois partidos, o democrata e o republicano, sendo que as bancadas regionais têm grande força. Em alguns casos, os democratas do Sul votam com os republicanos em matérias sobre organização social, enquanto estes, em alguns momentos, votam com aqueles em temas econômicos.
    Deve ser ressaltado que não há punição aos respectivos parlamentares. A troca de partidos entre os políticos é quase nula, em decorrência da longa tradição de democratas e republicanos. Em relação à Alemanha, a questão da fidelidade partidária é remetida ao estatuto partidário. Há um profundo comprometimento dos políticos com a legenda à qual fazem parte. Portanto, na Alemanha, partidos sólidos e sistema eleitoral (voto distrital misto) favorecem a estabilidade e intimidam a infidelidade partidária.
    É de fácil percepção que o sistema brasileiro conduz a uma personificação eleitoral, em detrimento dos partidos políticos. O voto nominal em lista aberta dificulta a solidificação partidária. Além disso, promove-se uma competição política desagregadora entre candidatos de um mesmo partido, fragilizando-o ainda mais.
    No sistema de lista fechada, o eleitor só pode votar no partido, na ordem determinada por este em convenção, não podendo manifestar sua preferência por determinado candidato da lista. É inegável seu caráter benéfico ao fortalecimento dos partidos políticos. Sua adoção deve ser seguida de algumas regras, para evitar a chamada ditadura das direções partidárias.
    Como aspectos culturais e fraca institucionalização do sistema brasileiro não recomendam a implementação de processo semelhante, uma boa e simpática alternativa seria a adoção do chamado "distritão", ou seja, eleições parlamentares pelo sistema majoritário, em que seriam abolidos os fatídicos e medíocres cálculos do quociente eleitoral partidário, sendo, no caso de Minas Gerais, eleitos os 53 deputados federais e os 77 deputados estaduais mais votados, independentemente do partido.
    Já a relação entre dinheiro e eleição é polêmica e relevante em todas as democracias. No atual sistema pátrio, a Lei nº 9.504/97 permite o financiamento privado, limitado, no caso de pessoa física, a 10% dos rendimentos brutos auferidos no ano anterior ao da eleição. Em relação à pessoa jurídica, a lei fixou o limite de doações em 2% do faturamento bruto do ano anterior à eleição. Já há um financiamento público das campanhas eleitorais, que é a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV, em que as emissoras abatem dos impostos a pagar o tempo disponibilizado aos partidos e coligações.
    Uma proposta bem interessante seria a de introdução de um sistema de financiamento misto, em que a doação de recursos por pessoas físicas e jurídicas ficaria permitida apenas a um fundo do TSE, que seria dividido entre os partidos, conforme a respectiva bancada federal escolhida por voto na eleição anterior. Ficariam proibidas, portanto, doações feitas diretamente aos partidos e aos candidatos. Isso facilitaria a fiscalização e a prestação de contas, além, é claro, de evitar o comprometimento de recursos federais para fins eleitorais, que poderiam ser aplicados em saúde e educação.
    Disse Tancredo Neves, em 1981, referindo-se a mudanças na legislação eleitoral: "A hora é grave. As decisões têm que ser tomadas com grandeza, pensando no futuro do Brasil, ou então, estaremos deixando escapar a grande oportunidade de lhe darmos os meios adequados de se estabilizar, legitimando o poder". Lamentavelmente, essas mesmas palavras ditas em período ditatorial servem para o momento atual. E mais uma oportunidade se foi.



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    Quinta-feira, Setembro 27, 2007

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG DE NOTÍCIAS pelo deputado federal do PSDB mineiro,PAULO ABI-ACLEL, vice-líder da minoria no Congresso Nacional.


    O VELHO CHICO AGONIZA 
     E PEDE SOCORRO!!!

    Em julho de 1994, o então ministro de Estado da Integração Social, Aluízio Alves, assinou a Portaria nº. 505, que dispõe sobre o funcionamento do Grupo de Coordenação de Ações Integradas para o desenvolvimento e supervisão do Projeto de Transposição da Águas do Rio São Francisco. Desde então, o assunto vem se transformando em uma das mais polêmicas questões nacionais.
    A realidade hídrica brasileira, principalmente no que se refere à oferta e ao uso das águas, sempre foi assunto de interesse nos debates sobre as condições de vida da população no semi-árido brasileiro. Incluem-se aí regiões sofridas do Norte mineiro. Contudo, com a crise no abastecimento, a água passou a ser considerada "O ouro líquido do 3º milênio".
    É nesse contexto que se discute a transposição do Rio São Francisco. Atualmente, existem dois cenários bem definidos em relação ao tema. O primeiro é o do imediatismo, caracterizado pela ânsia de fazer aflorar água, nos terrenos castigados pela constante seca que assola aquela região tão penalizada do país. Tal cenário esboça interesses políticos que devem, no entanto, ser repensados, visando analisar com responsabilidade as conseqüências impostas ao meio ambiente. Um dos problemas apontados pelos especialistas é que as autoridades insistem em encarar o São Francisco como rio supridor de matéria-prima, sendo que, segundo os técnicos, ele atua apenas como condutor.
    O segundo é o cenário da ponderação, caracterizado por preocupações técnico-científicas com relação às limitações das fontes hídricas na condução do processo de transposição. Talvez, o ideal seria conjugar uma parcela de cada um, visando alcançar um denominador comum, capaz de atender as expectativas da população, sem, contudo, alterar o ecossistema local.
    A bacia do rio São Francisco tem área aproximada de 640 mil km², onde se localizam 420 municípios. Nos 97 que estão em suas margens, residem cerca de 14 milhões de pessoas. Dos seus 168 afluentes, 99 são perenes e, desses, 12 correm em território mineiro, entre eles o rio das Velhas e o Paraopeba que recebem boa parte dos esgotos da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Cerca de 30% dos rejeitos dessas cidades e de outras 400 contribuem para poluir o Velho Chico com coliformes fecais, ferro, manganês, fenóis, óleos, graxas e até arsênico e mercúrio, subprodutos da extração do ouro e outros minerais.
    Outro problema enfrentado pelo São Francisco diz respeito aos desmatamentos. As siderúrgicas mineiras consomem, anualmente, cerca de 6 milhões de toneladas de carvão vegetal, dos quais 40% são provenientes das derrubadas de matas nativas. Com isso, estima-se que foram destruídas, aproximadamente, 75% da vegetação regional e 95% das matas ciliares dos rios no seu alto curso.
    Em Minas Gerais, nos últimos 30 anos, 50% da vegetação dos cerrados foram transformados em carvão. Nas regiões onde são plantados soja e café irrigados, a expansão das lavouras tem contribuído para o aumento dos desmatamentos, principalmente os efetuados próximos as nascentes.
    De acordo com a Declaração Universal dos Direitos da Água, esse recurso natural "faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos". Contudo, na prática, a situação tem sido bem diferente.
    Com o crescimento acelerado dos núcleos urbanos, o recurso hídrico vem sendo utilizado de forma não sustentável. Além da ameaça de esgotamento da quantidade disponível, a qualidade da água está cada vez mais comprometida, devido à poluição de origem doméstica e industrial. É bem evidente que o recurso hídrico está se tornando um dos bens mais disputados do planeta, e, como tal, deve ser respeitado.
         Paulo Abi-Ackel
             Deputado Federal (PSDB)
              


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    Sábado, Outubro 6, 2007

    MEMÓRIAS DE UM REPÓRTER DE TV - capítulo 1 - João Carlos Amaral.

    Assistindo o programa gratuito do PMDB, pela TV, junto com o governador Tancredo Neves e dona Risoleta, no Palácio das Mangabeiras.

                                Você já teve o privilégio de assistir TV, com nada mais, nada menos, que o dr. Tancredo Neves e sua simpática mulher a saudosa dona Risoleta? E sendo servido de salgadinhos e suco de laranja por ela? Se você for parente ou amigo íntimo do casal não vale responder: sim! Pois  este repórter, agora também um blogueiro, teve este privilágio. Foi assim:
    noite fria, vento forte. 1984. Tancredo de olho no Colégio Eleitoral. Nosso diretor de jornalismo na Rede Globo Minas, Lauro Diniz, acertou com o J.D.Vital, chefe da Assessoria de Comunicação do governador Tancredo Neves, para que nós pudéssemos produzir uma reportagem durante o Programa Nacional, gratuito, do PMDB em rede nacional, com o governador assistindo o programa.

                               Lá fomos nós. Eu e a equipe da Globo. O cinegrafista Alípio Martins, câmera no ombro, jeito discreto, mas atento a todos os gestos e reações do dr. Tancredo. Só que o governador pediu para que deixássemos para o final da transmisão da TV para fazermos as imagens e então gravar a entrevista. É claro que a contragosto, concordei. Não havia outro jeito. Começa o programa. O saudodo deputado Ulysses Guimarães, ancora o programa.  Aparece em cena no final e cada pronunciamento colhido pela equipe de TV do PMDB.  Dr. Ulysses iniciava cada aparrição com a palavra NÃO. Não a esta política econômica, Não ao Colégio Eleitoral, Não ao regime militar e, assim foi durante os 60 minutos de programa televisivo. Não, Não, Não...

                               Dona Risoleta entra e sai a cada momento reabastecendo nossos pratinhos de salgadinhos e suco de laranja. Eu observo o então governador Tancredo Neves. Ele coçava a orellha, ora a direita, ora a esquerda. Acaricia o nariz, não fala nada. Só resmunga. Eu espero. Ví que ele estava incomodado com a linha desenvolvida pelo programa do PMDB na TV. Olho para meu relógio. Será que vai dar tempo para gravar a entrevista e mandar pelo satélite para o Jornal da Globo, no Rio? Olha, naquele tempo não havia ainda o celular, E-mail. ( penso hoje, como conseguia viver sem eles). 

                                Acaba o programa. Nos levantamos. Eu indago: vamos gravar dr. Tancredo?  A luz é acesa, câmera ligada, microfone em ação. Mas o governador se atencipa e diz não vou gravar entrevista sobre este assunto. Por favor desligue o equipamento. Desligamos. Aí o dr. Tancredo disse: NÃO VOU GRAVAR  NENHUM COMENTÁRIO, EM SINAL DE PROTESTO, PORQUE NENHUM PEMEDEBISTA MINEIRO TEVE  ESPAÇO NO PROGRAMA. Obrigado meu filho, e boa noite.
                                 Mas, governador... E ele emendou: foi um prazer ter a sua companhia e de sua equipe e repetiu polidamente: boa noite para todos! Respondí: boa noite! E voltei à redação da Rede Globo. Sem a reportagem. Foi um " furo" ao contrário.

                                Assim era ele, o dr.Tancredo. Tinha a exata medida do momento de falar  e de se calar! Afinal, nós como repórter político, sabíamos que o governador habilidosamente conduzia um processo de transição delicadíssimo, que passaria pelo Colégio Eleitoral, aonde mais  tarde ele derrotou Paulo Maluf. Qualquer fala, gesto, aparentemente simples que fosse, poderia criar obstáculo intransponível, ainda mais num canal de TV como a Globo, líder de audiência. Na verdade, o adversário dele, dr. Tancredo, era o próprio dr. Ulysses, o Sr. Diretas. Tancredo preferiu se calar. Não por medo, mas por estratégia, hoje compreendendo!
                                Comentário: se fosse hoje eu colocaria tudo no meu BLOG. Só que estávamos em 1984. Ou seja, 22 anos atrás... que blog, que tecnologia, que nada.
                               


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    Sábado, Outubro 6, 2007

    MEMÓRIAS DE UM REPÓRTER DE TV - capítulo 2 - João Carlos Amaral.

                         Nas várias vezes que o ex-governador do Rio, Leonel Brizola veio a Minas nós estávamos lá o entrevistado, como repórter da Rede Globo. Nos palanques, nas coletivas animadas e engraçadas, cheias de ironia que só Brizola sabia dar, nós acompanhávamos cada gesto, cada detalhe. "O velho caudilho", como era conhecido entre nós, jornalistas de política, não deixava pedra sobre pedra, quando se tratava dos adversários e/ou até mesmo inimigos políticos. 

                         O curioso é que na maioria das vezes que acompanhamos as entrevistas coletivas do ex-governador Brizola, a matéria não ia para o ar na Rede Globo. Como assim?. Era o seguinte: Brizola não perdia a oportunidade de estocar o saudoso dono da Globo, dr. Roberto Marinho. É que Brizola não conseguia esconder, e nem fazia a menor força para esconder sua mágoa, com os Marinho, a queme ele atribuia má vontade, na eleição dele ao governo do Rio de Janeiro, que gerou o caso Proconsult - que os fatos da época registrados pela mídia, diziam que a Globo tentou ajudar numa suposta manobra para retirar de Brizola a eleição ( verdade ou não, é o que crônica política registrou à época). 

                          Daí, sem mais nem menos, Brizola no meio de uma declaração saía com um comentário maldoso sobre a Rede Globo e o dr. Roberto Marinho. Nós, como repórter Político da Rede Globo, ficávamos de saia justa, sem o que dizer. Segurávamos firmes o microfone e não arredávamnos pé, sempre com o coração na mão, constrangidos, sem poder nada dizer. Cumpriámos a nossa missão, já pensando: como é que o editor vai dar esta entrevista falando mal do dono da casa? Eram tempos difíceis. E mais, acabava a coletiva e os colegas da mídia sempre provocavam: o governador Brizola disse que a Globo não vai por a entrevista no ar. E aí, João Carlos? ...

                         Lembro-me uma dessas entrevistas. Foi no Auditório da Assembléia Legislativa de Minas. Lá estávamos nós. Como era uma coletiva daquelas formais, colocamos os mcrifones em coimna da mesa, lotando ma frente do ex-governador Leonel Brizola. Recebí a orientação só para gravar. Não fazer nenhuma pergunta para não provocar nenhum dos  corriqueiros comentários mnaldosos de Brizola sobre a Globo. Tudo ia bem.

                          De repente, a repórter do jornal O Globo, nossa colega Sulamita, se levanta, pega o microfone colocado à disposiç~çao dos repórteres. Se identifica e pergunta: dr. Brizola, o presidente Sarney disse que desta vez a economia vai deslanchar. Como é que o sr. analisa a fala do presidente da República?

                         Olha minha filha - disse Brizola irônico, com sua fala arrsatada - nessa nem o dr. Roberto Marinho acredita! E emendou, mesmo ele se4m o principal avalaista do governo Sarney!
    Reação imeadiata, a repórter de O Globo foicopu vermelha, sem o que dizer. E como eu era o repórter da TV Globo na coletiva todos olharam em minha direção, inclusive o ex-governador Brizola, que emendou: olha quero ver você clocar está no ar! e riu...

                          Foi amaioir saia justa que já vesti, sem querer é claro! Enfirei o rabo entre as pernas, como se diz aqui em Minas, peguei a equipe e mais uma vez, jurei para mim mesmo: quando eu sair da Globo foi contar este episódio. Confesso mque fiquei com raiva do dr. Brizola, mas entendí, Como dizia o  presidente Tancredo Neves, " POLÍTICA NÃO É PARA AMADOR", é preciso ter estômago.

                          Pensei: é mesmo, político e repórter político também! E como a briga era "entre cachorros grandes", peguei a fita, coloquei debaixo do braço e levei para nossa redação, ainda na rua Rio de Janeiro no bairro de Lourdes, aqui em Beagá. 

                          Brizola foi "profético": a entrevista, é claro, não foi para o ar. Mas a fita foi gerada na íntegra para o alto comando da Rede Globo no Rio de Janeiro, para conhecimento dos chefes. 
    Hoje, com internet, os Blogs, os E-mails, como como é que seria a reação dos formadores de opinião? E mais: reconheço que se eu fosse o dono da Globo não tinha como colocar no ar uma entrevista ofensiva e, digamos, gratuita, movida pela raiva - justificável ou não - não sei, do dr. Brizola. Ficou para mim a lição: sem sangue frio, sem ética, sem coragem de suportar saias justas não dá para ser repórter, muito menos de TV.

                          Faço este registro, para dar uma fotografia da época. Mostrar o estilo de um político, em um mundo sem globalização, sem rede mundial de comunicação. De um mundo aonde o telex, sem E-mail, sem You Tube. O fax tinha acabo de chegar ao mercado e as duas rádios que eram porta-vozes das duas maiores nações do planeta eram a Voz da Amáerica, em Washington e a Rádio Moscou em Moscou, em plena guerra fria.  Um registro histórico, que só ficou na minha memória e dos josrnalistas e políticos - muitos já mortos - que estavam naquele auditório da Assembléia Legislativa naquela tarde  longinqua dos idos de meados dos anos 80. 

                          EM TEMPO: a fita com a coletiva de Brizola, certamente, está nos arquivos da Rede Globo no Rio de Janeiro. E um dia, quem sabe, vai virar estória, de um tempo que ensaiva a democracia, haviam só quatro canais de TV no País, com a Globo absolutamente na frente e, nós repórter políticos ensaiavamos os primeiros passos na carreira. Uma vitrine - a Globo era e ainda é - fundamental para um jovem que buscava a fama, o reconhecimento. É como disse Fernando Pessoa;" tudo vale a pena se alçma não é pequena". E a minha era grande! A nossa paciência bem maior. Mas, valeu a pena!
                           


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    Sexta-feira, Outubro 12, 2007

    ARTIGO ESPECIAL

                                                                    MEMÓRIAS DE UM REPÓRTER DE TV 
                                                                                        João Carlos Amaral.

                         Nas várias vezes que o ex-governador do Rio, Leonel Brizola veio a Minas nós estávamos lá o entrevistando, como repórter da Rede Globo. Nos palanques, nas coletivas animadas e engraçadas, cheias de ironia que só Brizola sabia dar, nós acompanhávamos cada gesto, cada detalhe. "O velho caudilho", como era conhecido entre nós, jornalistas de política, não deixava pedra sobre pedra, quando se tratava dos adversários e/ou até mesmo inimigos políticos. 

                         O curioso é que na maioria das vezes que acompanhamos as entrevistas coletivas do ex-governador Brizola, a matéria não ia para o ar na Rede Globo. Como assim? Era o seguinte: Brizola não perdia a oportunidade de estocar o saudoso dono da Globo, dr. Roberto Marinho. É que Brizola não conseguia esconder, e nem fazia a menor força para esconder sua mágoa, com os Marinho, a quem ele atribuia má vontade na eleição dele ao governo do Rio de Janeiro, que gerou o caso Proconsult - que os fatos da época registrados pela mídia, diziam que a Globo tentou ajudar numa suposta manobra para retirar de Brizola a eleição ( verdade ou não, é o que crônica política registrou à época). 

                          Daí, sem mais nem menos, Brizola no meio de uma declaração saía com um comentário maldoso sobre a Rede Globo e o dr. Roberto Marinho. Nós, como repórter Político da Rede Globo, ficávamos de saia justa, sem o que dizer. Segurávamos firmes o microfone e não arredávamnos pé, sempre com o coração na mão, constrangidos, sem poder nada dizer. Cumpriámos a nossa missão, já pensando: como é que o editor vai dar esta entrevista falando mal do dono da casa? Eram tempos difíceis. E mais, acabava a coletiva e os colegas da mídia sempre provocavam: o governador Brizola disse que a Globo não vai por a entrevista no ar. E aí, João Carlos? ...

                         Lembro-me uma dessas entrevistas. Foi no Auditório da Assembléia Legislativa de Minas. Lá estávamos nós. Como era uma coletiva daquelas formais, colocamos os mcrifones na mesa, lotando a frente do ex-governador Leonel Brizola. Recebí a orientação só para gravar. Não fazer nenhuma pergunta para não provocar nenhum dos  corriqueiros comentários maldosos de Brizola sobre a Globo. Tudo ia bem.

                          De repente, a repórter do jornal O Globo, nossa colega Sulamita, se levanta, pega o microfone colocado à disposiçao dos repórteres. Se identifica e pergunta: dr. Brizola, o presidente Sarney disse que desta vez a economia vai deslanchar. Como é que o sr. analisa a fala do presidente da República?

                         Olha minha filha - disse Brizola irônico, com sua fala arrastada - nessa nem o dr. Roberto Marinho acredita! E emendou: mesmo ele sendo o principal avalista do governo Sarney!
    Reação imediata: a repórter de O Globo focou vermelha, sem o que dizer. E como eu era o repórter da TV Globo na coletiva, todos olharam em minha direção, inclusive o ex-governador Brizola, que emendou: olha quero ver você colocar está no ar! e riu...

                          Foi a maior saia justa que já vesti, sem querer é claro! Enfirei o rabo entre as pernas, como se diz aqui em Minas, peguei a equipe e mais uma vez, jurei para mim mesmo: quando eu sair da Globo foi contar este episódio. Confesso que fiquei com raiva do dr. Brizola, mas entendí, Como dizia o  presidente Tancredo Neves, " POLÍTICA NÃO É PARA AMADOR", é preciso ter estômago.

                          Pensei: é mesmo, político e repórter político também! E como a briga era "entre cachorros grandes", peguei a fita, coloquei debaixo do braço e levei para nossa redação, ainda na rua Rio de Janeiro no bairro de Lourdes, aqui em Beagá. 

                          Brizola foi "profético": a entrevista, é claro, não foi para o ar. Mas a fita foi gerada na íntegra para o alto comando da Rede Globo no Rio de Janeiro, para conhecimento dos chefes. 
    Hoje, com internet, os Blogs, os E-mails, como como é que seria a reação dos formadores de opinião? E mais: reconheço que se eu fosse o dono da Globo não tinha como colocar no ar uma entrevista ofensiva e, digamos, gratuita, movida pela raiva - justificável ou não - não sei, do dr. Brizola. Ficou para mim a lição: sem sangue frio, sem ética, sem coragem de suportar saias justas não dá para ser repórter, muito menos de TV.

                          Faço este registro, para dar uma fotografia da época. Mostrar o estilo de um político, em um mundo sem globalização, sem rede mundial de comunicação. De um mundo sem Internet,  E-mail, sem You Tube. O fax tinha acabo de chegar ao mercado e as duas rádios que eram porta-vozes das duas maiores nações do planeta eram a Voz da América, em Washington e a Rádio Moscou em Moscou, em plena guerra fria.  Um registro histórico, que só ficou na minha memória e dos josrnalistas e políticos - muitos já mortos - que estavam naquele auditório da Assembléia Legislativa naquela tarde  longinqua dos idos de meados dos anos 80. 

                          EM TEMPO: a fita com a coletiva de Brizola, certamente, está nos arquivos da Rede Globo no Rio de Janeiro. E um dia, quem sabe, vai virar história, de um tempo que ensaiva a democracia, haviam só quatro canais de TV no País, com a Globo absolutamente na frente e, nós repórter políticos ensaiavamos os primeiros passos na carreira. Uma vitrine - a Globo era e ainda é - fundamental para um jovem que buscava a fama, o reconhecimento. É como disse Fernando Pessoa;" tudo vale a pena se alma não é pequena". E a minha era grande! A nossa paciência bem maior. Mas, valeu a pena!
                           


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    Domingo, Outubro 21, 2007

    Daqui a um ano lançaremos o livro " Memórias de um Repórter de TV". Semanalmente vamos escrever os textos do futuro livro. Você que acessa nosso BLOG DE NOTÍCIAS tem a oportunidade de ler cada página em primeira mão aqui no nosso espaço. Confira!

                                                                                  ARTIGO ESPECIAL

                                                                 MEMÓRIAS DE UM REPÓRTER DE TV 
                                                                                   João Carlos Amaral.

                         Nas várias vezes que o ex-governador do Rio, Leonel Brizola veio a Minas nós estávamos lá o entrevistando, como repórter da Rede Globo. Nos palanques, nas coletivas animadas e engraçadas, cheias de ironia que só Brizola sabia dar, nós acompanhávamos cada gesto, cada detalhe. "O velho caudilho", como era conhecido entre nós, jornalistas de política, não deixava pedra sobre pedra, quando se tratava dos adversários e/ou até mesmo inimigos políticos. 

                         O curioso é que na maioria das vezes que acompanhamos as entrevistas coletivas do ex-governador Brizola, a matéria não ia para o ar na Rede Globo. Como assim? Era o seguinte: Brizola não perdia a oportunidade de estocar o saudoso dono da Globo, dr. Roberto Marinho. É que Brizola não conseguia esconder, e nem fazia a menor força para esconder sua mágoa, com os Marinho, a quem ele atribuia má vontade na eleição dele ao governo do Rio de Janeiro, que gerou o caso Proconsult - que os fatos da época registrados pela mídia, diziam que a Globo tentou ajudar numa suposta manobra para retirar de Brizola a eleição ( verdade ou não, é o que crônica política registrou à época). 

                          Daí, sem mais nem menos, Brizola no meio de uma declaração saía com um comentário maldoso sobre a Rede Globo e o dr. Roberto Marinho. Nós, como repórter Político da Rede Globo, ficávamos de saia justa, sem o que dizer. Segurávamos firmes o microfone e não arredávamnos pé, sempre com o coração na mão, constrangidos, sem poder nada dizer. Cumpriámos a nossa missão, já pensando: como é que o editor vai dar esta entrevista falando mal do dono da casa? Eram tempos difíceis. E mais, acabava a coletiva e os colegas da mídia sempre provocavam: o governador Brizola disse que a Globo não vai por a entrevista no ar. E aí, João Carlos? ...

                         Lembro-me uma dessas entrevistas. Foi no Auditório da Assembléia Legislativa de Minas. Lá estávamos nós. Como era uma coletiva daquelas formais, colocamos os mcrifones na mesa, lotando a frente do ex-governador Leonel Brizola. Recebí a orientação só para gravar. Não fazer nenhuma pergunta para não provocar nenhum dos  corriqueiros comentários maldosos de Brizola sobre a Globo. Tudo ia bem.

                          De repente, a repórter do jornal O Globo, nossa colega Sulamita, se levanta, pega o microfone colocado à disposiçao dos repórteres. Se identifica e pergunta: dr. Brizola, o presidente Sarney disse que desta vez a economia vai deslanchar. Como é que o sr. analisa a fala do presidente da República?

                         Olha minha filha - disse Brizola irônico, com sua fala arrastada - nessa nem o dr. Roberto Marinho acredita! E emendou: mesmo ele sendo o principal avalista do governo Sarney!
    Reação imediata: a repórter de O Globo focou vermelha, sem o que dizer. E como eu era o repórter da TV Globo na coletiva, todos olharam em minha direção, inclusive o ex-governador Brizola, que emendou: olha quero ver você colocar está no ar! e riu...

                          Foi a maior saia justa que já vesti, sem querer é claro! Enfirei o rabo entre as pernas, como se diz aqui em Minas, peguei a equipe e mais uma vez, jurei para mim mesmo: quando eu sair da Globo foi contar este episódio. Confesso que fiquei com raiva do dr. Brizola, mas entendí, Como dizia o  presidente Tancredo Neves, " POLÍTICA NÃO É PARA AMADOR", é preciso ter estômago.

                          Pensei: é mesmo, político e repórter político também! E como a briga era "entre cachorros grandes", peguei a fita, coloquei debaixo do braço e levei para nossa redação, ainda na rua Rio de Janeiro no bairro de Lourdes, aqui em Beagá. 

                          Brizola foi "profético": a entrevista, é claro, não foi para o ar. Mas a fita foi gerada na íntegra para o alto comando da Rede Globo no Rio de Janeiro, para conhecimento dos chefes. 
    Hoje, com internet, os Blogs, os E-mails, como como é que seria a reação dos formadores de opinião? E mais: reconheço que se eu fosse o dono da Globo não tinha como colocar no ar uma entrevista ofensiva e, digamos, gratuita, movida pela raiva - justificável ou não - não sei, do dr. Brizola. Ficou para mim a lição: sem sangue frio, sem ética, sem coragem de suportar saias justas não dá para ser repórter, muito menos de TV.

                          Faço este registro, para dar uma fotografia da época. Mostrar o estilo de um político, em um mundo sem globalização, sem rede mundial de comunicação. De um mundo sem Internet,  E-mail, sem You Tube. O fax tinha acabo de chegar ao mercado e as duas rádios que eram porta-vozes das duas maiores nações do planeta eram a Voz da América, em Washington e a Rádio Moscou em Moscou, em plena guerra fria.  Um registro histórico, que só ficou na minha memória e dos josrnalistas e políticos - muitos já mortos - que estavam naquele auditório da Assembléia Legislativa naquela tarde  longinqua dos idos de meados dos anos 80. 

                          EM TEMPO: a fita com a coletiva de Brizola, certamente, está nos arquivos da Rede Globo no Rio de Janeiro. E um dia, quem sabe, vai virar história, de um tempo que ensaiva a democracia, haviam só quatro canais de TV no País, com a Globo absolutamente na frente e, nós repórter políticos ensaiavamos os primeiros passos na carreira. Uma vitrine - a Globo era e ainda é - fundamental para um jovem que buscava a fama, o reconhecimento. É como disse Fernando Pessoa;" tudo vale a pena se alma não é pequena". E a minha era grande! A nossa paciência bem maior. Mas, valeu a pena!
                           



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    Domingo, Outubro 28, 2007

    ARTIGO ESPECIAL, enviado ao nosso BLOG DE NOTÍCIAS por Wagner Gomes. Ele é mineiro de Montes Claros e foi superintendente do Banco do Brasil em Minas.

                                                                        Norte de Minas:
                                                  Estariam aqui os Emirados Árabes do futuro?

                                                                        Wagner Gomes


    Quando se lê o noticiário mais recente, percebe-se que empresas de todo o mundo estão interessadas na construção de refinarias de biodiesel no Brasil. Há menos de um mês,  o Primeiro Ministro da Itália, Romano Prodi, firmou acordo com o Presidente Lula nesse sentido. O Brasil virou moda na bioenergia, pois é detentor do mercado mais avançado do mundo, com mais de 30 mil postos de abastecimento que vendem etanol puro ou misturado com gasolina na proporção de 20 a 25 por cento do biocombustível.  

    A partir de 2008, o País pretende determinar a mistura obrigatória  de 2 por cento de biodiesel no diesel comercial. Por conta de tudo isto, nosso mercado tornou-se um alvo de grandes investidores domésticos  e internacionais, nos últimos anos. Players do porte de George Soros, Mitsui e Mitsubishi e, mais recentemente, interessados da gigante China, anunciam sua disposição de participar desse empreendimento monumental. 

    Recentemente, esteve em Minas Gerais, onde foi recebido pela Secretária de Estado Extraordinária para o Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas, deputada Elbe Brandão, e pelo Presidente do Indi, Reginaldo Arcuri, o Sr. Paul Bottril – Director of Busines Development da D1 Oils Plc -, sediada no Reino Unido, acompanhado do empresário sino-brasileiro Mike Lu da Curcas Diesel do Brasil, em visita exploratória que pode mudar o destino do Norte de Minas. Os prefeitos municipais de Capitão Enéas e Janaúba estiveram também reunidos com aludidos empresários, e puderam conhecer seus planos para a nossa região. 

    Ambos possuem interesse específico na obtenção do biodiesel em larga escala, a partir do Jatropha curcas L, mais conhecido entre nós como pinhão manso. A empresa britânica D1 Oils ( http://www.d1plc.com) necessita, a cada ano, agregar 140.000ha. de pinhão manso ao seu processo produtivo, e oferece, para assegurar esse crescimento,  contratos de longo prazo para compra dessa matéria prima, a quantos desejarem participar desse empreendimento. E não descarta a hipótese de investimentos na região, caso a usina de beneficiamento que a Petrobrás se propõe a montar, aqui, seja insuficiente para o escoamento da produção.  

    Desde a reunião em Kyoto de 1997, havia a recomendação das autoridades ambientais ali reunidas, para que se procurassem dirigir esforços para a substituição de fontes energéticas fósseis, pelas fontes energéticas renováveis. E nesse sentido, o Brasil lançou o seu programa Nacional de Biodiesel, cuja obtenção pode se dar a partir do pinhão manso, que já possui plantio experimental  em nossa região, supervisionado pela Epamig e NNE Minas Agroflorestal, com apoio do Governo do Estado.  

    Outra região que vem, em caráter experimental, ensaiando seus primeiros passos para o cultivo em larga escala dessa oleaginosa é a de Jales, em São Paulo, cuja infra-estrutura é, sem sombra de dúvidas, melhor que a nossa. Lá, a Universidade Federal de São Carlos mantém centro de pesquisas, já com estudos em estágio avançado sobre o pinhão manso. 

    Nossa região encontra-se diante do bonde da história, podendo, se optar por nele embarcar, mudar radicalmente o seu futuro, fazendo daqui os Emirados Árabes das fontes de energia renovável. Creio que é chegada a hora de nossas autoridades se reunirem sob os auspícios da Associação dos Municípios da Área Mineira da Adene – Amans e estudarem essa perspectiva seriamente, em conjunto com os órgãos de planejamento do Estado de Minas Gerais.


    A propósito, dentre as características apontadas pelos pesquisadores que distinguem o pinhão manso das demais oleaginosas na obtenção do biodiesel, destacam-se:

    a viscosidade do óleo de pinhão manso é a que mais se aproxima da viscosidade do óleo diesel convencional, constituindo esse aspecto grande vantagem sobre a mamona;

    está entre as oleaginosas de maior produtividade na obtenção de óleo (litros por hectare);

    a planta é das mais resistentes a condições edafoclimáticas pouco favoráveis (baixa umidade, temperatura elevada);

    gera, como subproduto na obtenção do óleo, substrato ("torta") rico em produtos de fertilização agrícola (cálcio, fósforo e potássio). O Brasil é carente em reservas de potássio;

    o pinhão manso não tem, ao contrário da soja, por exemplo, utilidade na indústria de alimentos, podendo estar seu cultivo destinado, portanto, totalmente à fabricação de biodiesel. A união européia condena a utilização de produtos agrícolas alimentares na fabricação de combustíveis. A postura da união européia poderá tornar-se uma tendência mundial;

    trata-se de cultura permanente, que não exige, portanto, os ciclos de replantio típicos das culturas temporárias;

    o pinhão manso pode ser cultivado simultaneamente com outro produto agrícola em pequenas propriedades, viabilizando com seu rendimento, a manutenção de uma agricultura familiar. 

    Desta forma, por admitir a  coexistência com outras culturas em pequenas propriedades, o plantio do pinhão manso vem sendo considerado como atividade propícia para se desenvolver como se fora um conceito de desenvolvimento regional integrado e sustentado, em sintonia, portanto, com a preservação e equilíbrio ambientais.  

    Nesse sentido, criticam-se, em contraposição, as grandes culturas como a da soja e da cana, que se constituem em monoculturas, incompatíveis, portanto, com os princípios de desenvolvimento integrado e equilibrado, hoje valorizados em nível mundial em face das ameaças que se apresentam à preservação ambiental. Culturas como a do pinhão manso também atenderiam ao objetivo de caráter social de dar oportunidade de geração de renda ao pequeno agricultor.  

    Importante ressaltar que a produção de biodiesel a partir de pinhão manso encontra-se em processo de validação nos Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, condição necessária para o deslanche de projetos nessa área.


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    Terça-feira, Outubro 30, 2007

    "O PAÍS DE CHUTEIRAS!" Hotelaria. Repercute em BH a decisão da FIFA de conceder ao Brasil o privilégio de sediar a Copa de 2014. Hoje, o gerente-geral do CEASER BUSINESS Belvedere - fica em frente ao BH Shopping - Maarten Van Sluys enviou ARTIGO ESPECIAL ao nosso BLOG DE NOTÍCIAS falando do impacto da escolha do Brasil para ser a sede da Copa de 2014.

    Tenham a mais absoluta certeza que os destinos deste país, em especial nosso segmento de negócios (turismo), ganha a partir de hoje (mérito inquestionável de Ricardo Teixeira) a MAIOR oportunidade que já tivemos em fazer do Brasil uma potência turística de larga sustentabilidade.

    Agora depende de nossa capacidade organizativa, nossa capacidade política e uso de nossos recursos intelectuais. Sabemos receber bem as pessoas e isto já temos em nosso DNA.
    A contar de HOJE teremos milhares de minutos na mídia mundial nos quais nossos atuais aspectos negativos (como sempre foram) mas também positivos serão exibidos. Isto nos gerará um ganho de imagem incomensurável.

    Digo isso pois estive em 2 copas (Itália e Estados Unidos) e 1 Olimpíada (Barcelona) e posso afirmar que, em especial no caso de Barcelona poderemos transformar para SEMPRE nosso país como opção interessante para o turismo.

    Nossos recursos naturais dispensam comentários. 

    Não pensem que vamos ganhar por somente 30 dias (duração da Copa), vamos ter negócios desde já pois a Copa do mundo começa logo após ser anunciada.

    Empregos, mídia, negociações, entendimentos... It´s Show time !!!

    Vamos usar deste bordão criado pelos "pais" do espetáculo (os americanos) para fazer a coisa bem feita e do nosso jeito.

    Vamos ao trabalho amigos !!!

    Ainda escreverei e falarei muito sobre este tema para o qual tenho algumas teses muito consistentes.

                                                                                        Maarten Sluys,
                                                                                         gerente-geral
                                                                                  do Ceaser Park Hotel
                                                                        em Belo Horizonte - Minas Gerais.   


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    Terça-feira, Outubro 30, 2007

    ARTIGO ESPECIAL, enviado ao nosso BLOG DE NOTÍCIAS, pelo advogado tributarista Dalmar Pimenta. Confira!

                                                                   REFORMA TRIBUTÁRIA, UMA UTOPIA
                                                                                   *Dalmar Pimenta
    Nos últimos 12 anos, várias foram as propostas encaminhadas ao Congresso Nacional para realização da Reforma Tributária. Nenhuma foi aprovada!
    Neste ano de 2007 (limiar de novas eleições) novamente um dos assuntos que vem dominando o discurso do Governo Federal é, Reforma Tributária. Na verdade, com este discurso de "Zeca Lorenço" o Governo Federal quer é aprovar a emenda constitucional que prevê a prorrogação da vigência da CPMF e a desvinculação de 20% da arrecadação federal.
    Esta é a verdadeira Reforma Tributária do Governo Federal. O resto é mera utopia.
    Fato é que o próprio Governo Federal reconhece, através do Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda as dificuldades em se realizar a tão sonhada e esperada Reforma Tributária ao dizer que: "o que queremos é desburocratizar o sistema tributário e, como conseqüência, aumentar a base de contribuintes". Tenham paciência, isto é Reforma Tributária????
    Como diz o Prof. José Souto Maior Borges, "enquanto existir este monstrengo chamado ICMS, vamos continuar a fazer remendos na legislação tributária". O grande problema do ICMS é que ele é de competência dos Estados. São 27 legislações diferentes e que concorrem entre si. Acabar com esta "balburdia" é sim, realizar uma Reforma Tributária.
    Mas onde está a força do Governo Federal para alterar este quadro? Infelizmente, para realizar a Reforma Tributária haverá que ter o apoio de todos os Governadores, pois, afinal, somos uma Federação.
    O Governo Federal também reconhece (pelo menos nos discursos) a necessidade de uma reforma do sistema tributário nacional, pois sabe que a nossa carga tributária é bem superior a carga tributaria de outros Países com economias similares que dão a seus súditos um melhor retorno em questões fundamentais como saúde, educação, infra-estrutura e saneamento básico.
    Porém, teme em concordar com mudanças que possam colocar em risco o atual patamar de arrecadações sucessivas. Não se vê um esforço claro e organizado para se alterar o atual cenário.
    Entretanto, para não se imiscuir de sua obrigação, elabora, incentiva a discussão e encaminha projetos para o Congresso Nacional, com o único objetivo de dizer à sociedade tomou as iniciativas e apoiou as reformas, mas, o Congresso.... os Governadores....os Prefeitos. É o velho novo ditado: "se collar, collou".
    Lembrem-se, que o último projeto de reforma tributária proposto pelo Governo Federal, após longos e insistentes debates resultou apenas e tão somente na prorrogação da desvinculação da rendas da União (DRU) e da safada da CPMF.
    A parte do projeto que visava a efetiva reforma do sistema constitucional tributário soou como verdadeiras palavras "jogadas ao vento".
    Não nos iludamos mais uma vez! Na verdade, com esta nova proposta, querem apenas prorrogar a CPMF.
    Ingênuos são aqueles que acreditam ainda em uma Reforma Tributária.
    Acordem!!! Por favor, acordem!!!
    Reforma Tributária não mantêm os cartões de plástico do Governo Federal (bolsa família, bolsa escola, etc.etc.). O que mantêm este absurdo que vem criando uma verdadeira "bolha assassina" de endividamento das classes menos favorecidas é a CPMF. Esta é a verdadeira Reforma Tributária do Governo Federal.
    Tanto isto é verdade que o Min. Guido Mantega já enviou o recado de que não havendo prorrogação da CPMF o Governo será forçado a aumentar tributos. A contrario sensu, porque não disse que realizaria a Reforma Tributária.
    Pelas entrelinhas da fala do Senhor Ministro, o Governo Federal quer dizer que não tem a menor intenção de reduzir de maneira significativa, no curto prazo, o tamanho da carga tributária que nós brasileiros pagamos. Traduzindo para o português: Não haverá Reforma Tributária.
    Novamente o antigo discurso da Reforma Tributaria se repete.
    Pensar em uma efetiva e real Reforma Tributária que reduza carga e simplifique o sistema é utopia.
    Aprovada a prorrogação da CPMF, que com o Congresso Nacional que temos hoje, com certeza não há duvidas de sua aprovação, o Governo Federal virá com o velho discurso de que está fazendo o possível, mas o Congresso... os Governadores.... os Prefeitos..., mas, porém, prorrogando e criando novos mecanismos que propiciem o aumento de sua arrecadação.
    Não é de se estranhar se a reforma tributária tão desejada pela sociedade nunca sair do papel (se é que ela exista no papel). Neste cipoal de normas que se tornou a legislação brasileira, necessitamos antes mudar a mentalidade de nossos governantes. Na verdade, o Brasil precisa rever toda a sua cultura tributária.
    O Grande jurista José Souto Maior Borges já dizia que: "Esperamos a reforma tributaria como se ela fosse instaurar o paraíso na terra. No entanto, se for ver a essência das propostas apresentadas, é sempre aumento da carga tributária".
    Está cada vez mais evidente que a proposta do Governo Federal é manter os superávits primários, objetivando não assustar os investidores e, correndo na paralela, garantir as verbas necessárias para execução do PAC e ampliar recursos para investimentos nos decisivos anos eleitorais que se aproximam através de seus programas sociais (bolsa família, etc. etc.).
    Em vista de tudo isto, brasileiros, é melhor esquecermos de vez este sonho de Reforma Tributária e pensarmos em como rechear nossas burras para pagar a CPMF.
    Também nós em nossos devaneios, somos de opinião e quiçá também seja a de nossos Governantes, que estamos no melhor momento para se realizar uma Reforma Tributaria estruturada e com mudança de mentalidade, pois estamos com a economia e a arrecadação em vertiginosa expansão, sem que o Governo corra o risco de perder receita. Vamos ansiosamente aguardar!
                                                                                        Dalmar Pimenta
                                                                * Advogado tributarista em Belo Horizonte,
                                                                   sócio do escritório DALMAR PIMENTA 
                                                                         ADVOGADOS ASSOCIADOS.


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    Segunda-feira, Novembro 5, 2007

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG DE NOTÍCIAS pelo consultor empresarial, o mineiro de Montes Claros, Wagner Gomes. Ele foi superintendente do Banco do Brasil em Minas. Para PENSAR!


                                                                                Um amor do outro mundo 
                                                                                        Wagner Gomes                                                 
                            

    Sempre que me assalta a dúvida se existe vida após a vida, e pelo significado enigmático e simbólico, me lembro de um artigo do Professor José de Souza Martins - professor titular de Sociologia da Faculdade de Filosofia na USP, publicado, há tempos, no "O Estado de São Paulo" e intitulado "Último Adeus", que se referia a uma escultura de Alfredo Oliani.
    O que me chamou a atenção, além da história, foi a foto de autoria de Sérgio Castro, que ilustra a reportagem, retratando o conjunto escultórico Último Adeus, que está fincado no Cemitério de São Paulo, logo à direita de quem entra pelo portão principal, na Rua Cardeal Arco Verde. Ali se localiza o túmulo de Antônio Cantarella, falecido próximo ao Natal de 1942, com 65 anos, e de sua esposa Maria Cantarella, dez anos mais nova, que somente veio a falecer em 1982.
    De uma ternura dilacerante, a escultura de Oliani foi descrita pelo Professor Jose de Souza Martins, como sendo uma das nossas mais finas e mais belas representações da dor da separação, pois a nega na intensidade carnal do encontro entre um homem e uma mulher. Ainda nos dizeres do professor, o motivo principal do conjunto escultórico de Oliani é uma comovente expressão de sentimento de amor na vida dos dois. Um homem atlético, nu, reclina-se apaixonadamente sobre o corpo de uma mulher jovem e bela, para beijá-la.
    Ela está morta. A esposa, sobrevivente do casal, pede ao artista uma escultura que celebre abertamente o sentido profundo de sua união com o marido, reconhecendo-o ainda vivo em sua vida, depois dele morto, e ela própria morta sem a companhia dele. Não reluta na confissão de sua paixão.  A relação se inverte: a viúva declara-se morta e declara o marido de seu imaginário conjugal ainda vivo e no seu pleno vigor. A extraordinária beleza do túmulo do Casal Cantarella está na eloqüente recusa da anulação do corpo e da sexualidade pela morte, e na comovente declaração de amor sem disfarce, de Maria por Antônio, o Antonino, o Nino.
    Por curiosidade, li os dizeres ali inscritos, que traziam essas informações: "Ó Nino, meu esposo, meu guia e motivo eterno de minha saudade e de meu pranto. Tributo de Maria" e "Aqui repousa Maria Cantarella ao  lado de seu inseparável e amado esposo". Isso me fez lembrar do autor Achille Campanile, que brincava com a morte em seus textos, dela extraindo momentos cômicos, mas também de ternura. Creio que, sob sua visão, Maria Cantarella, ao perder o amado, internalizou a sensação de que ele viveria por todo o resto de sua eternidade.
    Quando Maria morreu, pensava-se que sua morte colocaria um ponto final naquela história, dissolvendo o encantamento daquele amor. Mas que nada, tornou-se um elemento místico e lendário na família, que ajuda a divulgar a crença, erigida no sangue que perderam, que aquele amor cresceu e fortificou, sobrepondo-se à própria morte.



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    Segunda-feira, Novembro 5, 2007

    Artigo Especial enviado ao nosso BLOG DE NOTÍCIAS pelo jornalista e dramaturgo mineiro WESSERY ZAGO.

    Cartas ao Rei é uma crônica escrita pelo jornalista Wessery Zago que assina com o pseudônimo lord Vasco Romano do Ataíde (Marquês do Abaeté). Em cartas ao Rei o jornalista narra ao Príncipe Charles e Camila Paker os acontecimentos semanais no Brasil.


    Contato: 31 93424832



                                  Cartas ao Rei


    Senhor meu Rei,


    Senhor meu Rei,

    Senhor meu Rei,

    Do equidistante - e nem por isso menos seu - reinado de planícies e serras do sudeste do país, transcrevo, novamente, os últimos acontecimentos dessa terra - onde se plantando tudo dá - e aproveitando a oportunidade que este humilde súdito de pele branca, corpo esguio, cabelos louros e olhos de cor próxima à esmeralda tem, para lhe fazer um apelo.

    Primeiramente, espero que esta - que lhe escrevo de próprio punho - , o encontre bem e com saúde. Rogo à Deus que seu reino continue em pleno funcionamento e suas capacidades físicas e morais permaneçam em atividade.

    Alteza! É com o coração partido, nó na garganta e tristeza nos olhos - que parecem ter perdido um pouco do brilho no olhar - que vos digo que os homens dessa terra não tem mais respeito pelo seu próximo. Tudo, Alteza, por causa de dinheiro

    Vossa Alteza não vai acreditará mas, esses vossos escrupulosos súditos estão envenenando o leite brasileiro. Soda cáustica e acetona são incorporados ao principal alimento das crianças, dessa vossa província, simplesmente para alterar o prazo de validade do produto.

    Sei que essa notícia lhe abaterá a alma mas, infelizmente meu Rei, imploro que perdoe-me pela insolência de expor minha opinião e minha visão pessoal do que meus olhos captaram: "acredito poderoso Rei que os derivados desse precioso "ouro branco" , também, estejam contaminados".

    Tento de todas as formas defender - com vontade, orgulho, unhas e dentes - esse vosso povo. E parece-me que toda minha angústia sentida, transforma-se em raiva e, minha vontade é de enfiar com voracidade as mãos nos peitos desses animais e arranca-lhes seus corações que, ainda pulsando, passa eu esmagá-los sem qualquer piedade.

    Este humilde, distante e não menos apaixonado súdito, em sua vã percepção, conta-lhe que mantem-se calado e esperançoso, por compreender as dificuldades pelas quais esse seu povo passa no momento.

    Os dias são difíceis, complicados e atribulados e com o anúncio do aumento do gás brasileiro e uma nova promessa de solução definitiva do apagão aéreo por parte de do ConselheiroNelson Jobim, acredito que no auge de sua sabedoria real se assustará ao saber que nada se poderá fazer para abrandar o sofrimento desse seu povo.

    Recebi sua carta informando-me sobre a internacionalização do álcool brasileiro. Vossa Alteza tem mesmo razão: "a construção do alcooduto entre a província de Paulina (condado de São Paulo) e a província de Senador Canedo (condado de Goiás) passando pela província do Uberaba é uma obra fundamental para levar o combustível até o porto e exportá-lo ao Japão e outros reinos, como nossa querida Inglaterra". Acredito Senhor meu Rei: "em 2011 o álcool brasileiro ganhará o mundo".

    A Copa do Mundo de 2014 será mesmo aqui. Imploro à Vossa Alteza que convide o Rei Pelé.

    As boas novas, ainda, são as chuvas.

    Senhor meu Rei! Termino meu relato aqui, deixando-o com a certeza de que o amor de seu súdito e a vontade de ver vossa Alteza e Camila continuam vivas e sempre presentes, pois conto-lhe apenas o que ví, presenciei e, como seu sincero e sempre servo, achei por bem narrar.


    Deus salve o Rei;


    De seu servo do Sudeste;

    Deus salve o Rei;


    De seu servo do Sudeste;

    De seu servo do Sudeste;


    Lord Vasco Romano do Ataíde

    Marquês do Abaeté!

    Lord Vasco Romano do Ataíde

    Marquês do Abaeté!

    Marquês do Abaeté!



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    Quarta-feira, Novembro 21, 2007

    ARTIGO ESPECIAL. Vem do nosso amigo, Wagner Gomes, que foi superintendente do Banco do Brasil em Minas. E é mineiro de Montes Claros.

                                                                                    O PODER E O SONHO
                                                                                           Wagner Gomes
    Domingo, dia 07 de outubro, assisti em Montes Claros a uma cerimônia bem significativa. Tratava-se da benção das novíssimas instalações da Concessionária Honda, em estilo futurista e arrojado, espelho da mentalidade de seu idealizador.

    E enquanto o Padre João Batista cumpria o ritual litúrgico, quatro palavras por ele citadas em seqüência me trouxeram à lembrança toda a trajetória do Paulo César Mota Santiago: "caminho, vida, verdade e ressurreição".

    Cenas como o seu começo - um pequeno negócio na área de revenda de carros usados - trinta e três anos atrás, creio eu, passando por sua evolução lenta e gradual, quando comprou a boate Cogumelos e a transformou no eixo de sucesso Tropicália-Roda Viva. Naqueles tempos, Nydia, sua esposa, o acompanhava pelas madrugadas, apoiando decididamente o Rei da Noite Montes-clarense, que se desdobrava como anfitrião, para atender uma clientela que foi transformada em grandes amigos.

    Essa mesma Nydia, que nos mostraria, mais tarde, o sereno comportamento de uma grande dama, no enfrentamento de crises, somente vencidas com a cumplicidade de seu companheirismo e demonstração explícita de imensos laços de ternura. Sentindo seus horizontes limitados, Paulo César resolve enfrentar novos desafios. Em 1987 se muda para o Rio de Janeiro, lá fincando, com garra e coragem, os pilares de uma pequena empresa especializada na intermediação e vendas de carros, novos e usados, cujo negócio foi prosperando. Era o início efetivo de um caso de sucesso. Aquilo que os americanos denominam de "self made man".

    Em sua trajetória, apóia o seu irmão Árlen Santiago na carreira política. Este, por sua vez, com sua personalidade peculiar, ao contrariar alguns interesses, provoca iradas manifestações de rancor, onde alguns chapas-brancas - que se julgavam Dons Quixotes de lugar nenhum -, tentaram corromper ativamente os fatos, transformando vítimas em alvos de uma conspiração de algo que jamais existiu.

    Por volta de 2000, os irmãos Santiago enfrentam um período doloroso, onde gritava o silêncio dos amigos, e as noites passavam sem que o sono chegasse. E ao raiar um novo dia, com ele vinha uma nova dor. Ao imitarem a trajetória clássica do herói mitológico que desce ao limbo e volta para refazer a sua história, ambos conseguem enriquecer suas próprias biografias fazendo com que suas convicções e suas verdades desarmassem cada armadilha que encontraram. Claro que tudo aquilo poderia influenciar, negativamente, os negócios. Foi preciso força e determinação para fazer com que aqueles percalços se transformassem em estímulos para novas conquistas.

    Lembro-me de, naquela época, ter telefonado ao Paulo César para lhe transmitir minha solidariedade e, sobretudo, minha amizade. Dele, então, ouvi: "jamais eu decepcionarei um amigo meu". Dito e feito. Paulo César, qual fênix, ressurgiria mais forte e destemido, tornando-se um empresário de grande sucesso, enquanto Árlen Santiago obteria estrondosa votação, sendo eleito Deputado Estadual, cargo a que foi reconduzido sucessivamente, desde então. No último pleito, por exemplo, obteve a maior votação da história de um Deputado Estadual pelo Norte de Minas. Já PCS sempre abraçou as causas sociais, e utilizando-se de seu prestígio pessoal, ajudou a promover shows beneficentes em prol de vinte e cinco instituições filantrópicas de Montes Claros.

    Artistas renomados como Roberto Carlos, Jô Soares, Chico Anísio, Tom Cavalcanti e outros, aqui aterrissaram a seu convite e reuniram multidões, cuja renda proveniente dos espetáculos minorava o sofrimento dos menos favorecidos. Essa sua permanente preocupação com o aspecto social fez com que, recentemente, a Casa de Saúde Santa Bernadete, que abriga pessoas carentes acometidas de câncer, passasse a ser beneficiada com um por cento do montante dos produtos e serviços contratados junto aos seus fornecedores, durante a construção da Pirâmide Veículos.

    Na cerimônia da benção das instalações da Concessionária Honda, ouvi, com atenção, seu sócio gestor dizer que sua motivação era buscada em modelos e casos exemplares de superação, citando Herbert Viana e o fenômeno Ronaldo. Falou de sua alegria pelo recorde na construção física das belíssimas instalações recém-inauguradas e da surpresa que isso provocou aos executivos da Honda.

    Emocionou-se e emocionou-nos ao falar em seu intento de adotar a praça em frente à concessionária e que leva o nome de seu pai. Seu projeto empresarial no ramo automotivo, revelou-nos naquela oportunidade, abriga, hoje, quatorze familiares comprovadamente capazes, respaldando os seus valores de raiz. E conclama aos demais para que dele se aproximem. Também, em sua fala, expressou sua vontade de realizar algo maior, sua determinação em superar os limites, de alcançar o topo, e de quebra demonstrou seu imenso amor à sua terra ao se manifestar sobre suas preocupações com os rumos da gestão do município.

    Esse é o retrato de Paulo César Mota Santiago, amigo de todos os amigos, que não se importa com a condição social, fama e prestígio de cada pessoa que conquista sua simpatia. A todos eles abre sua residência e escancara o seu coração, com igual desprendimento. Mas passou despercebido ao nosso PCS, talvez pela sua humildade, que assim como Herbert Viana e o fenômeno Ronaldo, ele também se tornou um exemplo de superação a ser seguido, por todos nós, como fonte de motivação.



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    Quarta-feira, Dezembro 5, 2007

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG DE NOTÍCIAS por Wagner Gomes, que foi superintendente do Banco do Brasil em Minas. Ele é mineiro de Montes Claros no norte de Minas.

                                                                 SUSTENTABILIDADE: UM NOVO TEMPO

                                                                                        Wagner Gomes

    Um termo novo, aliado a uma prática que passa a ser exigida pela consciência de toda a coletividade, começa a eclodir pelos quatro cantos do planeta. Refiro-me ao desafio do crescimento econômico sustentável, cuja prática pode ser entendida como aquela que atende às necessidades da geração atual, sem gerar um passivo ambiental para as gerações que nos sucederem.
    Ou seja, os resíduos resultantes dos processos produtivos devem ser tratados, de tal forma que o ecossistema não sofra uma degradação contínua, como hoje, ainda, vem ocorrendo.
    Se olharmos todo o passado da humanidade, e pudermos visualizar a montanha de lixo produzida, em toda sua plenitude, capaz de gerar, a um só tempo, desastres ecológicos com ameaças à preservação de espécies, degradação do oxigênio via extinção de reservas florestais e poluentes jogados na atmosfera, iremos verificar que o quadro é aterrador.
    O mundo perdeu uma boa oportunidade de dar a importância merecida ao debate desse tema, quando na eleição americana um de seus principais defensores, o ambientalista Al Gore, foi derrotado pelo atual Presidente Bush, cuja irresponsabilidade ambiental beira a raia da loucura. Estimular que esse conceito seja absorvido pelo mundo empresarial e produtivo passa a ser imperioso por parte dos consumidores atentos ao nosso compromisso com o futuro.
    Não se trata de ilusão a formação de uma consciência coletiva, pois de alguma maneira temos que criar situações que modifiquem o ambiente de negócios das empresas. Elas deverão, em um futuro bem próximo, abrir mão da busca desenfreada da lucratividade, para destinar parte do que arrecadam a ações que visem conferir, ao planeta, anticorpos a esse processo degenerativo que o corrói.
    E os reflexos causados por essa irresponsabilidade, ampla e irrestrita, do processo produtivo, já podem ser mensurados. Na capital do poderoso estado de São Paulo, por exemplo, como fruto da poluição do ar, a média de vida já é inferior, em dois anos, à média nacional. Essa mesma consciência coletiva deverá estar atenta no processo eletivo de nossos governantes.
    O grande entrave que hoje se verifica é a falsa premissa que orienta nossos executivos na hora da formulação das estratégias de longo prazo das empresas: "se for adotada uma política de sustentabilidade, que valor poderia vir a ser agregado ao produto"?
    A resposta, de imediato, tende para minimizar o lucro. No entanto, quando o mundo tiver consciência de que se está matando, o boicote aos produtos, frutos de tamanha insensibilidade, provocará grandes falências em organizações poderosas. Interessante notar como as empresas do ramo petroquímico, papel e celulose, siderurgia, dentre outros, já estão a demonstrar o seu engajamento e sua busca de interagir com a população da área em que atuam, visando à melhoria sócio-ambiental.
    Ou alguém duvida que a Vale do Rio Doce existiria, ainda hoje, caso não destinasse à população parte de sua receita em medidas que visaram reverter o estrago que provocou? Portanto, a perenidade das empresas passa pela adoção sistematizada do processo de sustentabilidade.
    O tema é tão importante, e tão atual, que o Oitavo Congresso de Governança Corporativa promovido pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa a ele se dedicou, no período de 12 a 13 de novembro de 2007. E ao participar desse Congresso pude perceber que nossas grandes empresas, ali representadas, começam a ter noção das responsabilidades socioambientais que lhe serão cobradas.
    Ainda que sejam motivadas mais pela conveniência do que pela convicção, acredito que, em breve, essas práticas se tornem corriqueiras em nossas corporações. As empresas, doravante, através de seus Conselhos de Administração, deverão dirigir, para garantir o futuro de seus negócios, esforços no sentido de equilibrar as metas estabelecidas aos impactos causados no meio ambiente, com o fito de minimizar a resistência da sociedade em que atuam.
    Essa postura, mais que um diferencial mercadológico, deverá balizar a estratégia dos negócios. Devemos estar atentos para que esses novos tempos sejam, efetivamente, implantados. E que não nos deixemos enganar pelas falsas aparências, geradas pelo marketing barato de quem tenta se aproveitar dessa nova onda.
    O Professor de Políticas Públicas da Universidade de Columbia, em New York, Geoffrey Heal lança, usando o sentido figurado da clivagem, sua visão categórica e abalizada sobre o tema: "A conservação ambiental, tradicionalmente justificada em base moral e ética, deve ser vista como uma vitória econômica".











    Comentários

    #1. Ana Clarice - (annaclarice@hotmail.com)
    Um artigo muito bem escrito, claro, objetivo, sobre um tema de relevante importância merecendo uma grande divulgação
    #2. Polati - (Antonio Polati)
    Wagner, muito oportuno e importante o seu artigo. Gostei muito. A conscientização de todos é a única opção para revertermos o quadro atual.
    Parabéns,
    Polati
    #3. Armando Simoes - (Armando Simoes)
    Wagner,
    Gostei muito. Na 2a. feira passada, participei no Rio
    de interessante seminário sobre "ecoeficiência" e a
    linha geral foi bem semelhante à do IBGC e à sua.
    Parabéns.
    Abraço.
    Armando Simões#
    4. Erico Furtado - (ecfurtado)
    Caro Wagner,
    Excelente esse seu artigo sobre a questão do crescimento econômico sustentável. Você captou e transmitiu aos seus leitores, de forma clara e precisa, o sentimento que prevaleceu, nos painéis e debates, durante todo o Congresso do IBGC, realizado em São Paulo. Parabéns!
    Abraços, Érico
    #5. Ricardo Salerno - (ricardo.salerno)
    Wagner,
    Parabéns pelo artigo! Além de muito bem escrito, trata de um tema da maior relevância. Outro detalhe importante é que sua abordagem não foi romântica nem catastrófica. Foi objetiva e realista.




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    Terça-feira, Dezembro 11, 2007

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG DE NOTÍCIAS, pelo conselheiro empresarial, WAGNER GOMES, que foi superintendente do Banco do Brasil em Minas. Ele é mineiro de Montes Claros no norte de Minas e atua, principalmente na consultoria empresarial, em São Paulo. Vale ler o ARTIGO ESPECI(AL escrito poe ele, que bem poderia ser titulado como "Trocando em Miúdos". Confira!

     

    ARTIGO ESPECIAL

         Economia: Investment grade X Speculation Grade




     
                                                                   Wagner Gomes



     



     

    Quando se olha o noticiário econômico, nota-se o emprego de uma linguagem técnica e rebuscada, para explicar um movimento relativamente fácil, que os economistas teimam em torná-lo de difícil compreensão.
    Afinal o que representa essa classificação e qual a razão de sua importância? O chamado grau de investimento é o reconhecimento, por parte de agências de classificação de risco de crédito (Moody’s, Standard & Poor’s e Fitch, são as principais), de que um país tem probabilidade baixa de não honrar sua dívida pública.
    Basicamente, as agências classificam os diferentes ativos em duas classes de riscos: grau de investimento e grau de especulação. Enquanto no primeiro o risco de crédito é muito baixo ou inexistente, no segundo, estão confinados os países em que existe um maior risco de crédito, com maior probabilidade de não honrarem seus compromissos.
    Para complicar esse entendimento, denominam essa incapacidade (o popular beiço ou calote) pelo pomposo nome de “default”.
    Qualquer país considerado como detentor de grau de investimento é portador de credibilidade, o que facilita, e muito, a captação de recursos de longo prazo a custos baixos, no mercado internacional de capitais. É como se fora um premio concedido aos países que primam pela condução de uma política econômica responsável.
    A possibilidade de que essa classificação seja concedida ao Brasil, no curto prazo, tem provocado uma onda de euforia no mercado interno. Estamos, de fato, muito próximo de alcançar essa classificação, já que todos os indicadores de solvência têm apresentado melhoria sensível nos últimos anos (trajetória cadente de endividamento, elevação das reservas internacionais, melhora na composição do endividamento, etc.). Com a recente revisão da metodologia de cálculo do PIB essa percepção se evidencia, ao constatarmos uma alteração em todas as variáveis que eram expressas como percentagem desse valor.
    Com essa nova metodologia, no caso da dívida pública, a razão dívida/PIB de 2006 – que estava em 50%, recuou para perto de 45%. Esse fato fez com que representantes do governo, economistas e agências de classificação de risco, visualizassem um patamar mais baixo de endividamento, tornando o País quase apto a atingir algo conhecido no mercado financeiro internacional como “Status de Investiment Grade”.
    Parece-me, no entanto, que esqueceram algumas deficiências históricas que ainda precisam ser superadas.
    A precariedade das contas públicas, que ainda dependem muito da muleta continua do aumento das receitas, via impostos, sem o menor sinal de que exista uma política consistente de contenção de gastos, se torna o primeiro dos gargalos. Setores cruciais de nossa economia se ressentem de um enxoval regulatório que possa impulsionar investimentos em rodovias, ferrovias e setor elétrico, cruciais para alavancar nossa infra-estrutura.
    E o que dizer da nossa justiça, lenta, sonolenta e paquidérmica? Tudo isso é reconhecido pelo próprio Governo Federal que gastou apenas 3,5% dos recursos previstos para investimentos em infra-estrutura, seja em transportes ou energia. Recentemente, o Presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli afirmou que a partir de 2011 faltarão recursos energéticos suficientes para qualquer projeto de expansão em nossa economia. Comparativamente, os custos com transporte e logística, em nosso País, equivalem a 12,75% do PIB contra 8,20% dos EUA. Outra comparação angustiante: 60% de nossa carga transportada é rodoviária, contra 26% nos EUA.
    E o que mais preocupa é que a idade média de nossa frota de caminhões é de vinte anos. Enquanto o Brasil investiu, nos dois últimos anos US$ 3,6 bilhões para ampliar e/ou recuperar suas rodovias, a China está investindo US$ 70 bilhões de 2006 a 2008.
    O sistema portuário, também precisa, urgentemente, além de se profissionalizar e desenvolver anticorpos que impeçam nomeações políticas no setor, resolver, de uma vez por todas, os seus problemas no que tange à precariedade dos acessos rodoviários e ferroviários.
    Para que tudo ocorra, sem sobressaltos, reformas vitais nas áreas política e tributária, se implementadas, poderão agregar condições que nos conduzirão, em futuro não muito distante, ao grupo das seis maiores economias mundiais.
    Ainda poderíamos agregar alguns passivos sociais, principalmente na área da educação, que deveriam fazer parte de uma verdadeira revolução silenciosa, para realmente nos sentirmos cidadãos que caminham para o primeiro mundo
    . Independente de que venha o reconhecimento de nosso grau de investimento, e ele virá em 2008, há que se tratar com a devida importância todas essas questões, para que o imenso sacrifício a nós imposto, desde o Plano Real, possa ter compensado chegar-se a tal estágio em nossa economia.
    Somente assim, conseguiremos armar uma equação capaz de pavimentar um desenvolvimento sustentado em bases sólidas, com projetos de longo prazo, que nos viabilizará como uma grande potência.



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    Terça-feira, Dezembro 18, 2007

    ARTIGO ESPECIAL. Foi enviado ao nosso BLOG DE NOTÍCIAS pelo executivo WAGNER GOMES, que foi superintendente do Banco do Brasil em Minas. Hoje ele é conselheiro empresarial, e dos bons. Vale ler o artigo dele - que poderia ter o título "TROCANCO EM MIÚDOS". Confira!


                                                    Economia: Investment grade X Speculation Grade

                                                                               Wagner Gomes

    Quando se olha o noticiário econômico, nota-se o emprego de uma linguagem técnica e rebuscada, para explicar um movimento relativamente fácil, que os economistas teimam em torná-lo de difícil compreensão. Afinal o que representa essa classificação e qual a razão de sua importância?

    O chamado grau de investimento é o reconhecimento, por parte de agências de classificação de risco de crédito (Moody's, Standard & Poor's e Fitch, são as principais), de que um país tem probabilidade baixa de não honrar sua dívida pública. Basicamente, as agências classificam os diferentes ativos em duas classes de riscos: grau de investimento e grau de especulação.

    Enquanto no primeiro o risco de crédito é muito baixo ou inexistente, no segundo, estão confinados os países em que existe um maior risco de crédito, com maior probabilidade de não honrarem seus compromissos. Para complicar esse entendimento, denominam essa incapacidade (o popular beiço ou calote) pelo pomposo nome de "default".


    Qualquer país considerado como detentor de grau de investimento é portador de credibilidade, o que facilita, e muito, a captação de recursos de longo prazo a custos baixos, no mercado internacional de capitais. É como se fora um premio concedido aos países que primam pela condução de uma política econômica responsável. A possibilidade de que essa classificação seja concedida ao Brasil, no curto prazo, tem provocado uma onda de euforia no mercado interno.

    Estamos, de fato, muito próximo de alcançar essa classificação, já que todos os indicadores de solvência têm apresentado melhoria sensível nos últimos anos (trajetória cadente de endividamento, elevação das reservas internacionais, melhora na composição do endividamento, etc.).

    Com a recente revisão da metodologia de cálculo do PIB essa percepção se evidencia, ao constatarmos
    uma alteração em todas as variáveis que eram expressas como percentagem desse valor. Com essa nova metodologia, no caso da dívida pública, a razão dívida/PIB de 2006 – que estava em 50%, recuou para perto de 45%.

    Esse fato fez com que representantes do governo, economistas e agências de classificação de risco, visualizassem um patamar mais baixo de endividamento, tornando o País quase apto a atingir algo conhecido no mercado financeiro internacional como "Status de Investiment Grade".

    Parece-me, no entanto, que esqueceram algumas deficiências históricas que ainda precisam ser superadas. A precariedade das contas públicas, que ainda dependem muito da muleta continua do aumento das receitas, via impostos, sem o menor sinal de que exista uma política consistente de contenção de gastos, se torna o primeiro dos gargalos.

    Setores cruciais de nossa economia se ressentem de um enxoval regulatório que possa impulsionar investimentos em rodovias, ferrovias e setor elétrico, cruciais para alavancar nossa infra-estrutura. E o que dizer da nossa justiça, lenta, sonolenta e paquidérmica? Tudo isso é reconhecido pelo próprio Governo Federal que gastou apenas 3,5% dos recursos previstos para investimentos em infra-estrutura, seja em transportes ou energia.

    Recentemente, o Presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli afirmou que a partir de 2011 faltarão recursos energéticos suficientes para qualquer projeto de expansão em nossa economia. Comparativamente, os custos com transporte e logística, em nosso País, equivalem a 12,75% do PIB contra 8,20% dos EUA. Outra comparação angustiante: 60% de nossa carga transportada é rodoviária, contra 26% nos EUA. E o que mais preocupa é que a idade média de nossa frota de caminhões é de vinte anos.

    Enquanto o Brasil investiu, nos dois últimos anos US$ 3,6 bilhões para ampliar e/ou recuperar suas rodovias, a China está investindo US$ 70 bilhões de 2006 a 2008. O sistema portuário, também precisa, urgentemente, além de se profissionalizar e desenvolver anticorpos que impeçam nomeações políticas no setor, resolver, de uma vez por todas, os seus problemas no que tange à precariedade dos acessos rodoviários e ferroviários.

    Para que tudo ocorra, sem sobressaltos, reformas vitais nas áreas política e tributária, se implementadas, poderão agregar condições que nos conduzirão, em futuro não muito distante, ao grupo das seis maiores economias mundiais.

    Ainda poderíamos agregar alguns passivos sociais, principalmente na área da educação, que deveriam fazer parte de uma verdadeira revolução silenciosa, para realmente nos sentirmos cidadãos que caminham para o primeiro mundo
    . Independente de que venha o reconhecimento de nosso grau de investimento, e ele virá em 2008, há que se tratar com a devida importância todas essas questões, para que o imenso sacrifício a nós imposto, desde o Plano Real, possa ter compensado chegar-se a tal estágio em nossa economia.

    Somente assim, conseguiremos armar uma equação capaz de pavimentar um desenvolvimento sustentado em bases sólidas, com projetos de longo prazo, que nos viabilizará como uma grande potência.
    Basicamente, as agências classificam os diferentes ativos em duas classes de riscos: grau de investimento e grau de especulação.

    Enquanto no primeiro o risco de crédito é muito baixo ou inexistente, no segundo, estão confinados os países em que existe um maior risco de crédito, com maior probabilidade de não honrarem seus compromissos. Para complicar esse entendimento, denominam essa incapacidade (o popular beiço ou calote) pelo pomposo nome de "default".


    Qualquer país considerado como detentor de grau de investimento é portador de credibilidade, o que facilita, e muito, a captação de recursos de longo prazo a custos baixos, no mercado internacional de capitais. É como se fora um premio concedido aos países que primam pela condução de uma política econômica responsável. A possibilidade de que essa classificação seja concedida ao Brasil, no curto prazo, tem provocado uma onda de euforia no mercado interno.

    Estamos, de fato, muito próximo de alcançar essa classificação, já que todos os indicadores de solvência têm apresentado melhoria sensível nos últimos anos (trajetória cadente de endividamento, elevação das reservas internacionais, melhora na composição do endividamento, etc.).

    Com a recente revisão da metodologia de cálculo do PIB essa percepção se evidencia, ao constatarmos
    uma alteração em todas as variáveis que eram expressas como percentagem desse valor. Com essa nova metodologia, no caso da dívida pública, a razão dívida/PIB de 2006 – que estava em 50%, recuou para perto de 45%.

    Esse fato fez com que representantes do governo, economistas e agências de classificação de risco, visualizassem um patamar mais baixo de endividamento, tornando o País quase apto a atingir algo conhecido no mercado financeiro internacional como "Status de Investiment Grade".
     
    Parece-me, no entanto, que esqueceram algumas deficiências históricas que ainda precisam ser superadas. A precariedade das contas públicas, que ainda dependem muito da muleta continua do aumento das receitas, via impostos, sem o menor sinal de que exista uma política consistente de contenção de gastos, se torna o primeiro dos gargalos.

    Setores cruciais de nossa economia se ressentem de um enxoval regulatório que possa impulsionar investimentos em rodovias, ferrovias e setor elétrico, cruciais para alavancar nossa infra-estrutura. E o que dizer da nossa justiça, lenta, sonolenta e paquidérmica? Tudo isso é reconhecido pelo próprio Governo Federal que gastou apenas 3,5% dos recursos previstos para investimentos em infra-estrutura, seja em transportes ou energia.

    Recentemente, o Presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli afirmou que a partir de 2011 faltarão recursos energéticos suficientes para qualquer projeto de expansão em nossa economia. Comparativamente, os custos com transporte e logística, em nosso País, equivalem a 12,75% do PIB contra 8,20% dos EUA. Outra comparação angustiante: 60% de nossa carga transportada é rodoviária, contra 26% nos EUA. E o que mais preocupa é que a idade média de nossa frota de caminhões é de vinte anos.

    Enquanto o Brasil investiu, nos dois últimos anos US$ 3,6 bilhões para ampliar e/ou recuperar suas rodovias, a China está investindo US$ 70 bilhões de 2006 a 2008. O sistema portuário, também precisa, urgentemente, além de se profissionalizar e desenvolver anticorpos que impeçam nomeações políticas no setor, resolver, de uma vez por todas, os seus problemas no que tange à precariedade dos acessos rodoviários e ferroviários.

    Para que tudo ocorra, sem sobressaltos, reformas vitais nas áreas política e tributária, se implementadas, poderão agregar condições que nos conduzirão, em futuro não muito distante, ao grupo das seis maiores economias mundiais.

    Ainda poderíamos agregar alguns passivos sociais, principalmente na área da educação, que deveriam fazer parte de uma verdadeira revolução silenciosa, para realmente nos sentirmos cidadãos que caminham para o primeiro mundo
    . Independente de que venha o reconhecimento de nosso grau de investimento, e ele virá em 2008, há que se tratar com a devida importância todas essas questões, para que o imenso sacrifício a nós imposto, desde o Plano Real, possa ter compensado chegar-se a tal estágio em nossa economia.

    Somente assim, conseguiremos armar uma equação capaz de pavimentar um desenvolvimento sustentado em bases sólidas, com projetos de longo prazo, que nos viabilizará como uma grande potência.
    Basicamente, as agências classificam os diferentes ativos em duas classes de riscos: grau de investimento e grau de especulação.

    Enquanto no primeiro o risco de crédito é muito baixo ou inexistente, no segundo, estão confinados os países em que existe um maior risco de crédito, com maior probabilidade de não honrarem seus compromissos. Para complicar esse entendimento, denominam essa incapacidade (o popular beiço ou calote) pelo pomposo nome de "default".


    Qualquer país considerado como detentor de grau de investimento é portador de credibilidade, o que facilita, e muito, a captação de recursos de longo prazo a custos baixos, no mercado internacional de capitais. É como se fora um premio concedido aos países que primam pela condução de uma política econômica responsável. A possibilidade de que essa classificação seja concedida ao Brasil, no curto prazo, tem provocado uma onda de euforia no mercado interno.

    Estamos, de fato, muito próximo de alcançar essa classificação, já que todos os indicadores de solvência têm apresentado melhoria sensível nos últimos anos (trajetória cadente de endividamento, elevação das reservas internacionais, melhora na composição do endividamento, etc.).

    Com a recente revisão da metodologia de cálculo do PIB essa percepção se evidencia, ao constatarmos
    uma alteração em todas as variáveis que eram expressas como percentagem desse valor. Com essa nova metodologia, no caso da dívida pública, a razão dívida/PIB de 2006 – que estava em 50%, recuou para perto de 45%.

    Esse fato fez com que representantes do governo, economistas e agências de classificação de risco, visualizassem um patamar mais baixo de endividamento, tornando o País quase apto a atingir algo conhecido no mercado financeiro internacional como "Status de Investiment Grade".
     
    Parece-me, no entanto, que esqueceram algumas deficiências históricas que ainda precisam ser superadas. A precariedade das contas públicas, que ainda dependem muito da muleta continua do aumento das receitas, via impostos, sem o menor sinal de que exista uma política consistente de contenção de gastos, se torna o primeiro dos gargalos.

    Setores cruciais de nossa economia se ressentem de um enxoval regulatório que possa impulsionar investimentos em rodovias, ferrovias e setor elétrico, cruciais para alavancar nossa infra-estrutura. E o que dizer da nossa justiça, lenta, sonolenta e paquidérmica? Tudo isso é reconhecido pelo próprio Governo Federal que gastou apenas 3,5% dos recursos previstos para investimentos em infra-estrutura, seja em transportes ou energia.

    Recentemente, o Presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli afirmou que a partir de 2011 faltarão recursos energéticos suficientes para qualquer projeto de expansão em nossa economia. Comparativamente, os custos com transporte e logística, em nosso País, equivalem a 12,75% do PIB contra 8,20% dos EUA. Outra comparação angustiante: 60% de nossa carga transportada é rodoviária, contra 26% nos EUA. E o que mais preocupa é que a idade média de nossa frota de caminhões é de vinte anos.

    Enquanto o Brasil investiu, nos dois últimos anos US$ 3,6 bilhões para ampliar e/ou recuperar suas rodovias, a China está investindo US$ 70 bilhões de 2006 a 2008. O sistema portuário, também precisa, urgentemente, além de se profissionalizar e desenvolver anticorpos que impeçam nomeações políticas no setor, resolver, de uma vez por todas, os seus problemas no que tange à precariedade dos acessos rodoviários e ferroviários.

    Para que tudo ocorra, sem sobressaltos, reformas vitais nas áreas política e tributária, se implementadas, poderão agregar condições que nos conduzirão, em futuro não muito distante, ao grupo das seis maiores economias mundiais.

    Ainda poderíamos agregar alguns passivos sociais, principalmente na área da educação, que deveriam fazer parte de uma verdadeira revolução silenciosa, para realmente nos sentirmos cidadãos que caminham para o primeiro mundo
    . Independente de que venha o reconhecimento de nosso grau de investimento, e ele virá em 2008, há que se tratar com a devida importância todas essas questões, para que o imenso sacrifício a nós imposto, desde o Plano Real, possa ter compensado chegar-se a tal estágio em nossa economia.

    Somente assim, conseguiremos armar uma equação capaz de pavimentar um desenvolvimento sustentado em bases sólidas, com projetos de longo prazo, que nos viabilizará como uma grande potência.
    Basicamente, as agências classificam os diferentes ativos em duas classes de riscos: grau de investimento e grau de especulação.

    Enquanto no primeiro o risco de crédito é muito baixo ou inexistente, no segundo, estão confinados os países em que existe um maior risco de crédito, com maior probabilidade de não honrarem seus compromissos. Para complicar esse entendimento, denominam essa incapacidade (o popular beiço ou calote) pelo pomposo nome de "default".


    Qualquer país considerado como detentor de grau de investimento é portador de credibilidade, o que facilita, e muito, a captação de recursos de longo prazo a custos baixos, no mercado internacional de capitais. É como se fora um premio concedido aos países que primam pela condução de uma política econômica responsável. A possibilidade de que essa classificação seja concedida ao Brasil, no curto prazo, tem provocado uma onda de euforia no mercado interno.

    Estamos, de fato, muito próximo de alcançar essa classificação, já que todos os indicadores de solvência têm apresentado melhoria sensível nos últimos anos (trajetória cadente de endividamento, elevação das reservas internacionais, melhora na composição do endividamento, etc.).

    Com a recente revisão da metodologia de cálculo do PIB essa percepção se evidencia, ao constatarmos
    uma alteração em todas as variáveis que eram expressas como percentagem desse valor. Com essa nova metodologia, no caso da dívida pública, a razão dívida/PIB de 2006 – que estava em 50%, recuou para perto de 45%.

    Esse fato fez com que representantes do governo, economistas e agências de classificação de risco, visualizassem um patamar mais baixo de endividamento, tornando o País quase apto a atingir algo conhecido no mercado financeiro internacional como "Status de Investiment Grade".
     
    Parece-me, no entanto, que esqueceram algumas deficiências históricas que ainda precisam ser superadas. A precariedade das contas públicas, que ainda dependem muito da muleta continua do aumento das receitas, via impostos, sem o menor sinal de que exista uma política consistente de contenção de gastos, se torna o primeiro dos gargalos.

    Setores cruciais de nossa economia se ressentem de um enxoval regulatório que possa impulsionar investimentos em rodovias, ferrovias e setor elétrico, cruciais para alavancar nossa infra-estrutura. E o que dizer da nossa justiça, lenta, sonolenta e paquidérmica? Tudo isso é reconhecido pelo próprio Governo Federal que gastou apenas 3,5% dos recursos previstos para investimentos em infra-estrutura, seja em transportes ou energia.

    Recentemente, o Presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli afirmou que a partir de 2011 faltarão recursos energéticos suficientes para qualquer projeto de expansão em nossa economia. Comparativamente, os custos com transporte e logística, em nosso País, equivalem a 12,75% do PIB contra 8,20% dos EUA. Outra comparação angustiante: 60% de nossa carga transportada é rodoviária, contra 26% nos EUA. E o que mais preocupa é que a idade média de nossa frota de caminhões é de vinte anos.

    Enquanto o Brasil investiu, nos dois últimos anos US$ 3,6 bilhões para ampliar e/ou recuperar suas rodovias, a China está investindo US$ 70 bilhões de 2006 a 2008. O sistema portuário, também precisa, urgentemente, além de se profissionalizar e desenvolver anticorpos que impeçam nomeações políticas no setor, resolver, de uma vez por todas, os seus problemas no que tange à precariedade dos acessos rodoviários e ferroviários.

    Para que tudo ocorra, sem sobressaltos, reformas vitais nas áreas política e tributária, se implementadas, poderão agregar condições que nos conduzirão, em futuro não muito distante, ao grupo das seis maiores economias mundiais.

    Ainda poderíamos agregar alguns passivos sociais, principalmente na área da educação, que deveriam fazer parte de uma verdadeira revolução silenciosa, para realmente nos sentirmos cidadãos que caminham para o primeiro mundo
    . Independente de que venha o reconhecimento de nosso grau de investimento, e ele virá em 2008, há que se tratar com a devida importância todas essas questões, para que o imenso sacrifício a nós imposto, desde o Plano Real, possa ter compensado chegar-se a tal estágio em nossa economia.

    Somente assim, conseguiremos armar uma equação capaz de pavimentar um desenvolvimento sustentado em bases sólidas, com projetos de longo prazo, que nos viabilizará como uma grande potência.
    Basicamente, as agências classificam os diferentes ativos em duas classes de riscos: grau de investimento e grau de especulação.

    Enquanto no primeiro o risco de crédito é muito baixo ou inexistente, no segundo, estão confinados os países em que existe um maior risco de crédito, com maior probabilidade de não honrarem seus compromissos. Para complicar esse entendimento, denominam essa incapacidade (o popular beiço ou calote) pelo pomposo nome de "default".


    Qualquer país considerado como detentor de grau de investimento é portador de credibilidade, o que facilita, e muito, a captação de recursos de longo prazo a custos baixos, no mercado internacional de capitais. É como se fora um premio concedido aos países que primam pela condução de uma política econômica responsável. A possibilidade de que essa classificação seja concedida ao Brasil, no curto prazo, tem provocado uma onda de euforia no mercado interno.

    Estamos, de fato, muito próximo de alcançar essa classificação, já que todos os indicadores de solvência têm apresentado melhoria sensível nos últimos anos (trajetória cadente de endividamento, elevação das reservas internacionais, melhora na composição do endividamento, etc.).

    Com a recente revisão da metodologia de cálculo do PIB essa percepção se evidencia, ao constatarmos
    uma alteração em todas as variáveis que eram expressas como percentagem desse valor. Com essa nova metodologia, no caso da dívida pública, a razão dívida/PIB de 2006 – que estava em 50%, recuou para perto de 45%.

    Esse fato fez com que representantes do governo, economistas e agências de classificação de risco, visualizassem um patamar mais baixo de endividamento, tornando o País quase apto a atingir algo conhecido no mercado financeiro internacional como "Status de Investiment Grade".
     
    Parece-me, no entanto, que esqueceram algumas deficiências históricas que ainda precisam ser superadas. A precariedade das contas públicas, que ainda dependem muito da muleta continua do aumento das receitas, via impostos, sem o menor sinal de que exista uma política consistente de contenção de gastos, se torna o primeiro dos gargalos.

    Setores cruciais de nossa economia se ressentem de um enxoval regulatório que possa impulsionar investimentos em rodovias, ferrovias e setor elétrico, cruciais para alavancar nossa infra-estrutura. E o que dizer da nossa justiça, lenta, sonolenta e paquidérmica? Tudo isso é reconhecido pelo próprio Governo Federal que gastou apenas 3,5% dos recursos previstos para investimentos em infra-estrutura, seja em transportes ou energia.

    Recentemente, o Presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli afirmou que a partir de 2011 faltarão recursos energéticos suficientes para qualquer projeto de expansão em nossa economia. Comparativamente, os custos com transporte e logística, em nosso País, equivalem a 12,75% do PIB contra 8,20% dos EUA. Outra comparação angustiante: 60% de nossa carga transportada é rodoviária, contra 26% nos EUA. E o que mais preocupa é que a idade média de nossa frota de caminhões é de vinte anos.

    Enquanto o Brasil investiu, nos dois últimos anos US$ 3,6 bilhões para ampliar e/ou recuperar suas rodovias, a China está investindo US$ 70 bilhões de 2006 a 2008. O sistema portuário, também precisa, urgentemente, além de se profissionalizar e desenvolver anticorpos que impeçam nomeações políticas no setor, resolver, de uma vez por todas, os seus problemas no que tange à precariedade dos acessos rodoviários e ferroviários.

    Para que tudo ocorra, sem sobressaltos, reformas vitais nas áreas política e tributária, se implementadas, poderão agregar condições que nos conduzirão, em futuro não muito distante, ao grupo das seis maiores economias mundiais.

    Ainda poderíamos agregar alguns passivos sociais, principalmente na área da educação, que deveriam fazer parte de uma verdadeira revolução silenciosa, para realmente nos sentirmos cidadãos que caminham para o primeiro mundo
    . Independente de que venha o reconhecimento de nosso grau de investimento, e ele virá em 2008, há que se tratar com a devida importância todas essas questões, para que o imenso sacrifício a nós imposto, desde o Plano Real, possa ter compensado chegar-se a tal estágio em nossa economia.

    Somente assim, conseguiremos armar uma equação capaz de pavimentar um desenvolvimento sustentado em bases sólidas, com projetos de longo prazo, que nos viabilizará como uma grande potência.
    Basicamente, as agências classificam os diferentes ativos em duas classes de riscos: grau de investimento e grau de especulação.

    Enquanto no primeiro o risco de crédito é muito baixo ou inexistente, no segundo, estão confinados os países em que existe um maior risco de crédito, com maior probabilidade de não honrarem seus compromissos. Para complicar esse entendimento, denominam essa incapacidade (o popular beiço ou calote) pelo pomposo nome de "default".


    Qualquer país considerado como detentor de grau de investimento é portador de credibilidade, o que facilita, e muito, a captação de recursos de longo prazo a custos baixos, no mercado internacional de capitais. É como se fora um premio concedido aos países que primam pela condução de uma política econômica responsável. A possibilidade de que essa classificação seja concedida ao Brasil, no curto prazo, tem provocado uma onda de euforia no mercado interno.

    Estamos, de fato, muito próximo de alcançar essa classificação, já que todos os indicadores de solvência têm apresentado melhoria sensível nos últimos anos (trajetória cadente de endividamento, elevação das reservas internacionais, melhora na composição do endividamento, etc.).

    Com a recente revisão da metodologia de cálculo do PIB essa percepção se evidencia, ao constatarmos
    uma alteração em todas as variáveis que eram expressas como percentagem desse valor. Com essa nova metodologia, no caso da dívida pública, a razão dívida/PIB de 2006 – que estava em 50%, recuou para perto de 45%.

    Esse fato fez com que representantes do governo, economistas e agências de classificação de risco, visualizassem um patamar mais baixo de endividamento, tornando o País quase apto a atingir algo conhecido no mercado financeiro internacional como "Status de Investiment Grade".
     
    Parece-me, no entanto, que esqueceram algumas deficiências históricas que ainda precisam ser superadas. A precariedade das contas públicas, que ainda dependem muito da muleta continua do aumento das receitas, via impostos, sem o menor sinal de que exista uma política consistente de contenção de gastos, se torna o primeiro dos gargalos.

    Setores cruciais de nossa economia se ressentem de um enxoval regulatório que possa impulsionar investimentos em rodovias, ferrovias e setor elétrico, cruciais para alavancar nossa infra-estrutura. E o que dizer da nossa justiça, lenta, sonolenta e paquidérmica? Tudo isso é reconhecido pelo próprio Governo Federal que gastou apenas 3,5% dos recursos previstos para investimentos em infra-estrutura, seja em transportes ou energia.

    Recentemente, o Presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli afirmou que a partir de 2011 faltarão recursos energéticos suficientes para qualquer projeto de expansão em nossa economia. Comparativamente, os custos com transporte e logística, em nosso País, equivalem a 12,75% do PIB contra 8,20% dos EUA. Outra comparação angustiante: 60% de nossa carga transportada é rodoviária, contra 26% nos EUA. E o que mais preocupa é que a idade média de nossa frota de caminhões é de vinte anos.

    Enquanto o Brasil investiu, nos dois últimos anos US$ 3,6 bilhões para ampliar e/ou recuperar suas rodovias, a China está investindo US$ 70 bilhões de 2006 a 2008. O sistema portuário, também precisa, urgentemente, além de se profissionalizar e desenvolver anticorpos que impeçam nomeações políticas no setor, resolver, de uma vez por todas, os seus problemas no que tange à precariedade dos acessos rodoviários e ferroviários.

    Para que tudo ocorra, sem sobressaltos, reformas vitais nas áreas política e tributária, se implementadas, poderão agregar condições que nos conduzirão, em futuro não muito distante, ao grupo das seis maiores economias mundiais.

    Ainda poderíamos agregar alguns passivos sociais, principalmente na área da educação, que deveriam fazer parte de uma verdadeira revolução silenciosa, para realmente nos sentirmos cidadãos que caminham para o primeiro mundo
    . Independente de que venha o reconhecimento de nosso grau de investimento, e ele virá em 2008, há que se tratar com a devida importância todas essas questões, para que o imenso sacrifício a nós imposto, desde o Plano Real, possa ter compensado chegar-se a tal estágio em nossa economia.

    Somente assim, conseguiremos armar uma equação capaz de pavimentar um desenvolvimento sustentado em bases sólidas, com projetos de longo prazo, que nos viabilizará como uma grande potência.
    Basicamente, as agências classificam os diferentes ativos em duas classes de riscos: grau de investimento e grau de especulação.

    Enquanto no primeiro o risco de crédito é muito baixo ou inexistente, no segundo, estão confinados os países em que existe um maior risco de crédito, com maior probabilidade de não honrarem seus compromissos. Para complicar esse entendimento, denominam essa incapacidade (o popular beiço ou calote) pelo pomposo nome de "default".


    Qualquer país considerado como detentor de grau de investimento é portador de credibilidade, o que facilita, e muito, a captação de recursos de longo prazo a custos baixos, no mercado internacional de capitais. É como se fora um premio concedido aos países que primam pela condução de uma política econômica responsável. A possibilidade de que essa classificação seja concedida ao Brasil, no curto prazo, tem provocado uma onda de euforia no mercado interno.

    Estamos, de fato, muito próximo de alcançar essa classificação, já que todos os indicadores de solvência têm apresentado melhoria sensível nos últimos anos (trajetória cadente de endividamento, elevação das reservas internacionais, melhora na composição do endividamento, etc.).

    Com a recente revisão da metodologia de cálculo do PIB essa percepção se evidencia, ao constatarmos
    uma alteração em todas as variáveis que eram expressas como percentagem desse valor. Com essa nova metodologia, no caso da dívida pública, a razão dívida/PIB de 2006 – que estava em 50%, recuou para perto de 45%.

    Esse fato fez com que representantes do governo, economistas e agências de classificação de risco, visualizassem um patamar mais baixo de endividamento, tornando o País quase apto a atingir algo conhecido no mercado financeiro internacional como "Status de Investiment Grade".
     
    Parece-me, no entanto, que esqueceram algumas deficiências históricas que ainda precisam ser superadas. A precariedade das contas públicas, que ainda dependem muito da muleta continua do aumento das receitas, via impostos, sem o menor sinal de que exista uma política consistente de contenção de gastos, se torna o primeiro dos gargalos.

    Setores cruciais de nossa economia se ressentem de um enxoval regulatório que possa impulsionar investimentos em rodovias, ferrovias e setor elétrico, cruciais para alavancar nossa infra-estrutura. E o que dizer da nossa justiça, lenta, sonolenta e paquidérmica? Tudo isso é reconhecido pelo próprio Governo Federal que gastou apenas 3,5% dos recursos previstos para investimentos em infra-estrutura, seja em transportes ou energia.

    Recentemente, o Presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli afirmou que a partir de 2011 faltarão recursos energéticos suficientes para qualquer projeto de expansão em nossa economia. Comparativamente, os custos com transporte e logística, em nosso País, equivalem a 12,75% do PIB contra 8,20% dos EUA. Outra comparação angustiante: 60% de nossa carga transportada é rodoviária, contra 26% nos EUA. E o que mais preocupa é que a idade média de nossa frota de caminhões é de vinte anos.

    Enquanto o Brasil investiu, nos dois últimos anos US$ 3,6 bilhões para ampliar e/ou recuperar suas rodovias, a China está investindo US$ 70 bilhões de 2006 a 2008. O sistema portuário, também precisa, urgentemente, além de se profissionalizar e desenvolver anticorpos que impeçam nomeações políticas no setor, resolver, de uma vez por todas, os seus problemas no que tange à precariedade dos acessos rodoviários e ferroviários.

    Para que tudo ocorra, sem sobressaltos, reformas vitais nas áreas política e tributária, se implementadas, poderão agregar condições que nos conduzirão, em futuro não muito distante, ao grupo das seis maiores economias mundiais.

    Ainda poderíamos agregar alguns passivos sociais, principalmente na área da educação, que deveriam fazer parte de uma verdadeira revolução silenciosa, para realmente nos sentirmos cidadãos que caminham para o primeiro mundo
    . Independente de que venha o reconhecimento de nosso grau de investimento, e ele virá em 2008, há que se tratar com a devida importância todas essas questões, para que o imenso sacrifício a nós imposto, desde o Plano Real, possa ter compensado chegar-se a tal estágio em nossa economia.

    Somente assim, conseguiremos armar uma equação capaz de pavimentar um desenvolvimento sustentado em bases sólidas, com projetos de longo prazo, que nos viabilizará como uma grande potência.
    Basicamente, as agências classificam os diferentes ativos em duas classes de riscos: grau de investimento e grau de especulação.

    Enquanto no primeiro o risco de crédito é muito baixo ou inexistente, no segundo, estão confinados os países em que existe um maior risco de crédito, com maior probabilidade de não honrarem seus compromissos. Para complicar esse entendimento, denominam essa incapacidade (o popular beiço ou calote) pelo pomposo nome de "default".


    Qualquer país considerado como detentor de grau de investimento é portador de credibilidade, o que facilita, e muito, a captação de recursos de longo prazo a custos baixos, no mercado internacional de capitais. É como se fora um premio concedido aos países que primam pela condução de uma política econômica responsável. A possibilidade de que essa classificação seja concedida ao Brasil, no curto prazo, tem provocado uma onda de euforia no mercado interno.

    Estamos, de fato, muito próximo de alcançar essa classificação, já que todos os indicadores de solvência têm apresentado melhoria sensível nos últimos anos (trajetória cadente de endividamento, elevação das reservas internacionais, melhora na composição do endividamento, etc.).

    Com a recente revisão da metodologia de cálculo do PIB essa percepção se evidencia, ao constatarmos
    uma alteração em todas as variáveis que eram expressas como percentagem desse valor. Com essa nova metodologia, no caso da dívida pública, a razão dívida/PIB de 2006 – que estava em 50%, recuou para perto de 45%.

    Esse fato fez com que representantes do governo, economistas e agências de classificação de risco, visualizassem um patamar mais baixo de endividamento, tornando o País quase apto a atingir algo conhecido no mercado financeiro internacional como "Status de Investiment Grade".
     
    Parece-me, no entanto, que esqueceram algumas deficiências históricas que ainda precisam ser superadas. A precariedade das contas públicas, que ainda dependem muito da muleta continua do aumento das receitas, via impostos, sem o menor sinal de que exista uma política consistente de contenção de gastos, se torna o primeiro dos gargalos.

    Setores cruciais de nossa economia se ressentem de um enxoval regulatório que possa impulsionar investimentos em rodovias, ferrovias e setor elétrico, cruciais para alavancar nossa infra-estrutura. E o que dizer da nossa justiça, lenta, sonolenta e paquidérmica? Tudo isso é reconhecido pelo próprio Governo Federal que gastou apenas 3,5% dos recursos previstos para investimentos em infra-estrutura, seja em transportes ou energia.

    Recentemente, o Presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli afirmou que a partir de 2011 faltarão recursos energéticos suficientes para qualquer projeto de expansão em nossa economia. Comparativamente, os custos com transporte e logística, em nosso País, equivalem a 12,75% do PIB contra 8,20% dos EUA. Outra comparação angustiante: 60% de nossa carga transportada é rodoviária, contra 26% nos EUA. E o que mais preocupa é que a idade média de nossa frota de caminhões é de vinte anos.

    Enquanto o Brasil investiu, nos dois últimos anos US$ 3,6 bilhões para ampliar e/ou recuperar suas rodovias, a China está investindo US$ 70 bilhões de 2006 a 2008. O sistema portuário, também precisa, urgentemente, além de se profissionalizar e desenvolver anticorpos que impeçam nomeações políticas no setor, resolver, de uma vez por todas, os seus problemas no que tange à precariedade dos acessos rodoviários e ferroviários.

    Para que tudo ocorra, sem sobressaltos, reformas vitais nas áreas política e tributária, se implementadas, poderão agregar condições que nos conduzirão, em futuro não muito distante, ao grupo das seis maiores economias mundiais.

    Ainda poderíamos agregar alguns passivos sociais, principalmente na área da educação, que deveriam fazer parte de uma verdadeira revolução silenciosa, para realmente nos sentirmos cidadãos que caminham para o primeiro mundo
    . Independente de que venha o reconhecimento de nosso grau de investimento, e ele virá em 2008, há que se tratar com a devida importância todas essas questões, para que o imenso sacrifício a nós imposto, desde o Plano Real, possa ter compensado chegar-se a tal estágio em nossa economia.

    Somente assim, conseguiremos armar uma equação capaz de pavimentar um desenvolvimento sustentado em bases sólidas, com projetos de longo prazo, que nos viabilizará como uma grande potência.
    Basicamente, as agências classificam os diferentes ativos em duas classes de riscos: grau de investimento e grau de especulação.

    Enquanto no primeiro o risco de crédito é muito baixo ou inexistente, no segundo, estão confinados os países em que existe um maior risco de crédito, com maior probabilidade de não honrarem seus compromissos. Para complicar esse entendimento, denominam essa incapacidade (o popular beiço ou calote) pelo pomposo nome de "default".


    Qualquer país considerado como detentor de grau de investimento é portador de credibilidade, o que facilita, e muito, a captação de recursos de longo prazo a custos baixos, no mercado internacional de capitais. É como se fora um premio concedido aos países que primam pela condução de uma política econômica responsável. A possibilidade de que essa classificação seja concedida ao Brasil, no curto prazo, tem provocado uma onda de euforia no mercado interno.

    Estamos, de fato, muito próximo de alcançar essa classificação, já que todos os indicadores de solvência têm apresentado melhoria sensível nos últimos anos (trajetória cadente de endividamento, elevação das reservas internacionais, melhora na composição do endividamento, etc.).

    Com a recente revisão da metodologia de cálculo do PIB essa percepção se evidencia, ao constatarmos
    uma alteração em todas as variáveis que eram expressas como percentagem desse valor. Com essa nova metodologia, no caso da dívida pública, a razão dívida/PIB de 2006 – que estava em 50%, recuou para perto de 45%.

    Esse fato fez com que representantes do governo, economistas e agências de classificação de risco, visualizassem um patamar mais baixo de endividamento, tornando o País quase apto a atingir algo conhecido no mercado financeiro internacional como "Status de Investiment Grade".
     
    Parece-me, no entanto, que esqueceram algumas deficiências históricas que ainda precisam ser superadas. A precariedade das contas públicas, que ainda dependem muito da muleta continua do aumento das receitas, via impostos, sem o menor sinal de que exista uma política consistente de contenção de gastos, se torna o primeiro dos gargalos.

    Setores cruciais de nossa economia se ressentem de um enxoval regulatório que possa impulsionar investimentos em rodovias, ferrovias e setor elétrico, cruciais para alavancar nossa infra-estrutura. E o que dizer da nossa justiça, lenta, sonolenta e paquidérmica? Tudo isso é reconhecido pelo próprio Governo Federal que gastou apenas 3,5% dos recursos previstos para investimentos em infra-estrutura, seja em transportes ou energia.

    Recentemente, o Presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli afirmou que a partir de 2011 faltarão recursos energéticos suficientes para qualquer projeto de expansão em nossa economia. Comparativamente, os custos com transporte e logística, em nosso País, equivalem a 12,75% do PIB contra 8,20% dos EUA. Outra comparação angustiante: 60% de nossa carga transportada é rodoviária, contra 26% nos EUA. E o que mais preocupa é que a idade média de nossa frota de caminhões é de vinte anos.

    Enquanto o Brasil investiu, nos dois últimos anos US$ 3,6 bilhões para ampliar e/ou recuperar suas rodovias, a China está investindo US$ 70 bilhões de 2006 a 2008. O sistema portuário, também precisa, urgentemente, além de se profissionalizar e desenvolver anticorpos que impeçam nomeações políticas no setor, resolver, de uma vez por todas, os seus problemas no que tange à precariedade dos acessos rodoviários e ferroviários.

    Para que tudo ocorra, sem sobressaltos, reformas vitais nas áreas política e tributária, se implementadas, poderão agregar condições que nos conduzirão, em futuro não muito distante, ao grupo das seis maiores economias mundiais.

    Ainda poderíamos agregar alguns passivos sociais, principalmente na área da educação, que deveriam fazer parte de uma verdadeira revolução silenciosa, para realmente nos sentirmos cidadãos que caminham para o primeiro mundo
    . Independente de que venha o reconhecimento de nosso grau de investimento, e ele virá em 2008, há que se tratar com a devida importância todas essas questões, para que o imenso sacrifício a nós imposto, desde o Plano Real, possa ter compensado chegar-se a tal estágio em nossa economia.

    Somente assim, conseguiremos armar uma equação capaz de pavimentar um desenvolvimento sustentado em bases sólidas, com projetos de longo prazo, que nos viabilizará como uma grande potência.


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    Sexta-feira, Janeiro 4, 2008

    Economia...Economia...decifra-me ou te devoro!

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG DE NOTÍCIAS,
    pelo conselheiro empresarial, WAGNER GOMES,
    que foi superintendente do Banco do Brasil em Minas.
    Ele é mineiro de Montes Claros no norte de Minas e atua, principalmente, na consultoria empresarial, em São Paulo. Vale ler o ARTIGO ESPECIAL escrito por ele, que bem poderia ser titulado como "Trocando em Miúdos". Confira!

     

    ARTIGO ESPECIAL

    Economia: Investment grade X Speculation Grade   
    Wagner Gomes

    Quando se olha o noticiário econômico, nota-se o emprego de uma linguagem técnica e rebuscada, para explicar um movimento relativamente fácil, que os economistas teimam em torná-lo de difícil compreensão.

    Afinal o que representa essa classificação e qual a razão de sua importância? O chamado grau de investimento é o reconhecimento, por parte de agências de classificação de risco de crédito (Moody's, Standard & Poor's e Fitch, são as principais), de que um país tem probabilidade baixa de não honrar sua dívida pública.
     
    Basicamente, as agências classificam os diferentes ativos em duas classes de riscos: grau de investimento e grau de especulação. Enquanto no primeiro o risco de crédito é muito baixo ou inexistente, no segundo, estão confinados os países em que existe um maior risco de crédito, com maior probabilidade de não honrarem seus compromissos.

    Para complicar esse entendimento, denominam essa incapacidade (o popular beiço ou calote) pelo pomposo nome de "default".
    Qualquer país considerado como detentor de grau de investimento é portador de credibilidade, o que facilita, e muito, a captação de recursos de longo prazo a custos baixos, no mercado internacional de capitais. É como se fora um premio concedido aos países que primam pela condução de uma política econômica responsável.

    A possibilidade de que essa classificação seja concedida ao Brasil, no curto prazo, tem provocado uma onda de euforia no mercado interno. Estamos, de fato, muito próximo de alcançar essa classificação, já que todos os indicadores de solvência têm apresentado melhoria sensível nos últimos anos (trajetória cadente de endividamento, elevação das reservas internacionais, melhora na composição do endividamento, etc.).

     Com a recente revisão da metodologia de cálculo do PIB essa percepção se evidencia, ao constatarmos uma alteração em todas as variáveis que eram expressas como percentagem desse valor.

    Com essa nova metodologia, no caso da dívida pública, a razão dívida/PIB de 2006 – que estava em 50%, recuou para perto de 45%. Esse fato fez com que representantes do governo, economistas e agências de classificação de risco, visualizassem um patamar mais baixo de endividamento, tornando o País quase apto a atingir algo conhecido no mercado financeiro internacional como "Status de Investiment Grade".

    Parece-me, no entanto, que esqueceram algumas deficiências históricas que ainda precisam ser superadas.

    A precariedade das contas públicas, que ainda dependem muito da muleta continua do aumento das receitas, via impostos, sem o menor sinal de que exista uma política consistente de contenção de gastos, se torna o primeiro dos gargalos. Setores cruciais de nossa economia se ressentem de um enxoval regulatório que possa impulsionar investimentos em rodovias, ferrovias e setor elétrico, cruciais para alavancar nossa infra-estrutura.

    E o que dizer da nossa justiça, lenta, sonolenta e paquidérmica? Tudo isso é reconhecido pelo próprio Governo Federal que gastou apenas 3,5% dos recursos previstos para investimentos em infra-estrutura, seja em transportes ou energia.

    Recentemente, o Presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli afirmou que a partir de 2011 faltarão recursos energéticos suficientes para qualquer projeto de expansão em nossa economia. Comparativamente, os custos com transporte e logística, em nosso País, equivalem a 12,75% do PIB contra 8,20% dos EUA. Outra comparação angustiante: 60% de nossa carga transportada é rodoviária, contra 26% nos EUA.

    E o que mais preocupa é que a idade média de nossa frota de caminhões é de vinte anos. Enquanto o Brasil investiu, nos dois últimos anos US$ 3,6 bilhões para ampliar e/ou recuperar suas rodovias, a China está investindo US$ 70 bilhões de 2006 a 2008.

    O sistema portuário, também precisa, urgentemente, além de se profissionalizar e desenvolver anticorpos que impeçam nomeações políticas no setor, resolver, de uma vez por todas, os seus problemas no que tange à precariedade dos acessos rodoviários e ferroviários.
     
    Para que tudo ocorra, sem sobressaltos, reformas vitais nas áreas política e tributária, se implementadas, poderão agregar condições que nos conduzirão, em futuro não muito distante, ao grupo das seis maiores economias mundiais.
     
    Ainda poderíamos agregar alguns passivos sociais, principalmente na área da educação, que deveriam fazer parte de uma verdadeira revolução silenciosa, para realmente nos sentirmos cidadãos que caminham para o primeiro mundo
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    Independente de que venha o reconhecimento de nosso grau de investimento, e ele virá em 2008, há que se tratar com a devida importância todas essas questões, para que o imenso sacrifício a nós imposto, desde o Plano Real, possa ter compensado chegar-se a tal estágio em nossa economia.

    Somente assim, conseguiremos armar uma equação capaz de pavimentar um desenvolvimento sustentado em bases sólidas, com projetos de longo prazo, que nos viabilizará como uma grande potência.









        Comentários

    #1. Roberto Martins - (robema@bol.com.br)
    Prezado blogueiro João Carlos:
    Finalmente, alguém de bom senso e boa prosa consegue nos explicar algo dessa natureza, sem rabuscar no economês. Simples, objetivo e direto. Parabéns ao articulista. Aliás, não entendo porque a grande mídia não o contrata de imediato. Daria show nesses comentaristas que não sabem o que dizem por ai... Parabéns a ambos. O blog se engrandece com coloboradores dessa magnitude.
    Atenciosamente,
    Roberto Martins

    #2. Benjamim Araujo - (baraujo@prover.com.br)
    Sou leitor assíduo de suas magníficas, solídas, centíficas e inteligentes matérias. Faço delas importantes referências em em minhas escritas.

    Sou sempre seu aprediz.

    #3. Marcelo Reis - (Email não informado)
    Todo esse enredo dissecado, constitui em interação com o leitor. Enquanto alguns escrevem para si, o Wagner Gomes dá aula de simplicidade, escrevendo para o povão. A ilusão de quem se sente especialista se desfaz diante da singeleza desse texto.
    Foge do enfoque cientificista, nos oferecendo a oportunidade de pensarmos de maneira simples. Não existe assunto árido para esse promissor analista da cena econômica. Parabens a ele e ao blog por nos propiciar tudo isso que nos tras ao debate e
    também a necessidade de uma visão mais simples do mundo, priorizando a inteligencia efetiva e não a artificial. Já era hora de encerrarmos a visão de mundo dos deterministas que deixam de fora vários aspectos ou ângulos de quem quer entender o ambiente, a sociedade ou a história, sem que lhes sejam impingidas visões completas e fantásticas. Valeu pela lição de humildade e de respeito ao leitor.
    Marcelo Reis

    #4. Sant'Ana - (sanntana@oi.com.br)
    João Carlos,
    Todos os seus leitores agradecemos a oportunidade desta aula de economês em linguagem humana. O Wagner tem dois dons inigualáveis:
    a facilidade de expressão associada a enorme competência e a grande presença de espírito misturada com um incomparável senso de humor.
    Parabéns ao Wagner pelo artigo e a você pelo acolhimento.
    Sant'Ana = BH
















    #5. Ozanam Godoy - (ozanam@uaivip.com.br)
    Sem dúvida, jornalista João Carlos, a inserção de comentários de Wagner Gomes, enriquece imensamente o seu blog.Wagner, amigo e colega, sempre foi autamente competente, eis porque chegou à Superintendência do Banco do Brasil. Parabens para vocês dois.
    #7. Rigueira - (Alvimargr@yahoo.com)
    Adoro comentários simples e objetivos sobre Economia, coisa rara de se ver. No caso presente, li e entendi com facilidade.Parabens Wagner pela autoria;´parabens João Carlos, pela divulgação.

    #8. Bruno Davis - (Email não informado)
    Muito bom... é impressionante como todas essas coisas são faladas quase diariamente e ainda assim nada sai do papel!!!
    Um abraço,
    Bruno
    #9. Polati - (Email não informado)
    Muito bom Wagner. Você está no nível dos melhores comentaristas. Vai em frente, que uma hora vão lhe descobrir.
    Um abraço,
    Toninho
    #10. José Emilio Afonso - (zeemilioafonso@yahoo.com.br)
    É didático e coloca todos entendendo de economia e suas consequências. Mas se tratando de Wagner, não surpreende pois esse é crak. Vá em frente grande moquense.

    #11. Rogério Sottili - (Email não informado)
    Prezado Wagner,
    Parabéns pelo artigo. Agregaria apenas uma sugestão e uma dica de leitura: a sugestão é que, apesar da grande demanda em termos de infra estrutura, o importante é que agora, pelo menos, temos uma política que aponta na busca de atender este problema: o PAC. Mesmo que possa ser questionado quanto a sua eficácia (se dará conta ou não de toda a demanda). É evidente que uma demanda repremida de mais de 50 anos, não serão apenas com cinco ou seis anos que irá promover a infra estrutura necessária, mas a existência dessa política já um indicador altamente positivo. Quanto a dica de leitura, trata-se do artigo da Milú villella, na Folha de São Paulo de hoje, página 3. Ela fala exatamente sobre educação, chamando de revolução o que está sendo feito, o que vai ao encontro da sua legítima preocupação com relação a educação, tb abordado no seu artigo.
    um grande abraço
    e que venha 2008.
    rogerio sottili




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    Segunda-feira, Março 10, 2008

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG DE NOTÍCIAS pela especialista em Meio Ambiente, MADALENA BAHIA CASCÃO. Vale conferir!

    Quando a chuva chega...
    by *Madalena Bahia Cascâo.

    A humanidade, feito suicida, emporcalha aquilo que é a principal condição biológica para a sua sobrevivência - a água.
    A situação pode ser vista nos córregos e em cursos d'agua que abastecem as cidades.
    O lixo acumulado faz com que as enchentes se avolumem e a tudo carreguem.
    O povo clama contra a natureza...
    Ali é um caminhão que se acidenta e a carga tóxica e poluente vai para o curso d'agua, outras vezes são as barragens de contensão das mineradoras que não suportam os volumes nelas contidos e saem arrastando tudo.
    De que adianta manutenção em bocas de lobo se a população comporta-se como se a Educação Ambiental e a Gestão Ambiental atuassem em projetos apenas para os estudiosos, ou quando ha necessidade imperativa para cumprir com as exgencias da legialaçao.
    Nosso Brasil, de tantas riquezas é contemplado de norte a sul com a desfaçatez do cidadão,que por isso mesmo vem passando por situações de calamidade quando as chuvas acontecem.
    Hoje as populações urbanas se encontram equiparadas, não sofre somente o morador em áreas de risco, sofre o cidadão. Nas ultimas chuvas vimos carros das mais variadas marcas sendo varridos como brinquedos pelas águas, casas inundadas, barro entrando por todos os lados, muros de arrimo no chão, perdas da vida e dos bens.
    Todos os anos a mesma situação, o que é feito apenas minimiza o evento.
    A primeira e mais importante questão é saber como utilizar-se dos instrumentos ambientais para evitar-se tais situações.
    A primeira e mais importante resposta, impressionante e assustadora, é que a grande sujeira que muitas vezes se tenta esconder debaixo do imenso tapete de água é fruto da falta de consciência.
    A formação do mega-entulho, de garrafas e sacos plásticos, lixo a revelia e inadequado para a água, é atribuída a dois fatores combinados: ação humana e ação da natureza.
    Um quinto dos resíduos foi jogado por quem se diz consciente e inclui itens como carcaça de animais, bolas de futebol, carcaça de geladeiras, fogões, colchões, garrafas e sacolas plásticas, restos de material de construção e outros. O restante veio da terra, levado pelas enxurradas, causando o assoreamento do rio que sobe e arrasta tudo.
    De acordo com o Programa Ambiental da ONU, detritos de plástico constituem 90% de todo o lixo flutuante nos rios e oceanos. Estima-se que 46 mil peças de plástico provoquem anualmente a morte de mais de um milhão de aves, peixes e de outros 100 mil mamíferos. Seringas, isqueiros e escovas já foram encontrados no estômago desses animais depois de mortos.
    A fiscalização para evitar agressões ao meio ambiente em geral costuma ser fraca,
    e mais frágil ainda é a fiscalização que deveria proteger os recursos hídricos, por falta de pessoal.
    Uma vez boiando nos córregos e rios os resíduos passam a ser sujeira sem dono - como ponta de cigarro na rua. Ainda que se saiba a sua procedência, é impossível responsabilizar culpados.
    A fiscalização é teórica e ineficaz, técnicos capacitados se encontram desempregados, os concursos contemplam poucos profissionais, quantidade insuficiente para a demanda...
    E assim, de enchente em enchente, o Pais tenta ir em frente!

    *Madalena Bahia Cascão especializou-se na UFMG
    em Gerenciamento de Recursos Hídricos Urbanos
    e na FUMEC em Gestão Ambiental.












        Comentários

    #1. ana cristina - (anacristinaum@hotmail.com)
    Adorei seu artigo. Tudo q vc tiver relacionado pode me enviar, vou adorar.Parabéns!!!
    Eu fiz o meu trabalho final de graduação em arquitetura em um edificio abandonado no hipercentro de BH utilizando tecnologias de baixo impacto ambiental.É um retrofit buscando a sustentabilidade.
    Abraços, Ana Cristina.
    #2. Edna Rodrigues - (edrosilv@yahoo.com.br)
    Há que se falar , escrever , documentar , uma , mil , milhões de vezes até que todos os seres humanos conscientizem deste auto suicídio e não necessitem mais ser fiscalizados , pois serão parte ativa da luta para preservação do que lhe fundamental para sua existência. Parabéns por sua luta constante para que esta conscientização seja rápida e que aconteça. Um grande abraço.
    #3. Grace Fleury - (g_fleury@comcast.net)
    Infelizmente o descaso do ser humano com o seu proprio meio ambiente e assustador. Seu artigo e mais um alerta a populacao. Seria excelente que pessoas como voce se unissem no sentido de alertarem e conscientizarem a humanidade sobre o grande mal que estamos fazendo a nossa curta existencia no Planeta Terra. Realmente valeu a pena ler e conferir o seu Alerta. Parabens e Obrigada por esta luta.

    #4. carmencosta - (carmencosta100@yahoo.com.br)
    Gostei muito da repotagem. Serve de alerta para a humanidade.E principalmente aos nossos governantes; de abrir os olhos enquanto é tempo para corrigir estes erros.E não deixa também de ter mais bom senso os empresarios ,em mudar a consciÊNCIA TAMBÉM.













    #5. Denise - (denise.duarte@igam.mg.gov.br)
    Querida, PARABÉNS! Adorei seu artigo. Espero que muitos leiam e reflitem. O nosso planeta, há muitos anos, já clama por socorro. Precisamos realmente acordar enquanto é tempo!Bjs.Dê

    #6. Maria Geralda - (mgcbahia@yahoo.com.br)
    Parabéns,o artigo é abrangente e convida a refletir sobre a responsabilidade e compromisso de cada um com o ambiente que nos cerca. Sem mudanças de hábitos e atitudes estamos nos condenando a um futuro próximo de privações em todos os sentidos.

    #7. Maria Cristina - (carvalho25br@hotmail.com)
    Adorei o seu artigo. Você, como sempre,demonstrou muita sensibilidade e profundo conhecimento!
    Irei imprimir e divulgar junto aos meus alunos.
    Aguardaremos ansiosos pelo próximo artigo.
     
    #8. Sebastião Ferreira Cascão Júnior - (cascao@globo.com)
    Excelente artigo. Lembra e alerta para tudo o que escreveu e ainda mais: A necessidade preemente de se colocar no conteúdo da educação formal desde as primeiras letras a questão da Educação Ambiental para que internalização desses valores fiquem inerentes aos brasileiros como a matemática, a história e todas as matérias. Lembrando da lógica da matemática, percebe-se a lógica do seu artigo, gancho para um bom professor explorar. Acredito que só assim a ação humana será apropriada e adequada a natureza , consciência que fazemos parte dela e que somos vida juntos.
    Parabéns por seus escritos, são sábios e úteis à sociedade.

    #9. Denis Felix Claudio - (dennis.felix@metalconsult.com.br)
    Sua matéria foi brilhante. É de pessoas com atitude como voce que temos que
    tomar como exemplo.
    Parabéns.
    Atenciosamente
    Dennis Félix Claudio
    Planejamento
    Metalconsult Projetos e Consultoria Ltda.
    (031) 3441-0540 - Fax 3492-3355
    dennis.felix@metalconsult.com.br



















    #10. Elizabeth Bonomi - (bethbonomi_2008@globo.com)
    Muito feliz a matéria escrita por Madalena, uma pessoa de altamente capacitada para dizer sobre tal assunto. Madalena você sabe o quanto eu a admiro e vejo a sua luta pelo meio ambiente você sempre sábia e dando-nos conselhos e abrilhantando com seus escritos.
    Um grande abraço
    bethbonomi_2008@globo.com

    #11. Maria de Lourdes Bahia - (lulude@gmail.com)
    Parabéns! Espero que todos ao lerem este artigo façam uma reflexão, afinal todos temos nossa parcela de responsabilidade.....

    #12. Luisa França - (luisabahiafr@hotmail.com)
    Adorei a matéria, principamente o alerta ao fato de que hoje TODAS as classes sofrem com esta falta de consciência.

    #13. Thomaz Ferreira - (TCBAHIA@senado.gov.br)
    Este artigo trata da mais pura e concreta realidade brasileira é um alerta do que esta acontecendo e do que pode ser feito em matéria de conscientização para assim podermos evitar perdas humanas, materiais e ambientais. O homem tem que se conscientizar que a natureza faz parte do seu meio e não simplesmente uma coisa a ser explorada com demasiada falta de coerência e irresponsabilidade se esquecendo que certas ações podem no futuro próximo trazer conseqüências graves ao mesmo.

    #14. Dulcinea Mattar - (dulcineamattar@hotmail.com)
    Querida Madalena, você expressou brilhantemente o que vai no coração de milhões de pessoas que estão conscientes da necessidade de medidas urgentes para com o nosso meio ambiente. Nosso planeta clama por harmonia e estamos em alerta. Parabéns

    #15. Suzely Ortênzio - (suzely@hotmail.com)
    Este problema de chuva, "lixo" e "bocas-de-lobo" entupidas merece atenção especial tanto por parte da população e, principalmente, das autoriades, por se tratar de um assunto sério! As consequências têm sido devastadoras na maioria das médias e grandes cidades do país. Quantas vidas têm sido ceifadas pelas correntezas nas épocas de chuvas! A autora, cuja sensibilidade conheço bastante, retrata a situação muito bem em seu artigo. Merece ampla divulgação. Cumprimento à autora e ao jornalista João Carlos Amaral, um reporter de raça!

    #16. Ademir Fialho - (coame@coame.com.br)
    1) Madalena, excelente !!!
    2) Só não gostei da frase: "O povo clama contra a natureza"
    3) Darci Ribeiro um dia me disse: "Ecologia é comer três vezes por dia"
    Pense na profundidade.
    Abraços, Ademir Fialho









    #17. Tania Elizabeth - (tania@encontrar.com.br)
    E uma agonia perceber que esta luta contra a sujeira e a favor do meio ambiente parece sempre ser um grito solitário em meio a uma multidão de surdos imparciais e coniventes.
    Acho sempre que o que impera é a preguiça e o desleixo. Mas façamos a nossa parte.
    Parabéns, pelo seu trabalho.
    Abraços
    Tânia


    #18. Plinio Melo - (plinio@mongue.org.br)
    Aproveitando o excelente gancho da nossa colega, que tao bem adverte sobre problemas ambientais,deixo o meu apelo.
    Olá colegas, amigos, estudantes, empresários, politicos e pessoas em geral que se preocupam com nosso Meio Ambiente e com as próximas gerações.
    Estão em curso uma centena de novos projetos de infra-estrutura no Estado de Sao Paulo, porém quase todos eles sem os devidos requisitos ou cuidados com o equilibrio ecológico.
    Nossa Mata Atlantica, nossos rios, nosso litoral, nosso ar e nossa biodiversidade estão severamente ameçadas e correndo sério risco de desaparecem por completo.
    Também nossa gente, nosso povo esta mais uma vez relegado á segundo plano, pois a sociedade novamente esta sendo excluida das formulações das politicas públicas que nos afetam diretamente e afetarão demais a vida de nossos filhos e netos.
    Para evitar que estes projetos sejam aprovados na forma em que estão, e que possam ser melhor examinados por todos nós, sociedade paulista e brasileira em nosso pleno exercicício de cidadania, estamos convocando voce, para vir conosco (Movimento Ambientalista do Estado de São Paulo), às ruas, no dia 12 de Março de 2008, as 10:00
    Ato público em manifesto à licença prévia que o IBAMA concedeu ao projeto do grupo Votorantin/CBA para barrar o Rio Ribeira (um dos últimos rios de grande porte do Brasil ainda não barrado) para a construção de uma Usina Hidroelétrica particular que irá apenas servir ao grupo Votorantin.
    Milhares de Hectares de Mata Atlantica serão inundados, cavernas e vilas de povos tradicionais também. Isto tudo para apenas enriquecer um grupo trilionário.
    Local: IBAMA/ER São Paulo - Alameda Tiete, 637
    Organizadores deste evento
    MAB - Movimento dos Atingidos por barragens
    ISA - InstitutoSocioambiental
    Apoio - ONG's do Estado de São Paulo
    14:30
    Audiencia na Comissão de Defesa do Meio Ambiente na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo - ALESP.
    O Secretário Estadual de Meio Ambiente, Francisco Graziano, estará presente.
    Local: ALESP - Av. Pedro Alvares Cabral, 201 - (em frente ao Parque do iBirapuera)
    18:00
    Reunião do movimento ambientalista do Estado de São Paulo para definir as estratégias para a região de Peruíbe e Itanhaém.
    PORTO BRASIL NÃO, PERUÍBE SUSTENTÁVEL SIM!
    Local: ALESP - Auditório Teotônio Vilela
    Não somos contra o progresso. Só não queremos um progresso À qualquer custo social e ambiental e queremos que sejam estudadas todas as alternativas possíveis e que o desenvolvimento sustentável seja o grande objetivo das políticas públicas e dos investimentos das empresas privadas.
    Participem conosco nesta jornada ambientalista.
    Assinam este convite praticamente todas as ONG's ambientalistas do Estado de São Paulo, assim como diversos movimentos populares e socioambientais. Não serão relacionadas pois cometeríamos injustiça ao esquecer de muitas.
    #19. Joao Lincoln de Almeida - (jlincoln@superig.com.br)
    Mag, somente hoje posso responder. No entanto, na data certa li a sua matéria e como sempre gostei muito. Parabéns.
    João Lincoln


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    Domingo, Março 16, 2008

    ARTIGO ESPECIAL - CORRUPÇÃO: PRAGA NACIONAL - enviado ao nosso BLOG DE NOTÍCIAS pelo executivo WAGNER GOMES, que atou como Superintendente do Branco do Brasil em Minas. E que hoje preta serviço de consultoria empresarial em São Paulo. É PRÁ LER e PENSAR!

                                           
     

                                                                                       Wagner Gomes

    Corrupção, palavra derivado do latim "corruptus", significa quebrado em pedaços, apodrecido, pútrido. Suborno ou propina são as mais comuns, valendo-se do tráfico de influências.
    Nepotismo, extorsões, compra e venda de sentenças judiciárias, recebimento de presentes de alto valor por autoridades, também elencam sua lista. Quando ocorre a corrupção política, objetivando-se transferir o que se chama de "nosso dinheiro", obtido através dos impostos, taxas e tributos que pagamos, caracteriza-se uma transferência do bem público, de maneira criminosa, para indivíduos que se especializam na montagem de quadrilhas visando lesar o erário.
    Quem assim age, desrespeita as leis no exclusivo intuito de obter vantagens pessoais de forma ilícita, praticando crimes contra a sociedade como um todo. Esse fenômeno existe aqui e em qualquer parte do mundo. Não se trata de uma exclusividade brasileira.
    Mas onde quer que ocorra, ele deve ser combatido com todas as armas, visando abortar essa praga que aniquila com a alma de uma nação, pois ela gera mudanças de políticas públicas, a ponto de direcionar investimentos para áreas em que as propinas sejam maiores que as conseguidas através de projetos de sáude e educação, por exemplo.
    A corrupção se manifesta, pois, em dois níveis: ativo (que suborna e paga) e passivo (que é subornado e recebe vantagem ilícita, em dinheiro ou o que seja mais conveniente).
    Recentemente, o Banco Mundial fez uma pesquisa e concluiu que a corrupção no Brasil aumentou. Honestamente, não confio nessa pesquisa. O País tem, demonstrado uma enorme disposição de combater, principalmente, o crime do colarinho branco, tornando o seu praticante alvo de uma visibilidade impressionante.
    A Polícia Federal tem desenvolvido práticas de investigação dignas de primeiro mundo, e apresentado resultados que desmontam esquemas seculares arraigados na antiga cultura do jeitinho brasileiro.
    Exemplos são fornecidos a todo momento de que a sociedade não mais permite uma postura leniente de nossos Governantes. A qualquer suspeita de que o pretendente de um cargo público seja corrupto, ele praticamente já está vetado para ocupá-lo, e quando ocorre que assume o posto, logo em seguida surge uma saraivada de denúncias que ou ele desiste ou o convidam a desistir do cargo que passou a ocupar.
    Passa quase a ser estigmatizado como um atentado aos novos tempos, à uma nova ordem que tenta se impor. Por tudo isso, e com a recente criação da Super Receita e da Controladoria Geral da União, percebe-se claramente uma evolução notável nas últimas décadas.
    Por incrivel que pareça, Fernando Collor de Mello deu o primeiro passo ao tornar o cheque, acima de cem reais, exclusivamente nominal. A Lei de Responsabilidade Fiscal foi, também, um importante passo, nesse sentido. E a evolução do sistema bancário, com os Docs, Teds e outras transferências eletrônicas está a infernizar a vida dos corruptos, que se tornam facilmente desmascarados.
    Esse bom combate está se tornando uma questão cultural e vem sendo introduzido, subliminarmente, em nosso cotidiano de maneira francamente progressiva. O consciente coletivo está se formando mais ou menos assim:
    "Muitos caracteres psicológicos das multidões lhes são comuns com indivíduos isolados ; outros, ao contrário, só se encontram nas coletividades. O fato mais importante apresentado por uma turba psicológica é o seguinte: quaisquer que sejam os indivíduos que a compõem, por muito semelhantes ou diferentes que possam ser o seu gênero de vida, as suas ocupações, o seu caráter ou a sua  inteligência, só o fato de serem transformados em multidão dota-os de uma espécie de alma coletiva.
    Essa alma os faz sentir, pensar e proceder de uma maneira diferente daquela pela qual sentiria, pensaria e procederia cada um deles isoladamente. Certas idéias, certos sentimentos só surgem ou se transformam em atos nos indivíduos em multidão."
    Dr. Gustavo Le Bon (1841-1931), in "Psicologia das Multidões".
    (1841-1931).
    É bem verdade que, no campo da justiça propriamente dita, as punições nao têm acompanhado as descobertas. Sempre existem firulas jurídicas capazes de procrastinar resultados.
    No entanto, a repulsão pública tem cuidado de blindar a sociedade, ao varrer da vida política os seus maus agentes. Mesmo que eles não estejam prestando atenção no povo, o povo está prestando muita atenção neles, notadamente com relação ao seu compartamento no passado.
    E nas próximas eleições, esse fenômeno estará, mais que nunca, no inconsciente coletivo. "Alea jacta est".









                        Comentários

    #1. Heloísa Netto de Castro - (heloisanetto@terra.com.br)
    Wagner,
    Muito bom seus comentários sobre corrupçâo, todavia, gostaria de levantar que não são apenas firulas jurídicas que proporcionam impunidades, há
    ,salvo melhor juízo,absurdos
    no legislativo que tomam todo
    o tempo da Câmara e do Senado,.CPIS acumulam evidências da existências de
    quadrilhas, desvio à rodo de
    dinheiro e no entanto os relatórios são arquivados
    Paira a impunidade no berço expledido. Continue proporcionando-nos seus excelentes artigos Abraçâo
    Heloisa Netto

    #2. Renato Aleixo de Oliveira - (renatoaleixocapitao@gmail.com)
    Dirijo-me a este jovem, chamado Wagner, que presta grandes serviços à sociedade brasileira, como diretor e conselheiro de instituição finaceira, como amigo, como primo, como cidadão. Seus artigos são interessantes e merecem nossa reflexão. Parabéns! Lendo o mesmo parei para, em alguns minutos me orgulhar da Instituição da qual integro, o Exército, de onde essa prática, corrupção, inexiste. Graças a Deus ainda tem instituições no país que prezam pelo bem de nosso povo. Contineu a escrever e publicar seus conhecimentos a fim de nos possibilitar mais informações e cultura.



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    Sexta-feira, Março 14, 2008

    MEMóRIAS DE REPóRTER de TV!!!

                               Daqui a um ano lançaremos o livro " Memórias de um Repórter de TV".
                                         Semanalmente vamos escrever os textos do futuro livro.
                                              Você que acessa nosso BLOG DE NOTÍCIAS
                                           tem a oportunidade de ler cada página em primeira mão
                                                            aqui no nosso espaço. Confira!

                                                                    ARTIGO ESPECIAL

                                                   MEMÓRIAS DE UM REPÓRTER DE TV 
                                                                    João Carlos Amaral.

                         Nas várias vezes que o ex-governador do Rio, Leonel Brizola veio a Minas nós estávamos lá o entrevistando, como repórter da Rede Globo. Nos palanques, nas coletivas animadas e engraçadas, cheias de ironia que só Brizola sabia dar, nós acompanhávamos cada gesto, cada detalhe. "O velho caudilho", como era conhecido entre nós, jornalistas de política, não deixava pedra sobre pedra, quando se tratava dos adversários e/ou até mesmo inimigos políticos. 

                         O curioso é que na maioria das vezes que acompanhamos as entrevistas coletivas do ex-governador Brizola, a matéria não ia para o ar na Rede Globo. Como assim? Era o seguinte: Brizola não perdia a oportunidade de estocar o saudoso dono da Globo, dr. Roberto Marinho. É que Brizola não conseguia esconder, e nem fazia a menor força para esconder sua mágoa, com os Marinho, a quem ele atribuia má vontade na eleição dele ao governo do Rio de Janeiro, que gerou o caso Proconsult - que os fatos da época registrados pela mídia, diziam que a Globo tentou ajudar numa suposta manobra para retirar de Brizola a eleição ( verdade ou não, é o que crônica política registrou à época). 

                          Daí, sem mais nem menos, Brizola no meio de uma declaração saía com um comentário maldoso sobre a Rede Globo e o dr. Roberto Marinho. Nós, como repórter Político da Rede Globo, ficávamos de saia justa, sem o que dizer. Segurávamos firmes o microfone e não arredávamnos pé, sempre com o coração na mão, constrangidos, sem poder nada dizer. Cumpriámos a nossa missão, já pensando: como é que o editor vai dar esta entrevista falando mal do dono da casa? Eram tempos difíceis. E mais, acabava a coletiva e os colegas da mídia sempre provocavam: o governador Brizola disse que a Globo não vai por a entrevista no ar. E aí, João Carlos? ...

                         Lembro-me uma dessas entrevistas. Foi no Auditório da Assembléia Legislativa de Minas. Lá estávamos nós. Como era uma coletiva daquelas formais, colocamos os mcrifones na mesa, lotando a frente do ex-governador Leonel Brizola. Recebí a orientação só para gravar. Não fazer nenhuma pergunta para não provocar nenhum dos  corriqueiros comentários maldosos de Brizola sobre a Globo. Tudo ia bem.

                          De repente, a repórter do jornal O Globo, nossa colega Sulamita, se levanta, pega o microfone colocado à disposiçao dos repórteres. Se identifica e pergunta: dr. Brizola, o presidente Sarney disse que desta vez a economia vai deslanchar. Como é que o sr. analisa a fala do presidente da República?

                         Olha minha filha - disse Brizola irônico, com sua fala arrastada - nessa nem o dr. Roberto Marinho acredita! E emendou: mesmo ele sendo o principal avalista do governo Sarney!
    Reação imediata: a repórter de O Globo focou vermelha, sem o que dizer. E como eu era o repórter da TV Globo na coletiva, todos olharam em minha direção, inclusive o ex-governador Brizola, que emendou: olha quero ver você colocar está no ar! e riu...

                          Foi a maior saia justa que já vesti, sem querer é claro! Enfirei o rabo entre as pernas, como se diz aqui em Minas, peguei a equipe e mais uma vez, jurei para mim mesmo: quando eu sair da Globo foi contar este episódio. Confesso que fiquei com raiva do dr. Brizola, mas entendí, Como dizia o  presidente Tancredo Neves, " POLÍTICA NÃO É PARA AMADOR", é preciso ter estômago.

                          Pensei: é mesmo, político e repórter político também! E como a briga era "entre cachorros grandes", peguei a fita, coloquei debaixo do braço e levei para nossa redação, ainda na rua Rio de Janeiro no bairro de Lourdes, aqui em Beagá. 

                          Brizola foi "profético": a entrevista, é claro, não foi para o ar. Mas a fita foi gerada na íntegra para o alto comando da Rede Globo no Rio de Janeiro, para conhecimento dos chefes. 
    Hoje, com internet, os Blogs, os E-mails, como como é que seria a reação dos formadores de opinião? E mais: reconheço que se eu fosse o dono da Globo não tinha como colocar no ar uma entrevista ofensiva e, digamos, gratuita, movida pela raiva - justificável ou não - não sei, do dr. Brizola. Ficou para mim a lição: sem sangue frio, sem ética, sem coragem de suportar saias justas não dá para ser repórter, muito menos de TV.

                          Faço este registro, para dar uma fotografia da época. Mostrar o estilo de um político, em um mundo sem globalização, sem rede mundial de comunicação. De um mundo sem Internet,  E-mail, sem You Tube. O fax tinha acabo de chegar ao mercado e as duas rádios que eram porta-vozes das duas maiores nações do planeta eram a Voz da América, em Washington e a Rádio Moscou em Moscou, em plena guerra fria.  Um registro histórico, que só ficou na minha memória e dos josrnalistas e políticos - muitos já mortos - que estavam naquele auditório da Assembléia Legislativa naquela tarde  longinqua dos idos de meados dos anos 80. 

                          EM TEMPO: a fita com a coletiva de Brizola, certamente, está nos arquivos da Rede Globo no Rio de Janeiro. E um dia, quem sabe, vai virar história, de um tempo que ensaiva a democracia, haviam só quatro canais de TV no País, com a Globo absolutamente na frente e, nós repórter políticos ensaiavamos os primeiros passos na carreira. Uma vitrine - a Globo era e ainda é - fundamental para um jovem que buscava a fama, o reconhecimento. É como disse Fernando Pessoa;" tudo vale a pena se alma não é pequena". E a minha era grande! A nossa paciência bem maior. Mas, valeu a pena!
                           









                       Comentários

    #1. Renato Alves - (renatoalvesp@yahoo.com.br)
    João Carlos,

    Parabéns pela iniciativa do livro.

    Seu Blog é formidável e de leitura obrigatória. E tem um grande detalhe a leitura é ao longo do dia devido as suas constantes atualizações.

    A idéia do livro "Memórias de um Repórter de TV" é fantástica. E a oportunidade de ler cada página no seu blog antes de editado é sensacional. O livro depois de publicado terá lugar especial na estante.

    Vamos aprender com seus ensinamentos nesse futuro livro. Ensinamentos de quem vivenciou a época anterior, quase sem tecnologia, e vivencia a atual com as evoluções tecnológicas no meio político. Fazendo parte dele como profissional de extrema competência, lisura e sabedoria.

    Abraços,

    Renato Alves


    #2. Onofre Ferreira do Prado - (of.prado@bol.com.br)
    Caro amigo jornalista João:
    Parabéns pela obra "Memórias de um Repórter de TV" que você vem escrevendo com categoria e, que em breve será editada e disponibilizada ao leitor. Tenho certeza que será muito bem recebida, com amplo reconhecimento e sucesso de público.



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    Domingo, Março 23, 2008

    ARTIGO ESPECIAL: "Memórias de um Repórter de TV". Uma pílula que vai compor nosso livro e que você tem a oportunidade de ler em primeira mão.

    Praça da Estação, em BH. Eleição presidencial de 1989. Era começo da noite. Como repórter político da Rede Globo, lá estava eu participando e ajudando a fazer história da democracia em nosso país.
    No palanque estava todo o batalhão de choque do PT, tendo à frente seu comandante, o ex-operário pernambucano Luiz Inácio Lula da Silva. Era um momento importantíssimo para os rumos da campanha,afinal Minas era e é, o segundo maior colégio eleitoral do país,à época com mais 10 milhões de votos. Tudo ia bem.
    De repente, uma supresa, que ia ajudar a mudar todo o roteiro da campanha presidencialdaquele ano. Foi assim: recebí um recado, via rádio (celular ainda era um produto que não existia). O recado era do diretor de jornalismo, Lauro Diniz. Pedia que repercutisse com om candidato Lula, a denúncia, que o seu adversário Collor de Melo mostraria no horário eleitoral - onde a ex-namoada de Lula, Míriam Cordeiro dizia que tinha uma filha com Lula, a LURIAM.
    Fiz a pergunta ao candiato petista. Lula ficou perplexo. Se recompôs, tentou argumentar que era um golpe baixo de seu adversário, uma apelação covarde... O restante da fala não me recordo mais. Só o que ficou daquele momento histórico, que acabou pesando e muito para a derrota de Lula, foi expressão do rosto dele. Refletindo a amargura que se instalou na alma dele. Raiva, decepção, perplexidade, revolta... Um estado de espírito que prevaleceu na campanha e que culminou no debate com Collor pela Globo no final da disputa, antes da eleição.
    Olha bem, Lula chegou para o debate decisivo -já que a Globo detinha a audiência de 80 milhões de pessoas - parecendo ausente, titubeante em muitos momentos e com a cabeça no outro mundo. O mundo psicológico. Mundo abalado pela denúncia de Míriam Cordeiro.
    Estava tão preocupado,traumatizado, que não ouviu e nem rebateu a fala de Collor, que o acusou de ter adquirido um aparelho de som muito caro,que nem ele, Collor tinha recursos para comprar. Perplexidade geral! Lembram-se? Pois é. Ele poderia -diriam os chamados "profetas do fato consumado" - como Brizola fazia. Chamar o candidato do PRN, Collor de Melo, de "filhote da ditadura".
    E dizer mais. Afinal era Collor e não ele Lula que tinha origem pobre. Pois é: Lula ficou doladoruim da espingarda - como diz meu amigo o cientista político Carlos Alberto Penna - enão conseguiu reagir. O trauma não deixou. Lula perdeu a eleição - é claro que não só por causa disso - mas que pesou, ah! pesou.
    Conclusão: como repórter tenho a obrigação profissional de contar aquilo que ocorreu nos bastidores, que não coloquei no ar e que morreria comigo.Mostrar que era uma outra época, com pouca tecnologia  e bota pouca nisso. O jornalista não contava com celular, notebook, blog de notícias.
    O espelho só tinha uma face. Nos restava a memória seletiva que se perde com o tempo, que levamos para o túmulo. Afinal,o repórter é apenas um coadjuvante, uma escada para que os poderosos cheguem à população. Mas, o sentimento dele é um fato, que só fica na cabeça dele. Aqui passo o que ví e ouví de um flash da nossa democracia que começava a se firmar  lá pelo começo dos anos 90. É isso!


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    Quarta-feira, Julho 30, 2008

    ARTIGO ESPECIAL.

     Enviado pelo consultor empresarial Wagner Gomes.
    Ele fala sobre " ECONOMIA & ELEIÇÃO "


                                                     Economia e Eleição 

                       

                                                        Wagner Gomes

    Em um primeiro momento, líderes mundiais tentaram atrelar a inflação, que está subindo no mundo inteiro, ao etanol brasileiro.
    Aquela entidade difusa, conhecida pelo pomposo nome de "agentes econômicos", tenta descobrir a causa desse fenômeno que se alastra, puxado pela alta nos alimentos. Há cem anos acabava-se o ciclo do carvão e iniciava-se o ciclo do petróleo como motor da economia.
    Estamos no limiar de uma nova era, e o petróleo tende a ser substituído por mais de uma fonte de energia. Seguramente o biocombustível será uma delas. Por esse motivo, partindo de falsas premissas, pensam os líderes mundiais que o crescimento da área agricultável para atender essa nova demanda ocorre em detrimento de que se plantem mais alimentos.
    A alta do petróleo, fator determinante na formação dos custos de todo e qualquer produto que precise ser escoado, é a verdadeira razão de que a inflação esteja se alastrando pelo planeta. Internamente, a oposição explora, de maneira inocente, que a inflação seja um fenômeno exclusivamente nacional.
    E essa estratégia reside no fato de que as eleições municipais deste ano constituirão um ensaio geral, quase uma preliminar, para 2010. Por mais que neguem, os partidos políticos e os candidatos só pensam nisso.
    É como se fora uma batalha global, onde cada um dos generais-candidatos posta seus exércitos estrategicamente, visando a grande batalha que se avizinha no horizonte. Se por um lado o Presidente se posta fortalecendo a aliança governista, por outro deixa bem clara sua condição de grande eleitor, a exemplo do Cardeal Camerlengo na condução da sucessão de um papa.
    Ainda que no primeiro turno ele pose de magistrado, no segundo turno haverá sempre um palanque rogando a sua presença e em não a conseguindo, apregoando sua orfandade.
                                                   Vejamos seus movimentos:
    em São Paulo costura a adesão do PC do B a Marta Suplicy, fazendo de Aldo Rebelo o seu vice.
    Em Belo Horizonte, não se tem dúvida de que liquida a fatura no primeiro turno e explicita sua simpatia pela aliança de Aécio Neves com Fernando Pimentel.
    No Rio, anotem: tão logo o quadro se delineie adotará, sem rodeios, aquele que sempre quis - Marcelo Crivella.
    E desta forma procederá por todo o País, com o claro objetivo de conquistar o máximo de prefeituras, fazendo-as serem ocupadas por políticos que integrem a base aliada. Se conseguir o seu intento, estaria derrotando a dupla dinâmica, tal qual Batmam e Robin, nesse caso DEM e PSDB.
    A única exceção que foge a essa regra e, por isso mesmo está na alça de mira do PT, é o indisfarçável namoro do Presidente Lula com o Governador Aécio Neves.
    Esse quadro tem deixado a oposição sem norte e o próprio PT ressabiado. Não por outro motivo, a oposição, quando consegue uma paz, ela se forma nos moldes da que ocorreu em São Paulo.
    As turmas de Alckmin e de Kassab dentro do PSDB firmaram um armistício. Dez dos doze vereadores tucanos não compareceram na convenção, pois estavam reunidos em local diferente torrando o candidato da unidade do PSDB, que àquela altura estava sendo ungido.
    Ainda assim, essa rixa certamente vai respingar no Governador José Serra.
    E não será surpresa se, no futuro, o DEM partir para uma candidatura solo à Presidência da República, em função desse racha e dessa rixa.
    A fogueira das vaidades oposicionistas pretende ser alimentada pelo fogo da inflação. Só que, cada vez mais, a inflação se torna um problema mundial. E no Brasil, O Presidente Lula dá todo poder ao BACEN, onde o seu mandatário
    Henrique de Campos Meirelles tem-se mostrado um xerife implacável.
    Com isso fica distante o quadro ansiado pelos que pretendem retornar ao poder, qual seja: inflação acelerada até 2010, corroendo a popularidade do Presidente Lula.
    Caso necessário se faça, agravando-se o cenário, há indícios de que medidas serão tomadas, de tal forma que a economia entrará novamente nos eixos a tempo da mãe de todas as batalhas, que será a de 2010...
    Encontrar a linha do equilíbrio e bem conduzir a economia, enquanto se intercalam duas eleições, forma a equação do sucesso político.
    E isso os oponentes já se deram conta. Enquanto isso, um aumentozinho de 8% no valor do Bolsa Família aquece a popularidade do Presidente, ao tempo em que turbina a intenção de votos em seus candidatos. 
    Ainda que bote uma lenhazinha na inflação interna ...



















    Comentários

    #1. Marcelo Reis
    Blogueiro João Carlos e Articulista Wagner Gomes:
    Por quais razões deixaram de nos brindar com artigos deste nível? Ainda bem que estão de volta. Nós leitores, agradecemos.
    Marcelo Reis

    #2. João Batista Gimenez Gomes
    Que artigo lúcido, em termos econômicos e políticos. Lucidez dígna de que o escreve: executivo altamente preparado e com elevada sensibilidade.

    #3. C.Paiva
    Muito bom! Analise profunda e ao mesmo tempo simples.
    Parabens.
    Carlos A.C.Paiva

    #4. mauro machado borges
    Prezado Wagner: como sempre, leio seus artigos com muita atenção e interesse, não sómente pelo conteudo,mas principalmente, pela objetividade, clareza e argumentos sólidos, baseados em fatos insofismáveis. Continue com seus artigos que além de esclarecedores são, sobretudo, coerentes e corretos.Parabéns e o meu abraço.

    #5. Luiz C.Ortiga
    As observações são sensatas e procedentes. A má vontade com a alternativa do etanol brasileiro, demonstra bem um posicionamento político/econômico das grandes corporações contra os anseios do Brasil.

    #6. Adolpho Nogueira
    "Caro Jornalista Amaral,
    Feliz aquele profissional da mídia séria que tem um Wagner Gomes como seu articulista. Os comentários do Dr. Wagner são de uma consistência, de uma visão, de uma lucidez invejável. Próprio de quem foi forjado pelas lides das dificuldades, passando - e vencendo, como gestor, por planos de governo os mais audaciosos e estapafúrdios, que requereram muita técnica e sangue-frio de quem tinha a responsabilidade de administrar recursos governamentais e, por conseguinte, nossos.
    Parabéns, Jornalista Amaral. Parabéns, Professor Wagner."

    #7. Arthur. Jose Diniz
    Parabéns pela lucidez e concisão! Muito bom mesmo. Arthur.







    #9. Fabiano Oliveira
    Parabens Jornalista João Carlos Amaral e nosso caro Wagner Gomes. A um pela abertura do espaço e ao outro pela forma de análise e exposição simples, objetiva e clarificante!

    #10. Vera Laponez
    Meu Amigo!
    a única via é essa: 'a corrida à fogueira das vaidades oposicionistas'...
    Onde urge a queima dos enfadados argumentos inflacionários do então Presidente, que nunca sabe...


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    Segunda-feira, Abril 7, 2008

    POLÍTICA. Artigo Especial enviado ao nosso BLOG DE NOTÍCIAS pelo Administrador e Conselheiro Fiscal de Empresas, Wagner Gomes, mineiro de Montes Claros no norte de Minas.

                                      Aécio Neves, o Peripatético...

                              "aquele que ensina enquanto caminha", 
                                   como fazia o filósofo Aristóteles
                                             na Antiga Grécia.

                                   

                                                    *Wagner Gomes


     

    Não que eu tenha visões de acontecimentos futuros, mas torna-se cada vez mais interessante exercitar a criatividade, procurando imaginar como será o cenário das próximas eleições presidenciais. No nosso país, reina a perspectiva do mais absoluto inter-relacionamento de interesses pessoais, para pautar as conveniências políticas.
    O que agora está na mira de nossos políticos é bombardear o instituto da reeleição. Não interessa a eles saberem o que pensa o povão de tudo isso. Já decidiram que devem encaminhar ao parlamento um projeto de lei revogando a reeleição.
    Não passa pela cabeça de nenhum deles fazer um plebiscito sobre o tema. Creio que eles se surpreenderiam com o resultado. A esperteza do candidato José Serra é tanta que ao se manifestar contrário à reeleição, tenta cooptar os demais candidatos para somar esforços em diversas frentes no Congresso, defendendo um único mandato de cinco anos.
    Ele se julga, dentre os pré-candidatos, o mais preparado para exercer a Presidência. Com habilidade, e cacifado por ter sido o primeiro governador eleito no primeiro turno pelo voto direto no Estado de São Paulo, apresenta a tese de um único mandato sem reeleição, tentando cooptar o atual mandatário mineiro, que assim sairia para o sacrifício do confronto, com o imbatível Lula, em 2014 ou 2015, só Deus sabe.
    Recentemente foi contra o renascimento da Sudene, ampliando sua rejeição no Nordeste. Ainda nesse embate, outro presidenciável, Ciro Gomes, embora possua um perfil qualificado, notadamente no ramo econômico, revela, com alguma dose de ingenuidade, uma certa incontinência verbal no campo político.
    Mas é uma liderança importante, e tem excelente trânsito no Nordeste. Avesso ao José Serra, tem sido visto com freqüência em Minas Gerais. Recentemente, fala-se também na executiva do poder público, Dilma Rousseff, que vem acumulando prestígio no governo Lula desde que montou o novo modelo do sistema elétrico do Brasil, visando garantir o suprimento de energia para os próximos anos.
    Muitos asseguram que a ministra é uma pessoa enérgica, mas aberta a discussões. Por isso mesmo, o Presidente Lula ensaia alguns passos no sentido de lhe conferir maior visibilidade no País. Daí a conseguir jogá-la nos braços do povo, é outra história...
    Enquanto isso, comendo mineiramente pelas bordas, o Governador Aécio Neves começa a exercitar o seu peripatetismo, incorporando, ao seu modo de ser e de agir, muito do estilo de seu avô.
    Além da romaria de visitas políticas que vem recebendo, tem-se apresentado, por onde anda, com um arguto sentido de medida e bom senso, sedimentando, pouco a pouco, sua ampla imagem de pré-candidato com espírito aglutinador. Por direcionar suas viagens recentes, com uma boa freqüência, aos quatro cantos do País, daí extraio minha comparação ao movimento filosófico denominado peripatético.
    E o governador mineiro vai ter que ensinar ao Brasil que ele, efetivamente, possa se tornar a melhor opção na sucessão do Presidente Lula, com um estilo acessível a todos os eleitores.
    Vem disparando recados aos aliados tucanos e ao mundo político. A aliança com o PT das alterosas, mais que algo doméstico, revela ao País a velha raposice mineira e escancara à Nação a verdadeira dimensão de dois de seus grandes líderes atuais, que assim demonstram enxergar que o PT e o PSDB possam se encontrar antes do infinito. Notem que essa aliança se dá em torno de um nome ligado ao ex-ministro Ciro Gomes.
    Não precisa ser nenhum futurólogo para enxergar no Prefeito Fernando Pimentel um potencial candidato ao Governo de Minas em 2010, com o apoio de Aécio, que receberia, em reciprocidade, o apoio do PT à Presidência do Brasil.
    Resta cooptar para essa engenharia política o maior líder do PT mineiro, Ministro Patrus Ananias, que tem a gravitar por sua volta, extensa densidade eleitoral. Estimulou Geraldo Alckmin a sair candidato a Prefeito de São Paulo, opondo-se ao que pretendia o Governador José Serra.
    Costurou, sem alarde, a vitória de José Aníbal que, ao se tornar o novo líder da bancada tucana, interrompe anos de domínio da ala serrista na Câmara.
    Outro recado, já transmitido, sem tergiversação, é o de que, caso se sinta obstacularizado, deslealmente, em seu partido, outra via partidária surgirá naturalmente. A mineiridade que herdou de seu avô (ou seria a mineirice?), não lhe permite dar murro em ponta de faca.
    Sua imagem de jovem dinâmico e manhoso ao mesmo tempo, soma-se à de excelente administrador, e isso já vem despertando o interesse de sagazes líderes políticos, a exemplo de Lula, Delfin Neto, Michel Temer e do próprio Ciro Gomes, que vêm nele enxergando o Admirável Homem dos Neves.
    E o governador mineiro não é de atropelar calendário. Por isso mesmo, como diria o já velho Presidente Collor, o tempo é o senhor da razão.
    Assim, Aécio Neves, com mais potencial de crescimento nas pesquisas de intenções de voto, enxerga que as prévias para a escolha do candidato do PSDB tendem a se materializar, beneficiando a coerência de se tentar viabilizar como candidato por seu próprio partido.
    E em Minas, fincada no Sudeste, pode estar sendo germinada aquela que seria a solução síntese para a Presidência do Brasil, em 2010, ano em que se comemorará o centenário de nascimento de Tancredo Neves.
    A propósito, se algum dos senhores ainda não digeriu o termo peripatético, informo-lhes que significa, grosso modo, aquele que ensina caminhando. O termo surgiu do hábito dos mestres (professores) da época da Grécia antiga de realizar, com seus estudantes, discussões enquanto passeavam.
    Então, metaforicamente, ouso substituir mestre por candidato, e estudantes por eleitores. Só falta agora ao candidato Aécio passear bastante pelo País. E discutir suas idéias com os eleitores.







                          Comentários

    #1. Marco Antonio - (mamsr@uai.com.br)
    Também torço para que o Aécio seja o próximo Presidente do Brasil ´,pricipalmente pela ética com que conduz sua trajetória política...Em quase 6 anos, ainda não tivemos um escândalo em Minas Gerais, o que convenhamos, não é comum no Brasil de hoje.
    Penso, entretanto, que há um longo caminho a percorrer....Acho ,inclusive que nosso Governador tem andado pouco pelo Brasil.Ele tem que se mostrar mais, sem cair no risco de uma exposição extemporânea e excessiva.Vamos torcer para que tudo dê certo!!!

    Parabéns pelo excelente artigo.#2. Marcelo Reis - (Email não informado)
    Vi seu artigo e depois ele sumiu. Muito bom como sempre. Parece que voce vive e respira política, para estar por dentro de tantos detalhes. Parabéns. E dá-lhe Aécio.

    #3. Mário Alaor - (marioalaor@yahoo.com.br)
    Parabens pelo artigo, o assunto foi muito bem delineado.Todavia, acho muito dificil a viabilização da sua candidatura pelo PSDB. Acredito que ela possa ocorrer pelo PMDB com apoio de Lula.








    #4. J. Sant ' Ana - (Email não informado)
    Wagner,
    Li o seu artigo no blog e o vi no Hoje em Dia. Parabéns mais uma vez. A cada artigo você se supera. Foi uma análise perfeita da situação
    política atual.
    Um abraço,
    Sant'Ana
    #5. Érico - (ecfurtado@terra.com.br) - (Email não informado)
    Suas qualidades de administrador e escritor já estão consolidadas e plenamente reconhecidas, mas, nesse artigo, nosso estimado Wagner Gomes revelá-se um exímio analista polítio. Parabéns!





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    Sábado, Abril 26, 2008

    Para LER e PENSAR!!!

                                     ARTIGO ESPECIAL escrito pelo nosso amigo, o dr. Willer Pós,
                                                 diretor de Meio Ambiente da Anglogold Ashanti.
                                                     Vale observar os detalhes das informações
                                               e das argumentações da mente brilhante do dr. Willer
                                    sobre um assunto que mexe lá no fundo de nossas consciências.
                                                                           Vale conferir!.

                                                       MEIO AMBIENTE, PRESERVATIVOS
                                                                E POLÍTICAS PÚBLICAS.

                                                                           *Willer Pós

    Freqüentemente, e até por dever de ofício, o governo anuncia ações nas mais diversas áreas de interesse público. Entretanto, seja na área de segurança, educação, infra-estrutura ou saúde pública, raramente se observa nas iniciativas governamentais a interface com a vertente ambiental. Na verdade, a área ambiental ainda é vista muito mais como um setor agregado, no qual se dificulta e burocratiza os processos de implementação de projetos das áreas pública e/ou privada.

    Uma gestão integrada com o meio ambiente traz ganhos patentes para a sociedade. Dois bons exemplos disso são as políticas de limpeza pública, em que a orientação para reciclagem faz do Brasil um dos países que mais são reciclados plásticos e metais no mundo e, as ações da iniciativa privada, principalmente as mineradoras, mesmo em minoria, que implementam açòes na área de educação ambiental, com trabalhos realizados junto às escolas públicas locais.

    Na área de saúde pública, o descompasso com a área ambiental é marcante. Um dos exemplos mais flagrantes da desvinculação com as questões ambientais está associado às campanhas contra a Aids e doenças sexualmente transmissíveis (DST). Desde 1985, tem-se preconizado que a melhor arma contra a contaminação pelo HIV, uma vez que a abstinência é impensável, é o uso de preservativos. Só no Brasil, dados preliminares demonstram que cerca de um bilhão de unidades de preservativos foram usados em 2003. A esse dado se computam a distribuição gratuita do governo, ONG's e vendas no varejo. As vendas são responsáveis por mais de 50% dessa estimativa. Segundo informações tomadas nos balcões de farmácias e drogarias, os preservativos são os itens, por unidade, mais vendidos.

    Os EUA distribuíram próximo de 1,8 bilhões de unidades em 2003. A China, com uma população de aproximadamente 1,3 bilhões de habitantes, não só distribui preservativos, como também é um dos maiores exportadores desse artefato para o mundo. Considerando que, em média, cada preservativo pesa 3 gramas, são milhares de toneladas de borracha natural de altíssima qualidade (todo material usado na fabricação de preservativos é de grau médico) que no Brasil, não tido uma correta destinação final. E aí vai um dado interessante, no Brasil, grande parte do material usado na fabricação de preservativos vem das reservas extrativistas do Acre, onde se tem o critério da sustentabilidade como alma mater.

    Entretanto, grande parte desse material acaba nas tubulações dos vasos sanitários e, conseqüentemente, nas estações de tratamento de esgoto (caso exista), criando grandes dificuldades na operação, com sensível aumento de custos. Isso tudo sem se levar em conta o potencial de contaminação já que todos os preservativos estão envoltos em lubrificantes à base de silicone e alguns até com substâncias espermicidas. Certamente, esses dados fariam Chico Mendes rolar na tumba.

    A nossa grande dificuldade está na busca de alternativas para reutilização desse material. O próprio preconceito quando a esse resíduo de uso sexual dificulta qualquer política de reciclagem. Imaginem, óculos de natação ou mesmo luvas feitos com borrachas recicladas de preservativos: você usaria? Obviamente, tudo isso não passa de exercício mental. Na verdade, a mesma mídia, que sob orientação do Ministério da Saúde, preconiza com freqüência um ritual para uso dos preservativos com gestos e pessoas insinuantes, poderia, com a mesma naturalidade, orientar os usuários quanto ao descarte correto após o uso.

    Outra sugestão seria a inclusão junto à embalagem de uma segunda embalagem, onde o preservativo, após o uso, poderia ser devidamente embalado e descartado. Enquanto não acham solução para este simples problema, inclusive a busca para reutilização desse precioso material, digo a borracha, milhões de preservativos continuarão sendo descarregados em vasos sanitários pelo Brasil a fora. Certamente, as várias vertentes religiosas poderão, com esses argumentos, ter mais um aliado contra este instrumento acessorio de prazer e coibição da fertilidade humana. Mas o assunto está longe de ser resolvido na esfera da justiça divina e/ou por ações de cunho moralista-religioso.
     
    Cabe sim, ao poder publico, orientar os usuários para um descarte sadio e ambientalmente correto, com a mesma energia com que o fazem para o seu uso. E cabe, também, aos centros de pesquisas e universidades, principalmente as públicas, que, hoje em regime de latência econômica e conseqüentemente de cabeças pensantes, ser imaginativas e trazer alternativas para a sociedade. Enquanto isso não ocorre, estaremos convivendo com a visualização diária dessas "embalagens do amor" espalhadas por escuras praças publicas, dando trabalho aos varredores e operadores de estações de tratamento de esgoto.
    Parece que ninguém vai querer botar a mão nesse negócio.

    *WILLER PÓS:
    O autor é PhD em Química Ambiental pela Georgia Institute of Technolog-USA,
    diretor de Meio Ambiente da Anglogold Ashanti para a América Latina,
    Conselheiro da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária - ABES-MG e
    Ex-Presidente da Fundação Estadual de Meio Ambiente - Feam-MG.
     whpos@hotmail.com







                        Comentários

    #1. Murilo Prado Badaró - (murilo@engenhariaecologica.com.br)
    Muito bom o artigo.É redundância elogiar Willer.Parabéns e abraços.
    #2. celsocastilhodesouza - (celsocastilho@ccbe.com.br)
    Caro João.

    Parabéns pela publicação do artigo do Willer.Willer continua sempre atento e atualizado, sobre as questões maiores do Brasil.
    Celso Castilho de Souza



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    Terça-feira, Abril 29, 2008

    ARTIGO ESPECIAL. O montesclarense, Wagner Gomes, consultor empresarial, nos enviou artigo sobre os 75 anos do ex-deputado e advogado Genival Tourinho, também mineiro de Montes Claros no norte de Minas.


                                                                             A Linha do Tempo
                                                                               Wagner Gomes

    "Acreditar em algo e não vivê-lo é desonesto."
    -
    Mahatma Gandhi, religioso indiano

    Mário Genival Tourinho completa 75 anos em 04.05.2008. Três quartos de século, vividos por inteiro. E hoje sua imagem está sacralizada e o seu vulto paira como um dos heróis da Nação.
    Só que esses heróis modernos, de tão modestos, levam uma vida bem diferente daquela de quando se projetaram e se agigantaram aos olhos de todos nós. Houve um tempo em que a brutalidade do regime militar massacrava quase toda a esquerda brasileira, principalmente aqueles que sonhavam há quarenta anos.
    Neste ano, 2008, comemora-se 40 anos de 1968, o ano dourado em que nada aconteceu ou tudo aconteceu.
    O ano que se tornou encantado no mundo inteiro. No Brasil, as grandes passeatas e os grandes festivais de música assustavam o regime então vigente, clamando por liberdade, culminando com a monumental passeata dos cem mil que fez o Rio de Janeiro pulsar de civismo e entusiasmo, em 26.06.1968.
    Acuado, o regime de então escancarou a ditadura militar, com a edição do Ato Institucional No. 5, em 13 de dezembro de 1968. Um jovem montes-clarense, de bravura indômita, assistia a tudo aquilo com uma enorme indignação, pois era o primeiro suplente de Deputado Federal, em um ambiente propício a cassações de mandatos.
    Destemido e corajoso, Genival Tourinho assume em 1969, pela primeira vez, o mandato que a suplência lhe reservava, com a fé inquebrantável de quem luta por um sonho. O ambiente era hostil, mas sua figura transcendia ao do político comum, pois desde aquela época entendia que o homem público não é aquele que orbita em torno do governo, mas sim aquele que se posta de tal forma comprometido aos anseios do seu eleitorado, aos quais ele deverá sacrificar até sua integridade física, se necessário for.
    Assim, a luta contra a radicalização política brotada em 1968 se tornou o ponto de partida de Genival, e a principal bandeira de toda sua trajetória pública. Esse homem sem medo sacrifica sua própria reeleição em 1970, para pregar abertamente a campanha "Anule o Seu Voto" em represália aos anos de chumbo.
    Por tudo isso, sua imagem se fortaleceu e ele retoma a vida parlamentar em 1974, seguindo sua cruzada em defesa da abertura política e da anistia geral, ampla e irrestrita.
    Segundo relatos daquela época, tal qual um paladino, botava a boca no mundo, denunciando ameaças à integridade física de diversos políticos, a exemplo de Brizola e Juscelino, aos quais sempre defendeu.
    Reconhecido e respeitado, sua fama extrapola e chega ao exterior como um dos ícones que imaginavam um Brasil e um mundo mais justos, menos violentos, mais democráticos e livres. Ganhou de vez a antipatia do regime ao denunciar a Operação Cristal, acusando o General Bandeira - um militar polêmico, de instigar a colocação de bombas nas bancas de jornais e na OAB -, com quem, corajosamente, travou áspera discussão, ao afirmar que o mesmo havia perdido sua capacidade de saber diferenciar entre o que é autêntico e o que é fraude.
    As denúncias incluíam, ainda, o nome do General Milton Tavares (São Paulo). Claro que, nessa luta, Genival não estava sozinho. Muitos brasileiros ilustres também pressionavam de suas tribunas pela abertura.
    A certa altura, por volta de 1980, Golbery do Couto e Silva, rendendo-se às evidências, sentenciava que a abertura só estava sendo possível após a divisão da frente oposicionista. Centrando forças na liquidação de movimentos grevistas, dizia ser necessário coibir manifestações agressivas e impróprias (referindo-se aos parlamentares).
    E em lugar de atender a chamada ala dura do regime, apela para o caminho da "lei e da justiça que foram instituídas pelo governo militar". Assim, enquadram o atual Presidente Lula na Lei de Segurança Nacional por ter comandado a greve metalúrgica de março de 1980 e Genival Tourinho por "ofensas" às Forças Armadas, imaginando deixá-lo sem voz. Posteriormente, o Almirante de Esquadra Júlio de Sá Bierrenbach sacudiu o Tribunal Militar em 2 de outubro de 1981 ao votar contra o arquivamento do caso da explosão das bombas no Rio Centro, alegando que se tivessem apurado as denúncias do Genival aquele ato terrorista não teria acontecido.
    Por tudo isso, Genival Tourinho merece ser festejado e homenageado. Devemos relembrar e celebrar sua luta em um tempo que se foi – mas que estará sempre presente na história da Nação -, pois ela era dirigida à memória dos irmãos que caíram e visava cessar as atrocidades denunciadas.
    Sua trajetória tem inegável riqueza, e por isso hoje o reverenciamos. Saúde, Genival Tourinho! Receba, em seu aniversário, o reconhecimento de todos os brasileiros. Você nos ensinou que precisamos identificar e desarticular as redes de ilusões que se formam ao nosso redor. Deus lhe proteja e lhe faça feliz.



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    Terça-feira, Maio 6, 2008

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG DE NOTÍCIAS pelo secretário geral do Tribunal de Contas de Minas, Marconi Braga. Atenção prefeitos!!!

    LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL:
    AVALIAÇÃO DOS OITO ANOS DE VIGÊNCIA
    EM MINAS GERAIS

    Marconi Augusto F. de C. Braga,
    Secretário Geral do TCEMG,
    Mestre em Administração Pública, Advogado,
    Economista e Prof. de Direito Financeiro.

    A Lei Complementar n.º 101, de 04.05.2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal, está completando oito anos de vigência. A leitura de sua ementa mostra que, do ponto de vista do conteúdo, há o estabelecimento de normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal. Está consolidado na doutrina relativa ao Direito Financeiro o entendimento no sentido de que por gestão fiscal deve ser compreendida a relação entre receitas e despesas públicas. Em poucas palavras, a gestão fiscal responsável é a que mantém o equilíbrio dessa relação, ou seja, o equilíbrio das contas públicas.

    Estruturada em dez capítulos com setenta e cinco artigos, essa Lei contem orientações principiológicas que se encontram num nível de hierarquia mais elevado, bem como aquelas de menor importância, que são meramente procedimentais. Verifica-se que, mediante uma leitura atenta e cuidadosa análise, somando-se os artigos, parágrafos, incisos, alíneas e itens, na LRF há mais de 400 (quatrocentos) normas, que vão desde princípios que definem grandes enunciados e diretrizes gerais até procedimentos minuciosos de execução contábil, financeira e administrativa, que proporcionam muitas dificuldades na sua interpretação e aplicabilidade, principalmente para os quinhentos e dezoito municípios mineiros com população abaixo de dez mil habitantes.

    Observa-se que a Lei de Responsabilidade Fiscal, além de reforçar institutos e procedimentos de elaboração, execução e controle orçamentário, introduz na ordem jurídica, novos mecanismos de planejamento, transparência, controle e responsabilidade. Na doutrina, esses mecanismos são rotulados como fundamentos, pilares de sustentação, pontos básicos ou eixos de apoio da Lei.

    Como uma das condicionalidades legais estabelecidas para a responsabilidade na gestão fiscal, a transparência destaca-se como uma das principais novidades criadas pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Nota-se um crescimento nas repercussões provocadas pela atividade financeira estatal, no intuito de provocar estímulos à participação e ao controle social sobre os atos do gestor público, notadamente aqueles referentes à estruturação do processo orçamentário.

    Desde 2000, com o advento da Lei de Responsabilidade Fiscal esses estímulos foram viabilizados mediante a institucionalização dos instrumentos de transparência: Relatório de Gestão Fiscal (publicação e disponibilização quadrimestral ou semestral) e Relatório Resumido da Execução Orçamentária (publicação e disponiblização bimestral).

    Para cumprimento da determinação legal de fiscalização da gestão fiscal, o Tribunal de Contas de MG recebe, no decorrer do exercício financeiro, os referidos relatórios com dados e informações fiscais dos municípios mineiros e do Estado.

    Conforme decisões publicadas no Diário Oficial do Estado, tem-se que no âmbito do Executivo Estadual a regra de envio periódico dos relatórios vem sendo cumprida, nesses oito anos de vigência da Lei de Responsabilidade Fiscal. E mais, o exame do conteúdo desses instrumentos de transparência na gestão fiscal mostra que o ambiente de restrição orçamentária criado pela Lei e muito bem aplicado pelo atual Governo, permitiu eliminar a ocorrência de sucessivos déficits orçamentários, que provocavam, também, a elevação da dívida pública. Vale destacar que, em 2006, o superávit orçamentário aferido foi da ordem de R$ 81,1 milhões. A Dívida Consolidada perfazia um total de R$ 48,083 bilhões, representando um aumento de 5,06% em comparação com o exercício anterior. É de conhecimento público, principalmente pelos profissionais que atuam no campo das finanças públicas, que o aumento significativo da Dívida Pública e do Serviço da Dívida tem como causa precípua as bases do acordo firmado entre a União e o Estado de Minas Gerais, no qual o Serviço da Dívida está limitado a 13% da Receita Líquida Real e a parte que não foi paga é incorporada à principal e corrigida pelo IGP-DI, indicador de preços que apresenta um crescimento maior que os outros na economia brasileira.

    A pergunta que o leitor lança, nesse contexto, é a seguinte: por que o Governo Estadual se endividou e quais as razões e causas desse endividamento? Do ponto de vista macroeconômico, tem-se que o endividamento público representa um instrumento de gestão administrativa e financeira. O Governo Estadual se endividou, nas últimas décadas, para fazer face aos gastos públicos com suas atividades econômicas e financeiras. As razões para isso são os motivos e fins que o levaram a buscar os empréstimos. As causas do endividamento dizem respeito aos meios, instrumentos e ações governamentais adotados e que proporcionaram o endividamento, estando relacionados ao caráter político, administrativo, financeiro ou cultural, específico de cada Governo, naquela época.

    A Lei de Responsabilidade Fiscal, infelizmente, foi editada com pelo menos uma década de atraso. Se tivesse sido aprovada no final de década de oitenta, provavelmente a Dívida Pública de Minas Gerais não estaria tão elevada. Mas, o que importa é que vindo cedo ou tarde ela está em pleno vigor. E, principalmente, na sua essência dá o norte para uma boa gestão dos recursos públicos, com base nos conceitos de accountability (necessidade de avaliações posteriores das ações governamentais, pelos cidadãos) e responsiveness (respeito à vontade manifestada pelos governados).

    Quanto à disponibilização do Relatório de Gestão Fiscal (RGF) e do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) e sua remessa, via INTERNET, na data-base 31.12, ao Tribunal de Contas de MG pelos 853 municípios mineiros, verificou-se que:


    • Em 2003, sessenta e seis Chefes do Poder Executivo não enviaram o RGF;


    • Em 2003, sessenta e três Chefes do Poder Executivo não enviaram o RREO;


    • Em 2003, noventa e um Chefes do Poder Legislativo não enviaram o RGF;


    • Em 2003, três municípios extrapolaram o limite da Dívida Consolidada Líquida


    • Em 2006, apenas três Chefes de Poder Executivo não enviaram o RGF;


    • Em 2006, apenas três Chefes de Poder Executivo não enviaram o RGF;


    • Em 2006, todos os Chefes de Poder Legislativo enviaram o RGF;


    • Em 2006, um município extrapolou o limite da Dívida Consolidada Líquida.

    A situação apresentada acima mostra que no decorrer desse tempo de existência da Lei de Responsabilidade, quase todos municípios mineiros estão observando o princípio da transparência e disponibilizando os referidos relatórios ao TCEMG, para que este possa cumprir a sua missão de controle da gestão fiscal.

    Em síntese, o acesso aos dados da gestão fiscal desses entes federados, municípios e Estado, permite a criação de informação e de conhecimento, que são elementos essenciais à transparência, à cidadania e à democracia.

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    Terça-feira, Maio 20, 2008

    ARTIGO ESPECIAL. Foi enviada ao nosso BLOG DE NOTÍCIAS pelo consultor empresarial Wagner Gomes. Vale conferir!

     

    PATRUS ANANIAS. 
    O Fator Surpresa?

    Wagner Gomes

                                                  
     

    Na política, não existem movimentos espontâneos. O que se observa, nas escaramuças tornadas públicas, é um jogo de bastidores que se transforma em um xadrez de grandes mestres.

    O Governador José Serra percebeu a engenharia política orquestrada em Minas (a aproximação do Governador com o Prefeito Fernando Pimentel), e contra-atacou costurando o apoio de Orestes Quércia ao seu candidato "in pectoris" Gilberto Kassab em São Paulo, deixando irritado o candidato de seu partido, Geraldo Alckim, aliado natural de Aécio Neves.

    Cada vez mais a sucessão política ganha contornos de um grande jogo, que aguça os articulistas de plantão e provoca a imaginação pública ao instigar suas preferências, em pesquisas dirigidas a forjar candidatos imbatíveis. Mas uma coisa parece convergir na análise dos acontecimentos políticos: O Presidente Lula e os Governadores José Serra e Aécio Neves são, indubitavelmente, os principais jogadores no momento.

    No entanto, de maneira incipiente, dois novos jogadores - os Ministros Patrus Ananias e Dilma Rousseff -, podem emergir nesse cenário, cada vez mais controlado pelo instinto político do Presidente.
    Diante do quadro que já está colocado, o maior novo jogador é o Ministro Patrus Ananias, e é aí que sua oposição ao acordo político entre o Governador Aécio Neves e o Prefeito Fernando Pimentel fica mais clara.

    Esse acordo só faz sentido se visar uma perspectiva de Pimentel e Aécio caminharem juntos rumo ao Governo de Minas e do Brasil, em 2010.
    Porém, a dinâmica política não pode alijar o voraz apetite do Presidente mais popular que o Brasil já teve, depois de Getúlio Vargas e Juscelino
    Kubitschek, que se mostra muito atento a sua crescente popularidade, difícil de ser estancada com tantas e tão boas notícias geradas pela economia em sua administração.

    O fato é que, tanto Aécio Neves como José Serra já perceberam que a luta a ser travada é agora, pois terão que encarar a rara oportunidade da ausência de Lula em 2010 para viabilizarem o sonho da Presidência.
    Os movimentos gerados pelos dois principais candidatos do PSDB deixaram fraturas expostas que extrapolam o PSDB e se irradiam aos componentes das alianças em andamento, com feridas cujas cicatrizações, certamente, demandarão um pouco mais de tempo.

    A Ministra Dilma, pouco afeita à vida política, embora já tenha demonstrado competência como executiva do poder público, não consegue ser popular.

    Já Patrus Ananias, membro da Academia Mineira de Letras, que se tornou o Deputado Federal mais votado da história de Minas Gerais, tem forte apelo político.
    Integridade acima de qualquer suspeita, o Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome pode, facilmente, com uma boa mídia e com o apoio do Presidente Lula, se tornar o Pai do Bolsa Família, com chances reais de se eleger através de um raciocínio bastante simplista: atualmente o programa beneficia onze milhões de famílias e, a partir deste ano, pretende incorporar a esse universo os adolescentes maiores de dezesseis anos.

    E olhe que o acordo selado em Minas poderia ser implodido se o Ministro Patrus assumisse a sua própria candidatura. Ao se recolher, guardou-se para uma eleição bem mais importante.
    Lembram-se de que o Bolsa Família, antes que o Patrus assumisse o Ministério, vivia nas manchetes, pejorativamente?

    Pois bem, ele pôs o programa para andar e o tornou a vedete do atual Governo. Nada mais natural que ele se torne o herdeiro da popularidade de Lula em todo o País. E a igreja católica que, ultimamente, anda tão recolhida, teria nele, pela notória identidade de princípios, o seu melhor candidato.

    Quem sabe, na cabeça do Presidente que tanto seduz, e ao mesmo tempo intimida os presidenciáveis Aécio Neves e José Serra, essa equação já não esteja montada, à espera do momento adequado para se tornar pública?

    Quem melhor guardaria a Presidência da República até o seu retorno em 2015, talve






                      Comentários

    #1. Roberto M. - (robema@bol.com.br)
    Grande Wagner:

    Você está se revelando um analista político dos melhores. E sua linha de raciocínio, além da coerência, é fácil de assimilar. Continue a nos brindar com seus artigos. Quem sabe produzidos com uma bola de cristal?
    Abraço
    Matheus









    #2. Heloísa Netto de Castro - (heloisanetto@terra.com.br)

    Wagner ---Excelente partida de Xadrez Não há o que acrescentar Parabéns
    Heloísa
    #3. José Luiz Gomes Rôlo - (grandaze@ig.com.br)
    Nobre amigo: Não sabia de suas potencialidades como analista político. Carlos Chagas e Nêumane que se cuidem. Abraços
    José Luiz Gomes Rôlo
    #4. Elder - (Email não informado)
    Wagner,
    Parabéns pelo artigo.
    Como sempre brilhante.
    Um abraço.
    Elder.







    #5. Rawlinson - (rawlinso@uaigiga.com.br)
    Agora vemos melhor qual é sua praia, primo.
    Vá em frente!

    #6. André - (andrersvp@hotmail.com)
    Prezado Wagner:
    Ao ler o seu artigo, me lembrei de um poema do Affonso Romano de Sant´Anna,
    que termina assim: "Algo já está em movimento e não há jeito de estancar. A isto uns chamam de sorte, azar ou destino. A isto os gregos chamavam de tragédia: Aquilo que foi posto em movimento com a ajuda dos Deuses e Deus algum pode alterar."
    Creio ser essa a ilação extraida de seu artigo. Tomara que assim seja.
    Abraço
    André







    #7. Vicente de Paulo Zica - (zicavicente@yahoo.com.br)
    Como sempre, suas percepções detêm uma lógica inquestionável. Se fosse para apostar, eu apostaria. Abraço. Zica
    #8. Mário Alaor - (marioalaor@yahoo.com.br)
    Wagner,
    Sobre o seu artigo eu digo apenas o seguinte: Não há controvérsia.(Embora eu torça contra). Parabéns!
    Mário Alaor.

    #9. Ricardo - (ricardorj7@hotmail.com)
    Wagner:
    Interessante notar que, diferentemente de tantos outros analistas que escrevem sobre a temática política, você costuma imprimir aos seus artigos um estilo que dá sustentação ao que argumenta. O seu texto é amparado por aspectos objetivos, que conquista a nós leitores, e lhe confere a necessária
    credibilidade,que caracteriza o articulista isento. Não é preciso concordar contigo, mas simplesmente acreditar que abordando vários spectos, induz o leitor ao raciocínio e concluões próprias. Parabéns. Algo de novo está surgindo através de voce.
    Ricardo






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    Sexta-feira, Maio 30, 2008

    ARTIGO ESPECIAL

    Sobre a sociedade da competição
    (o totalitarismo sorrateiro)



    José Luiz Quadros de Magalhães
    Mestre e Doutor em Direito Constitucional pela UFMG.

    Desaprendemos a conviver com a diferença. Na sociedade de consumo contemporânea somos levados a sempre escolher "o melhor". Nos programas de televisão não se escuta simplesmente uma musica. Este prazer de ouvir uma musica vem acompanhada quase sempre com a escolha do melhor cantor, a melhor musica, o melhor calouro.
    A competição é alimentada em todo momento, em todas as atividades. Na escola é escolhido o melhor aluno, a melhor composição, a melhor monografia, a melhor nota em cada matéria. Esta competição permanente nos leva inconscientemente a reprodução da lógica do melhor em quase tudo: quem é o nosso melhor amigo?
    Qual a melhor pizza da cidade? Qual o melhor churrasco? E o melhor tempero? A melhor cerveja, o melhor escritor, o melhor livro, o melhor argumento, o melhor candidato, o melhor professor, o melhor samba enredo e a melhor escola de samba, o melhor...
    Não é necessário mencionar que o que é melhor para um não o é para o outro e é essa impossibilidade momentânea de construir um consenso sobre o que é melhor que ainda nos salva do totalitarismo. O problema será o dia quando todos acordarem sobre o que é o melhor.
    Uma sociedade que sempre escolhe o melhor corre o risco de no final ficar com uma única pizza, um único estilo de musica, uma única cerveja, um único argumento e etc. A diversidade é muito rica e se construímos uma sociedade onde só há espaço para os melhores negamos a diferença, a diversidade e nos submetemos ao conceito majoritário do que é melhor. Porque tem que ter sempre o melhor?
    Podemos comer uma pizza hoje e outra amanhã, ou ouvir uma musica hoje e outra amanhã. Se sempre escolhemos o melhor escolhemos um vencedor, o que faz do outro perdedor, categoria que desqualifica e tende a excluir. O diferente, perdedor, desta sociedade do numero 1 tende a desaparecer, ou no mínimo ser esquecido.
    Este ensaio publicado neste espaço tem que se conformar aos padrões do que é melhor. Tem que ter uma introdução, por isto escrevi aí em cima INTRODUÇÃO, um desenvolvimento, e uma conclusão. Em muitas publicações exige-se um resumo, um abstract, palavras chave, bibliografia, seguir as regras da ABNT, ser escrito em "Times New Roman", citar outros autores e repetir o que eles disseram, etc, etc, etc... E se não citar um monte de autores considerados os melhores pensadores, aí acabou tudo. Não vale nada.
    Já que é para citar, o filosofo Jean Claude Milner em entrevista ao Le Monde (Le Monde des livres, 28.02.2008, mis a jour le 06.03.08) se pergunta: Quando vamos parar de nos fixarmos na finalidade de dizer bem o que já foi dito?
    Por este exemplo, é possível notar a superficialidade, a limitação, o aprisionamento do pensamento, e como nos obrigam, por meio de um consenso minoritário, diante do qual a maioria se cala, a nos enquadrarmos às regras que devem ser utilizadas para ensinar crianças e adolescentes a pensarem com lógica.
    O império da forma sobre o conteúdo e o livre pensar. Esta é uma forma de como a escolha do melhor, no caso da melhor publicação, pode impedir que tenhamos acesso ao novo, ao livre, ao diferente.
    A história do pensamento científico tem nos mostrado nos últimos séculos que uma idéia, uma teoria que se tornará majoritária nasce minoritária e quando se torna amplamente aceita como sendo a melhor é porque já está no momento de ser superada. Podemos citar muitos exemplos conhecidos como Galileu, Newton, Kant, Marx, Freud e muitos outros.
    Não estamos afirmando que a maioria é burra (a unanimidade com certeza é irrefletida), mas a maioria nunca esteve na vanguarda de nada. As novas teorias, as novas idéias filosóficas, políticas, econômicas têm que envelhecer para serem compreendidas e aceitas, o que significa que já estão no momento de renovação, de superação ou transformação.
    Uma sociedade que aprende a conviver com a diversidade, com a incerteza, com a pluralidade pode fazer com que estes processos de transformação sejam menos dolorosos, tenham um custo social e pessoal menor. As pessoas não deveriam ter que morrer ou serem condenadas ao isolamento para que as coisas mudem.
    Ao contrário, uma sociedade que vive sempre em torno da idéia de escolha do melhor corre o risco de se tornar monocromática, monótona, lenta e conservadora.
    Voltemos à idéia do que é melhor? Quando uma idéia política se torna hegemônica como o liberalismo hoje ou o nazismo na Alemanha de 1933, significa que esta idéia vitoriosa é a melhor? Os seus argumentos foram capazes de convencer e envolver milhões. Como? Por quê?
    Efetivamente porque foram percebidos como sendo os melhores. O importante é entender como ocorreu esta percepção do que é melhor. Os consensos ou as maiorias históricas são construídos sobre verdades reveladas ou sobre encobrimentos estratégicos? É possível imaginar que nas sociedades complexas contemporâneas o jogo político é construído sobre uma honestidade de intenções?
    A questão não é esta embora a pergunta continue pertinente. O problema reside no fato de que as condições de percepção do mundo, das idéias, das pessoas, são variadas, diversas, são mundos de percepção distintos reforçados pelas grandes metrópoles, pela sociedade cosmopolita dos grandes centros urbanos.
    A massificação, a busca da homogeneidade como forma de construção de consensos tem repercussões perigosamente totalitárias como a hegemonia irrefletida, fundada no desejo, da sociedade de consumo neoliberal contemporânea.
    Slavoj Zizek nos traz uma importante reflexão sobre esta questão. Visitando Freud e o livro dos sonhos o pensador nos mostra que o processo de construção de maiorias políticas pode ter em diversos momentos históricos (inclusive na hegemonia neoliberal atual) um perturbador e sofisticado processo ideológico de distorção do real com conseqüências poderosas.
    Zizek nos mostra por meio de um diálogo com Freud, que os sonhos são manifestações, muitas vezes, de medos e desejos presentes em uma estória que reflete experiências diárias que muitas vezes não têm relação direta com o desejo e o medo que se esconde ali. Em outras palavras, nós construímos uma estória na qual estão presentes os nossos medos e desejos que se escondem naquele desenrolar de fatos criados muitas vezes em uma estória que se perde no seu desenvolvimento.
    Para encontrar estes desejos e medos é necessário encontrá-los escondidos nas entrelinhas desta estória.
    Trazendo isto para a política, podemos exemplificar, como faz Zizek, com o nazismo: a sociedade alemã vivia o desemprego, a violência, o caos e a humilhação, o Partido Nacional Socialista Operário Alemão (que não era nem socialista nem operário) construiu uma estória na qual cabiam os medos e desejos daquela sociedade naquele momento. Como fazer milhões de pessoas seguirem suas idéias? Criando uma estória onde os desejos e medos de milhões de alemães estejam presentes.
    Esta estória terá então o condão de levar as pessoas, na busca da realização de seus desejos e superação de seus medos, na direção dos interesses de quem criou a estória. Nesta estória o estrangeiro, o judeu é responsável pelo desemprego; o operário é tão alemão quanto o empresário e o inimigo responsável pelo desemprego e insegurança são as potências estrangeiras. Mesmo sendo falsa a estória, a crença na estória construída, mostra que a solução dos problemas que os afligem está na expulsão dos estrangeiros e especialmente os judeus.
    A estória contada repetidas vezes legitima ações que em nada podem efetivamente solucionar os seus medos e satisfazer os seus desejos, mas o importante é que a maioria acredite nisto. Enquanto milhões se mobilizam em torno desta estória, aqueles que detém o poder realizam seu desejos e se protegem dos seus medos.
    Transferindo para a contemporaneidade brasileira, a construção da estória hoje hegemônica na imprensa conservadora, de que podemos resolver o problema da insegurança nas grandes cidades com mais polícia, mais direito penal, com o encarceramento em massa, criando personagens que fogem da noção de humanidade como o bandido, o monstro violento, o menor infrator e outras nomeações simplificadoras, toda uma política estatal é justificada e defendida pela maioria, que é incapaz de perceber que está agindo contra seus próprios interesses.
    Esta construção de estórias pode ajudar a explicar porque milhões de pessoas agem contra seus próprios interesses, repetidas vezes na história da humanidade: é uma minoria que constrói as estórias que absorvem desejos e medos de uma maioria, direcionando estes para outras finalidades que correspondem obviamente aos interesses desta minoria.
    Este jogo de construções de "verdades" ideologizadas, distorcidas, faz com que a percepção do melhor seja comprometida pela vontade de poucos.
    Como dito, o grupo que assume o poder do Estado (e não só o poder do Estado mas o poder econômico) cria uma estória para coordenar. Invade este espaço pessoal de construção de sentidos, de coordenadas e impõe suas próprias coordenadas. Zizek se refere ao totalitarismo nazista desta forma.
    Este poder toma os medos e desejos da população e dá um sentido, constrói uma estória. Para isto Zizek usa o exemplo de Freud no livro dos sonhos: os desejos e medos estão contidos em uma estória, um sentido que nossos sonhos criam. Para descobrir estes desejos é necessário encontrá-los em meio à estória. A estória criada encobre os desejos. A estória não tem relação direta com os desejos ali escondidos.
    Nas palavras de Zizek, quando este se pergunta por qual razão as idéias dominantes não são as idéias dos dominantes: "... cada universalidade hegemônica deve incorporar ao menos dois componentes particulares, o componente popular 'autêntico' e sua 'distorção' do fato das relações de dominação e exploração." (Pladoyer en faveur de l'intolerence", editions Climats, Castelnau le Lez, 2004, page 25)
    Zizek observa que o fascismo manipula os autênticos desejos populares de busca de comunidade e de solidariedade social contra a competição feroz e a exploração deformando a expressão deste desejo com a finalidade de legitimar a perpetuação das relações de dominação e de exploração social.
    Logo a hegemonia ideológica não se constitui no caso onde um componente particular ocupa o vácuo de um universal vazio, mas sim, antes, a universalidade ideológica testemunha a luta entre ao menos dois componentes particulares: o popular exprimindo os desejos secretos da maioria dominada e o específico exprimindo os interesses das forças de dominação.
    Zizek menciona como exemplo o cinema demonstrando como este pode despertar um desejo e ao mesmo tempo nos diz como desejar. É tudo que o poder dominante quer: não só dar um sentido, construir coordenadas a partir dos desejos existentes, mas também criar desejos e dizer como desejar. O que o nazismo fez foi oferecer uma estória, dar um sentido que atende aos interesses da classe dominante aos desejos inconscientes das pessoas.
    Retomando Freud, Zizek explica que há uma distinção entre pensamentos "latentes" do sonho e o desejo inconsciente expresso em um sonho. É FUNDAMENTAL DIFERENCIAR A ESTORIA DO SONHO, O TEXTO EXPLÍCITO DESTE, DOS PENSAMENTOS LATENTES MANIFESTADOS NESTA ESTÓRIA.
    De uma maneira semelhante não há nada de fascista ou de reacionário no pensamento latente (do sonho) da ideologia fascista, no desejo de comunidade e na solidariedade social. O que explica o caráter propriamente fascista da ideologia é a maneira como este pensamento latente é transformado e elaborado pelo (trabalho do sonho) texto ideológico explícito que procura legitimar as relações sociais de dominação e exploração.
    O mesmo pode ser aplicar ao populismo direitista de Sarkozy ou Berlusconi ou o neoliberalismo dos anos 90 até hoje, ou o ultra-conservadorismo de Bush, etc, etc...

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    Terça-feira, Junho 3, 2008

    ARTIGO ESPECIAL. Para LER e PENSAR!!!




         ARTIGO ESPECIAL

    Convergência, eletricidade e TV Legislativa Digital
        * Rodrigo Lucena
    Quais seriam os próximos passos das assembléias legislativas estaduais neste caminho de diálogo com a sociedade?
    A pergunta me foi dirigida por ocasião de um seminário sobre convergência digital. Expressão do momento, a convergência de mídias é mais um desafio do que uma realidade. Mas será uma realidade, inequivocamente, quando todo esse grande bolo de informação, equacionada numericamente, estiver disponível a partir de um simples aperto de botão.
    E como as assembléias legislativas estão se posicionando ante essa perspectiva?
    Arrisco-me a dizer que vamos bem obrigado, mas precisamos avançar.
    Se é verdade que a convergência só se dará, de fato, quando os meios de acesso forem tão simples como ligar uma luz, daí a expressão "informaticidade", cunhada pelo engenheiro Sílvio Meira, um grande especialista nesta área, a televisão tem enorme vantagem sobre todos os outros meios, por ser uma velha conhecida das famílias brasileiras, em 99% dos lares.
    Depois da grande conquista para a comunicação do Parlamento que foi a inclusão das televisões legislativas no serviço de TV a Cabo, isso há 13 anos, e com o avanço dessas emissoras para um público significativamente mais amplo, com a outorga de canais geradores abertos para algumas assembléias e sua exposição na Internet, nos colocamos, agora, diante do maior desafio: a TV Digital.
    Este é o momento de definirmos como as casas legislativas vão se posicionar no futuro que se avizinha, quando acontecer a popularização dos meios digitais de comunicação de massa. É o ponto de partida para pensarmos na convergência, de fato, e na criação das inúmeras possibilidades de diálogo com a sociedade que essas ferramentas vão nos proporcionar.
    Pensar a participação das assembléias neste modelo é uma tarefa que exige desprendimento por parte dos seus atuais dirigentes. O agente político sobrevive de resultados imediatos. Mas não há qualquer sinal de que a popularização da televisão digital seja uma realidade em menos do que 5 ou até 10 anos. O problema é que não dá para esperar. O sistema analógico nos ensinou que quando um canal de televisão torna-se um grande ativo financeiro, o interesse público se torna refém de outros interesses e, não obstante a lei, passa a um segundo plano.
    O que está na pauta dos técnicos responsáveis pelas emissoras legislativas é a construção de um modelo de implantação de TV Digital que seja capaz de atender a todos. Contudo, um modelo que seja viável economicamente, a ponto de alimentar o sonho de se construir uma rede de transmissores digitais com capilaridade suficiente para atingir a grande massa de pessoas que continuam desprovidas da informação de boa qualidade que é transmitida hoje pelos veículos de comunicação do parlamento brasileiro, em todas os níveis e esferas.
    Em termos de convergência, o fato é que precisamos agir, hoje, pensando num horizonte de mais de 10 anos. Restará à classe política e aos atuais presidentes das assembléias o registro histórico da inovação. 

    *Rodrigo Lucena.
    Diretor da Associação Brasileira 
    de Televisões e Rádios Legislativas – Astral
    Diretor de Rádio e TV 
    da Assembléia Legislativa de Minas Gerais


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    Sexta-feira, Agosto 15, 2008

    ARTIGO ESPECIAL enviado aonosso BLOG pelo consultor empresarial Wagner Gomes.



                 O Professor do Tempo 
                 Wagner Gomes

    "Mas que é a vida senão uma combinação de astros e poços, enlevos e precipícios? O melhor meio de escapar aos precipícios é fugir aos enlevos." Machado de Assis

    Conheci o Dr. Ivo Pitangui há mais de uma década, em sua residência na Gávea, quando ofereceu um coquetel aos integrantes de um congresso de cirurgia plástica, ocorrido no Rio de Janeiro.
    O mesmo e comum amigo que à época nos apresentou, Dr. Sebastião Nelson Guerra, hoje Secretário Geral da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, sabendo de minha admiração pelo Professor, brindou-me com novo encontro, em evento que promoveu na qualidade de principal dirigente do Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte.
    Nessa oportunidade fui distinguido com a honra de receber, do próprio autor, o livro Aprendiz do Tempo, no qual condensa suas Histórias Vividas, com amável dedicatória. Percebe-se em sua leitura que o autor consegue nos envolver em sua narrativa autobiográfica, com tanta coerência e tantos detalhes entrelaçados de tal forma, que tudo ocorre naturalmente.
    Personagens entram e saem enquanto conta suas histórias que, em paralelo, ainda celebra a arte em todos os seus seguimentos, como coadjuvante de seu trabalho científico, que se vai consolidando ao longo do tempo.
    E o mestre se mostra perfeito ao produzir relatos de situações ao contar idas e vindas, sem deixar o leitor perdido. Emprega, sem pudor, recursos da sinestesia ao cruzar sensações que misturam realidades e suas percepções únicas, que se tornam múltiplas na mente de quem as lê.
    Por dominar um estilo poético, presenteia-nos com textos de grande beleza, até quando materializa a profanação de um corpo com o bisturi, ou quando descreve os procedimentos de uma intervenção nos queimados de grande porte, dando vida à leitura, ao conseguir explicitar que procura, com essas intervenções, a harmonização da alma com sua forma.
    Trajetória científica instigante, essa que nos relata, através de seus passos que se iniciam em Cincinnati(1948-Ohio), nos Estados Unidos, passando por Minnesota e Nova Iorque, para retornar ao Brasil em 1949 e criar o Serviço de Cirurgia da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, dando alento aos carentes que sofriam de deformidades físicas.
    Começa a tomar forma a vocação desse baluarte da medicina, em busca da perfeição, na arte em que se envolve e que desenvolve. Em 1950, torna-se visiting fellow de Marc Iselin, ocasião em que freqüenta cursos na França e Inglaterra.
    No Brasil, atua no Serviço de Queimaduras e de Cirurgia Reparadora do Miguel Couto e se torna o Chefe de Cirurgia Plástica e Reparadora da Santa Casa. Cria o curso de pós-graduação na Pontifica Universidade Católica do Rio de Janeiro, integrado à enfermaria da Santa Casa, começando então a formar turmas que disseminam sua técnica por mais de quarenta países.
    Tudo isso e muito mais se percebe na leitura desse livro, que traz, ainda, sua comovente história de amor por Marilu, sua musa e companheira por todo o sempre, desde que se conheceram. E quem se dedicar a essa leitura irá perceber que a dimensão do Professor Ivo Pitangui, também, se revela na solidariedade e na ética.
    Sua consciência ecológica se faz presente no povoamento de sua ilha em Angra dos Reis, promovendo a interação do ser humano e dos animais com a natureza. Antecipar algo mais soa como uma indelicadeza a quantos ainda irão ter o prazer de ler esse livro que, por si só, já justificaria a imortalidade do autor, conquistada através da ocupação da cadeira de número 22 da Academia Brasileira de Letras, em 1990.
    Um homem à frente de seu tempo, que se torna cidadão do mundo sem deixar de ser mineiro na vida, só pode, assim, ser definido: "Tanto nomini nullum par elogium".







    Comentários

    #1. Angela Maria da Silva
    E onde consigo encontrar esse livro? Está a venda nas livrarias? Pela crítica tão bem articulada, pelo autor que é verdadeido ícone brasileiro e por todas as demais circunstâncias que o críticio deixa nas entrelinhas, parece-me que esse livro logo se tornará em verdadeiro fenônemo de vendas.










    #3. Patricia
    Conheço e admiro , como todo brasileiro, o mestre Ivo Pitanguy. E conheço bem, e admiro muito, meu primo Wagner.
    E por conhecer e admirar os dois, devorei a crítica com os olhos, na esperança de logo devorar o livro também!

    #4. Heloi´sa Netto de Castro
    Parabéns Wagner
    Você revelou,com brilhantismo,a arte de julgar o mérito da obra científica e literária do Prof. Ivo Pitanguy

    #5. Virginia Abreu de Paula
    Fiquei com a impressão de que eu também gostaria de ler esse livro. Onde ele nasceu? Seu pai residiu em Pirapora por algum tempo, época em que meu pai o conheceu.



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    Terça-feira, Agosto 26, 2008

    Coluna do nosso parceiro de blogosfera, o vice-prefeito de Bh, Ronaldo Vasconcellos. Vale conferir!











































    Vice-presidente PV/ BH, engenheiro eletricista (1973), professor universitário, vice-prefeito de B.H.
    Fale com o Ronaldo: ambito@terra.com.br




    Fumo I: ataque.
    Após 24 horas sem fumar, diminui muito o risco de um ataque cardíaco (Sociedade Americana do Câncer).


    Fumo II: dispnéia.
    Se você deixar de fumar entre um e nove meses, acontece a diminuição da tosse, da congestão nasal, da fadiga e da dispnéia. O movimento ciliar dos brônquios volta ao normal, limpando os pulmões e reduzindo os riscos de infecções respiratórias. Há ainda um aumento da capacidade física e da energia corporal (Sociedade Americana do Câncer).

    Fumo III: data comemorativa.
    No próximo 29 de agosto (sexta-feira) vamos "comemorar" o Dia Mundial de Combate ao Fumo. Precisa dizer mais alguma coisa?

    Economia Verde: Econologia.
    É na realidade, uma tomada de consciência do fato de que as medidas ecológicas podem ser rentáveis. Resultado: várias indústrias têm modificado seu comportamento nesse sentido.


    Um bom exemplo.
    Foi dado no VII Fórum de Postos de Combustíveis do Leste Mineiro e Vales do Aço e do Mucuri, realizado em Ipatinga no dia 22 de agosto (sexta-feira). O tema principal da programação foi a preservação do meio ambiente, que já se tornou lema e até slogan do Minaspetro – "Responsabilidade socioambiental, uma bandeira do Minaspetro". Presenças da Feam, da Supram e desse colunista ambiental. Exemplo a ser seguido / copiado por outros setores da economia mineira, no caminho de econologia (ver item 4). Bola Verde!


    Meio Ambiente: conceito legal.
    É o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas suas formas (Lei 6938/81, da Política Nacional do Meio Ambiental).


    Outro conceito: direito ambiental.
    O Direito Ambiental, como o meio ambiente, não possui um conceito preciso acerca de sua definição. Contudo, pode-se afirmar que o Direito Ambiental trabalha as normas jurídicas dos vários ramos do direito, bem como se relaciona com outras áreas do saber humano como a biologia, a física, a engenharia, o serviço social, etc. É, portanto o Direito Ambiental uma matéria multidisciplinar que busca adequar o comportamento humano com o meio ambiente que o rodeia. Outra importante constatação é o fato de ser um direito difuso, ou seja, pertence a todos os cidadãos e não a uma ou outra pessoa ou conjunto de pessoas discriminadas.


    Empreendimento: cronograma x licenciamento.
    O processo de licenciamento ambiental ocorre em três etapas, separadas e sucessivas, em simetria com a tríplice seqüência do cronograma do empreendimento, isto é:
    1ª) planejamento: licença – prévia (LP);
    2ª) implantação: licença de instalação (LI) e
    3ª) operação: licença de operação (LO).


    Pra você refletir.
    Sem ser apocalíptico, mas sendo realista é bom sabermos que apesar de nossos sentimentos de invencibilidade e imortalidade, nossa existência é muito mais frágil do que podemos imaginar. Preocupemo-nos. Ajamos!


    Essa você não conhece.
    Você já ouviu falar de tecamebas? Eu já. Aprendi com a bióloga Beatriz Souza, em seu livro Guia das Tecamebas: Bacia do Rio Peruaçu (MG). 

     

    Coluna Verde
    Divulgue esta idéia. Envie a coluna para os seus contatos.
    Fale com a Âmbito Consultoria Ambiental Ltda.
    e-mail: ambito@terra.com.br
    site: www.ambitoconsultoria.com.br



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    Terça-feira, Setembro 9, 2008

    ARTIGO ESPECIAL do economista Sérgio Birchal para nosso BOG. Ele atuou como economista-chefe da FIEMG. Atualmente é professor do IBMEC em Minas. Vale conferir o artigo dele.


    QUE BOM SERIA SE PORCOS-ESPINHOS
     NÃO TIVESSEM ESPINHOS!

    O ser humano é por definição um ser social. Precisamos de nossos semelhantes para sobreviver. Quando bebês nós não podemos prescindir do outro para o atendimento das necessidades mais básicas.
    A convivência social nos garante proteção, companhia e melhores condições de vida. Nosso padrão de vida material atual, por exemplo, seria inalcançável se tivéssemos que produzir tudo o que necessitamos.
    Segundo o ponto de vista econômico, estamos sempre enfrentando tradeoffs (escolhas excludentes). Um dos mais importantes deles é a vida em sociedade. O quanto temos que abdicar de nosso livre-arbítrio para usufruir as benesses da vida em sociedade? Como não há nada de graça, viver em sociedade implica em abrir mão de viver em liberdade "total".
    É não ser dono do próprio nariz. Segundo a história econômica contemporânea, a escolha é entre ter um padrão de vida material afluente ou viver próximo do nível de subsistência.
    Mas não são apenas os economistas a ressaltarem que a vida em sociedade pode ter um alto custo para o indivíduo. Arthur Schopenhauer, um filósofo alemão do século XIX, traduziu esta dificuldade através da metáfora do porco-espinho:


    "Um grupo de porcos-espinhos ia perambulando num dia frio de inverno. Para não congelar, os animais chegavam mais perto uns dos outros. Mas, no momento em que ficavam suficientemente próximos para se aquecer, começavam a se espetar com seus espinhos. Para fazer cessar a dor, dispersavam-se, perdiam o benefício do convívio próximo e recomeçavam a tremer. Isso os levava a buscar novamente a companhia uns dos outros, e o ciclo se repetia, em sua luta para encontrar uma distância confortável entre o emaranhamento e o enregelamento."


    Um século depois o fundador da psicanálise voltava ao mesmo tema. Segundo Freud, todo indivíduo é inimigo da civilização, pois em todos nós existem tendências destrutivas, anti-sociais e anti-culturais.
    Portanto, travamos constantemente com a civilização uma luta entre nosso isolamento e nossa liberdade. Seja por que ângulo que analisemos a questão, a conclusão é sempre a mesma: há uma contradição intrínseca na vida em sociedade.
    Essas contradições ficam mais evidentes e agudas em tempos de transformações sócio-econômicas significativas, rápidas e prolongadas com nos dias de hoje.
    Elas nos forçam a mudar a nossa forma de pensar, a nossa mentalidade e o nosso posicionamento diante da sociedade e das relações sociais (as relações de trabalho, de família, as relações amorosas e assim por diante).
    Nos últimos duzentos anos houve pelo menos duas transformações de amplitude semelhante à de nossa época, que sacudiram não somente a base material do mundo (principalmente, o Ocidental), mas, também, as estruturas sociais.
    A primeira foi quando do surgimento do vapor como fonte de energia e da emergência das estradas de ferro como meio de transporte, na primeira metade do século XIX. Podemos dizer que essa é a fase do capitalismo industrial.
    Houve uma enorme mudança na mentalidade das pessoas. Elas deixaram, paulatinamente, de viver no campo e passaram a viver em cidades.
    O mundo ainda era dos homens, mas as mulheres davam continuidade à luta por direitos iguais e ganhavam importantes simpatizantes no lado masculino.
    A relação com o tempo mudou. Não era mais a natureza que ditava o ritmo do trabalho. Era o relógio. Mudou também a relação com o espaço.
    Tal como a Internet, as ferrovias reduziram as distâncias relativas de forma estonteante. Uma viagem de dias passou a ser uma viagem de horas e de melhor qualidade.
    Além das ferrovias, podemos afirmar que uma das primeiras formas de comunicação virtual se inaugura com o surgimento do telégrafo. Ou seja, mudaram as condições de consumo, de produção, de comunicação e as relações sociais.
    A segunda grande transformação de nossa sociedade ocorreu na virada do século XIX para o século XX. Alguns historiadores a chamam de fase do capitalismo imperialista. Outros a descrevem como a fase do capitalismo trustificado.
    De fato, as principais economias capitalistas da época passaram a ser dominados em importantes setores por poucas, grande e poderosas empresas. As grandes corporações surgem como uma resposta à nova dinâmica dos negócios e à crescente complexidade da inter-relação entre tecnologia e ciência.
    O vapor é substituído pelo petróleo como a principal fonte de energia. A eletricidade ilumina casas, ruas e fábricas, além de permitir que as pessoas comuniquem entre si em tempo real, independente da distância que as separa. Mais um passo na direção da massificação da comunicação virtual. Mais tarde viria o rádio.
    Obviamente, o automóvel também encurta espaços menores que as ferrovias não eram apropriadas e nem econômicas para percorrer. O automóvel dá mais autonomia, mais flexibilidade e mais liberdade de escolha ao indivíduo. Paralelamente, as mulheres no Ocidente, paulatinamente, garantem seu direito de votar e vão para as fábricas substituir os homens que se enfrentam no "front". Mudou-se a relação com o tempo e o espaço. Mudou-se a mentalidade. Mudaram-se as relações sociais. Inexoravelmente mudou o cotidiano e a privacidade das pessoas.
    Depois da Segunda Grande Guerra, Elvis Presley surgiu cantando um estilo de música mal visto nos EUA: o Rock'n Roll. Tratava se de uma música negra, mais agressiva com seus acordes mais radicais, usada para contestar a discriminação racial naquele país.
    Elvis rebolava enquanto cantava e as mulheres iam, em massa, ao delírio. Talvez este tenha sido o primeiro movimento feminino espontâneo de massa. Na década de 1960 elas enchiam estádios e desmaiavam em bandos, vítimas de crises histéricas em massa por conta de uma certa banda de rock: os Beatles. A liberação da pílula encontrou uma mulher disposta a rasgar o sutiã e estender os seus direitos para as relações amorosas e profissionais. Na esteira do movimento feminista vieram os movimentos reivindicatórios de outros grupos, até então, marginalizados, como os movimentos raciais, étnicos e de diferentes orientações sexuais.
    A vida social nunca mais seria a mesma e as mudanças seriam radicais e ocorreriam em menos de uma geração, fato inédito e estonteante. A introdução da televisão e, posteriormente, das transmissões via satélite já apontava o espaço que a comunicação virtual iria ocupar na vida das pessoas.
    Depois da ressaca econômica dos anos 70 (incluindo a débâcle do movimento hippie), o surgimento do computador pessoal na década de 1980, o uso em larga escala da Internet e da Web na década de 1990 colocou de pernas para o ar as nossas relações com o tempo, o espaço, com a sociedade e entre as pessoas.
    Mais uma vez mudou, também, o nosso cotidiano e a nossa concepção de privacidade. Tem início uma nova fase do capitalismo. Este passa a ser globalizado numa escala nunca antes vista.
    A globalização das comunicações não só transformou por completo os meios de comunicação, como os multiplicou enormemente. Além disso, essa explosão dos meios de comunicação disponibilizou uma enorme quantidade de informações para os mais longínquos rincões do planeta. Com isto estavam estabelecidas as bases para um mundo cada vez mais pluralista. A ciência, o senso comum, a tradição e a revelação religiosa não só competem entre si para dar uma explicação e um sentido do mundo e da vida, como dentro de cada uma destas formas de conhecimento há diversas correntes que competem entre si também. As relações ficaram mais fluidas.
    O descasamento e o desemprego deixaram de ser estigma social, apesar do alto custo para os envolvidos. Ao mesmo tempo, emerge um amplo mercado virtual (muito bem organizado, por sinal) para o encontro do "amor da vida", "da outra cara metade", "do par perfeito".
    Sabemos exatamente o querem quer dizer esses clichês? Será que estamos em meio a novas utopias? Mas somos mais reflexivos pelo simples fato de termos mais acesso a informações. Isto quer dizer que estamos tendo que questionar o que era inquestionável numa rapidez assombrosa.
    Esta é, sem dúvida, uma das características dos nossos tempos. Temos mais dúvidas do que certezas acerca de quase tudo.
    Isto torna o antagonismo entre sociedade e indivíduo mais complexo. Em um mundo de poucas certezas, em que as estruturas estão se derretendo em processos, as pessoas estão sendo obrigadas a enfrentar constantes mudanças nos seus relacionamentos, no seu cotidiano e na sua privacidade. Um mundo de menos certezas é um mundo mais plural.
    Mas a pluralidade traz consigo a liberdade. Mas que liberdade? Liberdade de escolha. Mas escolher implica em comprometer-se, em abrir mão de uma coisa em prol de outra, por sua conta e risco. Isso nos obriga a refletir. Por sinal, um dos últimos refúgios da natureza humana.
    Mas para refletir é necessário ter uma mente aberta e uma grande curiosidade. Nada disso é indiscutível e/ou indolor. Lembre-se sempre da máxima dos economistas: "Não há sanduíche de graça". Que pena que os porcos-espinhos tenham tantos espinhos.

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    Quarta-feira, Setembro 10, 2008

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG pelo nosso amigo Padre Wagner Portugal. Ele destaca o livro "Causas e Causos de um Juiz do Interior - tributo ao saudoso desembargador AYTON MAIA. Um mineiro de Juiz de Fora - que estoudou na Academia de Comércio com o presidente Itamar Franco - e que como repórter político, privei da amizade dele, quando o desembargador foi presidente do TRE de Minas. CVale conferir o artigo do pe. Wagner.

                                                                         ARTIGO ESPECIAL

                                                                             
                                                                        Pe. Wagner Portugal.

                                                                     Acabo de receber o livro
                                                                      CAUSAS E CAUSOS
                                                                DE UM JUIZ DO INTERIOR
                                            TRIBUTO AO DESEMBARGADOR AYRTON MAIA,
                                     editado pelos seus filhos, o Engenheiro FRANCISCO MAIA NETO
                                             e a Desembargadora CLÁUDIA REGINA GUEDES MAIA.

    O livro, delicioso de ler, que nos traz uma alegria de viver própria do que foi a vida do Desembargador Ayrton Maia é composto por quatro partes: a primeira parte que narra os casos do Desembargador Ayrton Maia, desde jovem Magistrado em Tombos, passando pelo seu ofício de Juiz das Comarcas de Eugenópolis, de Muriaé e por fim em Belo Horizonte.
    Coroou a sua carreira como Juiz do extinto Tribunal de Alçada e, por merecimento, foi promovido ao excelso Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, aonde ocupou os mais altos cargos, sempre com a sua humildade, bom humor e concisão da palavra e do voto ou da sentença, própria de uma alma devotada aos princípios que hauriu no lar abençoado nascido em Juiz de Fora pelo amor e pela comunhão de vida de seus venerandos pais Rosa Falci Maia e Francisco Maia.
    A segunda parte enumera as máximas de nosso homenageado. Entre todos os seus conceitos de vida, vale a pena ressaltar, a que eu vejo mais apropriada para um mundo eivado de inveja, de disputas de todas as ordens e de ingratidões: "Nunca esqueça da gratidão, traço de caráter que o homem jamais pode abandonar".
    A terceira parte relata a grande paixão do Desembargador Ayrton Maia: o Mercado Central de Belo Horizonte, por ele freqüentando religiosamente todos os sábados para os abastecimentos necessários de gêneros para a sua casa e, também, para a cerveja gelada e o bom tira-gosto no João do Bar Rei da Feijoada.
    Eu mesmo, tive a ventura de acompanhá-lo certa feita nesta sua liturgia sabática.
    A quarta parte vem recheada de verdadeiros DEPOIMENTOS dando um retrato do que foi a figura do filho, do esposo, do pai, especialmente do amigo, e da sua atuação como Juiz de Direito, Desembargador, Advogado, Professor e Auditor Geral do Estado de Minas Gerais.
    Personalidades como o Presidente Itamar Franco,
    o Ministro Patrus Ananias de Souza,
    o Vice-Governador Antônio Augusto Junho Anastasia,
    o Prefeito Fernando Pimentel, o Senador Arlindo Porto,
    o Ministro Carlos Mário da Silva Velloso,
    os Desembargadores Alvimar de Ávila, Antônio Armando dos Anjos, Antônio Marcos Alvim Soares, Fernando Botelho Neto, Gustavo Capanema, Isalino Lisboa, Joaquim Herculano, Lúcio Urbano Silva Martins, Nilson Reis, Osmando Almeida, Paulo Roberto Pereira da Silva, Pedro Carlos Bitencourt Marcondes,
    o jornalista Dr. Edson Zenóbio, o advogado Dr. Walter Santos Neto, todos eles, sem distinção, demonstrando que o homem Ayrton Maia manteve a mesma simplicidade e o espírito de fé que hauriu no abençoado lar juiz-forano.
    Fé e determinação, duas palavras de seu caráter, aliado a uma vida extremamente honrada. A quinta parte enumera os artigos do Desembargador Rogério Tolentino, analisando a sua judicatura; o de Décio Freire ressaltando o seu compromisso com a ética; o de Antônio Orfeu Braúna ressaltando o bom e leal amigo; e, por fim, o nosso modesto perfil do saudoso amigo publicado no site do, já saudoso jornalista Márcio Bertola.
    Esse é o tomo que li, de uma única vez, como se come doce de leite com queijo: de joelhos. De joelhos, sim, para dizer a Santíssima Trindade, obrigado pela vida e pela amizade de Ayrton Maia. Ele não morreu, na comunhão dos santos junto de Deus, ele abre o seu sorriso largo e feliz, constituindo-se nosso intercessor junto de Deus. Obrigado, Senhor pela sua vida, amém!



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    Quinta-feira, Setembro 18, 2008

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso blog pelo economista Sérgio Birchal,do IBMEC em BH.









                                                                         CRISE? QUE CRISE?

                                                                               Sérgio Birchal

    O que se passa com a economia mundial? É uma crise econômica ou financeira? Mas muitos economistas usam a expressão "ajuste de mercado"? Alguns falam ainda em "acomodação de mercado"? É tudo a mesma coisa? Será possível termos alguma certeza em meio a tantas incertezas?

    Vou começar pela última pergunta. É a mais fácil de responder. Infelizmente, a resposta para ela é não. A única certeza que ainda temos neste mundo é que um dia morreremos. Mas em economia (como de resto em todos os ramos das ciências sociais e humanas) há percepções e perspectivas diferentes. Algumas partem de diferentes concepções de mundo.
    Outras incorporam uma perspectiva de longo ou curto prazo. Essas diferenças de percepções e perspectivas mudam a forma de entender a causa das crises econômicas e das suas perspectivas de duração.

                                                     Voltaremos a este assunto mais à frente.
                                            Por ora, vamos nos concentrar nas demais perguntas.

    Não é tudo a mesma coisa. Crise econômica, ajuste e acomodação de mercados são fenômenos econômicos distintos. Uma crise econômica é uma depressão acentuada e generalizada da atividade produtiva. Ela costuma ser mais ou menos prolongada. Ela afeta a maioria das pessoas e das empresas por um longo prazo. Um ajuste de mercado é um realinhamento dos preços relativos.
    É algo que ocorre sempre que a economia cresce ou diminui. Uma acomodação de mercado é quando há uma menor volatilidade dos preços, sinalizando que o mercado caminha para um novo ponto de equilíbrio entre preços e quantidades produzidas e consumidas.

    O que se passa com a economia mundial é uma crise econômica. Nos últimos tempos ela tem se expressado através da alta volatilidade dos mercados em geral, do baixo crescimento e alta da inflação nas economias mais ricas e, mais espetacularmente, da insolvência de grandes e prestigiosas instituições financeiras mundiais.
    Começou com a crise imobiliária nos Estados Unidos há mais de um ano. Espalhou-se pelo sistema financeiro e ninguém mais arrisca a afirmar quando ela chegará ao fim. Três dos cinco maiores bancos de investimentos dos Estados Unidos já quebraram.
    As duas restantes estão numa situação difícil. A maior seguradora dos Estados Unidos, e a terceira maior do mundo, a AIG, foi estatizada. Os créditos interbancários estão praticamente congelados.
    Muito dinheiro (público e privado) já foi gasto e/ou perdido ao redor do mundo na tentativa de se evitar o pior dos cenários: um pânico generalizado. As economias mais ricas do mundo (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Grã-Bretanha e Espanha, principalmente) já estão em forte retração da atividade econômica.
    A economia indiana está umbilicalmente atrelada à economia norte-americana. Rússia, África do Sul, Austrália e Brasil sofrem muito com a retração dos mercados de commodities.
    A China já sofre com a retração do mercado internacional. A situação parece estar perigosamente saindo de controle, apesar de todos os esforços conjuntos de bancos centrais.
    O medo já se espalhou a tal nível que a cotação do ouro sofreu a maior alta em quase dez anos.

    Voltemos à primeira pergunta. A causa desta crise não é o endividamento desenfreado. O endividamento foi o estopim da crise, assim como a Crise do Petróleo na década de 1970.
    A causa desta crise está nos fundamentos da economia. A economia tem sido constantemente sacudida por crises causadas pela difusão de inovações nos últimos 200 anos. Essas crises mudam definitivamente os pontos de equilíbrio do mercado. O crescimento da economia mundial nas últimas décadas foi largamente impulsionado pelo florescer da revolução da informática.
    Mas o mundo não tem condições de manter um crescimento econômico robusto e prolongado, dadas as restrições tecnológicas em energia. É aí que mora o problema.

    O que vai mover a economia mundial (como o petróleo fez de maneira eficiente por tantas décadas), agora acrescida de bilhões de asiáticos e interligada em tempo real, sem inviabilizar de vez a vida no planeta? Qual o substituto energético, de ampla aplicação nos demais setores produtivos e econômica e ambientalmente viável, à nossa disposição? Onde estará a saída desde beco sem saída tecnológico da economia mundial do início do século XXI?

    São essas as perguntas que precisam ser respondidas. O crescimento acelerado dos últimos tempos precipitou o descompasso entre a explosão do mundo virtual da Internet e a infra-estrutura real de energia e logística.
    Ou seja, o mundo real da economia não sofreu inovações suficientes para dar sustentação ao rápido crescimento do mundo virtual. Sem estas inovações, a economia mundial estava fadada a chegar rapidamente ao seu ponto de exaustão.
    Qualquer crescimento marginal se traduziria em elevação generalizada dos preços; ou seja, inflação seguida de crescente estagnação econômica. Alguns países ou regiões econômicas podem estar mais ou menos preparados e, por conseqüência, sofrer de forma mais ou menos aguda a crise.
    Mas todos sofrerão.

                                                                            Sérgio Birchal
                                                                Economista, prof. IBMEC-MG



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    Sexta-feira, Outubro 31, 2008

    ARTIGO ESPECIAL. Vem do site do experiente advogado tributarista Dalmar Pimenta. As reflexões que ele faz sobre a "eterna" reforma tributária brasileira valem a pena de ser lidas e anotadas.











    ARTIGO ESPECIAL

    Algumas Reflexões Sobre
     o Novo Projeto
    de Reforma Tributária

                                                                                         


                                                                              * DALMAR PIMENTA

     Enviada ao Congresso Nacional, a Proposta de Reforma Tributária, PEC 233/08, volta a ser, assunto de primeira linha para todos os parlamentares. Segundo exposição de motivos que acompanha o Projeto, os objetivos a serem alcançados com mais essa proposta de Reforma Tributária são (i) a simplificação do sistema tributário nacional; (ii) a eliminação da guerra fiscal entre os Estados; (iii) implementação de medidas de desoneração tributária; (iv) correção de distorções dos tributos que hoje incidem sobre bens e serviços; (v) aperfeiçoar a política de desenvolvimento regional; e, (vi) melhorar a qualidade das relações federativas, ampliando a solidariedade entre a União e os entes federados.
    Da simples leitura do projeto, verifica-se que a proposta apresentada pelo Governo Federal não tem como objetivo verdadeiro uma reforma estrutural do nosso sistema tributário atual, nem tampouco, a esperada redução da elevada carga tributária.
    Propõe a criação de um imposto denominado de Imposto sobre o Valor Adicionado Federal (IVA-F), que unificará as contribuições ao PIS, COFINS e CIDE-Combustiveis. Entretanto, aproveita-se para alargar a sua base de cálculo, em relação à base de cálculo anterior dos tributos unificados, visto que incidirá sobre "operações com bens e prestações de serviços, ainda que as operações e prestações se iniciem no exterior".
    Segundo o projeto, esse novo imposto será regulamentado por Lei Complementar que fixará sua abrangência e forma de cobrança. Haverá um período de transição entre o sistema atual para o novo de 24 meses, após a promulgação do P.E.C. Pelo texto do projeto, vê-se que o IVA-F não é um imposto sobre valor adicionado, mas sim, um imposto sobre operações e serviços não-cumulativo, muito semelhante ao IPI e ao ICMS, abrangendo também, fatos hoje tributados pelo ISS. É o verdadeiro imposto sobre o consumo.
    A PEC pouco adianta sobre sua regulamentação, outorgando à União competência para instituí-lo. O novo imposto (IVA-F), como dito, será não-cumulativo, e o PEC consagra expressamente a sua tributação por dentro, o que transforma uma alíquota nominal de 25% em uma alíquota real de 33,35%, ou, uma alíquota de 18% em 21,38%.
    Esta sistemática, ao nosso sentir, tornará menos transparente o sistema tributário. Pelo novo texto, permite a bi-tributação em relação aos bens corpóreos (IVA-F e IVA-E) e a tri-tributação jurídica em relação aos serviços (IVA-F, IVA-E e ISS). O grande receio de todos é que não há no PEC, qualquer restrição à União de se (re)criar novos impostos e contribuições. Teme-se que essas contribuições suprimidas (PIS, COFINS e CIDE), grande fonte dos vários recordes de arrecadação do Governo Federal venham depois a serem re(criadas) novamente.
    Devemos lembrar que continuará em vigor a competência da União para instituir contribuições residuais por meio de lei complementar. Um dos poucos pontos positivos do Projeto de Reforma Tributária se refere à incorporação da CSSL pelo IRPJ, simplificando o atual sistema. Com esta incorporação, além de se aumentar a alíquota do IRPJ, o projeto prevê a instituição de adicional do imposto de renda por setores de atividade econômica, entretanto, pecando pela ausência de definição das hipóteses de incidência desse adicional.
    Da mesma forma que o IVA-F, a transição desta mudança se dará 24 meses após a promulgação do PEC.
    Outra boa noticia é representada pela extinção da contribuição do salário educação, representando um pequeno avanço em termos da desoneração da folha de pagamento das empresas.
    O restante da desoneração da folha está, evidentemente, sendo utilizada pelo Governo Federal como moeda de barganha para aprovação do Projeto de Reforma Tributária, pois conforme anunciado, se houve a aprovação o Governo se compromete a enviar ao Congresso lei especifica desonerando a folha em um prazo máximo de noventa dias.
    Finalmente, chegamos ao ICMS, tributo que, pelo projeto, sofrerá as maiores modificações estruturais. Como o referido imposto atualmente garante 83% das receitas dos estados brasileiros, acreditamos que estas alterações serão o grande obstáculo para aprovação do projeto de emenda constitucional.
    Segundo nos diz o projeto as alterações a serem realizadas no ICMS, visam a redução da chamada "guerra fiscal". Para isto, estão propondo a federalização do ICMS, com a uniformização, através de lei complementar federal, das atuais vinte e sete legislações estaduais, sendo que doravante o atual ICMS passará a denominar-se Imposto sobre o Valor Adicionado Estadual – IVA-E.
    Caberá a um órgão que acreditamos ser o CONFAZ, a regulamentação do novo imposto, tratando, inclusive dos incentivos e benefícios fiscais. Merece especial atenção, a modificação proposta do tratamento constitucional conferida ao princípio da não-cumulatividade. Isto porque, a proposta retira do texto constitucional a forma pelo qual deve ser alcançado a não-cumulatividade, devendo referido principio ser reescrito por lei complementar.
    Quanto às alíquotas, em regra, serão definidas pelo Senado Federal, não havendo número fixo, entretanto, haverá uma alíquota padrão para todos os estados. Ao mesmo tempo em que a proposta fala em extinção da guerra fiscal, o PEC prevê a definição, por lei complementar, de mercadorias e serviços que poderão ter sua alíquota aumentada ou reduzida por lei estadual.
    A arrecadação do IVA-E, corretamente, salvo exceções expressas, será devido ao Estado de Destino, reservando-se 2% sobre o valor da base de cálculo, que pertencerá ao estado de origem. Haverá forma de compensação ao Estado de Origem, com criação de Fundo para compensar possíveis perdas que alguns estados terão com a implementação do novo IVA-E. Inclusive, está previsto a possibilidade de exigência integral do imposto pelo Estado de origem, mediante transferência da parte que caberia ao estado de destino, por meio de uma câmera de compensação. Com referência às operações com petróleo, lubrificantes, combustíveis líquidos, gasosos e deles derivados e energia elétrica, o projeto previa inicialmente que o imposto caberia integralmente ao Estado de Destino. Porém, o relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal, conseguir em seu parecer alterar o projeto, destinando também aos estados de origem 2% da base de cálculo.
    Segundo o projeto, a transição do atual sistema para o novo sistema IVA-E, se dará após oito anos da promulgação do PEC. Apesar de entendermos necessária a ocorrência de um prazo de transição, entendemos ser muito longo o prazo estipulado, podendo a proposta neste prazo se tornar letra morta.
    Durante este longo período de transição, pretende o Governo reduzir gradualmente o percentual das alíquotas interestaduais e, também, do tempo de apropriação dos créditos referentes aos bens destinados ao ativo fixo, passando dos atuais quarenta e oito meses para apenas oito meses. Por fim, na tentativa de desestimular os incautos, o Projeto prevê, em seu artigo 9º, o estabelecimento, por lei complementar, de limites e mecanismos de contenção da carga tributária.
    Não se vê seriedade na proposta da criação deste "gatilho" a ser instituído por Lei Complementar daqui a oito anos. É mais um projeto de Reforma Tributária que servirá de "desencargo" de consciência do Governo Federal perante o Legislativo e a sociedade em geral, pois sabe-se que não há vontade política de todos os entes da federação.
    Entretanto, já se pode notar que o que de fato quer o Governo Federal é manter os atuais recordes de arrecadação e garantir instrumentos para aumentá-la quando bem entender, eliminando as salvaguardas dos contribuintes e limitando seu poder de reação.

    * Advogado Tributarista, mestrando em Direito Empresarial pelas Faculdades Milton Campos, Sócio do Escritório DALMAR PIMENTA ADVOGADOS ASSOCIADOS.
     


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    Segunda-feira, Novembro 17, 2008

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG pelo advogado mineiro MARCOS TITO ex-deputado estadual.

                                                                
                                                                               
                                                                          Advogado Marcos Tito 
                                                                                  ex-deputado.
                                                                          Atuou com competência 
                                                                                 na presidência
                                                                     da Junta Comercial de Minas. 


                                                                           ARTIGO ESPECIAL                      
                                                                  Educação em Tempo Integral

    Quem conhece a periferia de Belo Horizonte e mesmo as ruas do Centro vê com muito pesar e sofrimento um grande número de crianças, jovens e adolescentes sem nenhuma perspectiva de futuro, vendendo balas, pedindo esmolas, cheirando cola e exibindo pendores circenses.
    Essa massa populacional por certo engordará as estatísticas da delinqüência e do crime.
    Quando se preocupa em construir presídios sobre a forma de P.P.P. - Participação Pública Privada, iniciativa discutível sob a forma da metodologia, pois a guarda e segregação de presos é prerrogativa e dever do Estado, que não pode de forma alguma deixar de investir na segurança pública e coibir, com energia e eficácia, o crime.
    Por outro lado, a Educação, também dever do Estado, não pode de forma alguma ser relegada a um segundo plano pelos membros dos municípios, estados e União Federal.
    A educação em tempo integral por certo irá melhorar a vida de milhares de pequenos brasileiros, afastando-os de delinqüência e possibilitando-os um futuro melhor. Os custos são insignificantes, levando-se em conta os benefícios que trarão a uma massa de brasileiros deserdados da cidadania!
    Quanto custa um prato de comida e dois lanches? Três a quatro reais no máximo! Leonel Brizola, quando governador do Rio de Janeiro, tendo como secretário Darcy Ribeiro, investiu pesado na educação em tempo integral, construindo os CIEPs na periferia das cidades do estado, melhorando a qualidade de vida da população carente.
    Porém, os governos seguintes a Brizola não tiveram a sua sensibilidade, não dando continuidade a esse projeto tão importante para mudar a qualidade da Educação.
    Os dados fornecidos pelas estatísticas mostram números que envergonham o mundo civilizado, pois no Brasil existem milhares de escolas sem energia elétrica, muitas sem instalações sanitárias adequadas, bibliotecas, salários decentes e segurança para seus professores vítimas de alunos delinqüentes e de criminosos, que colocam em risco os mesmos, além disso, falta material didático, mobiliário, etc.
    Quando iremos acordar deste descaso e letargia.




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    Sábado, Dezembro 13, 2008

    O EFEITO MANADA... ou Maria vai com as outras...

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG DE NOTÍCIAS pelo consultor financeiro Wagner Gomes.

                                                                                      
                                                                        O EFEITO MANADA.

                                                   
                                                                                Wagner Gomes

                                                   "A imprudência costuma anteceder a calamidade." 
                                                          Appiano de Bello
    O planeta terra está atento aos índices Dow Jones e Nasdaq que, através de suas oscilações, comandam o sobe e desce das Bolsas de Valores do mundo inteiro.
    Em tempo não muito distante, a mania do pontocom provocou a irracionalidade de se atribuir valor ao que não tinha, como agora ocorreu. Companhias de tecnologia abriam capital na Nasdaq e, da noite para o dia, aquele mercado lhes atribuía valores superiores aos das empresas gigantes do capitalismo mundial.
    E já naquela época, o efeito manada fez com que o índice Nasdaq ultrapassasse os 5000 pontos ao final do primeiro trimestre de 2.000 para, um ano e meio depois, despencar para menos de 1400 pontos.
    Hoje patina em volta de 2200 ou pouco mais. Esse mercado ilusório, do faz de conta, esteve novamente na crista da onda. O congresso americano, acuado, aprovou um pacote de ajuda aos irresponsáveis, no valor inicial de 850 bilhões de dólares, a Europa injetou U$2 trilhões em sua economia e agora a China anuncia U$586 bilhões para atenuar a desaceleração em seu crescimento. O crédito bancário, banalizado pela liquidez abundante e por uma política monetária frouxa por parte dos americanos, saiu em busca de rentabilidade amparado pelo ambiente falsamente identificado como positivo e tornou-se displicente com o risco. Nesse contexto formou-se o ambiente para uma exagerada avaliação dos ativos e, agora, a exemplo da crise dos pontocom e tantas outras, como a que aconteceu no Japão nos anos 80, também provocado por um boom imobiliário, a economia mundial se vê abalada.
    E a raiz do problema é sempre a mesma: economia globalizada em franco e acelerado crescimento e abundância de recursos a juros baixos levam os bancos a buscarem maiores rentabilidades.
    Através de executivos que se transformam em gênios altamente remunerados, descobrem o ovo de Colombo em negócios mais rentáveis, aos quais dão o charmoso nome de derivativos, porém com um pecado capital em sua concepção: tornam-se lenientes com o risco.
    O resultado de tudo isso aí está. Alguns fatos, porém, já se tornam irreversíveis: A Walt Street que conhecemos nunca mais será a mesma e a falta de crédito internacional reduzirá, em muito, o índice de crescimento da economia nos próximos anos.
    A grande lição extraída da presente crise nos ensina que as aplicações em ações negociadas nas bolsas devem levar em conta a noção de valor. Não podem se submeter às sensações de euforia ou ao pânico coletivo que subvertem valores e provocam o estouro da boiada, também chamado efeito manada.
    A dificuldade de crédito internacional provocará maior remessa de recursos pelas multinacionais aqui instaladas às suas matrizes e a queda nos preços das commodities diminuirá o valor de nossas exportações.
    Esses argumentos estão por aí, a rondar o cenário macroeconômico. O Banco Central, em resposta imediata, flexibilizou os depósitos compulsórios e, atento ao desenrolar da crise, foi acionando um elenco de medidas para minimizar os seus efeitos, incluindo aí a abertura de crédito de U$30bilhões pelo FED americano ao nosso BACEN.
    Agora, ao eliminar parte do IPI em automóveis, alivia as montadoras. E ao flexibilizar o Imposto de Renda dos assalariados, tenta estimular o consumo. Também destina parte de suas reservas para empréstimos diretos às empresas com dívidas em dólar, visando compensar a ausência de créditos internacionais.
    Há quem diga que a indústria brasileira esteja suficientemente capitalizada para sustentar grande parte de seu desenvolvimento, em função dos R$175 bilhões captados através de IPOs nos últimos dois anos.
    E que o mercado interno, agora vigoroso o suficiente para agüentar esse período de transição, contribuirá para atenuar os efeitos dessa crise no País. Pelo sim, pelo não, o BACEN decidiu que não mais remunerará 75% dos depósitos compulsórios.
    Isso na prática equivale a dizer que se os banqueiros não repassarem esse valor, sob a forma de empréstimos, deixarão de ganhar, no mínimo, o equivalente à taxa selic sobre o montante desses recursos.
    Eis aí o dilema dos bancos: vale a pena correr o risco nesse ambiente? Essa é a razão da seletividade no crédito. Mas é bom estar atento aos sinais recebidos da economia mundial: a China – que detém 20% da população mundial -, com o recuo de modestos 2,2%, tem sua primeira queda em exportações para o resto do mundo, levando-se em consideração o mês de novembro atual sobre o do ano passado. Em contrapartida suas importações decresceram 17,95% em igual período.
    Os Estados Unidos estão em recessão. Na Europa, a Itália já anuncia, também, sua recessão, com o PIB encolhendo 0,9%. Não me surpreenderia, nesses tempos de crise, que as partes envolvidas em negócios venham a desenvolver mecanismos que permitam renegociarem contratos já firmados, em função do desequilíbrio econômico financeiro vigente. Afinal, isso é o que pretende o Paraguai, com relação a Itaipu.
    E toda empresa tem que estar atenta a pleitos desse tipo, pois, certamente, em futuro não muito distante, serão procuradas por seus clientes e devedores pra viabilizar, sob essa nova ótica, uma revisão das bases contratadas.
    Esse é o cenário que se avizinha. De outra forma, o efeito manada seria prenúncio de concordatas ou falências, em massa.
    Como vêem, aquela marolinha anunciada pelo nosso Presidente, há poucos meses, ganha contornos inimagináveis, e já se configura como uma ameaça real ao espetáculo virtuoso do crescimento que o País começou a vivenciar até o terceiro trimestre deste ano.
    Como diria o Millôr Fernandes: "Vocês aí que sempre economizaram tanto para os dias piores, podem começar a gastar: os dias piores já chegaram." 
     







                             Comentários

    #1. rogerio sottili
    Como sempre o ilustre WAGNER Gomes, consegue com poucas e objetivas palavras tocar o ponto, neste caso, sobre a crise mundial. Gostaria de ter lido, em sua análise, um breve reconhecimento sobre a responsável política adotada com que o Governo enfrenta a crise. Se é verdade que o movimento é para além de marolas, também é verdade que o Brasil está melhor preparado para enfrentar a crise global. Se a política econômica do governo Lula fosse a mesma dos governos anteriores, possivelmente estariamos acompanhando as dificuldades "tsunâmicas" que os demais paises enfrentam.
    parabéns
    rogerio sottili


    Prezado João Carlos:


    Olha o nível dos amigos que mandam mensagem para o seu blog, comentando os meus artigos. Nesse último o Rogério Sottili, se manifestou. Veja um discurso dele, representando o Ministro dos Direitos Humanos. O Sottili, por sua função, responde interinamente, pelo ministério, nas ausencias do titular. É, portanto, o Vice-Ministro.

    Grande abraço

    Wagner Gomes.




    Discurso do Dr. Rogério Sottili
      no lançamento da Seleção Pública de Projetos 2006


    Discurso proferido por Sua Excelência o Secretário Adjunto da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Dr. Rogério Sottili, na Sessão Solene de Lançamento da Seleção Pública de Projetos 2006 do Programa PETROBRAS Fome Zero 25 de maio de 2006.

    Senhoras e Senhores, bom-dia.

    1 - Primeiramente, gostaria de agradecer, em nome do Ministro Paulo Vannuchi, o convite para participar do lançamento da Seleção Pública de Projetos 2006 do Programa PETROBRAS Fome Zero.

    2 - É com satisfação que a Secretaria Especial dos Direitos Humanos recebe a notícia de que, mais uma vez, a PETROBRAS lança um edital de apoio a projetos sociais. Isso contribui para o fortalecimento das políticas públicas de combate à miséria e à fome, de educação e qualificação profissional, de geração de emprego e renda e de garantia dos direitos da criança e do adolescente.

    3 - Essa iniciativa é fundamental não apenas porque contribui diretamente para a melhoria da qualidade de vida da população brasileira. Mas também porque dá um importante passo na consolidação e disseminação do conceito de Responsabilidade Social.

    4 - É importante ressaltar o quão importante é para a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República estar presente neste Lançamento.

    5 - Nesses três anos e meio de governo Lula, a SEDH sempre buscou articular sua política de defesa dos Direitos Humanos nas esferas federal, estadual e municipal, além de organismos e agências internacionais, universidades e empresas, como a PETROBRAS. O diálogo e a busca do consenso são as características mais marcantes deste governo. E é a colaboração dos mais diferentes setores da sociedade que tem nos ajudado a construir um país mais justo, para todos.

    6 - E a PETROBRAS sempre foi parceira. Sempre está presente.

    7 - Entre 2002 e 2005 a PETROBRAS aplicou mais de trinta e dois milhões de reais em projetos de garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes por meio de doações ao Fundo Nacional da Criança e do Adolescente.

    8 - Além disso, desde outubro de 2003, a PETROBRAS mantém o Projeto Siga Bem Criança, que desenvolve ações específicas de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes e ao trabalho infantil. Ações que são discutidas em conjunto por representantes da área social da companhia, do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e da Secretaria Especial dos Direitos Humanos.

    9 - Por fim, desde 2004, o Disque-Denúncia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, conta com o apoio fundamental da PETROBRAS. O serviço acolhe denúncias de violência contra crianças e adolescentes, buscando interromper ou evitar a situação de violência revelada. De maio de 2003 a abril de 2006 a SEDH recebeu e encaminhou mais de 17.000 denúncias. Sem o apoio da PETROBRAS, este serviço não teria o formato, as dimensões e a importância que tem hoje.

    10 - O relato do apoio e da parceria da PETROBRAS para com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, além de fundamental para nós, para a garantia e defesa dos Direitos Humanos, é apenas uma das inúmeras iniciativas da companhia pelo desenvolvimento do Brasil.

    11 - Ao lançar, pelo terceiro ano consecutivo, a Seleção Pública de Projetos do Programa PETROBRAS Fome Zero, a empresa, além de ter conseguido a vitória da auto-suficiência em petróleo em 2006, assume definitivamente a vanguarda na área de responsabilidade social.

    12 - Por tudo isto quero, em nome do Ministro Paulo Vannuchi, reafirmar a nossa satisfação e disposição de continuarmos juntos nesta grande luta em defesa dos direitos humanos de todos os brasileiros e brasileiras. E quero reafirmar o nosso reconhecimento por todo apoio que temos recebido da PETROBRAS. Muito obrigado.
    Dr. Rogério Sottili
      

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    Segunda-feira, Dezembro 15, 2008

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG DE NOTÍCIAS pela Assessora de Comunicação da Boriola Consultoria., Tainá Senhorini. O artigo "BRASIL: O FALSO PODER DE COMPRAS? - é de autoria do consultor financeiro Claudio Boriola. Vale conferir!

                                                            ARTIGO ESPECIAL

                                         BRASIL: O FALSO PODER DE COMPRAS?!

                                                      
                                                           *Claudio Boriola

    O povo brasileiro encontra-se entusiasmado com o seu poder de compras. Em véspera de Natal e Ano Novo, é como se estivéssemos nos antigos dias de antanho – O Dia da Derrama (dia em que, os Bandeirantes, pagavam o dízimo à Coroa Portuguesa), e você, nesta época, paga ao Sistema Capitalista Selvagem!!! 
     

    Observamos milhares de brasileiros que, como formigas, afluem, às lojas para satisfazerem seus desejos e necessidades de todo um ano de trabalho, como se estivessem a conquistar o topo da montanha e, enfincar nele, a Bandeira da satisfação e da Glória. 
     

    Vêem, nesse gesto, o retorno do beijo da esposa, o abraço dos filhos, dos avós e, porque não, entram nessa corrente eletrizante todos os pobres da Nação Brasileira, que sorriem, porque irão presentear, nas Festas de fim de ano à amada, inesquecível, que merece o carinho do chefe da família e dos filhos, em derredor.
     

    As cabecinhas brancas, curtidas pelo tempo, hoje, já trazendo, na constituição física, as rusgas do passado, o emborcamento provocado pela coluna etc.; ainda que, enxergando pouquíssimo, divisam, lá no começo da rua, ou das estradas, seus entes queridos, que se aproximam com um sorriso, nos lábios, dizendo -: Feliz Natal, Papai! Feliz Ano Novo e, os anciãos(ãs), vêem, naquele gesto eufórico, a transparência da filiação, do grau de parentesco e o liame da amizade verdadeira.
    Quanta ilusão, em torno destes gestos!  Quantas artimanhas existem, na aquisição desses presentes! 
      

    Descem-se as cortinas e, por de trás delas, existe o Amor dos presenteadores para com os presenteados. 

    Mas, também, existe o famigerado dragão do comércio, que hoje, não está representado, no topo das grandes naves, dos grandes barcos, das grandes gaiolas dos antigos Fenícios, Egípcios e tampouco Caldeus.
    Hoje, o símbolo desses dragões ou deuses da mercadância, foram convertidos, em grandes lojas, com vidraças transparentes, com mercadorias expostas, com focos de luzes e reflexos, que dão ao ambiente a sensação do bem estar e da permanência dos compradores, nos grandes centros, que se sentem, verdadeiros deuses, no mundo encantado do mercado colorido e, agraciados com as gentis atendentes, vendedoras, lojistas, além do doce refresco e dos gostosos cafezinhos brasileiro. 
     

    Às crianças, balinhas, bolachinhas e bombons. 

    Chega à hora da famosa indagação. Quanto custa? Em quantas prestações?  

    Responde o vendedor.

    - Isto custa uma migalha, que pode ser pago, a perder de vista. Em cinco pagamentos, dez pagamentos, enfim, são tantas formas de pagamentos, quanto à capacidade econômica dos donos do comércio.  

    Pouquíssimas prestações, se ele é fraco.  

    Médias prestações, se ele é um comerciante mediano.  

    Longuíssimas prestações, se ele for um comerciante abastado, mas que, quanto maior o parcelamento, maior será a sua renda, porque no preço estão embutidos os juros famigerados, muito além de 1% ao mês, como determina a Lei e, na hora de pagar, se houver atraso, não será de 0,5% (meio por cento) ao mês, mas sim, conforme o potencial econômico, pretendido pelo comerciante, nas vendas feitas, que lhe irão engordar as bissacas.   

    Além de tudo, falam os patrões, através dos seus comerciários, que o preço precisa ser naquele montante, porque ele paga luz, água, contador, aluguel da loja ou ainda, gastou fortunas para fazer seu prédio comercial.  

    Na realidade, quem paga tudo isso, alegado pelo comerciante ou patrão, somos nós, os consumidores, que pagamos embutido, nas parcelas, as migalhas trazidas pelas abelhinhas (compradores), todavia, esquecendo-se de que o enxame de abelhas (o povo), é composto, um a um, de grandes colaboradores.  

    Alertamos que, os juros legais, não passam de 12% (doze por cento) ao ano, e os juros moratórios, pelo pagamento, fora do prazo avençado, são de 0,5% (meio por cento) ao mês, perfazendo um total anual de 6,0% (seis por cento).  

    Lembrem-se, em todo o caso, as parcelas vencidas, só são pagas embutidos os juros legais e de mora, no máximo, com 2% (dois por cento) ao ano. Isto está, na Lei.  

    Do modo como são cobrados os carnês, após o vencimento, os compradores ou contribuintes, chegam a pagar 120% (cento e vinte por cento) ao ano e, sendo comerciante muito bonzinho, 36% a 60% ao ano, quando, na realidade, o máximo seria de 24% ao ano (2% ao mês), no seu total. Esse modo de agir é próprio do Sistema Capitalista famigerado, que vive a engolir os mais fracos, satisfazendo sua ganância econômica.  

    Outro fator importante, da mercadância, é que, nenhum comerciante compra uma calcinha de mulher, pagando, no máximo, R$0,50. Mas, a põe à venda, por R$3,00, no mínimo. Um sapato que paga R$30,00, o põe à venda, por R$60,00 e, o que custa R$100,00 é posto, à venda, por R$200,00, que no jogo das prestações, mais o embutimento dos juros, chega ao patamar de R$150,00 a R$200,00, no seu final.  

    Amigo consumidor, estamos, em época de recessão, em virtude da influência do irresponsável Sistema Capitalista, que derrama, distribui seus mandos, seus desmandos, seus dólares de guerra, aos países, menos desenvolvidos, seus devedores ou do terceiro mundo.  

    Vamos ao exemplo. O dólar americano valia, pouco menos de R$3,00; veio abaixando, até menos de R$1,30; agora, com o alarde da economia americana, já está encostando aos R$3,00.  

    Sabe o que aconteceu? - Os americanos, com a segunda moeda, mais forte do Mundo, abusaram deste mesmo Mundo, sob a batuta de um governante tresloucado! Não precisa-se dizer o nome, você sabem-o, muito bem. 

    Veja o que acontece, para nós, do outro lado do Oceano Atlântico e, demais países, delimitados, por outras águas, por outros mares como o Oceano Pacífico, o Indico, etc.; o Brasil, e demais países do Mundo, tidos como subdesenvolvidos, ou emergentes, devemos aos americanos, ex-maior potência econômica Mundial, hoje o Japão. Todavia, os que devem aos Estados Unidos da América do Norte, como nós, pagamo-lhes, em dólar. Eles majoram o dólar e nós e, outros povos, pagamos a conta dos que gastaram, indevidamente, no Vietnã, Iraque, recentemente.  

    Fica aqui, a nossa impugnação a tal maneira de agir, do Sistema Capitalista Selvagem, das grandes Potências Mundiais contra os, economicamente, mais fracos. 

    Observamos que, Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Colômbia, Venezuela, os povos Africanos, Indianos, todos nós, "pagamos o pato", de uma forma impositiva e financeira, muito cruel, com a imposição do valor da moeda americana.  Os grandes do G-8, recentemente, o presidente recém eleito, Barack Obama, não exitou, em dizer que, a Nação americana, impõe sua moeda nas transações comerciais, evitando-se o caos econômico – Milhões, Bilhões e Trilhões de dólares, são feitos em sua Casa da Moeda.  

    Pergunta-se, sabem por quê? Porque o dólar americano é feito nas oficinas do Tesouro Nacional da América do Norte. Logo, fazer o dinheiro de papel para os outros povos endividados, ou menos inteligentes, pagarem tudo o que devem, com base nesse mesmo dólar, é uma verdadeira moleza?! Eles fazem, de forma comparativa, os contratos com os outros povos, mas tendo embutida, a alavanca originária de sua própria moeda. Pagar assim é fácil.  

    Você que é brasileiro ou estrangeiro, ao adquirir qualquer produto importado, com a chancela Made In U.S.A., estará contribuindo para pagamento dos ônus da guerra, com o país da moeda, chamada dólar.  

    Conclusão?! O ano vindouro, depois dos gastos do Natal, do Ano Novo, do Carnaval e da Páscoa, virá a Recessão, que será inevitável.  

    Ao amigo Idoso alertamos ter muito cuidado no gastar com os empréstimos, que lhe são oferecidos, na porta de sua casa! Você estará cavando sua própria sepultura econômica e, terá, na certa, sérias dores de cabeça, com o Cartório de Protestos e, inclusão do seu nome, na lista dos maus pagadores, contribuindo com o aniquilamento do seu crédito e honorabilidade.  

    Aquele foco, de luz multicor, aquele cafezinho, aquele bom trato, aqueles elogios feitos, no dia das compras para as festas, poderá pichar sua imagem, como verdadeiro mau pagador, indígno de confiança e de crédito, em geral.  

    Recomendamos, todo cuidado possível, com o "FALSO PODER DE COMPRAS", com a facilitação das parcelas e, dos juros baixos, supostamente praticados, que são, como "Bombons" na boca das crianças, por fora, chocolate branco ou escuro, por dentro, um gostinho de bolacha ruim, com um acre-doce, envolvente do seu dia-a-dia, com noites mal dormidas e, não poder satisfazer, futuramente, o pedido de seus filhos, de sua esposa, o suprimento de suas próprias necessidades básicas.

    Tenha calma, paciência, cuidado, pesquise, porque "Caldo de Galinha", não fará mal a ninguém, e seu sono, será mais reparador, sua saúde psicológica e mental, mais suave. Feliz Natal! Feliz Ano Novo! Livrando-se, sempre, desses monstros do comércio, que poderão trazer-lhe, perturbações mentais, de saúde, roubando-lhe a Paz necessária a todo o homem de bem. 
                                                                *Cláudio Boriola
                                          Consultor Financeiro, conferencista,
                                          especialísta em economia doméstica
                                                   e direitos do consumidor,
                                  autor do Projeto Educação Financeira nas Escolas. 




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    Quinta-feira, Janeiro 29, 2009

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG DE NOTÍCIAS. Vale conferir!

                                                                DEPRESSÃO MUNDIAL
                                                                Sérgio Birchal, economista,
                                                                  prof. do IBMEC Minas.

    É muito pouco provável que um problema no setor imobiliário nos Estados Unidos tenha desencadeado, sozinho, toda a crise que se abate sobre a economia mundial.
    As estatísticas revelam que a economia norte-americana, que puxava as compras mundiais, já vinha enfrentando crescentes problemas de crescimento.
    Portanto, a crise (que só agora com o desemprego crescendo rapidamente é que os brasileiros acreditam) não é trivial.
    Ao contrário da maioria dos analistas, acredito que as possibilidades da economia mundial caminhar para uma depressão em 2009 são muito grandes.
    Muito menos acredito que as políticas econômicas (de orientação neo-keynesiana) que estão sendo adotadas consigam atacar o epicentro da crise.
    O problema é que ela foi gerada pela própria difusão da internet. Este mundo virtual forçou a economia real a girar numa velocidade para qual ela não está preparada e é insustentável, tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental.
    A internet gerou uma dinâmica e velocidade de resposta da economia real sem precedentes. Na ausência de novas tecnologias energéticas e de matérias-primas (principalmente commodities metálicas) a economia real foi sendo esgarçada até o limite. Este superaquecimento da economia real foi gerando custos marginais crescentes.
    Como a difusão da internet é uma realidade inexorável, os benefícios marginais de sua difusão foram ficando cada vez menores quando comparados com os custos marginais gerados na economia real.
    Por volta do ano de 2006 surgiram os primeiros sinais de que os custos estavam superando os benefícios e impondo limites muitos estreitos para um crescimento continuado. Paralelamente, a manutenção de um ambiente de crescimento robusto por muitos anos alimentou a geração de crédito fácil, abundante e barato.
    Por isso as políticas econômicas adotadas até então amenizam os efeitos da crise, mas não atacam a causa.
    Incentivar o consumo ou a produção neste momento é uma tarefa quase que inócua. Não houve mudanças tecnológicas significativas (como as que ocorreram no setor de comunicações) no padrão de produção e de oferta de energia e de matérias-primas. Insistir no crescimento sobre as mesmas bases tecnológicas é aprofundar os problemas da economia real.
    Além disso, os governos não são sacos sem fundo, não são tão eficientes quanto a iniciativa privada no curto prazo e não têm como substituir o mercado.
    Assim, desperdiçam uma montanha de dinheiro público. Esta farra vai cobrar o seu preço na forma de uma crise de financiamento do setor público ou de uma crise monetária internacional ou das duas coisas juntas. Melhor seria se o esforço fosse sobre novas fontes de energia e novas tecnologias de materiais.
    Sem elas a internet continuará a se difundir e a criar gargalos cada vez maiores na anacrônica economia real. Junto a estes fatores faz se necessária que a sociedade contemporânea se organize sobre novas bases.
    Tarefa muito difícil e longa. São necessárias novas formas de trabalho, de moradia, de consumo, de convivência... Leva tempo, assim como o desenvolvimento e a difusão de novas tecnologias. Portanto, a crise é longa e será mais grave ainda, antes que as coisas melhorem de fato.
    Uma depressão mundial é um cenário muito provável e ela afetará muito negativamente a economia mundial, inclusive a brasileira.


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    Domingo, Fevereiro 1, 2009

    ECONOMIA. Artigo Especial.

                                                                PARA ENTENDER A CRISE MUNDIAL.

                                                                                          Sérgio Birchal
                                                                                            Economista.

    Por que esta crise é diferente das outras? Por que é uma crise provocada pela destruição criativa de que falava Schumpeter, um economista austríaco da primeira metade do século XX.
    Schumpeter foi um dos poucos economistas a entender a diferença entre crescimento e desenvolvimento.
    Crescimento é o que vimos acontecer com as vendas de automóveis no Brasil até setembro de 2008. Se continuássemos crescendo naquele ritmo, ano após ano, as cidades brasileiras parariam. O carro Flex é um desenvolvimento.

    Crescimento sem desenvolvimento é apenas o aumento das quantidades produzidas e consumidas, da mesma forma, dos mesmos bens e serviços (incluindo infra-estrutura física e institucional).
    Crescimento sem desenvolvimento acaba se transformando em custos mais elevados e pressão inflacionária. Crescimento e desenvolvimento não correm necessariamente juntos. Cada um desses fenômenos econômicos obedece a lógicas próprias, mesmo que interdependentes.

    O desenvolvimento é fruto de grandes e transformadoras inovações como a microeletrônica. A difusão da microeletrônica trouxe imensos ganhos para a sociedade da virada do século XXI.
    Tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas (apesar de não necessariamente distribuídos da forma mais equânime).
    Ela penetrou os lares, os ambientes de trabalho, os locais públicos, transformando toda a lógica de funcionamento do sistema sócio-econômico-institucional (Esta última entendida como as regras explícitas e implícitas que condicionam as relações sociais).
    No fundo, ela transformou a nossa relação com o tempo e o espaço. Mas a microeletrônica não trouxe apenas benefícios. Trouxe problemas novos e agravou outros tantos, existentes e latentes. A estrutura sócio-econômico-institucional na qual a microeletrônica surgiu foi construída em outra realidade, a partir de outra mentalidade e conhecimento acumulado.

    A causa da atual crise é que os benefícios da crescente (e inevitável) difusão da microeletrônica foram sendo superados pelos crescentes custos e gargalos de uma infra-estrutura física e institucional irremediavelmente anacrônica.

    Se o receituário neo-keynesiano (agora dominante) desse certo o resultado seria um aguçamento ainda maior entre o descompasso da difusão da microeletrônica e a capacidade de resposta da infra-estrutura física e institucional. O grande risco deste receituário é ele quebrar os Estados.

    A microeletrônica pede novos desenvolvimentos em outras áreas na sua inescapável evolução; principalmente, na área energética e de materiais. Não existem soluções disponíveis para estes e outros gargalos. Será necessária uma longa, profunda e dolorosa mudança nos padrões de produção e consumo. Estes, por sua vez, dependerão de um novo status quo.
    Isto significa uma sociedade assentada sobre bases muito diferentes das que mal estamos acostumados. O objetivo principal das políticas públicas deveria ser a de criar a infra-estrutura física e institucional desta nova sociedade.
    O governo brasileiro vem deitando em berço esplêndido enquanto a crise avança a passos largos para uma séria depressão mundial.



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    Domingo, Fevereiro 15, 2009

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG pelo Conselheiro Empresarial, Wagner Gomes. Vale conferir!!!

                                                                  A crise, por outro ângulo

                                                                         Wagner Gomes

                                                     
                                                                               

    Está em cartaz um filme carregado de mensagens políticas e filosóficas e, por isso mesmo, atemporal.

    É o alienígena, protagonista do filme "O dia em que a Terra parou", logo ao chegar à Terra manda uma dura mensagem aos humanos: se continuarem sendo uma ameaça à própria terra e a outros planetas, toda a raça humana deverá ser eliminada.

    Na época de sua primeira filmagem, em 1951, o grande medo da humanidade era o de que as armas nucleares pudessem destruir o mundo.

    Esse "remake", que ora chega às telas, pode, sem muito esforço, ser enquadrado no momento político e econômico atual.

    Estamos vivendo em um planeta sufocado pelas emissões de gás carbônico, somos responsáveis por alterar o clima, conforme nos atesta o cientista Paul J. Crutzen, vencedor do Prêmio Nobel de Química de 1995, por seu trabalho sobre a diminuição da camada de ozônio.

    A analogia que faço com o filme mostra-nos que o personagem alienígena moderno esteja representado pela economia.

    Vejamos as previsões recentes, para o meio ambiente em nosso planeta: o gelo nos polos se derreterá, o nível do mar se elevará, a camada de ozônio tende a desaparecer, e a temperatura na terra se elevará gradualmente.

    Sacolas de plástico e nylon, jogadas ao mar, ajudam a degradar a flora e fauna marinhas. Ou seja, o mar não mais está para peixe, eis que ele se transforma em uma imensa lata de lixo.

    As águas cobrem mais de dois terços da superfície terrestre e são responsáveis por mais de 50% do oxigênio que os seres vivos consomem. Estima-se que sete bilhões de toneladas de dejetos são lançados anualmente nos oceanos. Para efeito de comparação, isso corresponde a três vezes mais do que ali é pescado no mesmo período.

    A desaceleração no crescimento pode, pois, tornar bem menos devastador esse fardo ambiental que vinha sendo gerado por uma evolução desordenada e inconsequente. Esse fenômeno, em escala mundial, certamente ajudaria a pôr um freio na emissão de gases do efeito estufa, ao tempo em que provocaria uma melhor utilização dos recursos energéticos.

    Fruto da desaceleração econômica, o Parlamento Europeu encontrou clima para aprovar, em dezembro, um acordo para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, prevendo-se que, até 2020 possam estar 20% abaixo do que ocorreu em 1990. O mesmo parlamento aprovou medidas para cortar em 18% as emissões de CO2 nos carros novos, até 2015.

    Nesse contexto, o mundo identifica um marco na posse do Presidente Barack Obama, por julgá-lo detentor de um carisma cujo estro se mostre capaz de bem conduzir esforços para que se reduzam as emissões de CO2 que vinham se elevando em 3% ao ano.

    Por exemplo, o seu plano de recuperação econômica prevê eficiência energética com energia limpa e está atrelado à redução do impacto ambiental motivado pela atividade produtiva.

    Sarkozy, da França, também investe contra o capitalismo pervertido, ao constatar que essa lógica imoral, então vigente no mercado, a tudo perdoava. Hoje prega que se deve moralizar o capitalismo e não destruí-lo.

    O que vinha ocorrendo em larga escala, na economia mundial, foi magistralmente previsto pelo economista sueco Thorstein Veblen, em seu livro A Teoria da Classe Ociosa, mais precisamente em um capítulo que se intitula Consumo Ostensivo (Conspicuous Consumption).

    O que ele nos mostra, com sua visão, diferentemente do que Marx apregoava - os explorados se organizariam e expropriariam os seus expropriadores -, é que as classes dominadas se aplicariam de tal forma em busca de objetivos que as tornassem iguais às dominantes e, assim, obteriam um espaço junto a elas.

    Esse comportamento gerou a progressão endêmica da economia, fazendo surgir um emaranhado de caminhos que levavam a uma falsa riqueza, por desprezar os riscos.

    Ao ruir essa engrenagem, o mundo se encontra diante de uma nova chance. Será que vai saber aproveitá-la?

    Eis a questão.


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    Terça-feira, Março 31, 2009

    ARTIGO ESPECIAL.

       HONRA A QUEM TEM HONRA!

         


    Wagner Gomes


    A honra é a bússola dos homens de bem. 


    Quem a tem não assimila conceitos maleáveis, além de exigir que os rumos por ela apontados sejam tão consistentes quanto os indicados pelo sol e pelas estrelas.

    Essa palavra - honra - ganhou evidência quando o Vice-Presidente da República, afirmou, em entrevista, não ter medo da morte, mas, sim, da desonra. Ao abominar o opróbrio, José Alencar mostra-nos que a força de seu carisma está em seu exemplo de vida. 


    Nesse desértico mundo da política, no qual os castelos escondem segredos inconfessáveis e mal-assombrados, encontramos, nessa notável figura pública que honra Minas e o Brasil, um oásis de valores, de ética e de caráter. 


    Eu o conheci, pessoalmente, à época em que fui Superintendente Estadual do Banco do Brasil S.A. em Minas Gerais e ele Presidente da Fiemg.

    Logo em nossa primeira conversa, ele revelava todo o seu conhecimento sobre a estrutura do Banco do Brasil, ao tempo em que lhe revelei que, por muito pouco, deixei de ser empregado de sua empresa, Coteminas, quando foi fundada em Montes Claros, em 1967, a convite de seu sócio, Luiz de Paula Ferreira, muito amigo de meu pai.

    Chegamos a promover alguns eventos em parceria, visando a disseminar o crédito às indústrias de Minas Gerais. 


    Ao abraçar a vida pública, continuou sua trajetória de perseguir o progresso, através do bem comum. Elegeu-se Senador e Vice-Presidente da República, enriquecendo o seu currículo. 


    Quando me fixo na imagem que esse homem me transmite, sempre a associo, em sentido inverso, a uma das mensagens da história infantil que se conta em Alice no País das Maravilhas: Alice, ao diminuir de tamanho, tomou um camundongo por um hipopótamo. 



                                                   

    José Alencar em nenhum momento de sua vida se torna menor. Ao contrário, agiganta-se aos olhos da Nação. E ao assim se tornar, transmite-nos a exata noção de seu rico e complexo modo de ver as coisas em sua real dimensão.

    Nunca transforma o grande em pequeno ou vice-versa.


    Jamais se rendeu ao sofrimento pessoal, colocando um claro limite fronteiriço à sua própria dor.
     
    Quer viver a sua vida como exemplo aos descendentes, mas a vive com tal intensidade que se torna exemplo para todos nós.


    Em sua cruzada contra o alto custo do dinheiro, como bom fanqueiro que hoje já não mais precisa do crédito, satiriza os preceitos da economia brasileira transformando-os em moinhos de vento e, tal como um paladino da era moderna, faz dessa luta a sua bandeira, visando a fazer com que o País pratique uma taxa de juros civilizada em suas relações comerciais.


    Recentemente, tive uma demonstração de seu apreço e de sua amizade pessoal.
    Em encontro no Palácio do Itamaraty, quando se comemoravam os 200 anos de fundação do Banco do Brasil, fui, gentilmente, por ele conduzido e apresentado ao Presidente Lula. Gesto simples e emblemático de quem não se deixa seduzir pelo poder. Gesto de quem tem luz própria.


    Por tudo isso, o Brasil deseja-lhe forças para continuar dando o exemplo de coragem e superação que tem servido de modelo para o País.
















    Comentários

    #1. Vera Laponez
    Meu Amigo!
    Eu nem sei o que ti dizer, pois o 'Honra a quem tem Honra'!, no Mundo atual, são caracteristicas de inteligencia, que aclamam e reclamam principios, mesmo sabendo que esses são frutos de quem tem Honra!
    É preciso aprender para saber!
    Parabéns com carinho!

    #2. Adolpho Nogueira
    A cada trabalho jornalístico do nosso querido Amigo Wagner, mais se solidifica (como se necessário fosse), a sua veia de analista puro, isento, fiel, sensível, das coisas e pessoas que nos rodeiam.
    Extremamente felizes e plenamente válidas suas referências quanto ao nosso admirável compatriota José Alencar. Trazendo a lume toda a sua grandeza moral, o Wagner presta importante serviço àqueles que precisam se convencer de que a virtude continua a ser o pilar mais importante para que nosso País encontre o destino de paz e progresso que lhe está reservado.


    #3. José Luiz Gomes Rôlo
    Caríssimo Wagner:
    Seu ilustre conterrâneo é hoje, sem dúvida alguma, alguém que pode ser considerado um dos últimos baluartes da honra e retidão de caráter, exemplo aos mais novos e sinal de esperança no futuro desta nossa Pátria.
    Saudações do amigo José Luiz

    #4. Edson Mendes de Araujo Lima
    Companheiro Wagner.
    Gostei do seu texto, que homenageia um grande homem.
    Gostei de sua lembrança sobre o compromisso de honrar Pai e Mãe...
    E por isso me sinto feliz em dizer que o admiro desde sempre, e espero
    que você continue com muita saúde e disposição para, como Diógenes,
    continuar iluminando nosso caminho...
    Abraços.
    Edson Mendes.


    #5. Fernando Tomaz Ferreira
    Parabéns Wagner, nosso vice-presidente é realmente um grande homem e um grande brasileiro, e de grande simplicidade como voce3 bem o retratou!













    #6. Antonio Polati
    Parabéns Wagner pela sua oportuna e bonita crônica, em homenagem ao nosso vice-presidente José de Alencar.
    Um abraço,
    Antonio Polati


    #7. Sasulo Cavalcanti
    Wagner, parabens mais uma vez. Que pena ele ser "apenas" o vice.
    Abs
    Saulo


    #8. Rogério Sottili
    Wagner,

    Muito bom o artigo. Parabéns. O Zé Alencar é um grande homem e acima de tudo um grande brasileiro. É mais uma prova da sabedoria do Presidente Lula (e do próprio José Dirceu) que convidou o Zé Alencar para compor a chapa em 2002 e 2006, inclusive contra uma parte significativa da esquerda brasileira e da intelectualidade de nosso País. É mais uma prova que sensibilidade, sabedoria e liderança política não está diretamente vinculada ao grau de instrução e de intelectualidade.
    Parabéns e um grande abraço
    Rogerio Sottili
    Secretário Adjunto da Secr. Especial de Direitos Humanos

    #9. Amaury Machado
    Wagner,

    Muito grato pela remessa do belíssimo texto, que será levado ao Presidente (em exercício) no primeiro despacho que tiver com
    ele (eu estou no anexo do Planalto e ele no CCBB).
    Tenho certeza de que ele ficará muito sensibilizado com os conceitos que você emitiu.
    Um abraço.
    Amaury Machado.
    Assessor de Comunicação Social
    Vice-Presidência da República

    PS - Um abraço pro nosso João Carlos.









    #10. Tercio Pascoal
    Wagner,
    Parabens pelo artigo. O nosso vice presiente José de Alencar tem dado uma lição de vida ao nosso País, resgatando como voce mesmo afirma, o sentido da honradez, certamente entre os maiores atributos que um homem de bem pode e deve levar para a eternidade.
    Grande abraço.

    #11. Bernardo
    Prezado Wagner:
    Simplesmente fantástico o seu artigo. Em um mundo conturbado, no qual predominam os falsos valores, reconhecer os méritos de quem os tem, se torna um grito de alerta a quantos teimam em se locupletar na vida pública. Parabéns por reconhecer e divulgar aos quatros cantos, o inegável valor desse fantástico homem público, nosso vice presidente Josà Alencar.

    #12. José Zacarias Nunes
    É isso aí, Wagner. Infelizmente a saúde do nosso José Alencar parece claudicar de forma irreversível. Isso fatalemente, em vários matizes,faz parte de nossa vida. O que depende de cada um é manter ou não a personalidade, o caráter, não se deixar levar pelo poder e pelas "facilidades" do mundo, que no Brasil vemos com corres ainda mais forte. E disso o nosso Vice Presidente tem dado exemplo, não arredando de suas convicções, não importando quem o rodeia.
    Parabenizo-o pelo brilhante e oportuno artigo. Vida longa ao nosso vice, ainda que não pretendamos que ele dispute umas 3 eleições, como ele mesmo brincou em uma de suas reportagens, dando mostra de que não devemos perder o humor.

    #13. Clarindo Anacleto de Páua Netto
    Olá Wagner,

    É muito agradável ver um grande homem enaltecer as qualidades de outro grande brasileiro e da forma elegante como você o fez.
    Um abraço.


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    Quarta-feira, Abril 1, 2009

    ARTIGO saboroso, enviado ao nosso BLOG pela expert em gastronomia Regina Queiroga, que andou lá pela Tailândia conhecendo a exótica e gostosa cozinha daquele país.


    Sabores da Tailândia

    Regina Queiroga

    Já pensou em viajar para a Tailândia, conhecer sua cultura, seu modo de viver, sua sabedoria através da culinária? Pois, existem adoráveis roteiros gastronômicos para quem quer participar desta rica experiência. O exotismo do antigo Reino do Sião, onde a culinária é perfumada, colorida, saborosa, equilibrada e capaz de harmonizar, num mesmo prato, o amargo, o doce, o salgado, o azedo e o picante, é literalmente um "prato cheio" para o viajante de bom paladar.

    Para os mais curiosos e atirados a comida de rua, na Tailândia, faz parte da viagem. A cada esquina encontra-se uma infinidade de opções saborosas e baratíssimas refletindo bem o espírito deste povo.

    O uso de ervas e da pimenta chili (prik khii noo), introduzida na Ásia pelos portugueses, varia em cada região da Tailândia. Ao sul se come mais frutos do mar e peixes. Ao norte, a carne de porco é mais presente, assim como o leite de coco. Como as carnes já são picadas e cozidas, não se usa facas. É por isso que o tailandês utiliza apenas garfo e colher à mesa.

    O galangal, da família do gengibre, está em quase todos os pratos da Tailândia. São comuns, também, o alho, o coentro, o basílico, o bulbo do capim-limão (não utilizam a folha), a folha de lima kafir (espécie tailandesa), o nam pla (molho de peixe que salga os pratos), os molhos de ostra e de tamarindo (lá existe o doce e o azedo) e o famoso curry em pasta. O curry thai é uma mistura de vários ingredientes pilados - pimenta, alho, chalota (cebola pequena), galangal, raiz de coentro, capim limão e ervas naturais do país. Obtem-se, assim, uma pasta utilizada em vários preparos. Aliás, este curry não tem nada a ver com o curry indiano em pó. E, cuidado ao pedir spicy food, pois é pimenta para poucos.

    As sopas também fazem parte de todas as refeições. De frango, tom kha ga, ou de camarão, tom yum koong, são preparadas com galangal, capim limão e, claro, pimenta. Outro ingrediente, que não falta à mesa Thai é o arroz de jasmim (conhecido por exalar odor de jasmim na hora do cozimento). Preparado sem tempero, ele neutraliza o excesso de picância. Variados tipos de frutas e legumes desconhecidos de nós se somam a esta rica culinária. Sobremesa comum são as frutas frescas entalhadas em criativas formas e desenhos.

    O uso de especiarias, ervas, frutas, flores e molhos, que transformam um simples frango, num prato surpreendentemente rico mostra a sabedoria e o delicado paladar do povo Thai.

    Receita: Peixe ou frango agridoce.

    Ponha o filé de peixe, ou de frango para marinar numa mistura de molho de soja e xerez. Passe na farinha de trigo e frite até dourar. Fatie finamente e frite por um minuto uma cebola, uma cenoura, uma pimenta fresca (malagueta substitui a chili) um pouquinho de gengibre e capim limão.

    Molho: misture um pouco de açúcar mascavo, ketchup, vinagre e xerez. À parte, dissolva a farinha de trigo com água e junte ao molho e aos legumes fritos. Leve ao fogo até engrossar. Acrescente os filés. Sirva acompanhado de um molho bem picante com folhas de basílico levemente fritas e fatias de abacaxi. É sucesso garantido!

    Regina Queiroga viajou a convite da Autoridade de Turismo da Thailandia e da Princess Travel Operadora. www.princesstravel.com.br Repr. em M.G.: Turisplan Operadora - 31 32278785.

    Regina Queiroga viajou a convite da Autoridade de Turismo da Thailandia e da Princess Travel Operadora. www.princesstravel.com.br Repr. em M.G.: Turisplan Operadora - 31 32278785.

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    Quarta-feira, Abril 8, 2009

    Artigo Especial.

                                                O MUNDO CONTINUA PLANO. 

                                        


                                                                   Wagner Gomes


     

    Para Thomas Friedman, autor do best-seller "O Mundo é Plano", a globalização atravessou três grandes eras, sendo que a última delas achatou e encolheu o mundo definitivamente, redistribuindo o poder de fazer acontecer.

    Globalização é um termo que foi cunhado na era Bill Clinton, para descrever as relações entre governos e grandes empresas. Determinados empregos agora se dão no espaço cibernético, profissionais interagem com outros nos diversos cantos do mundo, bens e serviços são gerados, a um só tempo, por cadeias produtivas formadas em diversos lugares. Crises também.

    A rapidez e a amplitude dessass crises, nesse contexto, tornam-se fulminantes. Mas o que está acontecendo hoje é um fenômeno muito mais amplo e profundo: a recessão, em cascata, provoca um gigantesco processo de aversão ao risco, direcionando as reservas monetárias para os títulos considerados mais seguros - os do tesouro americano, por exemplo -, causando o chamado empoçamento da liquidez e trazendo impacto negativo ao dinamismo das economias emergentes, a exemplo do Brasil.

    O Banco Central já promoveu uma forte queda na taxa Selic, política que, aliada à possível mudança na taxa que remunera a caderneta de poupança, visa a incentivar o consumo interno e reativar a Economia.

    A queda livre na arrecadação de impostos já equivale a dois por cento do PIB em um ano, afetando o andamento do PAC, tão caro ao Presidente Lula e, também, motor propulsor da candidatura Dilma Rousseff à Presidência da República. Até os Prefeitos Municipais, angustiados, reclamam da queda na arrecadação no Fundo de Participação dos Municípios.

    Outrossim, um por cento de queda na taxa Selic representa uma economia nos gastos públicos, via pagamento de juros, equivalente a 0,23%(vinte e três centésimos por cento) do PIB em um ano.

    Como a macroeconomia sempre responde em conformidade com as indagações que os fatos microeconômicos lhes são apresentados, continua rondando por aí um imposto disfarçado, embutido no preço da gasolina, que não acompanhou a queda significativa no preço internacional do petróleo. Isso ajuda que se persiga o superávit primário.

    Ainda não se sabe se esses remédios aplicados foram ministrados na dosagem suficiente para que o Brasil sofra menos com uma desaceleração da atividade econômica.

    Inflação sob controle e o superávit que, aos poucos, volta à balança comercial, podem ajudar na continuidade do processo de redução da dívida/PIB.

    Como o mundo é plano, surgem fatos novos: o FED surpreendeu ao abrir linha de US$ 300 bi para o Tesouro da América e US$700 bi para aquisição de ativos mais antigos das carteiras podres dos Bancos, através de leilões que os precificarão, estimulando os investidores institucionais a voltarem a um mercado de risco que renasce com perspectiva de geração abundante de lucros.

    Essa medida se soma à aquisição de ativos que o tesouro americano já vem realizando e, sem sombra de dúvida, ao aumentar a liquidez do sistema financeiro, como um todo, diminui a onda de incertezas.

    Outro fato diz respeito aos resultados obtidos na reunião do G20, em Londres, que promete injetar mais US$ 1,1 trilhão na economia mundial, a maior parte através do FMI.

    Ainda que a era dos profetas continue restrita à Bíblia, pode estar se iniciando, efetivamente, a recuperação da credibilidade perdida.



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    Domingo, Abril 12, 2009

    ARTIGO ESPECIAL. Para ler e PENSAR!!!

                                                O MUNDO CONTINUA PLANO. 

                                        


                                                                   Wagner Gomes


     

    Para Thomas Friedman, autor do best-seller "O Mundo é Plano", a globalização atravessou três grandes eras, sendo que a última delas achatou e encolheu o mundo definitivamente, redistribuindo o poder de fazer acontecer.

    Globalização é um termo que foi cunhado na era Bill Clinton, para descrever as relações entre governos e grandes empresas. Determinados empregos agora se dão no espaço cibernético, profissionais interagem com outros nos diversos cantos do mundo, bens e serviços são gerados, a um só tempo, por cadeias produtivas formadas em diversos lugares. Crises também.

    A rapidez e a amplitude dessass crises, nesse contexto, tornam-se fulminantes. Mas o que está acontecendo hoje é um fenômeno muito mais amplo e profundo: a recessão, em cascata, provoca um gigantesco processo de aversão ao risco, direcionando as reservas monetárias para os títulos considerados mais seguros - os do tesouro americano, por exemplo -, causando o chamado empoçamento da liquidez e trazendo impacto negativo ao dinamismo das economias emergentes, a exemplo do Brasil.

    O Banco Central já promoveu uma forte queda na taxa Selic, política que, aliada à possível mudança na taxa que remunera a caderneta de poupança, visa a incentivar o consumo interno e reativar a Economia.

    A queda livre na arrecadação de impostos já equivale a dois por cento do PIB em um ano, afetando o andamento do PAC, tão caro ao Presidente Lula e, também, motor propulsor da candidatura Dilma Rousseff à Presidência da República. Até os Prefeitos Municipais, angustiados, reclamam da queda na arrecadação no Fundo de Participação dos Municípios.

    Outrossim, um por cento de queda na taxa Selic representa uma economia nos gastos públicos, via pagamento de juros, equivalente a 0,23%(vinte e três centésimos por cento) do PIB em um ano.

    Como a macroeconomia sempre responde em conformidade com as indagações que os fatos microeconômicos lhes são apresentados, continua rondando por aí um imposto disfarçado, embutido no preço da gasolina, que não acompanhou a queda significativa no preço internacional do petróleo. Isso ajuda que se persiga o superávit primário.

    Ainda não se sabe se esses remédios aplicados foram ministrados na dosagem suficiente para que o Brasil sofra menos com uma desaceleração da atividade econômica.

    Inflação sob controle e o superávit que, aos poucos, volta à balança comercial, podem ajudar na continuidade do processo de redução da dívida/PIB.

    Como o mundo é plano, surgem fatos novos: o FED surpreendeu ao abrir linha de US$ 300 bi para o Tesouro da América e US$700 bi para aquisição de ativos mais antigos das carteiras podres dos Bancos, através de leilões que os precificarão, estimulando os investidores institucionais a voltarem a um mercado de risco que renasce com perspectiva de geração abundante de lucros.

    Essa medida se soma à aquisição de ativos que o tesouro americano já vem realizando e, sem sombra de dúvida, ao aumentar a liquidez do sistema financeiro, como um todo, diminui a onda de incertezas.

    Outro fato diz respeito aos resultados obtidos na reunião do G20, em Londres, que promete injetar mais US$ 1,1 trilhão na economia mundial, a maior parte através do FMI.

    Ainda que a era dos profetas continue restrita à Bíblia, pode estar se iniciando, efetivamente, a recuperação da credibilidade perdida.



    7 comentários                       

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    Comentários

    #1. Clarindo Anacleto de Pádua Netto
    Caro Wagner,

    Sem dúvida, uma fotografia em alta resolução do cenário economico mundial atual. Sua análise permite, tanto aos mais como aos menos entendidos, tecerem suas particulares previsoes. Parabéns!

    #2. José Carlos Gomes
    É isso aí mano, parabens pela sua grande visão e siga em frente enchendo-nos de orgulho.

    #3. Carlos Roberto de Alvarenga
    Prezado Wagner,
    Concordo com o seu ponto de vista. Penso que estamos saindo do fundo do poço. O otimismo é fundamental nesses momentos de crse. Parabens pelo artigo.

    #4. Marcelo
    Simples, claro, objetivo, conciso. Um texto tão curto e tão denso. Parabens ao autor.
    Marcelo Monteiro

    #5. Virginia Abreu de Paula
    Confesso não entender nada de economia, mas nas palavras de Wagner, tudo se torna mais fácil, pelo seu dom de expressar com simplicidade e clareza de idéias. Parabéns.

    #6. #5. Aparecida Gandra
    A clareza e objetividade de seu texto , me fez mais animada quanto à situação do mundo e, sobretudo a nossa.Obrigada pelo discurso.Abraços e Parabéns.

    #7. Manoel Neto Filho
    Prezado Wagner,

    Pela lucidez do texto e a pedido do Fabiano, estou repassando ao grupo de comunicação que tenho o privilégio de coordenar.


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    Segunda-feira, Abril 13, 2009

    FAZENDO ESCOLA. Nosso BLOG DE NOTÍCIAS - criado há 3 anos - está fazendo escola na blogosfera. Nosso colega blogueiro, Renato Alves Pereira nos enviou E-mal sobre a decisão dele montar o blog dele inspirado na nossa iniciativa. Agradeço os elogios ao nosso trabalho e publico artigo dele sobre o FPM - Fundo de Participação dos Municípios. EM TEMPO: Renato, siga em frente e todo o sucesso do mundo para você!!!

    João Carlos, Bom dia!


    Sou leitor assíduo do seu blog. Inclusive, não começo e muito menos termino o dia sem lê-lo.
    Aproveito a oportunidade para parabenizá-lo pelo ótimo blog. Aproveito também para dizer que o seu blog, o do Ricardo Noblat e o da Lúcia Hippólito serviram de inspiração e exemplo para a criação do meu (www.politicamineira.blogspot.com).


    Encaminho-lhe abaixo artigo de minha autoria sobre a queda do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Caso queira publicá-lo em seu blog, fique à vontade. Será uma grande honra para mim.


    Agradeço antecipadamente.
    Abraços, Renato Alves Pereira 


                                                                                ARTIGO ESPECIAL

                                                                                     [Renato+Alves.jpg] 
                                                                                Renato Alves Pereira

                                                      FPM: Crise e oportunidades


    Na próxima quarta-feira (15/04), os prefeitos prometem fechar as portas das prefeituras mineiras em protesto à queda de arrecadação de receitas nos três primeiros meses do ano, principalmente pela redução significativa das cotas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Portanto, esta semana é decisiva para os municípios mineiros.
    Os prefeitos, conforme a promessa, paralisarão todas as atividades administrativas das prefeituras, e manterão apenas os serviços básicos de saúde, educação e limpeza urbana.
    Por que o FPM reflete tanto nos cofres municipais mineiros? Acredito ser esta a pergunta da maioria dos cidadãos neste momento.

    Em Minas Gerais, segundo estimativas da Associação Mineira de Municípios (AMM), o FPM é a principal fonte de receita de 75% dos municípios. E para se ter uma idéia do impacto, até o primeiro repasse de abril deste ano o FPM contabiliza uma perda acumulada de 9,5%. Pelos números percebemos a representatividade do FPM nos cofres municipais, ou seja, é o principal meio de sobrevivência da maioria dos municípios mineiros.
    A AMM apresentou ao presidente Lula uma proposta interessante para reverter a queda nos repasses do FPM. A proposta consiste na criação de um piso, onde o mínimo a ser pago pelo governo federal é a média paga no ano passado. Com este piso o repasse do FPM renderia mensalmente R$ 590 milhões aos municípios mineiros.
    Até terça-feira (14/04), o governo federal apresentará uma proposta com medidas para solucionar as perdas dos municípios.
    É evidente que se a proposta da União for satisfatória a paralisação será cancelada, embora a luta por melhor participação dos municípios no bolo tributário continue.
    Com ou sem paralisação é importante ressaltar que "o FPM é apenas a ponta de um grande iceberg", como bem disse o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski. Há outros fatores que também influenciam no orçamento dos municípios como as contrapartidas para os programas dos governos federal e estadual, a correção da dívida com o INSS, além da herança de administrações anteriores.
    Vale à pena lembrar que é no município que os serviços públicos são efetivamente prestados e onde as pessoas vivem. Por isso todos clamam por uma solução definitiva e não paliativa.
    De qualquer forma essa situação, se bem entendida, proporcionará um aprendizado significativo a todos.
    Lembro que são nos momentos de turbulência em que aparecem os grandes gestores. Como se diz na Administração, "toda crise proporciona oportunidades". E esta frase é útil para todas as esferas de governo - seja municipal, estadual ou federal.
    Enfim, para os municípios e estados esse é o momento da gestão eficiente, ou seja, fazer mais com menos, produzir melhor com menos recursos. É a oportunidade de reduzir custos desnecessários e gerir melhor os serviços imprescindíveis à sociedade. Para a União, é o momento de rever certos paradigmas e adotar medidas eficientes com o objetivo de reduzir o aperto financeiro dos municípios.
    É a oportunidade de um novo Pacto Federativo.










    Comentários

    #1. Cássia Meira
    Grande artigo! É de artigos assim que precisamos ler sempre: realistas e críticos à atual situação no Brasil. Parabéns ao Renato e ao João Carlos por permitir o acesso do público a esse tipo de reflexão!


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    Segunda-feira, Abril 13, 2009

    "MEMÓRIAS DE UM REPÓRTER DE TV"

                                                                     
                                                                             ARTIGO ESPECIAL. 
                                                                             João Carlos Amaral

                                                             Uma pílula que vai compor nosso livro
                                                 e que você tem a oportunidade de ler em primeira mão.

    Praça da Estação, em BH. Eleição presidencial de 1989. Era começo da noite. Como repórter político da Rede Globo, lá estava eu participando e ajudando a fazer história da democracia em nosso país.
    No palanque estava todo o batalhão de choque do PT, tendo à frente seu comandante, o ex-operário pernambucano Luiz Inácio Lula da Silva. Era um momento importantíssimo para os rumos da campanha,afinal Minas era e é, o segundo maior colégio eleitoral do país,à época com mais 10 milhões de votos. Tudo ia bem.
    De repente, uma supresa, que ia ajudar a mudar todo o roteiro da campanha presidencial daquele ano. Foi assim: recebí um recado, via rádio (celular ainda era um produto que não existia). O recado era do diretor de jornalismo, Lauro Diniz. Pedia que repercutisse com o candidato Lula, a denúncia, que o seu adversário Collor de Melo mostraria no horário eleitoral - onde a ex-namorada de Lula, Míriam Cordeiro dizia que tinha uma filha com Lula, a LURIAM.
    Fiz a pergunta ao candiato petista. Lula ficou perplexo. Se recompôs, tentou argumentar que era um golpe baixo de seu adversário, uma apelação covarde... O restante da fala não me recordo mais. Só o que ficou daquele momento histórico, que acabou pesando e muito para a derrota de Lula, foi expressão do rosto dele. Refletindo a amargura que se instalou na alma dele. Raiva, decepção, perplexidade, revolta... Um estado de espírito que prevaleceu na campanha e que culminou no debate com Collor pela Globo no final da disputa, antes da eleição.
    Olha bem, Lula chegou para o debate decisivo -já que a Globo detinha a audiência de 80 milhões de pessoas - parecendo ausente, titubeante em muitos momentos e com a cabeça no outro mundo. O mundo psicológico. Mundo abalado pela denúncia de Míriam Cordeiro.
    Estava tão preocupado,traumatizado, que não ouviu e nem rebateu a fala de Collor, que o acusou de ter adquirido um aparelho de som muito caro,que nem ele, Collor tinha recursos para comprar. Perplexidade geral! Lembram-se? Pois é. Ele poderia - diriam os chamados "profetas do fato consumado" - como Brizola fazia. Chamar o candidato do PRN, Collor de Melo, de filho da elite. 
    E dizer mais. Afinal era Collor e não ele Lula que tinha origem na classe abastada. Pois é: Lula ficou do lado ruim da espingarda - como diz meu amigo o cientista político Carlos Alberto Penna - e não conseguiu reagir. O trauma não deixou. Lula perdeu a eleição - é claro que não só por causa disso - mas que pesou, ah! pesou.
    Conclusão: como repórter tenho a obrigação profissional de contar aquilo que ocorreu nos bastidores, que não coloquei no ar e que morreria comigo. Mostrar que era uma outra época, com pouca tecnologia  e bota pouca nisso. O jornalista não contava com celular, notebook, blog de notícias.
    O espelho só tinha uma face. Nos restava a memória seletiva que se perde com o tempo, que levamos para o túmulo. Afinal,o repórter é apenas um coadjuvante, uma escada para que os poderosos cheguem à população. Mas, o sentimento dele é um fato, que só fica na cabeça dele. Aqui passo o que ví e ouví de um flash da nossa democracia que começava a se firmar  lá pelo começo dos anos 90. É isso!


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    Quarta-feira, Abril 15, 2009

    Recebemos E-mail do Administrador de Empresas, José Aparecido Ribeiro, estudioso dos problemas da capital mineira. Vale ler e PENSAR o ARTIGO ESPECIAL dele sobre a BHTRANS e as multas aplicadas nos motoristas de BH.

                                                          ARTIGO ESPECIAL             
     
                                    
                                                         Zé Aparecido Ribeiro,
                                                   Administrador de Empresas.

    Passaram-se 100 dias desde que o novo governo assumiu a Prefeitura de Belo Horizonte e o transito da Cidade continua SEM soluções. A BH trans, mais uma vez e de forma equivocada, coloca a culpa do caos nos motoristas mal educados que não respeitam as Leis de transito.


    Ninguém é contra multas, para quem de fato merece multas. Motoristas mal educados merecem punição e corretivo para aprender a respeitar as leis de transito. Mas não há quem concorde e aceite multas que são meras aparências para justificar a FALTA DE UMA GESTÃO COMPETENTE do transito.


    Uma observação atenta aos números divulgados ontem pela BH Trans fica fácil constatar que está havendo um equívoco: Os limites de velocidade da Cidade estão errados, isto por que um aumento de 10KM/horários nestes limites já seria o suficiente para fazer o transito fluir um pouco melhor e as multas por "excesso" de velocidade, caírem 83%. Acredite, 83% das multas aplicadas por excesso de velocidade são por uma diferença de 2 a 13Km horários, o que prova o equívoco e a INDÚSTRIA DA ARRECADAÇÃO encapuzada de cordeiro.


    O que significa 10KM/horários em um carro com freio a disco nas quatro rodas? (Todos os carros fabricados hoje no Brasil possuem freio a disco nas 4 rodas).

    Experimente andar a 70KM ao invés de  60KM e frear o seu carro bruscamente. Faça a experiência usando as duas velocidades e vc se surpreenderá, pois não perceberá diferença significativa que coloque em risco a vida de pessoas em uma eventual necessidade de freada brusca. Tal diferença no entanto significa quase 60 mil multas a menos no caixa da BH Trans.

    .

    Os limites de velocidade utilizados em BH foram estabelecido há 50 anos atrás, quando os veículos possuíam freios a tambor ou as "charretes eram a pedal". Nada parecido com os veículos de hoje que possuem tecnologia e podem frear com muito mais eficiência dos que aqueles fabricados a 50 anos atrás. Se não bastasse, os locais onde estão localizados os "pardais eletrônicos", não são locais de transito de pedestres. O radar que mais arrecadou para a BH Trans foi aquele que está localizado embaixo do Viaduto Castelo  Branco na Av. do Contorno. Por curiosidade, passe por lá e veja se vc consegue identificar alguma "alma viva nas imediações?"


    A BH Trans esconde-se em estatística para justificar a ausência de um PLANO DE EMERGÊNCIA eficiente, enquanto as 136 obras que a Cidade precisa não saem do papel. Obras que evitariam os estrangulamentos que transforma o ato de deslocar em um verdadeiro MARTÍRIO nos horário de pico.


    Martírio que vale para quem usa o transporte público, que, diga-se de passagem se resume ao ônibus com 44 graus a bordo e o metrô, que transporta uma quantidade pequena de passageiros para a demanda de uma Cidade de 3 milhões de pessoas (140 mil pessoas apenas).


    Quem pode usar o carro, por uma questão de bom senso, não é convidado a utilizar o transporte público, aumentando o caos e o estresse nos horários de pico. Dos 136 pontos de estrangulamento, 70 precisam de intervenções nos próximos 4 anos, evitando assim o colapso total do transito. No entanto, nada indica que tais obras serão feitas, pois os argumentos para o caos, seguindo a lógica dos números apresentados pela BH Trans é responsabilidade minha e sua que me lê.


    Não há nenhuma razoabilidade associar que 134.734 multas, que foram aplicadas em três meses, são as causas para o caos. Ao contrário, se multa resolvesse o problema, elas estariam caindo e não aumentando.


    Tal notícia não resolve e não resolverá jamais o nó do transito de BH. Com efeito, o que resolve são medidas de curto, médio e longo prazo, utilizando ferramentas científicas de gestão, com criatividade, ousadia, capacitação e eficiência, detalhes que até agora não conseguimos perceber no órgão que parece continuar o mesmo do governo passado...


    Fluidez é possível
    se algumas medidas simples forem adotadas. 
    Deixamos algumas sugestões:


    • Criação de rotas alternativas, bem asfaltadas e sinalizadas que retirariam 25% do tráfego das vias arteriais.

    • Uma readequação dos limites de velocidade da Cidade em 10KM/horários, aumenta a fluidez e diminui em 83% o número de multas por excesso de velocidade.

    • Sincronia dos sinais, que travam o transito nos grandes corredores.

    • Intervenções humanas nos 70 pontos de estrangulamento, com ações coordenadas por rádios e câmaras, possibilitando a fluidez.(TREINAMENTO DOS AGENTES PARA QUE OS MESMOS INTERFIRAM COM INTELIGÊNCIA E NÃO COM TRUCULÊNCIA)

    • Mudança de traçado e abertura de ruas que hoje são fechadas para atender a interesses particulares, especialmente na região centro sul.

    • Eliminação de estacionamentos faixa azul em algumas ruas que recebem fluxos pesados, aumentando a capacidade destas ruas. São aproximadamente 60 ruas que são coletoras e que tem a sua capacidade diminuída por causa do estacionamento faixa azul. (Ex: Timbiras, Gonçalves Dias, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Conselheiro Lafaiete, Pouso Alegre, Padre Eustáquio, Pará de Minas etc)

    • Continuação do programa de recapiamento em pelo menos 138 roteiros alternativos que a Cidade possui e que além de não serem utilizados por causa da pavimentação asfaltica que é ruim, não são sinalizados para o incentivo do seu uso.

    • Eliminar sinais que podem ser substituídos por passarelas nas grandes avenidas e aqueles que significam excessos como no caso da Praça Raul Soares que possui 12 sinais, quase todos sem sincronia.

    • Tirar do centro pelo menos 30% dos ônibus que circulam vazios, utilizando as estações do BH Bus para baldeações.

    • Incentivar e criar campanhas que permitam que Pais se revezem na tarefa de levar e buscar filhos nas escolas.

    • Incentivar o uso da bicicleta e da caminhada para crianças com mais de 12 anos e que poderiam ir para a escola a pé.

    • Existem pelo menos outras 20 pequenas ações que podem significar grandes impactos na fluidez do trânsito, que dispensam grandes somas de recursos em um momento de crise na arrecadação como o  que estamos vivendo.


    Caneta mal utilizada só causa revolta, sobretudo quando a multa tem como fim não a educação no trânsito, mas a arrecadação.

    Já a inteligência e a firmeza na gestão do transito educa e promove fluidez que é o que a Cidade precisa URGENTEMENTE.


    Atenciosamente

    José Aparecido Ribeiro

    Administrador/Consultor

    Estudioso de Assuntos Urbanos


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    Domingo, Abril 19, 2009

    Vale LER e Pensar sobre o artigo feito pelo jornalista Ricardo Kotscho em seu blog "Balaio do Kotscho" na internet. Confira!!!

    Por que tanta gente
    quer ser jornalista?


    Faz muitos anos que os cursos de comunicação social que formam jornalistas são os mais cobiçados nos exames vestibulares. Faculdades de jornalismo pipocam por todo país, são centenas por toda parte.
    Por isso, eu me pergunto: por que tanta gente quer ser jornalista, exatamente neste momento em que se anuncia a morte dos jornais e a nossa profissão é tão criticada pelo conjunto da sociedade?
    Além disso, estamos prestes a ter uma decisão do Supremo Tribunal Federal, provavelmente acabando com a obrigatoriedade do diploma, o que, na prática, significa que qualquer um poderá ser jornalista, como já vem acontecendo.
    Claro, eu sei que com o crescimento das novas mídias eletrônicas ninguém mais precisa ter diploma nem emprego para ser jornalista, pois cada um pode fazer seu próprio jornal na internet.
    Mesmo assim, uns 50 mil jovens, ninguém sabe ao certo quantos, estão hoje cursando faculdades de comunicação para ter um diploma. Daqui a pouco vamos ter um contingente maior de estudantes do que o conjunto de profissionais em atividade.
    Cada vez que faço uma palestra ou participo de debates em faculdades, vejo aquele mundão de gente no auditório e me preocupo com o futuro profissional daqueles jovens. Haverá emprego e trabalho para todos?
    Emprego bom, não sei, mas trabalho certamente quase todos terão se quiserem mesmo ser jornalistas. Mudaram tanto as relações de trabalho que você hoje já não sabe quem é patrão e quem é empregado de quem diante dos milhares de títulos de impressos e de assessorias de imprensa, sites e blogs na internet.  
    O mais difícil é saber por que e para que eles querem ser jornalistas. Fiz esta pergunta aos meus alunos quando dei aulas por um período na USP e na PUC/SP no século passado e poucos souberam responder.
    Cheguei à conclusão de que a maioria estava ali porque jornalismo era a profissão da moda, sem a menor idéia do que gostaria de fazer na profissão, além de aparecer na tela da TV Globo, é claro, ou ter uma coluna na Folha ou na Veja.
    Aquela velha história de idealismo, compromisso social, mudar o mundo, e todos os sonhos dos meus tempos de estudante, acabou. A grande maioria quer mesmo é se dar bem, fazer sucesso e ganhar uma boa grana, sem saber como.
    Fico impressionado com a quantidade de estudantes que me procuram para dar entrevistas, fazer palestras, dar depoimentos para seus TCC (Trabalho de Conclusão de Curso, uma praga que inventaram para atazanar a vida de velhos jornalistas) ou simplesmente conversar sobre a profissão.
    Muitos deles buscam apenas uma palavra de estímulo, um alento, já que em suas escolas os professores os desanimam tanto diante das dificuldades que encontrarão no mercado de trabalho que muitos desistem antes mesmo de tentar alguma coisa.
    E, no entanto, a cada encontro com estudantes de jornalismo me surpreendo não só com a quantidade, mas também com o entusiasmo e a qualidade de alguns deles, dispostos a encontrar nesta profissão não apenas uma opção profissional, mas uma opção de vida.
    Foi o que aconteceu na última segunda-feira, na Universidade São Judas, na Moóca, em que tive dificuldades até para sair do auditório. Estava com pressa porque tinha um outro compromisso naquela noite, mas eles queriam fazer mais perguntas até no caminho do banheiro.
    Eu até agora não sei responder à pergunta que fiz no título deste post. Se algum leitor tiver a resposta, por favor me diga. Ricardo Kotcho, do blog "Balaio do Kotcho".
       

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    Terça-feira, Junho 9, 2009

    ARTIGO ESPECIAL sobre decisão do Conselho Nacional de Transporte Público em relação aos ônibus.

                                                       PRIMEIROS PASSOS...
                                                       José Aparecido Ribeiro


    O Conselho Nacional de Transporte Público dá sinais de que começa entender o drama de milhões de brasileiros que enfrentam diariamente ônibus lotados e desqualificados para o clima e a topografia das nossas Cidades. Ao anunciar ontem normas que estabelecem espaços mínimos para acentos, largura de corredores etc, apresenta avanços, mas não resolve o desconforto dos coletivos, pois esqueceram do principal, que é a circulação e a renovação de ar dentro dos ônibus.


    O assunto que teve pouco destaque na mídia, pela sua importância precisa ser debatido exaustivamente com fabricantes de carrocerias, usuários, prefeituras, autoridades da saúde  e operadores do transporte público... Ou simplesmente importar  o modelo de carrocerias que atendem cidades como Madrid, Seul, Cidade do México, Bogotá, San Francisco e outras que resolveram este problema há mais de 20 anos, pois entenderam que a solução para o caos no transito está no transporte coletivo DECENTE.


    Os fabricantes e as autoridades brasileiras desconsideram o fato de que o modelo de carrocerias fabricados em Joinville e Caxias do Sul, onde estão localizadas as duas maiores fábricas do País, facilitam a transmissão de doenças respiratórias, são desconfortáveis e estão ultrapassados. Se não bastasse o risco de infecções, a temperatura média dos ônibus, quando lotados, é de 44 graus a bordo, nas 22 capitais Brasileiras que não estão na região sul, durante praticamente 10 meses do ano.


    Com efeito as pessoas que possuem carros não são incentivadas a deixá-los em casa para usar este modelo de transporte que além de insalubre, muitas vezes é sujo e mal cheiroso. Somada a insalubridade e o desconforto a falta de obras e planos de emergência por parte dos órgãos que administram o transito das cidades, agravam o drama da mobilidade urbana. O ato de deslocar virou um pesadelo nas nossas cidades.


    A título de informação, os estudos que indicam datas para o colapso do transito nas capitais, embora tenha sido feito por uma fundação respeitada de Belo Horizonte, está TOTALMENTE EQUIVOCADO. Tais prazos podem ser reduzidos pela metade... BH por exemplo conviverá com o colapso no trânsito, nos horários de pico, em menos de 6 anos.


    José Aparecido Ribeiro

    Administrador/Consultor

    Especialista em transito, transporte e assuntos urbanos


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    Quinta-feira, Junho 11, 2009

    Furo na madrugada. Memórias de um repórter de TV.


    Túnel do tempo: o então secretáriode Educação de Minas,
    Walfridodos Mares Guia; o vice, Arlindo Porto;
    o governador HélioGarcia, e o ex-governador e atual
    senador Eduado Azeredo,
    que Hélio escolheu como candidato.à sua sucessão.

    Duas e meia da manhã. Telefone de casa toca. Acordo. Do outro lado da linha,o jornalista Eduardo Guedes, da assessoria do governo de Minas, diz que o governador Hélio Garcia queria falar comigo.

    Com aquele jeitão paternal o governador  Hélio Garcia nos disse.
    Amaral, o Israelzinho ( deputado IsraelPineheiro Filho) nãoserá mais o candidato ao senado. Será o Arlindinho 9 o vice-governador de Minas, Arlindo Porto,ex-prefeito de Patos de Minas).

    Pode dar no Bom Dia Minas - que  eu apresentava na Globo, àquela época às 7h30m da manhã.
    Belo furo na madrugada. Também era um tempo sem internet, blogs, twitters,you tube. Nem celular havia aqui no país. Nós da Globo reinávamos livres e soltos.

    Dei a notícia, é claro, em primeira mão.
    Se fosse hoje, eu teria dado não às 7h30m da manhã, e sim na hora no nosso blog.


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    Sexta-feira, Julho 10, 2009

    ARTIGO ESPECIAL. É do empresário Antônio Eduardo Baggio presidente do SINPAPEL.










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    Desde os primórdios da civilização o ser humano sempre teve preocupação em como melhorar e otimizar o transporte de artigos de sua necessidade, que inicialmente se resumiam a pedras a serem lavradas, ossadas a serem trabalhadas, madeiras diversas e obviamente frutos, caças e alimentos variados além da imprescindível água potável. Com o tempo foram sendo consagrados alguns materiais e algumas formas disponíveis na natureza como as mais apropriadas à função desejada.

    Passamos ao longo dos anos, desses últimos, aos objetos trabalhados e adaptados, para finalmente chegarmos aos artefatos produzidos integralmente pela mão do homem com uma finalidade específica.Surgiram aí os embornais de papiro e/ou couro, os tonéis e caixas de madeira, as ânforas de barro e depois de vidro e os embrulhos inicialmente executados com tecidos, palhas trançadas e papiros. Embora o papel já fosse conhecido e estivesse em uso - porém restrito - na Ásia desde 105 DC, foi só posteriormente, quando levado pelos Árabes para a Península Ibérica e a Itália que se impulsionou a sua fabricação e utilização, culminando depois de 1440 com o início de uma grande demanda em decorrência da invenção da imprensa por Gutemberg.

    Nos séculos seguintes assistimos à uma evolução das formas de embalar e transportar produtos e gêneros diversos e ao aparecimento de novos materiais e novas aplicações e formas de antigos materiais. Neste contexto apareceram as latas, as garrafas e frascos, os papéis para embrulhos diversos, as caixas de papelão(massa), os sacos de papel, as caixas de papelão ondulado, as embalagens de papel e papelão micro-ondulado, as sacolas de papel e as caixas de papel-cartão. Até culminarmos hoje com as infinitas variedades das 7 famílias oficiais de plásticos, o que dificulta sua identificação para efeito de reciclagem, fazendo vir à tona todo um debate ecológico e despertando nos consumidores a curiosidade pelas características de cada um dos produtos e embalagens que hoje nos rodeiam, certos que poderemos no futuro restringir o uso de materiais não-ecologicamente amigáveis, à somente suas aplicações indispensáveis, substituindo o seu uso por outros materiais adequados ao uso requerido, que sejam ao mesmo tempo mais sócio-ambientalmente corretos e que não gerem impactos negativos ao meio-ambiente. Hoje quando vamos às compras nem nos damos conta da infinidade de embalagens e produtos com origens tão diversas e que um dia desejavelmente deverão ser separados para reciclagem, sob pena de permanecerem poluindo o nosso meio-ambiente. Por isso consumidor procure por produtos e/ou embalagens fabricados com matérias-primas as mais naturais possíveis porque eles é que farão a diferença na sanidade futura do nosso planeta terra.


    Antônio Eduardo Baggio



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    Terça-feira, Julho 21, 2009

    ARTIGO ESPECIAL.

                                                               Que bem poderia ter o título de
                                                                   "Botando o dedo na ferida".

                                                  

                                                                Spread bancário – que bicho é este?

                                                                                  Wagner Gomes


    Sem sombra de dúvida, a indústria bancária brasileira cobra os maiores juros do planeta, e sempre alega, como justificativa, com certa razão, que o grande vilão reside nos custos que compõem a formação do "spread bancário", termo difuso a ser dissecado. 
    O primeiro componente na formação desse bicho de sete cabeças está no custo financeiro das captações. Quando o banco recebe aplicação, remunera esse dinheiro ao poupador, exceto nos depósitos à vista, além de sofrer a incidência de depósito compulsório e outras exigibilidades, que ajudam a formar o custo financeiro primário.
    Logo, somente um determinado percentual desse montante poderá ser emprestado a taxas livres de mercado. Aí residem fortes argumentos para que essa remuneração seja tão menor do a que ele cobra ao emprestar o dinheiro captado.
    Existe, ainda, uma cadeia relevante de custos que os bancos embutem na taxa de juros que praticam. Eles precisam, por exemplo, repassar os tributos sobre receitas que recolhem aos cofres da União.
    Exemplificando: 0,65% mais 4% sobre a Receita Líquida de intermediação financeira são recolhidos ao PASEP e ao COFINS, respectivamente, enquanto 5% sobre a receita de serviço remuneram o ISS. Tem muito mais.
    No ato da contabilização do empréstimo, o Banco é obrigado a fazer provisões para garantir os pagamentos de empréstimos de liquidação duvidosa, além do denominado risco de crédito, que se traduz em perdas efetivas. Essa inadimplência ainda se retroalimenta e se perpetua na lentidão da justiça brasileira.
    Quando um devedor não paga ao Banco, a taxa de juros tem em seu bojo um componente que o livra desse prejuízo. As provisões levadas a efeito no ato da concessão do empréstimo impedem um maior alavancamento, via conta retificadora, no Patrimônio Líquido. Difícil entender?
    Em bom português, os devedores que pagam em dia, não deixam os caloteiros contribuírem com prejuízo para o setor bancário. Na fixação das taxas praticadas existe um componente percentual que se transforma em aval aos chamados devedores recalcitrantes. Pensam que acabou? Ainda não.

    Agora entra em cena a margem de contribuição, que traduz o retorno financeiro da operação, antes que dela se reduzam os custos e despesas, bem como os tributos sobre resultados. Os custos administrativos, que se assemelham aos custos fixos, independem do valor da operação e registram os custos de contratação e custos de manutenção.
    Já os tributos sobre o resultado envolvem 25% mais 15% sobre o lucro tributável para o Imposto de Renda e para a CSLL, respectivamente. Nesse particular, aqui existe um refresco: aqueles custos que lá atrás foram definidos como tributos sobre receitas, agora são dedutíveis dos tributos sobre resultados.
    Pronto, agora a equação está montada para que o banco especifique sua margem real de ganho que, enfim, vai representar o retorno financeiro da operação ou lucro líquido, já com todos os custos da cadeia produtiva deduzidos. Aí, acrescenta-se mais um dado a ser ponderado: a expectativa de juros futuros. Simples, não?

    8 comentários                       

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     Comentários

    #1. Fernando Tomaz Ferreira
    Muito bem explicado! Parabéns

    #2. Paulo Jose Soares
    Estou aguardando a sua vinda a BSB.

    #3. Paulo Jose Soares
    Parabéns.....Tá explicadinho..
    No circo quando o leão dá um urro os que estão na frente se levantam....e os logo atrás também vão se levantando.
    Cada um olha para o seu umbigo.

    #4. Otávio
    Grande Wagner,

    Show de bola, com linguagem simples e de facil entendimento - principalmente pelos que não militam na área - a explicação acima poderia ser de grande utilidade para quem precisasse efetuar palestra sobre o mister.

    Parabens.

    #5. Paulo Henrique Souto
    Parabéns Wagner, eu entendo pouco do riscado, tenho alma de artista, mas evito pedir dinheiro aos bancos e vou levando a vida. Abs. Paulo Henrique Souto

    #6. ALICE FRIZA
    Parabéns, Eustáquio Wagner, o artigo é bem didático e elucidativo. Obrigada.

    #7. AGOSTINHO NETTO
    Dr. Wagner,

    Excelente texto, didático e elucidativo, como é hábito do Autor.

    #8. Isa Musa de Noronha
    Como de hábito, simples - claro e excelente o texto.

    Como sou "espírito de porco", permita-me comentar um pequeno pedaço texto.

    Wagner escreveu (muito bem) "Existe, ainda, uma cadeia relevante de custos que os bancos embutem na taxa de juros que praticam. Eles precisam, por exemplo, repassar os tributos sobre receitas que recolhem aos cofres da União."

    É exatamente por isso que muitos de nós somos totalmente contrários à idéia de que um Patrocinador possa se beneficiar de eventuais superávits de Fundos de Pensão. Os relevantes fundamentos de justiça social e de valores éticos e morais acolhidos pelo legislador para não admitir a participação do patrocinador na distribuição de superávit (e é disso que se trata) são bem diferentes dos que prevalecem na burocracia do Ministério da Previdência com a edição da Resolução 26 que autoriza o patrocinador participar do superávits dos fundos de pensão.

    Razões éticas e morais situam-se nas vantagens que o patrocinador usufrui na gestão dos investimentos do fundo patrocinado; no sistema de formação de custos e preços; na política tributária e fiscal, relacionada com os incentivos fiscais concedidos aos entes patrocinadores, estatais e privados; bem como nos relacionados com os fundamentos de justiça social e nos valores éticos e morais agredidos pelo artigo 15 da Resolução CGPC 26/09.

    Com o sistema de formação de custos e preços, as empresas privadas e estatais do setor produtivo e de prestação de serviços, apropriam todos os seus custos fixos e variáveis, inclusive salários e contribuições sociais (INSS e previdência complementar), acrescendo-os dos impostos e do lucro e os transferem, nos preços de venda, (taxas sobre serviços, etc) ao consumidor final, zerando seus custos.

    É, portanto, o cidadão quem paga, como consumidor e como contribuinte, os custos de produção, de prestação de serviços, de comercialização, o lucro e os impostos que lhe são repassados nos preços pela empresa estatal ou privada.

    E há indícios de que paga mais do que seria normal por ser a atividade econômica ainda fortemente oligopolista, de concorrência imperfeita, e o poder público não dispor de instrumentos adequados para controlar o processo de formação de custos e de sua incorporação aos preços e transferência para o consumidor final.

    Por isto mesmo, o caráter regressivo dos custos nos preços pode ser maior do que deveria ser, prejudicando, sobretudo, os assalariados de menor renda, os quais consomem tudo o que ganham.

    Após zerar seus custos, via transferência para o consumidor/contribuinte as empresas estatais ou privadas, patrocinadoras de fundo de pensão, equiparadas quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributárias (artigo 173, II, e § 2º da Constituição Federal) passam a ganhar com a concessão de incentivos de natureza previdenciária, via redução da base de cálculo, mediante lei específica (artigo l50 § 6º, da Constituição).

    A partir da lei nº 9.532/97 a dedução ficou limitada a 20% do total dos salários dos empregados e da remuneração dos dirigentes da empresa, mas em compensação, foi autorizada a dedução da contribuição para os Fundos de Aposentadoria Programada Individual - FAPI, limitada aos mesmos 20%.

    São tantas as vantagens que numerosas empresas nacionais e estrangeiras patrocinam fundos de pensão e não cobram contribuições de seus beneficiários.

    Mas... Como é difícil argumentar tudo isso com os Patrocinadores de Fundos de Pensão...


    Isa Musa


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    Terça-feira, Julho 28, 2009

    ARTIGO ESPECIAL.

                                      Enquanto política de resíduos sólidos não for aplicada, 
                                                                não haverá solução

                                                              *por Ana Paula Chagas

    Recursos naturais são transformados em produtos de consumo, que ao serem descartados geram os resíduos. O problema gerado pelos resíduos surge no momento da produção. Antes da geração dos resíduos, já se tem em vista impactos ambientais como desmatamento, geração de efluentes líquidos e atmosféricos, entre outros. Após a geração do resíduo, surgem problemas relacionados à sua disposição, pois menos de 39% dos municípios brasileiros dão destino e tratamento adequado aos seus resíduos sólidos.
    Grande parte dos municípios ainda utiliza os lixões como forma de destinação dos resíduos coletados, o que ocasiona graves, e irreparáveis, problemas ambientais como poluição atmosférica, poluição hídrica, poluição do solo e proliferação de vetores de doenças.
    Esse panorama envolve dois aspectos primordiais: primeiro, a necessidade de se responsabilizar toda a cadeia produtiva, e segundo, o valor econômico dos resíduos.
    O primeiro aspecto é a tradução do princípio "correction de la pollution, par priorité, à la source"[1], extremamente difundido na Comunidade Européia. Como explicado anteriormente, os resíduos são a conseqüência do processo de produção e consumo. Então, nada mais justo que aquele que produz uma mercadoria que eventualmente, em algum momento de sua vida, irá gerar um resíduo, se responsabilize pelo mesmo. Na mesma linha de raciocínio, tem-se a responsabilidade daquele que consome a mercadoria, pois é ele quem estimula a produção.
    O que não se pode admitir é que nessa cadeia, a coletividade arque com os custos e danos irreparáveis, tanto sociais, quanto econômicos e ambientais, da geração do resíduo, e aqueles diretamente responsáveis pelo resíduo não tenham qualquer ônus direto. Infelizmente, é o que vem ocorrendo no Brasil.
    De acordo com esse princípio, é menos custoso e mais simples suprimir a poluição na fonte, ou adotar as medidas para evitar o risco de poluição, do que adotar medidas corretivas para despoluir ou reparar um dano.
    O princípio da correção na fonte, ainda pouco falado e conhecido dos brasileiros, se aproxima muito do princípio de prevenção. Na verdade, podemos dizer que o primeiro princípio é um desdobramento do segundo, pois ao se responsabilizar e transferir os custos da destinação e tratamento corretos dos resíduos ao produtor e ao consumidor, desenvolve-se, necessariamente, o comportamento preventivo, em que, desde a produção, se evitará, ao máximo, a geração do resíduo.
    O princípio da correção na fonte também determina que o resíduo seja tratado na sua origem, suprimindo, dessa forma, o transporte do mesmo para outra região. Evita-se, assim, a transferência do problema de um lugar para outro.
    Apesar desse princípio ser tratado na Resolução Conama 358/05, é imprescindível para a sua consolidação a edição de uma política nacional de resíduos sólidos, qual se encontra, ainda, em fase de projeto de lei, aguardando a sua votação no Plenário da Câmara dos Deputados.
    Enquanto essa política não for instituída e efetivamente aplicada, não haverá solução para a questão dos resíduos sólidos.
    Com relação ao valor econômico dos resíduos, a descoberta do seu valor agregado por vários países tem levado a uma mudança de postura na gestão dos resíduos: reaproveitamento e reciclagem são as palavras de ordem.
    No reaproveitamento, um determinado material será beneficiado em outro, com características diferentes do original. Na reciclagem, os materiais podem voltar ao estado original, e serem transformados em um produto igual em todas as suas características.
    Para ficar clara a diferença entre os dois, vamos citar os exemplos da reutilização do papel e da reciclagem das latas de alumínio. No caso do papel, apesar do nome utilizado ser "papel reciclado", ele é um exemplo do reaproveitamento, pois ele não tem as mesmas características do papel beneficiado pela primeira. Não só a cor é diferente, mas a gramatura e a textura também. Não é possível retornar o material ao seu estado original, resultando em um material com características diferentes.
    Já as latinhas de alumínio, elas serão fundidas e resultarão num produto com as mesmas características do original. Não haverá nenhuma diferença entre um e outro.
    Observando-se esses dois aspectos, e incluindo-os nas políticas de gestão dos resíduos sólidos, a pressão exercida no meio ambiente pela geração de resíduos diminuiria sobremaneira, não só quanto à quantidade de rejeitos, o que repercutiria na dimensão dos lixões e aterros sanitários, onde os resíduos sólidos são simplesmente depositados, aguardando-se a sua decomposição, sem nenhuma triagem, reutilização ou reciclagem dos mesmos.
    Portanto, é de fundamental importância, e certamente inevitável à solução de grandes problemas ambientais, a adoção de política nacional de resíduos sólidos, tendo como princípio basilar a correção na fonte (como medida preventiva), bem como a aplicação do reaproveitamento e reciclagem aos resíduos, dado o interesse econômico e ambiental que envolvem o tema.
    [1] Princípio da correção prioritariamente na fonte, dos danos ao meio ambiente: incorporado ao Direito Comunitário pelo Ato Único Europeu de 1986.

     * Ana Paula Chagas é gerente da área ambiental
    do escritório Décio Freire e Associados


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    Sexta-feira, Agosto 14, 2009

    ARTIGO ESPECIAL.

                                                                                                                          O LULA É POP

                                                                                    
                                                                                                                           Wagner Gomes

    Apesar de ser, constantemente, enxovalhado por jornalistas de renome na mídia, definitivamente, o Presidente Lula é Pop e se tornou um Super Star.
    Os escândalos sucessivos que abalaram o mundo político, em torno de seu governo, não minaram o seu inegável prestígio, notadamente naquela camada social que o ex Presidente Collor chamava de descamisados. Não se trata, aqui, de emitir juízo de valores, mas, sim,
    de render-se à evidência dos fatos.
    Ele caiu no agrado do povo, como se uma imensa egrégora se formasse em sua volta, propiciando-lhe uma mística proteção no imaginário popular. Ele se tornou "o cara", na visão de Barack Obama, e paira muito acima dos presidentes bufões da América do Sul.
    Uma série de evidências atesta essa popularidade, também, pelo mundo afora, onde os holofotes sempre o acompanham. Em abril deste ano, a série South Park, que vai ao ar nos Estados Unidos, apresentou Lula como um dos líderes que ajudam o personagem Stan a esconder, de aliens, dinheiro no espaço.
    No site
    http://www.southparkstudios.com  é possível assistir ao episódio. O argentino Ricardo Carpena, do La Nacion, descreve Lula como o homem que conquistou um lugar privilegiado no mundo, e, ao lhe atribuir virtudes de negociador nato, afirma que ele levou pragmatismo ao poder, tornando-se um líder sem fronteiras.
    Já a "Foreign
    Policy", do Washington Post, publicou foto de Lula, indagando na legenda: "O primeiro presidente não americano do Banco Mundial?".
    Pesquisa realizada a pedido do International Herald Tribune, que buscava identificar o líder internacional, de fora da Europa, mais popular em países ocidentais, atribuiu-lhe a façanha de obter 54% na Espanha, derrotando José Luiz Zapatero, chefe do governo local, que tinha apenas 46%. Itália, França, EEUU, Alemanha e Inglaterra também se rendem a esse charme que já conquistou o planeta, com índices que variam de 17% a 31% de popularidade.
     
    De fato, o Lula surfa, com desenvoltura, por uma enorme onda de simpatia, tendo construído um apoio globalizado, como nunca antes, na história deste País, presidente nenhum conseguiu.
    No Brasil, já supera 80% de aprovação, embasada em conquistas importantes, algumas inéditas para a vida da população brasileira.  O salário mínimo já supera os duzentos dólares.
    A taxa Selic, por exemplo, desde que foi criada em 1979, pela primeira vez é expressa em apenas um dígito percentual. Esse fato, ao refletir a eficiência estrutural de nossa economia, alavanca os investimentos no país, ajudando a virar essa página da crise econômica, em um ritmo bem mais acelerado que o previsto pela maioria de nossos analistas econômicos.
    A geração de brasileiros, que ora chega ao mercado produtivo, não tem memória inflacionária, em função do círculo virtuoso da economia, iniciado nos tempos de Itamar Franco. Ao preencher os vazios deixados pelos seus antecessores, com um discurso nitidamente popular e populista, Lula transmite aos seus simpatizantes o sentimento de que ele fez essa história acontecer.
    Ciente do capital eleitoral que construiu, não se deixou seduzir pelo canto da sereia que tentava lhe induzir a um terceiro mandato, através de modificações casuísticas na Constituição. Preferiu bancar, com alguma chance de êxito, uma candidatura alternativa, que é impulsionada, exclusivamente, pelo seu carisma.
    Hoje, já se especula que ele integra a lista de prováveis candidatos ao prêmio Nobel da Paz. Será?


     

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    Segunda-feira, Agosto 17, 2009

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG pelo doutor e Direito Público da UFMG, Paulo Adyr Dias do Amaral.

                          REFORMA TRIBUTÁRIA, FADAS,
                                                        DUENDES E GNOMOS 

                                            

                                                   *Paulo Adyr Dias do Amaral

    Consideremos o perfil da tributação hoje praticada no Brasil: a suposta retribuição estatal (sob a forma de serviços públicos) não ocorre (ou sucede em mínima medida) – o que agrava a tensão já naturalmente existente na relação jurídica tributária. Nos tempos que correm, no nosso país, as receitas derivadas (advindas da tributação) se destinam, em sua maior parte, ao pagamento do serviço da dívida. Quase nada retorna ao cidadão-pagador.

    Temos o Sistema Tributário mais complexo do mundo, com 85 tributos. Conforme os dados do INSTITUTO BRASILEIRO DE PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO – IBPT, entre leis, medidas provisórias, decretos, portarias e instruções, a "organização" desse sistema resultou em 3.200 normas tributárias, com a criação de 56 normas tributárias a cada dia útil. Acompanhar a evolução da legislação tributária brasileira é tarefa extremamente difícil para os estudiosos da área e impossível para o empresário e o cidadão comum.

    A carga tributária brasileira, que era de 13,5% do PIB em 1947, hoje resvala em 40%. Esse intervalo de tempo – sessenta e dois anos – é, historicamente, curtíssimo para uma elevação tão brutal. É um sinal claro de que a carga jamais caiu e nem tampouco cairá.

    A comparação internacional mostra que temos a 12ª maior carga tributária do mundo, atrás apenas de: Suécia, Dinamarca, França, Holanda, Itália, Israel, Hungria, Canadá, Alemanha, Polônia e Reino Unido. Estes são os países comparáveis a nós no que tange ao montante da carga. E com que países poderíamos nos comparar quanto ao desempenho administrativo? A esses mesmos? É óbvio que não. Portanto, a conclusão é clara: nossa carga tributária, embora não seja a mais alta, é, seguramente, a mais desfavorável do mundo. Ou seja: nenhum país paga tanto por tão pouco.

    Tudo isso fica mais claro quando nos comparamos com os países "comparáveis" a nós: Argentina (carga tributária: 21% do PIB), México (18,5%/PIB), Chile (18%/PIB), Índia, China e Rússia (16%/PIB). Nossa carga é a mais alta entre os países emergentes. Precisamente, o dobro.

    Cargas elevadas são bem suportadas por países de economia forte. Porém, num país pobre como o Brasil, tendo em vista nossa capacidade de produzir riquezas, o limite suportável estaria situado em aproximadamente 25%. A tributação que ultrapassa o marco da nossa realidade econômica deságua na informalidade, na ilegalidade, na sonegação e na inibição do crescimento. É precisamente o que está a ocorrer.

    Desde a instauração da nova ordem jurídica brasileira, em 05-10-1988, ansiamos pela REFORMA TRIBUTÁRIA estrutural (aquela que envolve as três pessoas políticas da Federação: União, Estados e Municípios) – que não foi e nem será feita. E profetizo que passaremos as próximas décadas (ou séculos) discutindo a reforma da reforma...

    Reformas tributárias são feitas pelos governantes. Nós, cidadãos comuns, não a fazemos. Por isso mesmo, desde que comecei a ter contato com questões tributárias, nunca vi nenhuma reforma que não tivesse como única finalidade o aumento da arrecadação.

    Curiosamente, há consenso geral acerca dos princípios a serem adotados para a REFORMA TRIBUTÁRIA. Todos acham que se deve: manter descentralização de competências e receitas; preservar o ajuste fiscal do setor público; desonerar exportações, investimentos e emprego; minimizar danos sofre eficiência e competitividade; harmonizar mercado interno e abrir a economia; promover justiça fiscal; simplificar o sistema tributário etc. São estes, basicamente, os pontos pregados em todos os discursos. A divergência ocorre quanto aos caminhos a serem tomados para atingir tais objetivos.

    A meu ver, é ilusório e fantasioso qualquer programa de REFORMA TRIBUTÁRIA que não ataque diretamente o cerne do problema: a crescente DESPESA PÚBLICA. Quem prega redução de carga tributária divorciada de redução da despesa provavelmente acredita também em fadas, duendes e gnomos...

    É um problema bem mais econômico que jurídico. O Direito pode regular relações obrigacionais, mas não tem como alterar o curso das leis naturais que regem as ciências especulativas, seja na física, seja na economia.

    Por isso mesmo, economistas têm sustentado que lutar pela redução da carga tributária é uma causa perdida. Não estão destituídos de razão. Sob diversos aspectos, o Estado brasileiro realmente não tem como reduzir a despesa pública. Recentemente, o Prof. Stephen Kanitz exibiu os dados: o número de aposentados dobrará em trinta anos, aumentando em 100% nossa maior despesa pública; com o aumento da longevidade, o gasto com saúde pública poderá triplicar etc. Dele colho as seguintes palavras: "Quem acha que os atuais 36% do PIB são o limite máximo de impostos está redondamente enganado. Minha estimativa é a de que nos próximos vinte anos os impostos subirão inexoravelmente para 48% do PIB, e há estimativas muito piores do que a minha por aí. E não é apenas no Brasil, isto é um fenômeno mundial" (KANITZ, Stephen. Os Impostos vão aumentar. Disponível em: <www.kanitz.com.br>).

    Não obstante, claro é que algumas medidas podem (e devem) ser tomadas nesse sentido. Uma delas (talvez a mais importante) seja o combate à corrupção e moralização nas contas públicas. O problema é que os sucessivos escândalos financeiros envolvendo malversação do dinheiro público não têm sensibilizado devidamente a opinião pública, nem tampouco o eleitor brasileiro.

    *Paulo Adyr
    Dias do Amaral

    Doutor em Direito Público – UFMG. Mestre em Direito Tributário – UFMG. Diretor da Associação Brasileira de Direito Tributário – ABRADT. Membro do Grupo de Estudos da Associação Brasileira de Direito Financeiro – ABDF/Minas. Membro da Associação Latino-Americana de Direito Comparado. Professor nos Cursos de Pós-graduação em Direito Tributário: - da PUC/Minas; - das FACULDADES MILTON CAMPOS; - do Centro de Estudos na Área Jurídica Federal – CEAJUFE; - do Centro de Atualização em Direito – CAD (em convênio com a Universidade Gama Filho).


     



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    Segunda-feira, Agosto 17, 2009

    Para LER E PENSAR. ARTIGO sobre as ações da BHTRANS, enviado ao nosso BLOG pelo administrador de empresas e estudioso dos problemas da capital mineira, José Aparecido Ribeiro.


    *José Aparecido Ribeiro.

    A BH Trans bate recordes na arrecadação com o dinheiro das 370 mil multas e os hábitos dos motoristas não mudam, numa prova inequívoca de que a pedagogia da multa não educa, e de que as ações precisam ser re pensadas pelo Prefeito da terceira maior cidade do Brasil.

    Sobra truculência e justificativas para o caos na mesma proporção que falta engenharia, atitudes e bom senso na gestão do trânsito. Vamos as dez sugestões para o órgao, ja que ele pede a recíproca do povo, mas não faz a sua parte:

    1 - A cidade possui 136 pontos de estrangulamentos que precisam de tratamento, obras e intervenções humanas nos horários de pico. Pelo menos 50 destes pontos estão na região centro sul da cidade e acabam afetando quase toda a Capital.

    2 -Existem pelo menos 130 rotas alternativas que ninguém conhece e que não são sinalizadas, que se bem asfaltadas, e sinalizadas, poderiam tirar das vias "arteriais", pelo menos 20% do fluxo e distribuí-lo para dentro dos bairros.

    3 - Os sinais precisam ser sincronizados em ondas verdes nas principais rotas de fluxo intenso, mas são em apenas algumas. Podemos contar nos dedos quais são elas.

    4 - A cidade precisa rever os seus limites de velocidade, que hoje é de 60KM, para 70 KM, nas avenidas principais. O que aumentaria a fluidez e faria o numero de multas por radares cair 83%, já que este é o percentual de multas aplicadas por uma diferença de 3 a 13KM horários.
    Um indício inequívoco de que a "indústria da multa" existe e vai bem obrigado.

    5 - O traçado da cidade e o sentido de dezenas de ruas, em especial as da região centro sul, precisam de mudanças. Existem ruas sacrificadas em detrimento de outras que, "sabe se lá por que razão" são poupadas de movimento. Exemplo: Timbiras e Gonçalves Dias, que recebem um fluxo maior do que a sua capacidade.

    6 - O piso asfaltico da Cidade, sobretudo em ruas de grande movimento, e nas "rotas alternativas", precisam estar em boas condições sempre. Existem pelo menos 200 ruas, que recebem trafego pesado, que estão com seus pisos destruídos e são evitadas pelos motoristas, sobrecarregando as vias arteriais. A cidade precisa de um programa de recapiamento funcionando, ininterruptamente, nos horários noturnos, durante todo o ano e não só em períodos eleitorais.

    7 - O gestor do trânsito precisa liderar um programa de escalonamento de horários com escolas e empresas, tanto na entrada, como na saída de turnos, de modo a fazer com que haja distribuição do volume de carros em horários escalonados e alternativos.

    8 - A exploração do transporte público é uma concessão do município e cabe a ele indicar o modelo de carroceria de ônibus, considerando o clima e a topografia da cidade, tendo o cuidado de oferecer um transporte que incentive o usuário do carro, a trocar o privado pelo público.(ônibus). O modelo atual é um caso de saúde pública e extremamente desconfortável.

    9 - Face ao grande volume de carros e novos emplacamentos todos os meses, as operações do trânsito precisam ser descentralizadas, de modo a tornar as ações dos agentes de trânsito mais rápidas e eficazes. Sobretudo nas situações de emergência. Perde-se tempo no deslocamento e a criação de comandos estratégicos tende a maximizar sobretudo a atuação dos recursos humanos.

    10 - Eliminação de estacionamentos faixa azul em dezenas de ruas, sobretudo na região centro sul, em vias de trânsito pesado. O modelo de faixa azul é injusto, inadequado e precisa ser revisto, quem sabe nos moldes utilizados pela cidade do Rio de Janeiro...

    Existem pelo menos 20 outras alternativas para dar fluidez ao trânsito que não são consideradas pela BH Trans, pois só vale para o transito da nossa Capital o que ela acha...

    A BH trans perdeu a credibilidade e deveria dar lugar a um depto de engenharia de trânsito e transporte com foco em soluções e não em arrecadação.
    Sem a interferência de partidos.

    Isso explica o por que mesmo multado e revoltado, o motorista continua agindo da mesma forma. Quando as soluções não aparecem, o que poderia ser pedagógico, perde o sentido e a eficácia.

    Soluções existem, falta gestão, e sobretudo menos ideologias, todas inapropriadas para o momento histórico, afim de encontrarmos soluções para o caos do trânsito de BH. Ressalta-se que todos somos contra os carros ocupando os espaços públicos com apenas um Cidadão, desde que exista um transporte publico decente e que atenda a todas as classes sociais... Não só a uma parte delas.

    *José Aparecido Ribeiro
    Especialista em trânsito e assuntos urbanos
    ONG SOS Mobilidade Urbana
    BH - MG



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    Quinta-feira, Agosto 20, 2009

    ARTIGO ESPECIAL.


     
                                Assédio moral


                                                         Flávio Martins da Costa

    Flávio Martins da Costa
    Administrador de Empresas com Pós-Graduação em Org. Sist. e Métodos. Autor dos Livros "Socorro, Não Tenho Tempo!!", "Socorro, Meu Dinheiro Está Sumindo!!" e "Excelência no Atendimento ao Cliente". Foi professor universitário no UNI-BH e do Curso Técnico de Gestão Empresarial do SENAC. Como consultor atua nas áreas de Adm. Geral, Org. e Métodos, Preparação para a Certificação IS0 9000 e Resp. Social, Rec. Humanos, Cargos e Salários e Planej.Estratégico. É instrutor e palestrante, atendendo a entidades como a Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais, SESCOOP/Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo e FEDERAMINAS-Fed Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias de Minas Gerais.

    + textos de Flávio Martins da Costa

    - "Fulano de Tal, mais uma vez você se atrasou na entrega de seu serviço. Sua capacidade de fazer com atraso e com baixa qualidade nos deixa decepcionados. Acredito que em tudo você é lerdo, talvez até em casa..., não é por acaso que sua mulher te largou... Veja só os colegas que estão aqui nesta reunião. Toda a equipe com a qual estamos reunidos. O atraso dos outros é muito menor que o seu.Você é muito fraco mesmo! Por isso que eu sempre coloco serviços mais elementares para você, e mesmo assim dá nisso".
    - "Mas chefe, os prazos colocados são muito inferiores ao mínimo que eu precisaria".
    - "Acorda... se ficar reclamando vai ser é demitido. Veja os outros aqui presentes na reunião. Os atrasos deles são mínimos".
    - "Mas chefe, eles têm mais prazo para o mesmo serviço".
    - "Calado ou rua!".

    Fala-se muito em assédio sexual, tendo o assunto sido até tema de filmes de sucesso e, assim, por estar na mídia, despertou a consciência de muitos, sendo até objeto de muitas ações na justiça.
    Apesar disso, o assédio sexual continua ainda a ocorrer com freqüência, e a assediada (na maioria das vezes) ou o assediado (também acontece muito), costuma esconder o fato por não ter provas ou por medo de perder o emprego.
    Assim como o assédio sexual, o moral é muito comum no Brasil e considerado corriqueiro. É tão comum que muitas vezes faz parte da cultura das "brincadeiras", das "gozações no trabalho" que são normalmente relevadas por todos, sendo muito comum as vítimas ou os que assediam não terem noção do que significa.
    O assédio moral ocorre mais do que se pensa e tem sérias conseqüências quando acontecem no trabalho, envolvendo motivação, respeito humano e implicações até legais. Este tipo de ato corresponde a ocorrências em que o empregado é submetido a situações abusivas, humilhantes, constrangedoras, de caráter freqüente no local de trabalho e no exercício de suas funções.
    Consultando fontes importantes como o "Jornal do Senado", de 25 a 31 de julho de 2005, verificamos que diversas situações podem ser vistas como assédio moral e, pasmem, são muito comuns e consideradas, pela maioria das pessoas, como corriqueiras.
    É comum, por exemplo, verificarmos ações de assédio moral como marcar tarefas com prazos impossíveis, criticar com persistência e subestimar esforços, passar alguém de uma área de responsabilidade para outra de funções triviais, provocar desestabilização emocional e profissional que ocasione perda de autoconfiança e o interesse pelo trabalho, isolar a vítima do grupo de trabalho, impedir que o profissional se expresse, ridicularizar, inferiorizar ou menosprezar diante dos pares, culpabilizar/responsabilizar o funcionário publicamente.
    Não podemos deixar de mencionar: fazer comentários públicos negativos em relação à capacidade do funcionário; invadir o espaço familiar; desviar de função; retirar material necessário à execução de tarefas, impedindo o trabalho com o objetivo de prejudicar moralmente o colaborador; exigir que se cumpra horário fora da jornada de trabalho; trocar a pessoa de turno sem que a mesma seja avisada e mandar executar tarefas acima ou abaixo do conhecimento do trabalhador.
    O agressor, o colega ou o superior hierárquico comporta-se das mais variadas maneiras para rebaixar o outro. Tal conduta pode causar severos danos à saúde física e mental da vítima, com sintomas como depressão, distúrbios do sono, hipertensão, alteração da libido, entre outras. O cotidiano sofrido pode levar a situações extremas de, até mesmo, pensamentos ou tentativas de suicídio. E, às vezes, elas levam o assediado a se demitir do trabalho.
    Já existe jurisprudência sobre o assunto e o agredido pode reclamar ou denunciar para a área de Recursos Humanos da empresa, caso considere que terá apoio. Se necessário, pode até reclamar na justiça, desde que reúna provas, chegando inclusive argüir a rescisão do trabalho e pleitear as devidas indenizações.
    Conforme citado no jornal, a lei diz que o empregado poderá considerar rescindido o contrato de trabalho e pleitear a devida indenização quando forem exigidos serviços superiores às suas forças, se for tratado com rigor excessivo, quando as obrigações do contrato não forem cumpridas, em caso de atos lesivos à moral e à boa fama, em razão de ofensas físicas e caso o empregador reduza o trabalho de forma a afetar sensivelmente a importância dos salários.
    Assim, é necessária uma revisão da conduta por parte de muitos supervisores e colegas de trabalho, para que possamos evitar o assédio moral, e melhor, criar um ambiente mais harmônico e motivante no trabalho.


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    Sexta-feira, Agosto 21, 2009

    ARTIGO ESPECIAL

                                                                            RODOVIA DA MORTE
                                                                 (trecho BH-Governador Valadares)

                                                                       
                                                                      *Petrônio Souza Gonçalves
                                                                                      (escritor)

                                                                  Caminho da morte: Até quando?

    A estrada não é assassina. É a imprudência e a omissão dos homens que a fazem assim. Seu traçado original apenas facilita a morte de famílias inteiras, dia-a-dia. Com a indiferença das autoridades competentes, enquanto o amigo leitor finaliza esta leitura, mais uma vítima fatal estará estendida nas curvas das nossas lamentações, às margens da BR 381.
    Com as obras de recuperação da BR 381, os acidentes aumentaram e ficaram mais violentos, pois a recuperação da estrada se deu apenas em sua linha torta, ou seja, em sua recapagem, em sua maquiagem e não em seu traçado original, em sua via de rolagem, de viagem. Isto aumentou apenas o risco, ampliado pela velocidade e multiplicado o perigo existente em suas inúmeras curvas sinuosas e perigosas. Meu Deus, quantos ali ainda morrerão? Quantas famílias ainda serão mutiladas? Quantas vidas decepadas? Tudo isso já vem há muito tempo e sinais concretos de uma futura melhora, nenhum! Um erro com milhões de cúmplices e milhares de silenciados.
    A cada final de semana, a cada feriado prolongado, contabilizamos novo recorde de acidentes, mortes e feridos. Amanhã, todos os jornais noticiarão as mesmas mortes, acontecidas em uma das curvas da BR 381, entre os municípios de Belo Horizonte e Governador Valadares, dentro de seus 310 quilômetros de extensão e seus 62 trechos de perigo permanente. O que é mais frustrante é constatar que além das incontáveis tragédias e de vários trabalhos realizados apontando os trechos mais perigosos e os erros do seu traçado anacrônico, ao longo dos seus mais de 50 anos de existência, nada foi feito até aqui para alterar essa triste realidade que vai consumindo a vida de quem é obrigado a passar por ela.
    Só no ano de 2008, 138 mortes foram contabilizadas em sua faixa asfáltica, no local do acidente, além daquelas que aconteceram no hospital, no caminho para o hospital e não foram registradas, além de tantos outros que ficaram paralisados para sempre. Acredita-se que, a cada ano, mais de 800 pessoas morrem em decorrência de acidentes na BR 381. Se a gripe suína mobiliza milhões para as poucas mortes registradas em todo o Brasil, a questão da BR 381 poderia mobilizar fundos para acabar com esse martírio atemporal e diário, que tem endereço e lugar certo para matar e mutilar quem se aventura por ela.
    Hoje foi assim, amanhã será assim e depois e depois também. Nas férias, muitos meninos que saíram para a sua primeira viagem, levando na bagagem sonhos, juventude e a vontade de aproveitar o dia, não puderam contar suas histórias para os amigos de escola. As mães ficaram tristes, famílias ficaram órfãs e a estrada continua a sua repugnante e revoltante sina: a de esmagar gente entre carros, levando pessoas ao encontro prematuro da morte inesperada e precipitada.
    Eu, que sempre passei por ela, hoje procuro não passar mais. Cansei de chegar em casa amargurado. Não me lembro de feriado algum, na saída ou chegada a Belo Horizonte, que não tenha visto vidas estraçalhas às margens da BR 381, o endereço da morte pontilhado em minhas retinas. Agora, além dos engarrafamentos rotineiros dos incontáveis acidentes, temos os protestos honestos e sofridos e, lamentavelmente ainda infrutíferos, das populações martirizadas pela consagrada Rodovia da Morte.
    Entre mim e os amigos que moram depois dela, há, além da distância, o medo e o pavor. Pena! Enquanto isso, os jornais já têm a sua pauta pré-fixada, pré-agendada, a notícia estampada em suas primeiras páginas. Até quando, não sei. Sei apenas que tenho, humildemente, que duelar com a minha caneta contra esta triste verdade, que fará entre nós, mais algumas de suas vítimas, que podem ser parentes, amigos e pessoas muito próximas. Infelizmente!

                                                        *Petrônio Souza Gonçalves é escritor

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    Quarta-feira, Agosto 26, 2009

    ARTIGO ESPECIAL.

     

    À sombra do tempo


                                                 *Petrônio Souza Gonçalves
    Hoje, amanheci querendo viver um mundo que não existe mais. Um tempo que ficou guardado na memória, com canções que embalaram épocas, filmes que marcaram gerações e cenas que não vejo aqui. Faz saudade e sinto que neste mundo de imediatismo e globalização, as coisas mais intrínsecas ao ser humano vão ficando em segundo plano, e a habilidade especial de cada um sendo apenas um mero detalhe, não um diferencial.

    As canções são a voz do passado, nos trazendo sensações e emoções de um tempo de urgências e necessidades. Não há mais o contágio da poesia diferente de um novo nome em nossa música popular. Às vezes penso que a fonte se secou, ou que a alma humana se esfacelou. Quando irei ouvir novamente um canto negro de Milton Nascimento reboando por todos os cantos da América? Ou mesmo dentro dos corações estudantes? Entendo que a nossa música popular ficou mais triste, enquanto muitos contam em casa o seu vil metal.
    No cinema, as grandes produções seguem as grandes bilheterias, tendo um Oscar como prêmio principal. E os filmes inovadores, de beleza incontestável? Poucos, quase nada. Robert De Niro nunca mais foi o touro indomável dos primeiros anos, restritos às décadas de 70 e 80. Até hoje, seus primeiros filmes estão aí, revelando os gênios de De Niro e Scorsese. Enquanto isso, tantos filmes estão lá, e tão poucos cá! Infelizmente.

    A arte é assim, reflete o seu tempo, o mundo que há cerca. É o espelho, o fundo da alma. Quanto mais perto dela, mais perto de Deus e da beleza original, como no renascimento, no impressionismo, no barroco e no florescer da aurora de nossos dias...   Ela é o pulsar do pensamento, dos questionamentos, das desilusões de um tempo, de uma era. O que a molda é a criatividade humana, essa que é aguada pelas nossas crenças, sonhos, valores, e a irremediável necessidade de nos aproximar de Deus, aquele que tudo toca e tudo transborda.

    A vida é um recriar constante de nossos sonhos, de nossos anseios, um atestado diário de nossa existência. É preciso repensar o mundo e dar a ele um doce frescor de primavera, aquele que brilhou no renascer da idade média e iluminou o pensamento quando a escuridão acendeu a idéia.

    É preciso paz para poder criar, é preciso leveza para deixar o pensamento abrir suas asas e nos resgatar das mesmices desse mundo tão pobre de poesia e tão igual. Sejamos nós um pouco mais ousados e um pouco menos comuns. Vivamos em nós o nosso outro lado, aquele voltado para as coisas do espírito, do coração, da alma, e que tanto nos faz bem e nos transforma...

    Viver é uma fonte inesgotável de absurdos e excentricidades, não sejamos tão redundantes em nossa estéril compressão das coisas desse mundo - tão finito e tão cinza - em nossa limitação de um mundo pueril e apático. Sejamos mais manhãs do pensamento, mais noites de grandes estrelas em lua cheia. Façamos à hora, façamos acontecer, enquanto um mundo novo se explode em paixões pelos cabos que ligam o pensamento humano ao muito além daqui, tão virtual quanto plural, impregnado de sabias e vãs quimeras.  

    A vida e o mundo nos esperam... Vamos dar a eles a nossa melhor e mais bela parte, aquela emoldurada pelas cores do mundo que um dia ainda iremos viver, enquanto o pintamos com poesia, sonhos, canções e uma porção de outras coisas mais...
     

                                                 *Petrônio Souza Gonçalves 
                                                      é jornalista e escritor
                                               


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    Quinta-feira, Agosto 27, 2009

    TURISMO na Estrada Real. O ARTGO ESPECIAL é de Arthur Vianna, diretor da Belotur.

                                                                  ARTIGO ESPECIAL

                                                                Pela Estrada Real afora
     
    Muitos são os caminhos que levam o turista a navegar pela Estrada Real. Uma busca no Google leva-nos a quase 200 mil páginas pela Internet afora. Claro que nem todas elas dizem respeito ao caminho dos bandeirantes e tropeiros do nosso Brasil. Uma, pode rasgar elogios ao veículo Doblo Adventure Estrada Real, da FIAT. E, outra, pode conduzir o turista até a cidade francesa de Montlhery, próxima a Paris e famosa pela sua trilha Estrada Real Paris-Orleans.

    Mas a maioria é mesmo nossa velha conhecida Estrada Real do mato adentro, com seus caminhos Novo, Velho, dos Diamantes e do Sabarabuçu. Este último, incorporado há poucos anos ao mapa do Instituto Estrada Real, liga Catas Altas a Ouro Preto, passando por Sabará e Caeté.

    O introito acima é para justificar uma dica aos cavaleiros, andantes e motoristas que desejam – e merecem – seguir Estrada Real afora. Entre as várias páginas sobre o assunto na web, gostaria de recomendar duas, em especial: uma editada pelo SENAC-MG, www.descubraminas.com.br, e outra da FIEMG, www.estradareal.org.br. São as melhores e lá podemos viajar pelas imagens e informações antes de colocar o pé da estrada.

    Para quem deseja conhecer as muitas cidades pelo caminho, outra dica importante é procurar uma boa casa do ramo. Claro, você pode perguntar ao Tullio Marques, que fez o Caminho Velho em abril de 2000, percorreu 500 quilômetros e sabe das coisas. Ou, então, procurar uma agência especializada em ecoturismo e turismo de aventura.

    A Primotur é uma delas. Sediada em Belo Horizonte e há seis anos no mercado, a operadora coloca à disposição do turista uma série de atividades, como trekking, mountain bike, rapel, escalada e cavalgada.

    E também roteiros com transporte, carro de apoio, seguro e guias.
    Em abril, a Primotur oferece inúmeros passeios e trechos imperdíveis da Estrada Real. Certamente um deles vai caber em seu orçamento e disponibilidade de tempo.

    Entre os roteiros anunciados:
    Trilhando a Estrada Real (Rio Acima e Raposos, margeando o Rio das Velhas),
    Expedição Serra dos Órgãos (caminhada de Petrópolis a Teresópolis, no estado do Rio de Janeiro, atravessando durante 3 dias o Parque Nacional da Serra dos Órgãos),
    Expedição Lapinha e Tabuleiro (caminhada pela Serra do Cipó com destino à fantástica Cachoeira do Tabuleiro),
    Passeio Ecológico (de São Bartolomeu a Ouro Preto, passando por 5 cachoeiras) e ainda o Conhecer Melhor BH (travessia pela Serra do Curral, de Belo Horizonte a Nova Lima). No endereço www.primotur.com.br, a relação completa.
    E bom proveito.
     
     


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    Domingo, Agosto 30, 2009

    TWITTER...TWITTER...TWITTER...O QUE É? Para que serve o TWITTER? (O nosso é jcamaralnews ) *OLHA vale conferir abaixo artigo pinçado do BLOG do advoigado mineiro Alexandre Atheniense.

    twitter_logo_3

    O blog O DIREITO E AS NOVAS TECNOLOGIAS surgiu da iniciativa do Dr. Alexandre Atheniense, advogado e professor, pelo interesse em prover aos seus leitores aficcionados pelos diversos temas relacionados sobre o Direito e a tecnologia no Brasil e no exterior, com atualização diária através do relato de opiniões, tendências, notícias, jurisprudência e legislações, propiciando uma rica e atualizada fonte de pesquisa

    Vários advogados tem me perguntado recentemente
    quais as vantagens de utilizar o Twitter,
    diz o advogado Alexandre Atheniense no blog dele:


    Resolvi publicar este post para divulgar uma excelente compilação sobre o tema, escrito por Claudio Torres, onde há menção das várias funcionalidades e uma lista sobre alguns programas aplicativos para incrementar uso deste meio de comunicação

                                                                              Artigo Especial

                                                                      TWITTER PARA LEIGOS
                                                                               Claudio Torres

    O Twitter tem ganho espaço no Brasil, e nas conversas nas mídias e redes sociais. Mas para usar o Twitter com eficiência, principalmente se você pretende um uso profissional, empresarial ou para marketing digital em sua empresa, você tem que conhecer ferramentas que complementar o Twitter e ajudam a usar melhor esta ferramenta de comunicação on-line, que invade a Internet.

    O Twitter, como muitos sites de mídias sociais, permite agregar aplicações de terceiros, através da API do Twitter. Assim outras empresas podem desenvolver software para o Twitter e criar aplicações adicionais para a ferramenta.

    Muitas empresas ao redor do mundo tem criado ferramentas úteis, que você pode utilizar para seu uso pessoal, empresarial, corporativo, ou até para o gerenciamento de marca e publicidade de algum cliente. Seja você uma empresa, um advogado, um médico, um engenheiro, um empresário, um músico, ou até mesmo um diretor ou gerente de marketing ou marca, você vai achar as 7 ferramentas que separei para você.

    Para usar o Twitter : Embora você possa usar o seu navegador para acessar o Twitter,  existem duas ferramentas que servem para você acessar o Twitter, com a tecnologia Adobe Air, diretamente do seu computador : o Twhirl e o TweetDeck.

    Para quem usa o navegador Firefox, há um plugin chamado Twitbin. São gratuitos e você baixa e instala no seu computador, e pode usar o Twitter de uma forma mais eficiente, visualizando ao mesmo tempo os tuits que você segue, as pessoas que respondem a você, ver perfis, e mensagens diretas, sem ter que mudar de página como no navegador.



    1. Para pesquisar no Twitter : Use o Tweetscan, Twitdir ou o Twitter Search para pesquisar e saber o que estão falando de você, da sua marca, ou de um tópico de seu interesse. Por exemplo, posso pesquisar o que estão falando do meu livro no Twitter digitando "Bíblia do Marketing Digital".

    2. Para seguir conversas no Twitter : O Friendfeed permite concentrar todo o conteúdo disponível em RSS em uma única página. A aplicação também permite que se responda diretamente, sem a necessidade de navegar pelo Twitter.

    3. Para criar discussões e promoções : Também chamados de hashtags, o uso do símbolo # antes da palavra, permite acompanhar um tema que você ou outro usuário criou. Seu uso permite uma série de aplicações complementares ao Twitter, como explicado em meu artigo "O que é o Twitter e como funciona".

    4. Para usar o Twitter localmente : Se você está interessado em uma região específica, por exemplo o local onde mora, o Twitterlocal filtra os tuits baseado no perfil do usuário e seu local de origem. Para negócios localizados, como lojas e restaurantes, é a aplicação ideal.

    5. Para seguir o Twitter com Alertas:  Muitas vezes conversas que começam no Twitter acabam indo para os blogs e outras redes sociais. Para acompanhar isso você pode usar o Google Alerts com o seu Twitter, como @publicidadeweb ou publicidadeweb. Assim o Google irá enviar para seu e-mail atualizações periódicas sobre as referencias a seus tuits na rede.

    6. Para integrar o Twitter com outras mídias : Existem duas ferramentas importantes para integrar o Twitter com outras mídias. O TwitPic é uma ferramenta que permite que você tuite fotos. Seus seguidores vêem a descrição e o link para a foto. Já o Tinyurl é uma ferramenta que permite transformar URLs grandes,  em pequenos links, que aparecem no Twitter, economizando os escassos 140 caracteres.

    Já existe inclusive uma lista de advogados
    e juízes no Brasil que divulgam os seus endereços
     no twitter no site Forensepedia.


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    Sábado, Setembro 12, 2009

    ARTIGO ESPECIAL do presidente do Instituto Mário Penna, advogado CÁSSIO RESENDE.











     









    Como os governos podem ajudar com mais recursos para o Terceiro setor

    Como os governos podem ajudar com mais recursos para o Terceiro setor Diante das dificuldades e impossibilidades cada vez maiores de o Poder Público — seja a União, sejam os Estados-membros, sejam os municípios — cumprir, de forma exclusiva e satisfatória, seu papel de promover o bem-estar e o desenvolvimento humano e social, o Terceiro Setor (aí incluídos as fundações, as associações e os institutos, pessoas jurídicas sem fins lucrativos) assume relevante papel, com suas redes e atividades, não só complementando, mas suprindo, muitas vezes, carências e omissões do Estado. Cabe a este fiscalizar a atuação das entidades do Terceiro Setor para que atuem com seriedade, probidade e eficiência. Por outro lado, deve apoiá-las para bem cumprirem suas finalidades, estabelecendo com elas uma relação saudável e cooperativa, para potencializarem, juntos também com o Segundo Setor (o mercado), o desenvolvimento econômico eficiente, com o máximo de justiça social. São várias as formas pelas quais o Poder Público pode colaborar para o fortalecimento do Terceiro Setor, que se confunde com a própria sociedade civil organizada, em atitude de cidadania, não só jurídico-formal, mas econômico-social, com a inserção e a promoção da felicidade temporal de todos. A renúncia fiscal bem aplicada e conduzida constitui-se numa forma adequada e eficaz de obtenção de recursos pelo Terceiro Setor, que desenvolve atividades não atendidas satisfatoriamente pelo Estado, como saúde, educação, assistência social, pesquisa e outras. Segundo Hely Lopes Meirelles, "modernamente, o Estado de Direito aprimorou-se no Estado de Bem-Estar (Welfare State), em busca de melhoria das condições sociais da comunidade. Não é o Estado Liberal, que se omite ante a conduta individual, nem o Estado Socialista, que suprime a iniciativa particular. É o Estado orientador e incentivador da conduta individual no sentido do bem-estar social. A finalidade precípua da Administração é a promoção do bem-estar social, que a Constituição traduz na elaboração e execução de planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social (art. 21, IX, Constituição Federal). Bem-estar social é o bem comum da coletividade, expresso na satisfação de suas necessidades fundamentais" (in Direito Administrativo Brasileiro, 22ª ed., São Paulo: Malheiros Editores, p. 511, 640 e 641). O Brasil necessita de um Terceiro Setor forte e organizado, a bem do desenvolvimento humano e social de seu povo. Para tanto, deve contar com o imprescindível apoio, fomento do Poder Público. Nesse sentido, é oportuna a lição de Maria Sylvia Zanella di Pietro: "O fomento abrange a atividade administrativa de incentivo à iniciativa privada de utilidade pública. Fernando Andrade de Oliveira (RDA 120/14) indica as seguintes atividades como sendo de fomento: auxílios financeiros ou subvenções, por conta dos orçamentos públicos; financiamento, sob condições especiais, para a construção de hotéis e outras obras ligadas ao desenvolvimento do turismo, para a organização e o funcionamento de indústrias relacionadas com a construção civil, e que tenham por fim a produção em larga escala de materiais aplicáveis na edificação de residências populares, concorrendo para seu barateamento; favores fiscais que estimulam atividades consideradas particularmente benéficas ao progresso material do país; desapropriações que favoreçam entidades privadas sem fins lucrativos, que realizem atividades úteis à coletividade, como os clubes desportivos e as instituições beneficentes" (in Direito Administrativo, São Paulo: Atlas, 1997, p. 55). É preciso instrumentalizar e organizar as entidades do Terceiro Setor (fundações, associações e institutos) para que elaborem bons projetos e captem, com o melhor resultado, recursos do Poder Público, de seus fundos (para a educação, para a inclusão digital e outros), da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). Devem, outrossim, preencher os requisitos para fruição dos benefícios fiscais e tributários (imunidades e isenções). Ressalte-se que a imunidade é a vedação a que se institua tributo pelo Poder Público em face de determinadas pessoas jurídicas, por força de dispositivo constitucional. Já a isenção é um favor conferido por lei, liberando certas pessoas jurídicas, sob certas condições, de pagar o tributo. A imunidade dos impostos relativos ao patrimônio, renda e serviços das instituições de educação e de assistência social consta do art. 150, inciso VI, letra "c", da Constituição da República. Outra hipótese de imunidade (assim entendida pela opinião majoritária da doutrina e parte da jurisprudência) está prevista no art. 195, § 7º, da Constituição Federal, no que se refere à contribuição previdenciária patronal. Não obstante constar do texto a palavra isenção, trata-se de imunidade, por ter sede constitucional e natureza de imposto (pago sem contrapartida, sem contraprestação). Com relação às hipóteses de isenção, destacam-se a Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet); o Fundo da Infância e da Adolescência (FIA), previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, com abatimento no imposto de renda para pessoas físicas ou jurídicas que destinarem recursos para o referido fundo; a isenção do imposto de renda de empresas que canalizarem recursos para suas atividades sociais e assistenciais; e os arts. 22, 23 e 55 da Lei Orgânica da Previdência Social (Lei nº 8.212/91), que regula a isenção da cota patronal para a Previdência Social. As entidades do Terceiro Setor podem, ainda, qualificar-se como organizações sociais ou organizações da sociedade civil de interesse público, segundo as Leis Federais nº s 9.637, de 15 de maio de 1998, e 9.790, de 23 de março de 1999, para que possam firmar contrato de gestão ou termo de parceria, respectivamente, com o Poder Público, recebendo e gerindo recursos deste. Merece realçar, finalmente, que é possível o repasse de recursos do Poder Público para as instituições privadas do Terceiro Setor nas seguintes hipóteses: art. 213 da Constituição Federal: para as escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas de finalidade não-lucrativa (por meio de subvenções); art. 199, §§ 1º e 2º, da Constituição da República: poderão ser repassados recursos por meio de convênios ou subvenções para as instituições privadas de saúde e sem fins lucrativos; art. 204, II, da Carta Magna: prevê a possibilidade de repasse de recursos públicos para entidades beneficentes com atuação na área de assistência social; arts. 79 e 80, IV, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Carta Política: prevê a constituição do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza, com a participação do Terceiro Setor, cuja manutenção se fará, entre outras fontes, com dotações orçamentárias. Em breves considerações, registro diversas formas de cooperação — que devem ser conhecidas, estimuladas e implementadas — entre o Poder Público (Primeiro Setor) e o Terceiro Setor, para a consecução do mais alto grau de desenvolvimento, que beneficie a todos, ou seja, socialmente justo, e com pleno respeito ao meio ambiente.

                                               

    Dr. Cássio Eduardo Rosa Resende, Presidente da Fundação Mário Penna, Federação Mineira de Fundações de Direito Privado (Fundamig) e da Confederação Brasileira de Fundações (Cebraf)



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    Terça-feira, Setembro 15, 2009

    ARTIGO ESPECIAL. Enviado ao nosso BLOG pelo empresário Antônio Eduardo Baggio, presidente do SINPAPEL. O ARTIGO é de Regina Brett. Gostei e reparto esse verdadeiro banquete de poesia e filosofia profunda sobre a vida, com você que nos acessa.


                                                 ESCRITO POR REGINA BRETT, 90 ANOS.....

    "Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais requisitada que eu já escrevi.
    Meu taximetro chegou aos 90 em Agosto, então aqui está a coluna mais uma vez:

    1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
    2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
    3 A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
    4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.
    5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês
    6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para descordar.
    7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
    8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele aguenta.
    9. Poupe para aposentadoria começando com seu primeiro salário.
    10.. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão
    11. Sele a paz com seu passado para que ele não estrague seu presente. ( UMA DE MINHAS FAVORITAS )
    12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.
    13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem ideia do que se trata a jornada deles..
    14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.
    15 Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
    16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
    17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeiroso.
    18. O que não te mata, realmente te torna mais forte.
    19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de vocÊ e mais ninguém.
    20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite não como resposta.
    21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
    22. Se prepare bastante, depois deixe-se levar pela maré..
    23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
    24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
    25. Ninguém é responsável pela sua felicidade além de você.
    26. Encare cada "chamado desastre" com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?
    27. Sempre escolha a vida.
    28. Perdoe tudo de todos.
    29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
    30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.
    31. Indepedentemente se a situação é boa ou ruim, irá mudar.
    32. Não se leve tão à sério. Ninguém mais leva...
    33. Acredite em milagres
    34. Deus te ama por causa de quem Deus é, não pelo o que vc fez ou deixou de fazer.
    35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela AGORA!
    36. Envelhecer é melhor do que a alternativa: morrer jovem
    37. Seus filhos só têm uma infância
    38. Tudo o que realmente importa no final é que você amou.
    39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares
    40. Se todos jogassemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
    41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
    42. O melhor está por vir.
    43. Não importa como vc se sinta, levante, se vista e apareça.
    44. Produza.
    45. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente!!!


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    Terça-feira, Setembro 15, 2009

    ANEL DA MORTE. Artigo enviado ao nosso BLOG pelo Especialista em Trânsito e Assuntos Urbanos, José Aparecido Ribeiro. É para LER e PENSAR...

                                           

                                                                          ANEL DA MORTE

                                                                        José Aparecido Ribeiro.
    Alguns "especialista de última hora" costumam reduzir as causas de acidentes à velocidade, transferindo para o motorista, a responsabilidade das tragédias e ajudando os responsáveis pelas soluções ficarem de braços cruzados...
    A realidade não é bem essa. Isto por que o Brasil possui um déficit estrutural gigantesco na questão da infra estrutura de vias, incluindo as urbanas e sobretudo as Rodoviárias.
    O Pais produz hoje automóveis de primeiro mundo com potências cada vez mais elevadas, mas as nossas estradas continuam as mesmas de 5 décadas passadas, quando a potência e a segurança dos carros eram bem menores, bem como a engenharia de construção de estradas.
    Aliado a isso ainda tem a facilidade para se adquirir um carro e a deficiência do transporte público que incentiva cada vez mais o crescimento da frota.
    O exemplo serve para nos mostrar o descompasso entre o que é a função do Anel Rodoviário e a prática do dia a dia;
    O anel é uma "Auto Pista" que atravessa a cidade com 26,5 KM e uma fluxo de 90 mil veículos dia, e crescente, o que significa um numero de veículos maior do que a sua capacidade, com o agravante do tráfego de caminhões pesados e uma topografia acidentada.
    Se näo bastasse, ele liga as duas principais Rodovias Federais do Estado, BR 381 e BR 040, onde estes 90 mil veículos disputam espaço na Via que possui 9 estreitamentos de pistas sem sinalização adequada e tempo para diminuir a velocidade nos gargalos formados por estes estreitamentos, sendo esta a principal causa de acidentes naquele local.
    Com efeito a tese de que a velocidade é a causa principal dos acidentes, por incrível que possa parecer, não se sustenta, já que estamos falando de uma auto pista com velocidade média de 110km horários.
    Se todos andassem a 110km, que é a velocidade compatível para a via, se as barreiras eletrônicas fossem adequadas à esta realidade, ou seja 90KM ao invés de 70KM, se a "Auto Pista" tivesse áreas de escape para panes ou paradas emergenciais, e não existisse os estreitamentos súbitos de Via, pelo menos 70% dos acidentes com mortes não teriam acontecido.
    A solução definitiva para o Anel, mesmo que alguns achem que estou "viajando e sendo um pouco idealista" como em outros tempos ao sugerir a construção da Linha Verde, é a sua verticalização aumentando a sua capacidade de 6 para 12 pistas a exemplo de alguns trechos da Linha Vermelha no Rio de Janeiro e dezenas de outras Cidades que conseguiram evoluir junto com a tecnologia e a demanda por "Auto Pistas"...
    O número de emplacamentos só aumenta e as obras paliativas não resolverão o problema do auto fluxo do Anel Rodoviário de Belo Horizonte.
    Para agravar a situação o DNIT de Minas Gerais é tão somente um órgão executor e não possui em sua estrutura profissionais preparados para pensar o futuro das vias Federais que atravessam Minas Gerais, incluindo as Rodovias e o Anel Rodoviário. O órgão inclusive não possui nenhum tipo de planejamento, seja de curto, médio e longo prazo.
    Portanto, mesmo com os 700 milhões que serão investidos nas obras do Anel, a Via continuará defasada e em breve demandará novas obras para aumentar a sua capacidade de receber veículos de passeio e de carga.
    José Aparecido Ribeiro
    Especialista em trânsito e assuntos urbanos
    Administrador, consultor


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    Sexta-feira, Setembro 18, 2009

    ARTIGO ESPECIAL.

                                                    Artigo publicado no caderno de opnião
                                              do jornal Estado de Minas, no dia 06/08/2009


    Planejamento metropolitano
     
    FÁBIO CALDEIRA CASTRO SILVA
    Doutor em direito (UFMG), diretor de Planejamento da
    Agência Metropolitana RMBH


    Em se tratando de planejamento metropolitano,a preocupação é maior, devido ao retrato federativo brasileiro e à intensa e desordenada urbanização iniciada na década de 1950, proporcionando graves problemas relacionados ao uso e ocupação do solo, de saneamento público, ao atendimento à saúde e à mobilidade, por exemplo.
    Da maior relevância as cidades modernizarem suas leis anísticas, atentando para o momento atual e com um olhar para o futuro. Nefastas para a coletividade aquelas que importaram planos diretores de outras cidades, mediante consultorias contratadas, sem um estudo mais profundo das características locais.
    Temos exemplo de cidade da região metropolitana que, em seu plano diretor, trata de proteção a áreas de mangue, sendo que não há qualquer espaço do gênero no município. Outra tem um código de posturas que proíbe a entrada de pessoas com chapéu no cinema, só que, além de a uso do chapéu ter sido praticamente abolido na cidade, nela não há cinema há um bom tempo.
    Por fim, para um satisfatório planejamento urbano, cinco premissas são indispensáveis: vontade política envolvendo e integrando agentes políticos, gestores públicos e sociedade civil, fortalecendo a democracia participativa; um corpo técnico que conheça e seja sensível à realidade e às potencialidades locais, evitando os enlatados, que, infelizmente, não são incomuns quando se trata de legislação urbanística; um marco regulatório moderno, com leis adequadas ao que almeja a coletividade e a cidadania; eficiência no exercício do poder de polícia, fazendo valer o cumprimento dos ditames legais; e uma objetiva, concreta e cristalina política de financiamento, compartilhada entre os três níveis da Federação.
    Combinando estes fatores com os princípios constitucionais do artigo 37 da Constituição Federal, realçando a legalidade e a moralidade, estará sendo dado um grande passo rumo ao desenvolvimento sustentável brasileiro, partindo dos municípios e das regiões metropolitanas.


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    Sexta-feira, Setembro 18, 2009

    ARTIGO ESPECIAL.


    Homenagem à memória de

    Antonio Olinto, o dono da história
    Um mineiro na Academia Brasileira de Letras,
     que morreu recentemente.


    Petrônio Gonçalves,
     jornalista e escritor.

    Aos poucos, vamos tendo a nítida sensação de que nossa vida vai-se acabando, como cacos de vidas e histórias que vão ficando à beira do caminho, perdidas nas páginas amarelas da memória. Silenciosamente, o tempo vai nos levando a nossa melhor parte, nos deixando mais pobres em nós mesmos, mas com uma certeza inconfundível do sonoro gosto da aurora.
    Assim, quando a noite pintava a manhã de sábado, dia 12 de setembro, o tempo nos levou Antonio Olinto, o mineiro que no Rio de Janeiro aprendeu a ser imortal, edificando no mundo das letras um cabedal de conhecimentos e glórias, ganhado altar eterno na Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira nº 8.
    Nascido em Ubá em 1919, estudou no Seminário Católico de Campos, no Rio, aprimorou-se no Seminário Maior em Belo Horizonte, depois no Seminário Maior de São Paulo, até se tornar um cidadão do mundo, chegando a ser adido cultural na Nigéria e em Londres.
    À época de sua nomeação para a Nigéria, sendo indicado pelo amigo Tancredo Neves, dentro do governo parlamentar de 1962, a esposa Zora foi ao embate com o primeiro-ministro. – Presidente, o senhor quer mandar o meu marido para um país em que a poligamia é cultural!
    O velho político, como quem bem conhece a alma humana, respondeu: - Zora, querida, em qual país no mundo ela não é?
    Na África, entre muitas descobertas, Olinto se encontrou, sendo batizado com o nome de Adondá, que, em iorubá, quer dizer: o dono dos cavalos. Ah, a sua vida foi uma devoção diária, constante e renovada ao povo e à cultura africana, nos deixando suas melhoras obras, a magnífica trilogia "A casa da água", "Trono de vidro" e "O rei de Keto".
    O seu apartamento, na rua Duvivier, em Copacabana, no Rio, era uma verdadeira embaixada africana, com mascaras (gueledés), pinturas, esculturas, livros, por todos os lados, por todos os cantos. Em seu quarto, as surpreendentes figuras africanas como altar, ao lado da cama, no alto do guarda-roupa, nas paredes.
    Era de uma beleza impar, comovente. Lá, com um orgulho de quem mostra as melhores obras, ele ia apontando uma a uma e dizendo a história, o autor, o local de origem. Eu bebendo o seu fascínio por aquelas imagens, por aquelas figuras que eram, verdadeiramente, parte dele. Como atestou o nigeriano Wole Soyanka, prêmio Nobel de Literatura, "ele é um dos nossos", era!
    Dos seus milhares de livros, tomando as salas e corredores do apartamento, me explicava: – Este prédio foi construído por ingleses, então, os quartos dos serviçais ficam lá em cima, cada apartamento tem um quarto lá, e o quarto do nosso apartamento está todo tomado por livros... A sua idéia era doar todo aquele acervo garimpado ao longo dos anos ao Instituto Cultural Antonio Olinto.
    Ao final de nosso encontro, depois de rememorar a sua coluna de crítica literária batizada de Porta de Livraria, pedi a ele Antonio, se um dia eu tiver uma coluna sobre crítica literária eu posso dar este nome? na hora, respondeu! Mas é claro, será para mim uma honra! Honra maior era a minha, e mais uma vez pude comungar com sua generosidade, sua grandiosidade, aquelas coisas que fazem os homens maiores....
    Em Belo Horizonte, do alto dos seus 89 anos, já me falava das comemorações dos seus 90 anos, dizendo sonhos, idéias, projetos, o futuro por se fazer. Era de uma juventude rejuvenescedora. Em Ouro Preto, depois de subir e descer ladeiras com dificuldade, me disse: - Ah, temos que voltar aqui com mais tempo! Sua secretaria, Beth Almeida, a quem ele chamava de filha, sentenciou: - A juventude dele é eterna! Entendi tudo. Ele sempre fazendo planos, imaginando ações, fatos.
    Não foi à toa que no carnaval deste ano, desfilou como um menino pela Marquês de Sapucaí, nos carros alegóricos da Mocidade Independente de Padre Miguel. Até que adoeceu. Ficou em coma, se recuperou, e foi para casa no último dia 3.
    De volta ao velho lar, para todas as coisas que escolheu para ficar ao seu lado, e com a mesma leveza com que viveu, partiu, na certa, ao encontro de Zora, que sempre amou, e que seu nome quer dizer aurora.
    Para as comemorações de seus 90 anos, a Academia iria lançar uma revista especial sobre sua vida e obra. Entre os amigos escolhidos que escreveriam sobre ele, mandei um poema, acreditando nas coisas que ele vivia imensamente: "Antônio Olinto/ Nos deu o Olimpo/ Traduzido em palavras e sentimentos./ Fez de sua vida,/ Uma longa e proveitosa jornada./ Ao lado de Zora,/ Colheu primaveras e auroras,/ Montados no lombo do cavalo do tempo,/ Enfeitiçando o agora.../ Guardou tudo dentro do ubá das horas, E veio navegando por entre as eras,/ Bem depois das primaveras./ Sentinela.../ É um africano,/ Que por detrás de seu gueledeé de brasileiro,/ Conquistou o mundo inteiro...".
    Agora estou aqui, mirando o infinito e lendo as palavras que ele um dia pintou nas paredes de nossos corações e de nossa história: "Só a palavra não morre. Vai além de tudo e cria mundos, capazes de sustentar o nada que nos habita", que assim seja!


                                                

                                                

                                                

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    Segunda-feira, Outubro 12, 2009

    ARTIGO ESPECIAL.

                            Momentos de Verdade

                                  


                                                                                 Flávio Martins da Costa   
     
    (*) Escritor, palestrante e consultor
    – Autor de diversos livros,
     entre eles "Excelência no Atendimento ao Cliente"
     – Contatos com o autor; 031 97 05 74 28
                                                                   

    Muitas vezes, apesar de toda uma seqüência de ações de sucesso no atendimento a um cliente nos deparamos com sua insatisfação. Causa-nos espanto: fizemos tudo certo e, por um episódio apenas, perdemos o cliente...

    Da mesma forma na nossa relação com amigos e familiares fazemos tudo que está ao nosso alcance, acertamos em nossas ações e palavras. Mas por apenas um pequeno fato, ação ou palavra, tudo é posto a perder... 

    E por que será que isto acontece? Um único fato põe toda uma seqüência positiva a perder.

    Primeiro precisamos entender que nossos amigos e familiares devem ser considerados como clientes. Clientes Especiais...

    Assim, podemos estender a todos de nosso relacionamento (clientes, amigos e familiares) o entendimento do que foi estabelecido por Karl Albrecht para a relação com o cliente com sendo conceito de MOMENTO DE VERDADE: "Qualquer episódio no qual o cliente entra em contato com algum aspecto da organização, e obtém uma impressão de seus serviços"  (Albrecht, 1993, p.108)

    Pelo conceito acima, qualquer tipo de contato do cliente com o prestador de serviços ou a empresa é um "Momento de Verdade". Não importa se ele ocorre através do contato humano direto ou através de outro meio (carta, telefone, internet, boleto bancário, etc.). Isto porque, até mesmo no subconsciente, ele está testando a "verdade" do relacionamento.  

    Momentos de Verdade acontecem quando o cliente, por exemplo:

    -Liga para a empresa.

    -É atendido no caixa, no balcão de informações, etc.

    -Compara as promessas de campanha do político com o seu comportamento depois de eleito.

    -É atendido pelo advogado.

    -Negocia com o vendedor.  

    Momentos de Verdade, nas relações familiares e de amizade acontecem quando, por exemplo:

    -Alguém liga para um amigo ou familiar.

    -O namorado manda flores para a amada.

    -A criança apresenta o boletim com as notas da escola.

    -Alguém recebe um olhar de censura.

    -Um casal se desentende em um ponto.

    -O namorado falta ao encontro marcado.

    -Ele se lembra da "data especial".

    -Ela diz que está grávida.

    -Ele se esquece de dar "bom dia" para ela por mais uma vez.  

    Fica estabelecido em nosso entendimento, que familiares ou amigos (as) são também clientes e serão referidos como tal





    Existem três tipos de Momentos de Verdade:  -Encantador   -Automático ou Mecânico   -Trágico

    1-Encantador 

    Ocorre quando o cliente fica satisfeito com o episódio.

    Exemplos:

    ·         O produto entregue atende ou mesmo supera as expectativas.

    ·         O atendimento telefônico da empresa acontece rápido e de qualidade.

    ·         O namorado manda flores para a namorada.

    ·         O amigo liga para o outro convidando para uma festa.

    ·         O empresário trata o fornecedor com se fosse seu melhor cliente.  

    O momento de verdade encantador deve ser permanentemente alcançado. Para a excelência no atendimento somente esse tipo de momento de verdade é o que mais importa 

    É nesse tipo de momento de verdade que a pessoa, empresa ou prestador de serviço tem a oportunidade de fechar bons negócios ou ter bons momentos. 

    Para encantar um cliente é preciso ter em mente a necessidade de surpreender, de dar um atendimento superior às expectativas dele, um atendimento muito melhor que o prestado pelos concorrentes, algo que o entusiasme, que o faça feliz: um atendimento cada vez melhor que surpreenda o sempre.

    2-Mecânico ou automático:  

    Ocorre quando o atendimento se faz mecanicamente, sem uma cortesia, sem um gesto que venha a ser simpático ao cliente.

    Exemplos:

    ·         O Caixa da Loja que recebe o controle de venda do cliente, pega o seu dinheiro e carimba o controle e entrega-lhe para que este possa buscar a compra na seção de embrulho sem ao menos lhe dar um "bom dia", um sorriso...

    ·         O cumprimento é tão formal que parece algo apenas para cumprir exigências da cortesia ou protocolo.

    ·         A atendente que indica de maneira muito formal onde o interessado pode encontrar o responsável por determinado serviço ou informação dentro da instituição.

    ·         A esposa que indica ao marido onde a lavadeira deixou suas roupas.

    ·         Todo o atendimento eletrônico de ligações telefônicas.  

    3-Trágico:  

    Ocorre quando o cliente tem uma decepção com o atendimento:

    Exemplos:

    ·         O produto ou serviço que não está conforme solicitado.

    ·         O depósito que não foi feito na data marcada.

    ·         Uma promessa não cumprida.

    ·         Uma expressão que foi inadequada.

    ·         Uma nota ruim que constava do boletim.

    ·         O marido que esqueceu uma data importante.

    ·         O político que parecia honesto, mas que apareceu na lista de corruptos.  

    ·         A embaraçosa troca de nome.  

    Cabe dizer que o momento de verdade mecânico ou automático tende a se tornar momento de verdade trágico, pois a lembrança que fica no cliente não é de um atendimento que o deixou feliz.  

    CICLO DE MOMENTOS DE VERDADE  

    Na relação da empresa ou profissional liberal com o cliente, ou até mesmo nas relações familiares e de amizade ocorrem diversos momentos de verdade na seqüência de um ciclo.  

    Exemplos:

    ·         Quando o cliente entra na loja para comprar e sai, ele tem ali diversos momentos de verdade como ao ver a apresentação da loja, ai ver os produtos para venda, ao ver os preços, ao ser atendido, ao ir ao caixa pagar ou quando recebe a mercadoria.

    ·         Quando o homem sai para jantar com a esposa, namorada ou amiga também ocorrem diversos momentos de verdade, envolvendo aí todos os gestos de cortesia e etiqueta, bem como de expressão e de seu comportamento.  

    Em todos esses momentos de verdade, ele teve uma percepção. Se em todos os momentos de verdade aconteceram momentos encantadores, ótimo. Mas se, por exemplo, aconteceram cinco momentos de verdade encantadores e apenas um único momento de verdade trágico, o que tende a marcar é o trágico.  Isto é próprio da natureza humana. 

    Assim, é importante que se tenha a preocupação de causar somente momentos de verdade encantadores. Porque um único momento de verdade trágico poderá por tudo a perder. 

    Os momentos de verdade são praticados por todos: os prestadores de serviço como o médico, o dentista, a psicóloga, o advogado, a nutricionista, entre outros. Na empresa, é praticado pelo diretor, gerente, secretária, telefonista, recepcionista, engenheiro, administrador, operador de produção, faxineira, assessor da diretoria, etc. Nas relações familiares pelo pai, mãe, filho (a), marido, esposa, namorado (a), etc.  

    Todos, independentemente do seu nível, praticam momentos de verdade a todo tempo e a responsabilidade de cada um é muito grande, porque cada um desses momentos de verdade pode ser encantador, trágico ou automático.  

    Na empresa se, por sua vez, alguém causar um único momento de verdade trágico, anulará todos os momentos de verdade encantadores que poderão ter sido promovidos pelos demais membros da empresa. Será então responsável pelo desencantamento do cliente e, muitas vezes, pela perda dele.  E esta responsabilidade é muito grande, pois, ele causou a perda dos esforços dos demais.  

    O mesmo acontece nas relações familiares e de amizade: uma pessoa pode, em uma relação com outra, ter proporcionado diversos momentos de verdade encantadores, mas se acontecer apenas um momento de verdade trágico o resultado final poderá ser desastroso.  

    No atendimento ao cliente, amigo, familiar ou a pessoa de relações sentimentais, o único momento de verdade admitido é o "encantador", pois, a ocorrência de momento de verdade mecânico ou automático tende a levar à anulação de todos os momentos de verdade encantadores e conduzir um desastre.  

    É importante que se possa explorar melhor os momentos de verdade encantadores, transformando-os em momentos até mesmo mágicos, quando se terá a oportunidade de cativar ainda mais o cliente, mostrando que o prestador de serviços ou a empresa é a melhor para ele. Os momentos de verdade encantadores devem ser tratados como oportunidade única de potencialização, de exploração máxima de oportunidades até mesmo de novos negócios.  

    Repetir em uma nova oportunidade um atendimento que foi mágico em um momento não significa obrigatoriamente que ele será mágico nesse novo momento, pois o cliente está cada vez mais exigente e, provavelmente, não passará de um atendimento esperado. Daí a necessidade da melhoria contínua e superação permanente de expectativas.  

    E não se esqueça mesmo de aplicar o conceito de momento de verdade com seus familiares ou com pessoas de suas relações proporcionando não apenas momentos de verdade, mas superações de expectativas a todo instante: ISTO SERÁ MÁGICO!!!


     



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    Segunda-feira, Novembro 2, 2009

    ARTIGO ESPECIAL. Adequado para hoje, dia 2, DIA DE FINADOS. Confira...



                                                                 UM AMOR DO OUTRO MUNDO


                                                                     
     

                                                                             Wagner Gomes

    Sempre que me assalta a dúvida se existe vida após a vida, e pelo significado enigmático e simbólico, me lembro de um artigo do Professor José de Souza Martins - professor titular de Sociologia da Faculdade de Filosofia na USP, publicado, há tempos, no "O Estado de São Paulo" e intitulado "Último Adeus", que se referia a uma escultura de Alfredo Oliani.

    O que me chamou a atenção, além da história, foi a foto de autoria de Sérgio Castro, que ilustrou a reportagem, retratando o conjunto escultórico Último Adeus, que está fincado no Cemitério de São Paulo, logo à direita de quem entra pelo portão principal, na Rua Cardeal Arco Verde.
    Ali se localiza o túmulo de Antônio Cantarella, falecido próximo ao Natal de 1942, com 65 anos, e de sua esposa Maria Cantarella, dez anos mais nova, que somente veio a falecer em 1982.

    De uma ternura dilacerante, a escultura de Oliani foi descrita pelo Professor Jose de Souza Martins, como sendo uma das nossas mais finas e mais belas representações da dor da separação, pois a nega na intensidade carnal do encontro entre um homem e uma mulher.

    Ainda nos dizeres do professor, o motivo principal do conjunto escultórico de Oliani é uma comovente expressão de sentimento de amor na vida dos dois.

    Um homem atlético, nu, reclina-se apaixonadamente sobre o corpo de uma mulher jovem e bela, para beijá-la.

    Ela está morta.

    A esposa, sobrevivente do casal, pede ao artista uma escultura que celebre abertamente o sentido profundo de sua união com o marido, reconhecendo-o ainda vivo em sua vida, depois dele morto, e ela própria morta sem a companhia dele.

    Não reluta na confissão de sua paixão. 
    A relação se inverte: a viúva declara-se morta e declara o marido de seu imaginário conjugal ainda vivo e no seu pleno vigor.

    A extraordinária beleza do túmulo do Casal Cantarella está na eloqüente recusa da anulação do corpo e da sexualidade pela morte, e na comovente declaração de amor sem disfarce, de Maria por Antônio, o Antonino, o Nino.

    Por curiosidade, li os dizeres ali inscritos, que traziam essas informações:

    "Ó Nino, meu esposo, meu guia e motivo eterno de minha saudade e de meu pranto. Tributo de Maria".

    "Aqui repousa Maria Cantarella ao  lado de seu inseparável e amado esposo". 

    Isso me fez lembrar do autor Achille Campanile, que brincava com a morte em seus textos, dela extraindo momentos cômicos, mas também de ternura.

    Creio que, sob sua visão, Maria Cantarella, ao perder o amado, internalizou a sensação de que ele viveria por todo o resto de sua eternidade. Quando Maria morreu, pensava-se que sua morte colocaria um ponto final naquela história, dissolvendo o encantamento daquele amor.

    Mas que nada, tornou-se um elemento místico e lendário na família, que ajuda a divulgar a crença, erigida no sangue que perderam, que aquele amor cresceu e fortificou, sobrepondo-se à própria morte. 


                                                                       INFORMAÇÕES
                                                                abaixo pinçadas da página 
                                                            de Josy Marmello na internet, 
                                                                 ajudam a ilustrar o artigo 
                                                           do nosso amigo Wagner Gomes:




    Nota da Josy: Essa foto mostra um beijo caliente entre duas estátuas no famoso cemitério francês de Pére-Lachaise (em Paris). Aqui em SP, no cemitério São Paulo (na Rua Cardeal Arcoverde) temos uma versão tupiniquim, tão bonita quanto. A escultura paulistana se chama O Ultimo Adeus, obra de Alfredo Oliani. Ali é o túmulo de Antônio Cantarella, falecido nas antevésperas do Natal de 1942, com 65 anos de idade, e de sua esposa, Maria Cantarella, dez anos mais moça. Ela faleceria muitos anos depois do marido, em 1982.
    O sentido da obra de Oliani é uma comovente expressão do sentindo do amor na vida dos dois. Um homem atlético, nu, reclina-se apaixonadamente sobre o corpo de uma mulher jovem e bela para beijá-la. Ela está morta. A esposa, sobrevivente do casal, pede ao artista uma escultura que celebre abertamente o sentimento profundo de sua união com o marido, reconhecido-o ainda vivo em sua vida, depois dele morto, e ela própria morta sem a companhia dele.
    O que sei é que essa escultura causou o maior reboliço na antiga São Paulo da década de 40. Gente defensora da "moral" chegou a promover um abaixo-assinado pedindo a retirada daquela escultura "infame" enquanto outros pediam pela manutenção daquele "manifesto ao amor". O fato é que a escultura (nessa última foto) permanece lá, onde o casal repousa lado a lado. Passe por lá e confira. É linda!




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    Sexta-feira, Novembro 13, 2009

    ARTIGO ESPECIAL pinçado do site da Prefeitura de BH. Vale conferir!!!

                                                   Artigo publicado no jornal "Estado de Minas"
                                                                de 12 de novembro de 2009

                              

                                                                     Marcio Araujo Lacerda
                                                                    Prefeito de Belo Horizonte

    Desde a década de 70, ainda em pleno regime militar, Belo Horizonte já se destacava no cenário nacional pela intensa atividade dos seus movimentos sociais. Já naquela época, a principal bandeira de luta era a ampliação dos direitos da população, defendendo os princípios de inclusão, justiça social, igualdade, democracia e participação cidadã.
    Passados quase 40 anos, hoje a capital mineira tem uma grande rede de colaboração, com os conselhos municipais, as Comissões temáticas e regionais, as conferências setoriais e outros fóruns que viabilizam a participação da sociedade na gestão pública. São mais de 80 canais institucionais de participação popular.
    Esses espaços de participação atravessam a estrutura organizacional da PBH e voltam-se para os diversos papéis e focos: participação no orçamento; formulação, implementação, acompanhamento das políticas, programas ou projetos e controle público. Podemos dizer com total certeza e segurança que o cidadão belo-horizontino tem voz firme e ativa nas decisões que definem os rumos da cidade.
    Essa grande rede colaborativa tem como pilares a transparência e a justiça social, o que gera um respeito mútuo entre o Município e seus cidadãos. Ao lançarmos este ano o programa BH Metas e Resultados e o Planejamento Estratégico de Belo Horizonte 2030 – A cidade que queremos, elegemos como um dos projetos sustentadores a Cidade Compartilhada.
    Um dos nossos objetivos permanentes é agregar as mais modernas ferramentas de gestão, para que Belo Horizonte ganhe em eficiência e, nos próximos 20 anos, alcance a excelência em gestão pública democrática e participativa.
    O nosso grande desafio para os próximos anos é ampliar ainda mais e qualificar a participação da sociedade na gestão da cidade. Temos a certeza que isso se dará a partir do momento em que incorporarmos ao processo novos segmentos e investirmos em mobilização e capacitação da representação social. Com o reforço da cooperação entre as diversas instituições, também ganharemos na qualidade, na transparência e no controle social das iniciativas empreendidas pelo governo municipal.
    Dentro desta rede de colaboração e participação popular, um dos destaques é, sem dúvida nenhuma, o Orçamento Participativo, símbolo da mudança no modo político de governar a cidade a partir da década de 1990. Com o OP, a população passou a participar ativamente das decisões sobre uma parcela dos investimentos públicos, incluindo aí o acompanhamento e a fiscalização de planos, projetos, obras e serviços.
    A estimativa é que mais de 80% das obras de infra-estrutura realizadas nos últimos 15 anos pela Prefeitura de Belo Horizonte tenham sido definidas pelo OP. 
    Em 2006, a Prefeitura de Belo Horizonte criou o OP Digital, fazendo uso da Internet como mais uma ferramenta de participação popular. Nos próximos anos, como resultado das ações que serão desenvolvidas, esperamos ampliar a participação popular no OP, facilitar o acesso da população às informações municipais, capacitar os conselheiros e membros de comissões municipais com cursos de gestão estratégica e participativa.
    O modelo de gestão compartilhada adotado em Belo Horizonte é hoje referência para outras cidades no Brasil e no exterior. O Seminário Democracia Participativa, que a Prefeitura de Belo Horizonte realiza nesta quinta e sexta-feira, dias 12 e 13 de novembro, dentro das comemorações do Ano da França no Brasil, será mais um momento de debate e reflexão sobre o modelo de gestão municipal.
    É a oportunidade para que os gestores públicos e a sociedade compartilhem seus conhecimentos, suas experiências e resultados do que tem sido desenvolvido no Brasil e França.
    As conquistas em Belo Horizonte nos últimos anos no campo da Democracia Participativa são perenes.
    Mas precisamos, com o apoio e a participação de todos os setores sociais e, principalmente, da população, aprofundar estas conquistas, ampliar o espaço de exercício da participação e fazer da capital mineira uma cidade para todos, uma cidade cada vez mais cidadã.
    Essa é a Belo Horizonte que queremos construir para o futuro, com eficiência, respeito e compromisso social.


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    Domingo, Novembro 22, 2009

    ARTIGO ESPECIAL

                                                            Qualidade necessita de liderança

                                                                   

                                                                   Flávio Martins da Costa 

    No dia-a-dia das organizações, a importância da qualidade já se tornou clara para todos. A maioria dos seus dirigentes não questiona isso e sabe que sem produtos ou serviços a companhia terá a sua sobrevivência ameaçada. Os que ainda querem competir sem esta condição precisam ter noção de que com isso as suas empresas estão perdendo ou caminhando para perder mercado e até mesmo encerrar suas atividades.
    Entre os que se conscientizaram da necessidade de um "sistema de qualidade", boa parte já trabalha na constituição de normas que geram resultados efetivos, como o preconizado pela NBR ISO 9001:2000. Esses trabalham com profissionalismo e determinação, colocando-se como "agentes efetivos no processo"; pondo-se como comprometidos com o sistema, investindo na sua implantação, disponibilizando os recursos de material e pessoal interno ou externo que se fizerem necessários. E, fundamentalmente, exercendo a sua liderança pelo exemplo.
    Porém, ainda existem dirigentes que "querem a qualidade", mas adotam a pior forma de conduzir a estruturação do sistema; os quais podem ser chamados de "executivos blá blá blá". São aqueles que ficam divulgando a necessidade dos atributos na empresa com discursos inflamados, determinando a colocação de faixas e cartazes, exortando a todos para o comprometimento e ação pela melhoria e eles próprios não executam as ações quotidianas.
    E assim agindo, comprometem todo o processo pela diferença entre o discurso e a prática. Logo depois de fazerem a propaganda, tomam atitudes contrárias aos princípios elementares que ela preconiza, tais como:
    * Priorizam o preço sobre a qualidade, tomando-o como determinante na aquisição de matéria-prima, na contratação de prestadores de serviço, na remuneração de seu pessoal e em tudo que significar investimento ou despesa.
    * Burlam a legislação trabalhista e negligenciam as questões como as de segurança no trabalho.
    * Evitam "gastar" com treinamento.
    * Não procuram motivar suas equipes.
    Não se preocupam em melhoria de processos, porque acham que já têm uma organização com procedimentos consolidados e não precisam melhorar nada.
    * Rechaçam toda proposta de melhoria que envolva investimentos.
    * Não querem saber de apoio externo, como visitas a empresas que estão evoluindo e nem consultorias externas para absorver conhecimentos, porque a sua experiência pessoal é suficiente para implantar todas as melhorias.
    * Não ouvem as reclamações ou sugestões de seus clientes, sempre estão prontos para contra-argumentar toda reclamação para justificar suas falhas e ainda taxam seus clientes de exigentes ou "chatos".
    * Deixam para o segundo plano as decisões e ações sobre qualidade e priorizam outras emergentes. Até mesmo questões pessoais triviais acabam sendo prioritárias.
    * Criam uma equipe da qualidade e praticamente dizem que "assunto de qualidade é com eles" e ainda não dão a devida atenção a ela.
    * Se esquecem de que qualidade é um processo mais amplo e importante, que deve envolver a todos.
    Tudo isso que acontece com o pessoal de sua empresa é desinteresse, sentimento de baixo apoio, pouco envolvimento e comprometimento, resistência às mudanças, descrença na qualidade etc. Ele ainda tem a coragem de reunir a equipe para reclamar da inexistência de resultados, da situação de desvantagem da organização em relação àquela concorrente que ganha mercado ou recebem a certificação de qualidade. E dizem a eles que a culpa é da "absoluta incompetência de sua equipe".
    Porém, o problema está nele mesmo, porque a partir do comportamento do executivo é que as ações vão se desencadear. São pelas atitudes que ele toma no dia-a-dia que passa a sua visão, os seus valores, a todos que com ele trabalham.
    Se a qualidade não passar do discurso não vai fazer efeito. Sem o efetivo envolvimento e liderança dos dirigentes não se consegue sucesso da implantação na organização. O exemplo pessoal e profissional de cada liderança mostra que o comprometimento institucional, ajuda a vencer as resistências que surgem em todo processo de mudança, mostra que a liderança se identifica com a qualidade.
    É necessário aos diretores que partam para a ação e exemplo:
    * Divulgando a cultura da qualidade e mostrando que eles também estão imbuídos dela.
    * Dando e buscando apoio externo ou interno para a implantação e melhoria contínua de processos e atitudes da qualidade.
    * Tendo atitudes de melhoramento na condução dos trabalhos da organização.
    * Buscando desenvolvimento técnico e gerencial contínuo deles próprios e dos recursos humanos de sua organização.
    * Monitorando a satisfação de seus clientes e, deles, buscando informações para melhoria contínua de seu sistema de qualidade.
    * Motivando seu pessoal.
    * Estabelecendo ampla e permanente agenda para a qualidade.
    * Agilizando a tomada de decisão nos assuntos ligados à melhoria
    Entrando "para valer" na qualidade, o líder trará junto de si todo o corpo funcional da organização e verá que ela não é apenas para se mostrar, é para se praticar e envolver a todos, da ponta à base da pirâmide organizacional.
    E que seus resultados não estão apenas no "se ver" um certificado de sistema da qualidade, mas na racionalização e padronização de processos, na redução de custos, na motivação e bem estar de seu pessoal, na melhoria da imagem organizacional, no crescimento de vendas, no aumento da lucratividade e finalmente na consolidação e perpetuação da organização.
    E evitará ser enquadrado na principal causa de frustração da implantação de sistemas de qualidade nas empresas: a liderança sem o comprometimento e atitudes exemplares e efetivas para a qualidade.
    PERGUNTAS, MARCAÇÃO DE PALESTRAS, CONSULTORIAS, COMENTÁRIOS E OUTROS CONTATOS COM FLÁVIO MARTINS:
    31 – 9705 7428 ou email flaviomartins@flaviomartins.com.brwww.flaviomartins.com.br


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    Domingo, Novembro 29, 2009

    ARTIGO do nosso amigo Wagner Gomes - consultor empresarial - publicado na edição da Revista VIVER BRASIL.

                                                               O COLAPSO DO DÓLAR

                                                         

                                                                          Wagner Gomes

    Estaria o Euro desafiando a reputação do dólar americano? Avinash Persaud, presidente da consultoria financeira britânica Intelligence Capital Limited, expõe assim seu ponto de vista: acredito que a atual crise financeira vai apressar o fim do dólar como a moeda de reserva do mundo.

    Efetivamente, contra ele, conspiram fatos como a fragilidade dos bancos americanos que, aliada aos abalos das instituições reguladoras, a exemplo do Federal Reserve, fragiliza a liderança política dos EUA.
    A Europa desenvolveu sua própria moeda e ao vê-la em permanente processo de valorização, mostra sua competência frente à moeda americana. Seus líderes, no entanto, não mostram predisposição de a transformarem em reserva mundial.
    Uma potência em franca ascensão econômica, como a China, poderia candidatar-se a ter sua moeda como eventual sucessora do dólar? Dificilmente isto ocorreria, pois a China não tem o mercado aberto ou instituições, com credibilidade, para assumir esse papel, embora Avinash Persaud lembre que essa era a mesma situação dos EUA no século passado, eis que até 1913 não possuíam, ainda, um Banco Central.
    Algumas poucas décadas após, sua moeda já desafiava a libra esterlina em todo o mundo. Há que se considerar que a China, após ultrapassar a marca de US$ 1 trilhão em bens lastreados em dólar, tem enorme interesse em mantê-lo forte, tornando-se, pois, um fiel da balança nesse frágil equilíbrio financeiro que vivenciamos.
    Já o gigante americano, que muitos julgam ferido de morte, tem fatores de peso que o resguardam nesse cenário favorável a mudanças: uma formidável posição geopolítica, amparada por forte presença militar e por sua conhecida capacidade de superação e renovação de conceitos e valores.
    Por tudo isso os grandes fóruns econômicos tentam adivinhar o futuro do dólar, cuja visão mais se assemelha a uma gangorra em seus movimentos de sobe e desce, em desconcertante oscilação. O seu uso como moeda internacional resultou do sucesso militar da América na Segunda Guerra Mundial e, desde então, reina soberano e absoluto, respondendo hoje por mais de 40% do comércio internacional. Lembrem-se de que o euro tem atendido à União Européia, e a dupla iene japonês com yuan chinês domina ao sul da Ásia.
    O fato é que os produtores americanos estão em verdadeira lua de mel com esse quadro, pois, com sua moeda mais fraca melhoraram, significativamente, as exportações, que vêm reanimando sua combalida economia.
    O mais provável, a exemplo do que já vem ocorrendo quase imperceptivelmente, é que, em breve, não mais haverá um único país sendo o guardião da ordem econômica mundial como vinha ocorrendo nas últimas décadas e, tampouco, reinará uma moeda única. As reservas dos países formar-se-ão com uma cesta de moedas, determinando uma nova forma de equilíbrio das potências econômicas.
    E o dólar que hoje parece, a um só tempo, não ser a moeda dos Estados Unidos, mas sim um problema mundial, tornar-se-á, apenas, uma das moedas do mundo, e, substancialmente, um problema americano por excelência. 


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    Sexta-feira, Janeiro 15, 2010

    ARTIGO ESPECIAL do administrador de empresas WAGNER GOMES, que está na edição de janeiro da excelente Revista VIVER BRASIL do jornalista Paulo César de Oliveira. Vale conferir.

                   O intrincado xadrez político


    Tudo isso aqui ocorre,
    porque não existe
    em um único país no mundo,
    exceto o Brasil,
    que ofereça tamanha rede de proteção
    aos seus marginais, de quaisquer espécies.




    Texto: Wagner Gomes
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        "A política é de sorte,
    de eventualidade e,
    sobretudo,
    de infidelidades."
    (Eça de Queirós)


    Sem que isso se constitua em trocadilho infame, a pergunta que se faz é esta: O DEM está demolido? Muito dificilmente levantar-se-á do golpe que o nocauteou, a tempo de se tornar parceiro confiável para qualquer aliança em 2010.
    O seu mensalão suplantou, em criatividade, os do PT e do PSDB. Copiaram o dinheiro na cueca e inovaram com o vil metal na meia, que por sinal, é a cueca do sapato. Produziu, de quebra, uma verdadeira blasfêmia, denominada oração do mensalão. Dois privilegiados beneficiários se atracaram ao secretário Durval e, contritos, formularam patético agradecimento aos céus, como se Deus pudesse contribuir com uma barbaridade daquelas.
    Tudo isso aqui ocorre, porque não existe um único país no mundo, exceto o Brasil, que ofereça tamanha rede de proteção aos seus marginais, de quaisquer espécies. Quem vai querer uma aliança capaz de gerar passivo eleitoral em troca de alguns minutos no rádio e na TV?
    Os governadores Aécio e Serra admitiam e estimulavam essa hipótese. Mas e agora? Tanto um quanto o outro possuem inegáveis virtudes como homens íntegros, sabem se cercar de pessoas capazes e são confiáveis aos olhos do grande público. Manejam, com eficiência e maestria, a conciliação entre a arrecadação e os gastos públicos.
    No cenário que se avizinha, qualquer um dos dois teria que cooptar parcela significativa do PMDB.
    Aécio, mais catalisador, se apresentava sem arrogância e sem prepotência, até comunicar sua desistência de concorrer à Presidência.
    A  exemplo de seu avô Tan­credo – que em 2010 estaria completando, emblematicamente, 100 anos de pura matreirice, que o transformou na maior raposa política de toda nossa história republicana –, sabe que esse gesto não o impede de se movimentar por outros caminhos.
    Ao desistir, com discernimento, mostra ao país que o seu estilo não atropela e, também, não se intimida.
    O rumoroso escândalo do DEM em Brasília aponta que esse partido perde seu poder de fogo em uma aliança eleitoral, mesmo que o governador Arruda tenha dele se desligado. Novos caminhos deverão ser perseguidos nesse intricado xadrez político e, para isso, o tempo é grande aliado.
    O governador Aécio, ao se encontrar em sua encruzilhada da estrada de Damasco, reconheceu como justo o pleito de seu colega governador Serra, mas entendendo que o PSDB não poderia mais postergar sua decisão, colocou sua legenda com um único candidato, polarizando a contenda.
    O governador Serra, que fincou seu ninho em cima do muro, logo perceberá que essa sua atitude, antes considerada virtude mineira, hoje revela ao eleitor uma postura indecisa, típica daqueles que não confiam em seu próprio valor.
    E o eleitor está atento a todos os movimentos que revelam indecisões. Isso pode ser fatal, no embate político.
    Com essa percepção, tenta anular o risco dessa sinuca de bico em que foi colocado,
    sonhando ter o mineiro Itamar Franco como vice em sua chapa, já que o governador Aécio abomina ocupar essa posição.
    Agora, ele apenas aguarda que as nuvens se movimentem em seu eterno balé político.



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    Sexta-feira, Fevereiro 5, 2010

    ARTIGO ESPECIAL do empresário Sérgio Cavaleiri, enviado ao nosso BLOG pela assessoria da ADCE, entidade que ele preside em Minas. Vale conferir.

                                                            

                                                                           "Agenda ética" 

                                                                          Sérgio Cavalieri
                                                                 é presidente da Associação
                                                                      de Dirigentes Cristãos
                                                               de Empresas de Minas Gerais

    Passada a fase mais aguda da crise financeira e econômica internacional, líderes políticos e empresariais apressam-se em apresentar as perspectivas para o ano que está começando.
    São previsões otimistas: a economia voltará crescer, no mundo, no Brasil e também em Minas Gerais, a taxas iguais e até superiores às registradas no período pré-crise.
    Significa que teremos mais investimentos, mais produção, maior geração de riqueza e renda, mais empregos.
    É um cenário alentador, mas revela uma abordagem míope na medida em que omite uma variável fundamental na agenda de 2010 – a questão ética que, necessariamente, precisa avançar junto com as atividades política e com o crescimento econômico.
    Lamentavelmente, nos últimos anos o Brasil tem se revelado pródigo em e xemplos pouco edificantes, dos quais o "Mensalão do Arruda" é apenas a face mais recente, denunciando absoluta falta de compromisso com princípios e valores que devem nortear relações sadias entre os diversos segmentos da sociedade.
    É um desafio enveredar neste tema, sobre o qual muito se tem escrito e falado.
    Assumo o risco de fazê-lo, com a crença de que é o comportamento e a postura dos nossos líderes – na política, na economia e na sociedade – que moldam o mundo que estamos construindo e que desejamos ético, sustentável e comprometido com as gerações futuras.
    O que temos hoje não é modelo a ser seguido: posições de liderança são ocupadas por pessoas desprovidas de condições mínimas para exercê-los, na maioria das vezes pela absoluta ausência de valores, princípios e compromisso com a ética.
    São pessoas que "estão se lixando" para a opinião pública. Isso precisa mudar.
    Independentemente do país, da religião, da cultura e da posição hierárquica, as principais características de um líder devem ser a sua retidão, sua atitude comprometida com a verdade, com a justiça, com o desejo de servir e de inspirar pessoas para o rumo correto e ético, edificando uma comunidade embasada em fundamentos sólidos, ordeira, respeitosa e que cresça e evolua alicerçada no bem e no amor ao próximo.
    Este é o alerta que nos faz o livro "Liderança baseada em Valores", recentemente lançado pelo casal de professores Marco Túlio Zanini e Carmen Migueles, da Fundação Dom Cabral, com a participa&ccedi l;ão de um grupo de pensadores, acadêmicos, executivos e empresários do qual tive a honra de participar.
    Indignados diante da desastrosa postura dos nossos atuais líderes – claro, há exceções -, os autores cumprem o objetivo de mostrar o que a sociedade espera deles, bem como os princípios e valores sobre os quais devem fundamentar sua atuação.
    O livro tem o propósito de mostrar que as profundas transformações sociais das últimas décadas romperam vínculos com o passado sem criar novos e quebraram paradigmas sem estabelecer sucedâneos.
    Enfim, desorganizaram as instituições e as empresas, trazendo incertezas sobre os caminhos a seguir. Neste vácuo, muitos líderes têm fraquejado diante das tentações.
    Nos momentos mais críticos, justificam suas decisõ ;es e ações com um relativismo sem precedentes, em um vale tudo interpretativo, seguindo maus exemplos de outros que os antecederam.
    Predomina a ambição desmesurada e o egoísmo extremado, ultrapassam-se limites e regras da boa convivência, rompendo o princípio mais importante para o desenvolvimento das pessoas, das instituições e da sociedade: a confiança.
    Neste ambiente marcado por tantas mudanças tecnológicas, comportamentais e culturais, é hora de construir novos paradigmas, com a consciência de que o que ancora a sociedade e assegura solidez e perenidade às relações são os princípios e valores.
    São eles a bússola que indica o norte verdadeiro, motiva as pessoas, dá significado à existência humana, fazendo com que os indivíduos se sintam inseridos no processo de const rução de uma nova realidade, permitindo que ajam de maneira independente, mas interdependente, e de forma responsável.
    Esta é a mensagem central do livro Liderança baseada em Valores, que guarda total alinhamento de idéias com a Associação de Dirigentes Cristãos de Empresas de Minas Gerai – ADCE.
    Na política, no mundo empresarial e em todas as áreas da sociedade, precisamos de líderes que se empenhem em construir uma sociedade do bem.
    Os líderes que queremos devem abandonar o atalho da esperteza, da desonestidade, da corrupção, das vantagens obtidas, por exemplo, com as doações ilegais de campanha e com os serviços superfaturados.
    A sociedade civil organizada está cada vez menos tolerante com esses esquemas e conchavos.
    Entendemos, na ADCE, que a moderna liderança empresar ial deve ser inspiradora e atuar segundo princípios cristãos.
    É, também, o entendimento do livro dos professores Zanini e Migueles, que apresentam um novo perfil de liderança, que não é mais apenas tecnicista, mas busca sensibilizar e mobilizar seus liderados para uma participação espontânea, solidária e ética.
    Neste ano de 2010, tão importante e de tantas expectativas em função da retomada do crescimento da economia e das eleições presidenciais, para governos estaduais, Congresso Nacional e parlamentos estaduais, o Brasil precisa, como nunca, de grandes líderes empresariais e de grandes estadistas.
    Enfim, precisa de líderes que entendam as verdadeiras aspirações da nova sociedade e dos novos homens que habitam as empresas e o nosso país.
    Fonte: Jornal Estado de Minas, Caderno Opinião – 23.01.2010


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    Quinta-feira, Fevereiro 18, 2010

    BOLSA DA VIDA. Vale conferir o a matéria enviada ao nosso BLOG pela "COM VOCÊ COMUNICAÇÃO", que atende o Instituto Mário Penna, que tem à frente o experiente e competente gestor, Cássio Resende. A matéria foi publicada há pouco tempo nos jornais Diário do Comércio e Edição do Brasil. Confira!!!

                              INSTITUTO MÁRIO PENNA ANUNCIA INVESTIMENTO
                                                       DE R$ 10,5 MILHÕES EM 2010

                
                                    Cássio Resende, superintendente do Instituto Mário Penna

                                    Com expectativa de um investimento bastante significativo, 
                                       Instituto acredita que ampliará em 10% os atendimentos
    O Instituto Mário Penna (IMP) inicia 2010 com grandes expectativas e investimentos em suas unidades, os hospitais Mário Penna, Luxemburgo e Casa de Apoio Beatriz Ferraz.  De acordo com a superintendência do instituto, está previsto um aporte de R$ 10,5 milhões em obras e equipamentos. "Fechamos 2009 com um investimento de pouco mais de R$ 5 milhões, vamos dobrar neste ano", garante o superintendente-geral do IMP, Cássio Eduardo Rosa Resende. 
    As benfeitorias vão alcançar diretamente os pacientes do SUS, já que 60% do atendimento do Luxemburgo e 100% do Mário Penna são direcionados a esse pacientes, sendo que a atenção e a qualidade dedicadas à rede particular são idênticas à direcionada à rede pública (SUS).
    Entre os investimentos, Resende detalha que serão adquiridos aparelhos e acessórios para a radioterapia; equipamentos cirúrgicos, equipamentos de endoscopia; de ressonância magnética; o PET CT - aparelho com tecnologia de ponta para o diagnóstico e tratamento do câncer; entre uma série de outros. "Apenas em equipamentos, o investimento será da ordem de R$ 7.811.076,00". 
    Para receber tantos equipamentos, os hospitais do IMP receberão também obras, pois há muitos aparelhos que precisam de salas diferenciadas, apropriadas com rádio proteção devido à radiação que alguns aparelhos emitem.
    "Fazemos constantemente uma renovação do nosso parque tecnológico, proporcionando uma melhor qualidade de vida aos pacientes e possibilidades cada vez maiores de cura", destaca o superintendente administrativo.

                                                                        Atendimentos
    Para 2010, o Instituto estima que o número de pacientes atendidos seja 10% superior ao de 2009, quando 114.436 pessoas fizeram consultas, houve 9.824 cirurgias dos mais variados tipos de câncer e outras doenças, foram realizadas 23.539 sessões de quimioterapia e 179.595 aplicações de radioterapia.
    Dentre as mulheres, de acordo com dados do Instituto Mário Penna, os cânceres de mama e colo do útero foram os que mais acometeram as mulheres e, nos homens, o câncer de próstata foi o de maior incidência. 

                                                             Sobre o Instituto Mário Penna 
    O Instituto Mário Penna, que abrange os hospitais Luxemburgo e Mário Penna, é referência no tratamento de pacientes com câncer. Muitos dos pacientes acolhidos vêm do interior e buscam tratamento de qualidade.
    Por isso, o instituto sentiu a necessidade de criar uma unidade específica para recebê-los com amor e solidariedade: a Casa de Apoio Beatriz Ferraz. Sua estrutura física é dividida em dois lares: Lar Célia Janotti – para receber adultos; e o Lar da Criança Januário Carneiro.  

                                                    Dados de 2009 do Instituto Mário Penna 
    114.436 consultas
    9.824 cirurgias
    23.539sessões de quimioterapia
    10.189 hospedagens na Casa de Apoio Beatriz Ferraz
    1.548 mamografias
    179.595 aplicações de radioterapia
    402.309 exames de patologia clínica
    10.506 transfusões de sangue


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    Sábado, Março 6, 2010

    ARTIGO ESPECIAL.


    O mistério da fé


    Dia desses promoveu uma missa sertaneja surpreendendo os fiéis que chegam de longe para tentarem descobrir o que ali ocorre, em termos de envolvimento e participação


    Texto: Wagner Gomes 

                                                               Wagner Gomes - Administrador de empresas




    Em Nova Iorque, a igreja batista Abyssinian Church se transforma em um templo ecumênico e apresenta aos turistas, em sua missa gospel, a mais famosa cerimônia do antigo gueto negro do Harlem.
    Os cultos ocorrem nas manhãs de domingo, e a igreja não consegue atender à demanda dos que a querem visitar. Mais que um programa turístico, essa romaria tem sua origem no mistério da fé. Robert Crosbie, importante teosofista, nos diz que "a vida é feita de fé e confiança, mas discernimento também é indispensável".
    Entendi isso a partir de meu primeiro contato com a paróquia Nossa Senhora Mãe Rainha, do Belvedere, durante o casamento de minha filha naquela igreja, em setembro de 2008. Difícil hoje imaginar que, há uns 11 anos, profetas de ocasião anunciavam o esvaziamento da paróquia, fruto do desencanto com o comportamento de seu pastor.
    Os fiéis sumiram, como se fizesse presente o que preconizam os Atos 5:11 – "E sobreveio grande temor a toda a Igreja, e a todos quantos ouviram a notícia destes acontecimentos". Essa história começou a ser reescrita por meio do entusiasmo do seu atual pároco, principal responsável por formar uma das mais sólidas e carismáticas comunidades católicas de Belo Horizonte. Igreja – em grego ekklesia – tem entre os seus significados o de convocado.
    O padre Alexandre Fernandes de Oliveira entendeu isso como ninguém e, ao professar o amor com respeito pelo outro, trouxe o seu testemunho de vida como filho de Deus, convocando os fiéis a manterem com Ele um relacionamento, através de Cristo.
    Cedo entendeu o que dom Albino Cleto já pregava: "O que faz uma paróquia é a corresponsabilidade dos seus membros". Assim, com o tempo, transformou-os em uma grande congregação, tornando-os corresponsáveis na evangelização, nos cultos e na prática da caridade. Mas não para por aí.
    Dia desses promoveu uma missa sertaneja surpreendendo os fiéis. Participar de missa no domingo requer chegar cedo, pois a igreja lota e mais gente a assiste por televisores colocados em suas laterais externas. Fiéis chegam de longe para tentarem descobrir o que ali ocorre, em termos de envolvimento e participação.
    O padre Alexandre tem o dom da catequese e incentiva a formação de novas pastorais, ao tempo que estimula novos ministérios de música, que ali se apresentam aos domingos, razão pela qual me veio à mente a analogia com a igreja Abyssinian Church.
    Vozes belíssimas, coadjuvadas por instrumentos modernos, agora impulsionados pela correção da acústica levada a efeito pelo seu pároco, ali se apresentam, como uma atração à parte, e entoam os cânticos que mais nos aproximam de Deus, sob os aplausos dos fiéis.
    Com o crescimento do rebanho, o padre Dalmo Riggio se integrou a esse projeto social inovador, que embala a evangelização e desperta a atenção de todos nós. E os dois, ao se transformarem em receptores e emissores de energia condensada, incentivam-nos ao diálogo com Jesus. E voltando aos Atos 9:31, pode-se agora afirmar: "A igreja, na verdade, tinha paz..."



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    Quarta-feira, Junho 16, 2010

    ARTIGO ESPECIAL

                                                                                                   MINAS E A FIEMG

                                                     

                                                                                                         Wagner Gomes

    Com um discurso demonstrando conhecer a realidade mineira muito além do segmento industrial, tomou posse, como Presidente da FIEMG, o empresário do setor elétrico Olavo Machado Júnior. Com a Serraria Souza Pinto completamente lotada, o evento foi prestigiado pelo Governador Antônio Augusto Anastasia e pelo ex Governador Aécio Neves.
    Em sua fala Olavo Machado Júnior focou sua atuação na capacitação do empresariado, através da qual se buscaria a competitividade, principalmente a internacional. Se levarmos em consideração que Olavo Machado se torna o líder maior de mais de 120 mil empresas que geram mais de um milhão de empregos, percebe-se que a tarefa a que se propõe torna-se gigantesca.
    A parceria, até então levada a efeito, com o governo de Minas Gerais, tornou-se uma aliança mantida pelos atuais gestores de duas das principais forças que alimentam o processo produtivo de Minas Gerais: o Governo do Estado e a FIEMG. Ao realçar que pretende continuar trilhando o mesmo caminho já percorrido, o Presidente Olavo Machado ouviu do Governador Anastasia o solene compromisso de juntarem forças para perseguirem objetivos comuns, incrementando ações conjuntas.
    Tal estratégia, testada e aprovada pelo empreendedorismo do empresário Robson Andrade e do Governador Aécio Neves, mostrou-se extremamente proveitosa ao estimular os interesses convergentes, gerando um vigoroso modelo estruturante que impulsionou e alavancou a indústria mineira.
    Ao herdar toda essa conjuntura, Olavo Machado realçou o trabalho dos presidentes da FIEMG que o antecederam, discorrendo, também sobre sua trajetória à frente de sua empresa e nas entidades de classe, onde sempre ocupou cargos de destaque, com verdadeiro espírito agregador.

    Para levar adiante seu propósito, o novo presidente da FIEMG conta com outro aliado de peso, qual seja o novo presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Andrade. Olavo Machado destacou em sua fala que a construção dessa aliança estratégica entre o Governo e a iniciativa privada, levada a efeito com grande sucesso em Minas Gerais, poderia ser o embrião de um movimento semelhante a nível nacional, eis que o seu maior artífice comandaria, agora, a CNI.

    Suceder a Robson Andrade, sem sombra de dúvidas, é um grande desafio. Mas certamente Olavo Machado Júnior tem capacidade de sobra para isso. Seu jeito simples abriga, também, uma mente brilhante e um raro caráter. Sabe, como poucos, formar equipes, incentivá-las e comandá-las, com grande talento.


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    Sábado, Junho 19, 2010

    ARTIGO ESPECIAL. Para ler e pensar!!!

                                                        OPINIÃO

                           Vida e morte: aspectos éticos e jurídicos

                  
     
                                            Cássio Rosa Resende
                        Superintendente geral do Instituto Mário Penna


    Falar sobre a morte constitui um tabu, um pavor, uma fuga deliberada do assunto, ou uma alienação, sobretudo em uma sociedade que cultiva a cultura do hedonismo, de prazer a todo custo, da luxúria e da onipotência tecnológica. Ninguém deseja a morte, nem se deve fazer proselitismo a respeito de tal evento.
    Entretanto, ela é natural e inevitável e, como tal, deve ser aceita e enfrentada. Vida e morte são duas faces dialéticas da existência humana. Por isso, muito se tem discutido, ultimamente, sobre os aspectos éticos e jurídicos dos pontos e dos limites que tangenciam, separam e aproximam os dois eventos: vida e morte.
    Tratemos dos conceitos eutanásia, ortotanásia e distanásia. Eutanásia, etimologicamente, significa boa morte. Trata-se de expressão literal, porque, a rigor, não há boa morte.
    A eutanásia é um homicídio piedoso, praticado por compaixão, a pedido de um doente terminal e que padece de grande sofrimento. É a eutanásia ativa, que consiste na prática de um ato lesivo, dentro de certas circunstâncias e condições, com o fim de provocar a morte desejada pelo próprio paciente (injeção letal, por exemplo, asfixia etc.).
    Caso se consiga provar relevante valor social ou moral (sentimento de compaixão diante do sofrimento da vítima, morte digna a ela proporcionada etc.), a hipótese é de verdadeira eutanásia, tornando o autor passível de condenação em homicídio privilegiado (art. 121 do Código Penal), cuja pena varia de seis anos (mínima) a 20 anos (máxima), reduzida em até 1/3.
    Se o doente (ele próprio) põe fim à sua vida, auxiliado, apoiado ou instigado por um terceiro, este comete o crime de instigação ou induzimento ao suicídio. A pessoa, no caso, põe-se como senhora do seu destino e de sua vida.
    Já a ortotanásia (também chamada de eutanásia passiva e que, etimologicamente, significa morte correta, adequada ou no tempo certo) caracteriza-se pela limitação ou suspensão do esforço terapêutico, ou seja, do tratamento ou dos procedimentos que estão prolongando a vida de doentes terminais, com vida vegetativa e artificial, sem chance de cura. O desligamento de aparelhos configura, sem dúvida, a ortotanásia.
    A ortotanásia poderá ser aceita se praticada com observância dos princípios da não razoabilidade e da inutilidade do tratamento.
    Vale dizer: se o estado do paciente é grave e irreversível, em situação vegetativa e terminal; se está mantido vivo artificialmente, com equipamentos e aparelhos; se o sofrimento é extremo e a terapêutica é inútil; assim, não é razoável insistir com nessa situação. É justo, ético, conveniente que não se insista com esse tratamento inútil, desnecessário e cruel. Sobre os aspectos éticos e jurídicos, citemos posições de Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Código Penal Brasileiro (CPB).
    Segundo o artigo 1º, caput, da Resolução 1.805/06, o CFM estabeleceu que "é permitido ao médico limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do doente em fase terminal, de enfermidade grave e incurável, respeitada a vontade da pessoa ou de seu representante legal".
    O anteprojeto de reforma do CPB, de 1998, prevê, no artigo 121, parágrafo 4º: "Não constitui crime deixar de manter a vida de alguém por meio artificial, se previamente atestada por dois médicos, a morte como iminente e inevitável e, desde que haja consentimento do paciente, ou na sua impossibilidade, de ascendente, descendente, cônjuge, companheiro ou irmão".
    Finalmente, a distanásia consiste na vã ilusão da onipotência da ciência, da medicina, por meio de instrumental e recursos tecnológicos para o prolongamento desnecessário e sofrido de uma vida vegetativa e sem dignidade. É a obstinação terapêutica, em que a cura se demonstra inverossímil e os procedimentos médicos provocam mais sofrimento do que alívio para o paciente terminal.
    É preciso compreender e aceitar que a vida e a medicina têm seus limites. De minha parte, prevaleço da publicidade escrita para, nesse aspecto, deixar meu testamento. Não quero morrer em UTI, em uma cama fria de hospital, ligado em aparelhos e sob um agitado entreabrir de portas, burburinho, sussurros e passos apertados. Quero morrer em paz, em silêncio, em casa, ao lado de minha família. Oportuna é a observação da psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross, na obra Sobre a morte e o morrer: "Aqueles que tiverem a força e o amor para ficar ao lado de um paciente moribundo, com o silêncio que vai além das palavras, saberão que tal momento não é nem assustador nem doloroso, mas um cessar em paz do funcionamento do corpo. Observar a morte em paz de um ser humano faz-nos lembrar uma estrela cadente.
    É uma entre milhões de luzes do céu imenso, que cintila ainda por um breve momento para desaparecer para sempre numa morte sem fim. Ser terapeuta de um paciente que agoniza é nos conscientizar da singularidade de cada indivíduo neste oceano imenso da humanidade. É uma tomada de consciência de nossa finitude, de nosso limitado período de vida.
    Poucos entre nós vivem além dos 70 anos; ainda assim, neste curto espaço de tempo, muitos entre nós criam e vivem uma biografia única, e nós mesmos tecemos a trama da história humana".
    Concluo com o filósofo e poeta Rabindranath Tagore, in Pássaros errantes: "A pequena verdade tem palavras que são claras; a grande verdade tem grande silêncio".


     


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    Sexta-feira, Junho 25, 2010

    ARTIGO ESPECIAL

                                                                O fator Patrus/Pimentel

                                          

                                                                          Wagner Gomes

    Desde que Ciro Gomes, após a intervenção pessoal do presidente Lula, para evitar sua candidatura à Presidência pelo PSB, saiu de cena para, como ele próprio disse, ter um tempo para lamber suas feridas, todas as atenções do país voltaram-se para desvendar o mistério que ainda persiste: quem será o vice do Serra?
    As insinuações em torno do nome de Aécio Neves recrudesceram, a tal ponto que o mesmo retruca sempre que o tema vem à baila: "não me empurrem, porque aí é que eu não vou".
    Lembrem-se de que o PSDB não permitiu a realização das prévias, nem dos encontros regionais sugeridos pelo ex-governador mineiro, para escolha de seu candidato à presidência. Tudo estava milimetricamente planejado para que o governador Serra viesse a ser o candidato naturalmente impingido. Ao produzir sua carta de desistência da postulação de ser o candidato do partido, através da qual proclamava à nação sua própria identidade, Aécio deixou bastante claro que, por ter luz própria, não se submeteria a nenhuma liderança.
    Sua meta, dessa forma vigorosamente explicitada, passava a ser o Senado. Ao se ausentar, estrategicamente, em viagem de férias, deixou um vácuo, que veio a ser ocupado por muitas especulações. Ao seu retorno, encontrou um cenário, que se mantém revelado pelas mais recentes pesquisas, no qual o candidato de seu partido perdeu terreno, a ponto de ser ultrapassado, na preferência dos eleitores, pela candidata Dilma Roussef, que cresce vertiginosamente.
    Fernando Pimentel, alijado da disputa pelo Governo de Minas, enxergou, com seu veloz raciocínio de líder emergente, hoje já reconhecido, que a dinâmica política exigiria abrir os caminhos para a candidata presidencial de seu partido.
    Assim como Aécio Neves já percebeu há algum tempo, Pimentel também imagina hoje, como no passado, que as eleições presidenciais sempre tendem a ser definidas por Minas Gerais. Assim, evitando novas escaramuças com Patrus Ananias, que se decidiu por integrar a chapa de Hélio Costa, ao aceitar ser o seu candidato a Vice-Governador, encabeça um movimento que a torna tão forte, que só um fato novo pode impedir a sua consagração nas urnas.
    Por outro lado, Fernando Pimentel, ainda que não tenha se tornado candidato ao Governo mineiro, provou nos embates internos do PT e seus desdobramentos, que se tornou uma das estrelas políticas mais ascendentes no cenário nacional. A um só tempo se transformou no candidato da coligação PMDB/PT ao Senado e em um dos coordenadores nacionais da campanha Dilma Roussef à Presidência.
    Aquilo que em recente artigo abordei, transforma-se no único antídoto capaz de fazer o PSDB enfrentar em Minas, de igual para igual, a coligação PMDB/PT: o ex-Governador Aécio Neves terá que usar sua influência direta, fazendo aflorar, de vez, o nome de Itamar Franco como candidato a Vice-Presidente na chapa encabeçada pelo ex-governador José Serra.
    Muitos se lembram dos altos índices de popularidade por ele alcançados ao final de seu mandato como Presidente da República. Pegando um país destroçado pelos desmandos da era Collor, entregou-o, ao seu sucessor, pacificado e com uma moeda forte, tornando-se um marco em nossa história, ao tempo em que propiciava o início da recuperação econômica do Brasil.
    Ao lançar o Plano Real, finalmente, deu vigor à nossa, até então, frágil moeda. Itamar Franco sempre foi um homem de atitudes fortes e coerentes, não permitindo em seu governo que proliferassem atitudes não condizentes com a ética, com a moral e com os bons costumes. Ao menor sinal de qualquer irregularidade afastava o suspeito de suas funções, até que o tema fosse totalmente esclarecido.
    Aécio Neves, assim procedendo, resgataria essa reserva moral da Nação, ao tempo em que daria uma leve estocada em FHC. E ao assim atuar, uma vez mais, indicaria que o Senado se torna o seu caminho estreme, e que ali pretende erigir sua nova trincheira, sem perder de vista recuperar, mais adiante, o que o destino roubou de seu avô.
    O ex-ministro Hélio Costa, que já despontava na dianteira das pesquisas eleitorais em Minas Gerais, conta, agora, com o substancial reforço de campeoníssimos de votos ao seu redor, ao consolidar, com rara habilidade, o cenário de seu sonho, no qual Patrus Ananias é o seu vice, e Fernando Pimentel, o seu candidato a Senador.
    Nesse contexto, sua candidatura se fortalece e adquire contornos definitivos de comprovada e testada densidade eleitoral, sem o temido risco da cristianização.
    Para enfrentar esse trio parada dura e bom de votos, em um verdadeiro duelo de titãs, o PSDB necessita de um nome catalisador no segundo maior colégio eleitoral do País. Por isso imagina-se cada vez mais real a possibilidade de Itamar Franco vir a ser o complemento ideal e capaz de impulsionar, a um só tempo, os candidatos José Serra e Antônio Anastasia, em Minas Gerais. De quebra, no plano nacional, seria um fato de enorme repercussão.
    Delineado esse quadro, tal como um moderno bandeirante, mas sem a crueza dos métodos, Aécio Neves cuidaria de fincar o nome de Anastasia nos rincões de Minas, ao tempo em que se tornaria um fiel escudeiro de José Serra. Dessa forma poderia retomar o comando da campanha em Minas Gerais, hoje, sem sombra de dúvidas nas mãos da coligação PMDB/PT.
    Como em Minas Gerais a política se torna, por excelência, a arte do impossível, não me surpreenderia, caso não vingue Itamar Franco como candidato a Vice-Presidente, em dobradinha com o José Serra, que ele se torne candidato ao Senado, em lugar de Fernando Pimentel, fazendo com que o seu partido integre a coligação PT/PMDB.
    Ao ceder seu lugar na coligação por um objetivo mais nobre, Pimentel ao tempo em que consolidaria sua posição de liderança despreendida, tornar-se-ia candidato a Deputado Federal, arrastando com seu poder de voto, a eleição de outros companheiros, e pavimentando, desta forma, a eleição de Hélio Costa e Dilma Roussef. Difícil de acreditar?


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    Segunda-feira, Junho 28, 2010

    ARTIGO ESPECIAL


                                                                O fator Patrus/Pimentel

                                          

                                                                          Wagner Gomes

    Desde que Ciro Gomes, após a intervenção pessoal do presidente Lula, para evitar sua candidatura à Presidência pelo PSB, saiu de cena para, como ele próprio disse, ter um tempo para lamber suas feridas, todas as atenções do país voltaram-se para desvendar o mistério que ainda persiste: quem será o vice do Serra?
    As insinuações em torno do nome de Aécio Neves recrudesceram, a tal ponto que o mesmo retruca sempre que o tema vem à baila: "não me empurrem, porque aí é que eu não vou".
    Lembrem-se de que o PSDB não permitiu a realização das prévias, nem dos encontros regionais sugeridos pelo ex-governador mineiro, para escolha de seu candidato à presidência. Tudo estava milimetricamente planejado para que o governador Serra viesse a ser o candidato naturalmente impingido. Ao produzir sua carta de desistência da postulação de ser o candidato do partido, através da qual proclamava à nação sua própria identidade, Aécio deixou bastante claro que, por ter luz própria, não se submeteria a nenhuma liderança.
    Sua meta, dessa forma vigorosamente explicitada, passava a ser o Senado. Ao se ausentar, estrategicamente, em viagem de férias, deixou um vácuo, que veio a ser ocupado por muitas especulações. Ao seu retorno, encontrou um cenário, que se mantém revelado pelas mais recentes pesquisas, no qual o candidato de seu partido perdeu terreno, a ponto de ser ultrapassado, na preferência dos eleitores, pela candidata Dilma Roussef, que cresce vertiginosamente.
    Fernando Pimentel, alijado da disputa pelo Governo de Minas, enxergou, com seu veloz raciocínio de líder emergente, hoje já reconhecido, que a dinâmica política exigiria abrir os caminhos para a candidata presidencial de seu partido.
    Assim como Aécio Neves já percebeu há algum tempo, Pimentel também imagina hoje, como no passado, que as eleições presidenciais sempre tendem a ser definidas por Minas Gerais. Assim, evitando novas escaramuças com Patrus Ananias, que se decidiu por integrar a chapa de Hélio Costa, ao aceitar ser o seu candidato a Vice-Governador, encabeça um movimento que a torna tão forte, que só um fato novo pode impedir a sua consagração nas urnas.
    Por outro lado, Fernando Pimentel, ainda que não tenha se tornado candidato ao Governo mineiro, provou nos embates internos do PT e seus desdobramentos, que se tornou uma das estrelas políticas mais ascendentes no cenário nacional. A um só tempo se transformou no candidato da coligação PMDB/PT ao Senado e em um dos coordenadores nacionais da campanha Dilma Roussef à Presidência.
    Aquilo que em recente artigo abordei, transforma-se no único antídoto capaz de fazer o PSDB enfrentar em Minas, de igual para igual, a coligação PMDB/PT: o ex-Governador Aécio Neves terá que usar sua influência direta, fazendo aflorar, de vez, o nome de Itamar Franco como candidato a Vice-Presidente na chapa encabeçada pelo ex-governador José Serra.
    Muitos se lembram dos altos índices de popularidade por ele alcançados ao final de seu mandato como Presidente da República. Pegando um país destroçado pelos desmandos da era Collor, entregou-o, ao seu sucessor, pacificado e com uma moeda forte, tornando-se um marco em nossa história, ao tempo em que propiciava o início da recuperação econômica do Brasil.
    Ao lançar o Plano Real, finalmente, deu vigor à nossa, até então, frágil moeda. Itamar Franco sempre foi um homem de atitudes fortes e coerentes, não permitindo em seu governo que proliferassem atitudes não condizentes com a ética, com a moral e com os bons costumes. Ao menor sinal de qualquer irregularidade afastava o suspeito de suas funções, até que o tema fosse totalmente esclarecido.
    Aécio Neves, assim procedendo, resgataria essa reserva moral da Nação, ao tempo em que daria uma leve estocada em FHC. E ao assim atuar, uma vez mais, indicaria que o Senado se torna o seu caminho estreme, e que ali pretende erigir sua nova trincheira, sem perder de vista recuperar, mais adiante, o que o destino roubou de seu avô.
    O ex-ministro Hélio Costa, que já despontava na dianteira das pesquisas eleitorais em Minas Gerais, conta, agora, com o substancial reforço de campeoníssimos de votos ao seu redor, ao consolidar, com rara habilidade, o cenário de seu sonho, no qual Patrus Ananias é o seu vice, e Fernando Pimentel, o seu candidato a Senador.
    Nesse contexto, sua candidatura se fortalece e adquire contornos definitivos de comprovada e testada densidade eleitoral, sem o temido risco da cristianização.
    Para enfrentar esse trio parada dura e bom de votos, em um verdadeiro duelo de titãs, o PSDB necessita de um nome catalisador no segundo maior colégio eleitoral do País. Por isso imagina-se cada vez mais real a possibilidade de Itamar Franco vir a ser o complemento ideal e capaz de impulsionar, a um só tempo, os candidatos José Serra e Antônio Anastasia, em Minas Gerais. De quebra, no plano nacional, seria um fato de enorme repercussão.
    Delineado esse quadro, tal como um moderno bandeirante, mas sem a crueza dos métodos, Aécio Neves cuidaria de fincar o nome de Anastasia nos rincões de Minas, ao tempo em que se tornaria um fiel escudeiro de José Serra. Dessa forma poderia retomar o comando da campanha em Minas Gerais, hoje, sem sombra de dúvidas nas mãos da coligação PMDB/PT.
    Como em Minas Gerais a política se torna, por excelência, a arte do impossível, não me surpreenderia, caso não vingue Itamar Franco como candidato a Vice-Presidente, em dobradinha com o José Serra, que ele se torne candidato ao Senado, em lugar de Fernando Pimentel, fazendo com que o seu partido integre a coligação PT/PMDB.
    Ao ceder seu lugar na coligação por um objetivo mais nobre, Pimentel ao tempo em que consolidaria sua posição de liderança despreendida, tornar-se-ia candidato a Deputado Federal, arrastando com seu poder de voto, a eleição de outros companheiros, e pavimentando, desta forma, a eleição de Hélio Costa e Dilma Roussef. Difícil de acreditar?


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    Domingo, Julho 4, 2010

    ARTIGO ESPECIAL de Wagner Gomes, que está na última edição da revista VIVER BRASIL. Vale conferir!!!

    O lixo não tem limites


    Gerar-se-iam centenas de milhares de empregos diretos ao retirar-se da informalidade os catadores de lixo, que se transformariam em zeladores do meio ambiente


    Texto: Wagner Gomes
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    Wagner Gomes - Administrador de empresas





    O esgotamento dos aterros sanitários, que gera dificuldades para os moradores do entorno, provoca, cada vez mais, a necessidade de que sejam implantadas coletas seletivas do lixo. Os moradores de um grande centro se transformam, ao mesmo tempo, em parte do problema e da solução.
    O que se percebe nessas áreas degradadas é que o metano (CH4), ao subir para a atmosfera, e o chorume, que por ser líquido, desce pela terra abaixo, agridem a harmonia ecológica, contribuindo para o agravamento dos danos ambientais, que ameaçam o equilíbrio ecológico de nosso planeta. Incentivando uma mudança de postura, o Pro­tocolo de Kyoto assegura substancial crédito, através da venda do carbono não emitido, aos países que obtiverem energia por meios não poluentes.
    Esse conceito, denominado sequestro de carbono, ao ser consagrado pela Conferência de Kyoto, em 1997, tinha por finalidade desacelerar ou mesmo conter a emissão de CO2 jogada na atmosfera, atenuando o efeito estufa.
    Dentre tantos fatores que contribuem para a redução concentrada de CO2 na atmosfera, está a maciça recuperação de áreas degradadas pelos aterros sanitários e por aquelas popularmente conhecidas por lixões. É possível, com a moderna tecnologia, dar um tratamento a esses resíduos, inclusive àqueles armazenados há décadas, por meio de processos que permitem extrair o lixo pesado, tipo aço, co­bre, latão, alumínio, pet, papel, papelão, enfim o que se tornar interessante retornar à atividade produtiva.
    Esse processo, de tão abrangente, permite extrair composto orgânico para fazer adubo e, mesmo as cinzas da queima produzida podem destinar-se ao britamento de asfalto ou incorporar-se ao cimen­to e ao concreto. Gerar-se-iam centenas de milhares de empregos diretos ao retirar-se da informalidade os catadores de lixo, que se transformariam em zeladores do meio ambiente. A queima de todo esse lixo, ordenadamente capturado, produz energia e minimiza o impacto ambiental.
    Hoje, 35 países conseguem a geração de energia com biomassa e resíduos de lixo, e mais de 650 termoelétricas funcionam, no mundo, com essa finalidade. A planta de uma usina que produz energia, com geração pela caldeira e demais componentes, é construída em área próxima da indústria patrocinadora, que fica habilitada a obter crédito de carbono.
    Diversos elementos, tipo enxofre, óxido de nitrogênio, metais, enfim tudo o que tiver possibilidade de agredir o meio ambiente, tem que ser monitorado constantemente. Um projeto dessa envergadura tem que ter aprovação da Feam e da Seam, que o regula e estimula. Muito em breve, siglas como CDR (Combustível Derivado de Resíduos) e MDL (Mecanismos de Desenvolvimento Limpo) incorporar-se-ão ao nosso cotidiano, associadas ao conceito de reciclagem do lixo.
    Para se ter uma ideia da importância desse tema, é interessante saber o que Pan Yue, vice-ministro de estado e Proteção Ambiental da China nos informa:
    "Na verdade, a China fez o tipo de avanço econômico em três décadas, que exigiria 100 anos nos países ocidentais. Mas a China também sofreu um século de dano ambiental em 30 anos."


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    Segunda-feira, Julho 5, 2010

    ARTIGO ESPECIAL enviado ao nosso BLOG pelos especialistas em hotelaria, José Aparecido Ribeiro e Marteen Van Sluys.

    A HOTELARIA EM BH
    (uma lúcida radiografia)


                      

     Da esquerda para a direita: 
     o expert em hotelaria,Marteen Van Sluys,
     a secretária de Cultura de Minas, Érica Drumond 
     e o também especialista em hotelaria, José Aparecido Ribeiro.
     (foto arquivo Feijão Amigo).

    A hotelaria de BH vive um momento bastante positivo quanto aos resultados, por isso mesmo suas projeções merecem especial atenção, cuidados redobrados da parte de quem vai investir e atitudes conscientes dos órgãos governamentais no sentido de desenvolver ações que garantam perenidade ao setor.
    Após uma crise que durou cerca de 10 anos e que significou o fechamento de pelo menos 10 hotéis, entre 1995 e 2005, a hotelaria recuperou a diária média (valor médio pago por seus hóspedes ao longo de um período) e há cinco anos vem alcançando índices de ocupação satisfatórios, capazes de remunerar investidores e cobrir os gastos de sua operação.
    A cidade hoje conta com 12 mil leitos capazes de atender a demanda normal e aos eventos de pequeno até médio portes, em 8 mil quartos de nível 2 a 5 estrelas.
    É consenso que a cidade necessita de mais leitos sendo que os próprios hoteleiros reconhecem que basta ocorrer um grande evento para a hotelaria entrar em colapso.
    A razão para este desequilíbrio positivo entre a oferta e a demanda deve-se a um conjunto de fatores como a construção do Expominas, o aquecimento da economia, as ações assertivas da Secretaria de Turismo do Estado, do BH Convention & Visitours Bureau, da Belotur e em especial ao crescimento do Estado de Minas Gerais, tendo BH como porta de entrada.
    Devemos lembrar também da transferência dos vôos para confins, a construção da Linha Verde e o incentivo às exportações que movimentam Confins e como conseqüência a hotelaria de Belo Horizonte. Hoje existem mais hóspedes do que camas para dormir e não é raro os motéis e hotéis de cidades vizinhas serem ocupados em dias de eventos.
    Este cenário confirma que a cidade está pronta para receber novos hotéis. Contudo, não existem meios de afirmar quantos quartos a cidade precisará para manter um equilíbrio capaz de fazer com que o investimento em novos hotéis não se transforme em um mal negócio, como foi na primeira metade da década atual, se não através de um estudo sério e profundo acerca do tema.
    Numa análise mais simplista avaliam-se apenas os índices médios de ocupação. Este método tem sido defendido pela ABIH - Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Cidades importantes como Rio, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, São Paulo e outras, através de parcerias entre as ABIH´s regionais, Empresas Municipais ou Secretarias de Turismo e as Prefeituras destas cidades.
    No Rio, por exemplo, só se constrói novos hotéis quando a ocupação hoteleira ultrapassa a casa dos 70% em seu índice médio ao longo do ano. As informações são repassadas pela ABIH para a Prefeitura e ela só autoriza novos alvarás de construção, se o mercado indicar que são necessários novos quartos. Isso garante o equilíbrio entre oferta e demanda e demonstra prudência do poder público sobre os impactos mercadológicos que tal desequilíbrio pode causar quando há oferta de leito maior do que a demanda de hóspedes.
    Sabe-se porém que a analise de valores médios apenas não expressam em si todas as verdades por trás destas projeções. É preciso avaliar-se mais elementos como por exemplo quantos dias do ano a praça hoteleira encontra-se lotada e qual a capacidade instalada para realização de eventos na cidade além de outras variáveis que estudos específicos são capazes de demonstrar.
    Há quem pense que Copa do Mundo e Olimpíadas, somadas aos eventos paralelos e correlatos são apelos suficientes para garantir a ocupação e por conseqüência os resultados de investimentos em hotéis. Esta conclusão pode ser um equívoco, pois a hotelaria não vive de eventos pontuais